Vaticano publica provisão especial para acolher anglicanos descontentes
Em uma inesperada decisão, a Igreja Católica Romana tornou público hoje uma provisão especial do Papa para acolher anglicanos em dissenso com sua Igreja por razões de ordenação de mulheres e de pessoas homoafetivas.
A provisão especial permitirá que anglicanos entrem em plena comunhão com Roma mantidas particularidades da tradição e teologia anglicanas, incluído o estado matrimonial dos clérigos – exceto os bispos.
Em entrevista coletiva, o Arcebispo de Cantuária declarou não entender esse provisão de Roma como uma ingerência nos assuntos internos da Comunhão Anglicana.
Em uma declaração conjunta com o Arcebispo católico Romano de Westminster, Rowan Williams enfatizou que essa medida representou a superação de muitas incertezas para anglicanos e católicos romanos, tornando-se uma solução para um anseio de grupos anglicanos que vinham solicitando a Roma a aceitação como membros em plena comunhão.
A grande interrogação em torno da medida é se essa provisão se destina aos anglicanos que abandonaram a comunhão da Igreja por razões de dissenso ou se vale também para os anglicanos que, embora ainda dentro da Igreja, desejarem aderir a Roma sob essa provisão.
De qualquer modo, essa inesperada ação da Sé de Roma representará um questionamento a respeito da longa caminhada de diálogo ecumênico entre anglicanos e católicos romanos que existe há mais de 40 anos.
Já começam a se construir muitas teses de apoio e de questionamento a partir de teólogos dos dois lados. Certamente essa é uma medida que terá seus impactos no futuro das relações entre as duas Igrejas.
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Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva
Secretário-Geral da IEAB

Yamil Dutra 15:00 on 21/10/2009 Permalink |
A igreja de Roma passaria a ter dois tipos de padres, casados e solteiros. Isso seria revolucionário e tornaria, aos pouco, a questão do celibato um assunto ainda mais explosivo na igreja de Roma. Somado este aspecto à introdução da teologia, tradição e outras particularidades anglicanas no seio da igreja de Roma, as duas Igrejas estariam cada vez menos diferenciadas e sobrariam as questões (de tensa discussão dentro da igreja de Roma e de absoluta aceitação no mundo civil) da ordenação feminina e da homoafetividade para serem solucionadas, o que permitiria, no futuro, uma potencial reunificação das duas Igrejas. Fica bem claro qual a orientação vitoriosa nestes últimos séculos: a Anglicana.
Valdir A. C. 13:02 on 03/11/2009 Permalink |
Paz e Bem! Ouso postar aqui porque o assunto diz respeito a Igreja Católica Apostólica Romana!
Ao Sr. Yamil imponho dois questionamentos:
1- Os que poderão entrar em plena comunhão com a Santa Sé serão, exatamente, aqueles que não aceitam os absurdos defendidos pelo Sr. dentro do Anglicanismo. Não serão anglicanos dentro do catolicismo e sim católicos com um rito, digamos, anglicano (livre daquilo que contraria a Sã Doutrina), como os Melquitas, Ambrosianos, Orientais… etc.
2- Em hipótese alguma os defensores de tais abusos absurdos encontrarão apoio ou comunhão na Igreja Católica em qualquer tempo. Nem em sonho!!!
Em Jesus, com Maria… Sempre!
Silvio 22:15 on 25/10/2009 Permalink |
Dentro da Igreja Católica Romana já existem padres casados. São aqueles dos ritos orientais. Tal como acontecerá com os anglicanos que voltarem para a Igreja de Roma, lá também os bispos tem que ser celibatários. De outro lado, concordo que está na hora de Roma rever o celibato obrigatório. Certamente se hoje ela abrisse uma janela para tal, aumentaria sobremaneira o número de sacerdotes ativos, com o retorno dos mesmos ao seio eclesial, hoje afastados.
Pe. Antônio Ramalho Neto 0:28 on 31/10/2009 Permalink |
Creio que esse foi um grande avanço para a união das Igreja Romana e Anglicana , uma teria que fazer uma proposta e assim fazendo como fez a Igreja Romana esperamos nossos irmãos anglicanos de braços abertos. Bem Vindos.
Rodrigo 23:48 on 24/03/2011 Permalink |
Bom pra IEAB rever algumas posturas tímidas que tinha em tempos recentes com grupos que supostamente se dizem “fiéis à sã doutrina”, que, o que fazem na verdade é contra-atacar o desafio que o evangelho de Jesus fazia ao evangelho imperial, assimilando a retórica do evangelho cristão à racionalidade do evangelho imperial romano…