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  • SNIEAB 20:58 on 31/07/2009 Permalink  

    Expansão e Serviço: um povo que avança em meio aos desafios 

    A segunda-feira reservou para todos nós mais uma grande alegria. Viajamos à cidade de Alto Paraíso onde foi oficialmente instalada a mais nova Missão do Distrito. Nesta pequena cidade de cerca de 17 mil habitantes, foi instalada a Missão São Patrício. Uma cerimônia com quase 40 pessoas presentes e ofício de batismo de três pessoas e celebração eucarística presidida pelo bispo Almir.

    A cidade é considerada uma das rotas de desmatamento ilegal e para quem chega nela vindo de Ariquemes o espetáculo é espantoso pelo número de madeireiras e fumaça de fábricas de carvão. Fomos recebidos em audiência pelo prefeito da cidade e ali pudemos explanar junto com o bispo Almir e os reverendos Hugo e Paulo Tamaki que a IEAB está chegando àquela cidade para ser mais uma comunidade disposta a contribuir para o crescimento da consciência das pessoas em torno dos valores do Evangelho.

    Em seu sermão, d. Almir lembrou aos presentes que Missão se faz com tempo e paciência. Citando a obra O Pequeno Príncipe, o bispo lembrou a história do encontro entre a raposa e o príncipe e como esse encontro transformou a vida de ambos. Missão se faz também cativando pessoas e se tornando responsáveis por elas. Nestes rincões da Amazônia se tem muito o que fazer, especialmente com relação ao meio ambiente e à dignidade de vida das pessoas.

    Usando da palavra, o reverendo Francisco apresentou um pouco da IEAB e em como ela se organiza. E acrescentou que a criação de uma nova missão é sempre ocasião para se celebrar o amor de Deus na vida de pessoas que sentem o desejo de se congregar para adorar e servir. Lembrou que Alto Paraíso tem muitos desafios a serem enfrentados e que a Igreja deve se colocar a serviço do povo, especialmente os excluídos.

    Após a celebração, foi servido um delicioso jantar típico da região como gesto de acolhida. Pela alegria e hospitalidade reveladas pelos irmãos da nova Missão pode se avaliar como o futuro dessa comunidade é promissor.

    Avaliando um pouco essa semana de visitas é possível se ver como o Distrito Missionário continua sendo uma clara demonstração da potencialidade de nossa Igreja. Os recursos materiais e o contexto econômico onde vivem as comunidades apresentam enormes desafios. Mas a unidade e capacidade de se manter unidos constituem duas grandes riquezas que não podem ser desprezadas.  O Secretário Geral, como das vezes anteriores, retorna renovado ao ver nesta parte da Igreja do Brasil os sinais de uma vitalidade que devem ser também imitados pelas outras dioceses. Os desafios existem para serem superados e sua superação pressupõe uma fé inabalável e a capacidade de partilhar o pouco para se transformar no muito.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 8:21 on 29/07/2009 Permalink  

    Conquistas e desafios: uma jornada de fé do povo do Distrito Missionário 

    Um domingo que certamente será lembrado pelas comunidades do entorno de Ariquemes. Uma viagem em cima de caminhão levou os paroquianos da SS Trindade até a linha 50 – local de um assentamento de pequenos agricultores – e lá tivemos uma linda celebração Eucarística na rústica capela da Missão São Pedro e São Paulo.  O Bispo Almir,  os reverendos Hugo e Paulo Tamaki junto com o Secretário Geral foram recebidos festivamente pelo povo da linha 50. O Reverendo Francisco de Assis lembrou a importância de o povo amazônico continuar firme na defesa da dignidade da vida e do ambiente, comparando essa resistência com o testemunho das solitárias castanheiras – chamadas de vigias da Amazônia – que resistem solitárias à devastação criminosa da floresta.

    Aliás, no caminho para o assentamento, é possível se ver áreas continuas enormes conquistadas à força pelas motosserras simplesmente para serem ocupadas por rebanhos bovinos que além de destruir a floresta ainda contamina a água dos rios. Um espetáculo triste que tem nas solitárias castanheiras as testemunhas silenciosas destes verdadeiros crimes ambientais.

    Mas mesmo em meio a todo esse cenário de desrespeito à natureza é possível ver um povo que resiste. Estivemos visitando a associação dos pequenos agricultores que exibiam com expressão de esperança no rosto a conquista de financiamento público  para um trator de última linha e equipamentos e insumos para a produção de alimentos. Uma conquista da união e da perseverança de um povo que insiste em lutar por seus direitos. E a IEAB tem a sua parte nesse projeto porque o seu testemunho é o de apoiar e fortalecer a confiança dessa gente de fé.

    É muito importante destacar que na Paróquia da SS Trindade, o povo também tem o que comemorar. As mulheres estão organizando em parceria com o poder público uma horta no próprio terreno contíguo à Paróquia. Essa horta é parte de um projeto da Prefeitura Municipal que abastece as escolas da rede pública com o produto de hortas comunitárias, ajudando as crianças a terem alimentação saudável e ao mesmo tempo gerando renda para as comunidades que cultivam as hortas. Nesse contexto é visível a expressão de esperança que se vê estampada nos rostos das mulheres!

    Certamente essa é a característica maior do trabalho na região de Ariquemes: uma Igreja que caminha ao lado do povo lutando para ampliar os seus horizontes de vida. Uma cidade que cada dia mais experimenta o fenômeno da exclusão e da violência. Comparada com outros centros, Ariquemes é hoje uma das cidades mais violentas do Brasil, em termos proporcionais. A violência chega  tal ponto que os hábitos das pessoas estão sendo modificados e muitas Igrejas estão evitando realizar atividades à noite por falta de segurança mínima dos seus fiéis.  Em meio a tudo isso, devemos dar graças a Deus pela presença da IEAB que tem uma visibilidade e uma credibilidade junto ao poder público e à comunidade como um todo.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 22:19 on 27/07/2009 Permalink  

    Distrito Missionário realiza sua sétima assembléia 

    O Secretário Geral, o Coordenador do Centro de Estudos Anglicanos e o bispo visitador do Distrito Missionário estão desde o dia de ontem na cidade de Porto Velho para o conjunto de atividades que girarão em torno de mais uma Assembléia Distrital.

    Desta vez, a comunidade hospedeira  é a Missão Phileon que nesta Assembléia será recebida como Paróquia Subvencionada. O carinho e a atenção dos irmãos e irmãs tem sido um ponto alto deixando todos os visitantes honrados e vivenciando um autêntico espírito de acolhida com o jeito amazonense de ser.  A cidade de Porto Velho também está sendo nestes dias palco do Encontro Intereclesial das Comunidades de Base reunindo cerca de 4 mil pessoas em meio à uma rica discussão sobre meio ambiente.
    Para o Secretário Geral a experiência já começa com um profundo choque meteorológico, pois saiu de Porto Alegre pela manhã cedo com 4 graus centigrados e à uma da tarde do mesmo dia já estava sob os 34 graus na quente e úmida capital de Rondônia.
    Já na noite da quinta-feira, 23 de julho, tivemos uma solene abertura da Assembléia Distrital com celebração eucarística e rito de confirmação e recebimento em comunhão de dez pessoas na Missão Phileon. Em seu sermão, o bispo visitador, D. Almir, compartilhou sua experiências no encontro Intereclesial destacando a preocupação das Igrejas e movimentos sociais com a destruição da floresta e das espécies vivas na Amazônia mediante o avanço dos grandes complexos hidroelétricos no entorno de Porto Velho. Lembrou que um dos compromissos que temos como Igreja é o de preservar o meio ambiente e conclamou os confirmandos a assumirem integralmente a missão da Igreja também nessa perspectiva.

    O Secretário Geral saudou a comunidade em nome do Bispo Primaz e expressou o carinho e as orações por essa parte viva de nossa Província que tem dado inequívocos sinais de compromisso com o Evangelho.

    Na sexta-feira, 24, o Coordenador do CEA, reverendo Carlos Calvani, dirigiu um Seminário de capacitação dos ministros leigos e postulantes ao sagrado ministério em Anglicanismo. Foram explorados diversos temas sob uma perspectiva anglicana, com uma excelente participação dos presentes. História da Igreja, Liturgia e Eclesiologia foram os temas principais abordados no encontro.

    Durante o sábado, com a presença dos delegados das Paróquias e Missões, o Distrito reuniu-se em Assembléia Ordinária para analisar os relatórios e encaminhar decisões para o próximo ano. Entre os destaques dos relatórios, apontamos a criação de uma nova Missão São Patrício na cidade de Alto Paraíso e a mudança da Missão Maria Mãe da Libertação para o município Alto Alegre dos Parecis a 400 km de Ariquemes. A Missão era no assentamento Florestan Fernandes que foi incorporado ao assentamento Che Guevara, uma conquista da comunidade dos assentados, esperada durante nove anos.

    Ainda na Assembléia se recomendou a criação de associações civis ligadas às comunidades como instrumento de parceria com o poder público tendo em vista a disponibilidade de recursos para programas com crianças, mulheres, jovens em situação de risco e pequenos produtores rurais. Um destaque na Assembléia foi a formalização de processos de postulância de três pessoas que agora seguirão o caminho definido pelos Cânones Gerais com vistas aos processos de ordenação futura.

    Após a produtiva reunião em Porto Velho, o Secretário Geral, o bispo Almir e o Coordenador do CEA viajaram junto com os reverendos do Distrito Missionário para a cidade de Ariquemes, cerca de 190 km da capital do estado. Ali haverá uma extensa agenda que incluirá a visita à chamada linha 50 e à nova Missão São Patrício que relataremos na próxima matéria.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 11:47 on 15/07/2009 Permalink  

    MDGs: reflexão e prática 

    Um dos focos mais debatidos na Convenção Geral em todas as suas instâncias, desde as comissões de finanças, passando pelo plenário das Câmaras e na própria vida litúrgica do evento foi o dos objetivos do Milênio.

    Ontem, na medida que a Convenção se aproxima do seu fim – daqui a dois dias – o tema foi refletido e praticado quase à exaustão. Na celebração matinal, que teve como pregadora Abagail Nelson  se destacou a necessidade do resgate da dignidade humana de todas as pessoas que sofrem com todos os tipos de efeitos naturais e econômicos. Abagail citou muitos dos exemplos que ERD – Episcopal Relief Development – tem buscado apoiar a Igreja em várias partes do mundo. Ásia, África, América Latina, Caribe, beneficiando quase 3 milhões de pessoas. Um desses projetos se desenvolve na cidade do Rio de Janeiro com o apoio à chamada Cidade de Deus. Importante também mencionar o apoio que ERD está dando ao Serviço Anglicano de Desenvolvimento, em fase de implementação na IEAB e que tem como finalidade capacitar nossa Província para uma ação articulada no campo do serviço .

    A atual crise econômica estrutural do Capitalismo internacional  têm agravado mais ainda a condição de vida das pessoas situadas nos países pobres, a ponto de a própria ONU reconhecer que a pobreza aumentou e hoje já ultrapassa o espantoso número de 1 bilhão de pessoas.

    Desemprego, desastres naturais e/ou provocados pela ação humana tem causado grande sofrimento. A capacidade de resposta dos governos tem sido diminuída pela própria crise e é nesse ponto que a sociedade civil e a própria Igreja precisa ser fiel ao chamado da missão. Compromisso é a palavra chave para que o testemunho de serviço ao mundo seja vivido autenticamente pela Igreja.

    Um exemplo concreto do que se viveu ontem na Convenção Geral foi a marcha por justiça no trabalho. Anaheim é um importante centro turístico onde se situa um dos enormes parques temáticos da Disney World. Rodeada de hotéis de luxo, a cidade respira o glamour do turismo. No entanto, por trás de todo esse quadro estão milhares e milhares de mexicanos e centro-americanos que são explorados por essa rede mediante inexistência de contratos formais de trabalho ao que se submetem por causa de sua condição de imigrantes. Não tem assistência médica, não tem direitos sociais e podem ser mandados embora a qualquer hora.
    Assim, através de um dos Networks de Justiça da Igreja Episcopal e da organização dos trabalhadores do candado de Anaheim, se fez uma marcha pedindo justiça e direitos para os trabalhadores dos hotéis e da Disney. Com cartazes dizendo “Disney não é confiável”, bispos, clérigos e leigos marcharam até a entrada da Disney para protestar pela situação de desrespeito contra o justo direito ao justo salário e à dignidade de vida.

    Nosso Primaz acompanhado de outros bispos, do delegados à Convenção e de centenas de trabalhadores caminharam cerca de 4 km entre o Centro de Convenções e o portal da Disney gritando a frase que se tornou um moto na vida dos Estados Unidos: Yes, We can!. Si. Si lo puede!

    Aos irmãos que acompanharam a nossa jornada aqui em Anaheim queremos dizer que provavelmente quando lerem esta matéria estaremos nós já viajando de volta ao Brasil. Esperamos que através dos vídeos, das fotos e das notícias tenham podido acompanhar a 76ª Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos. Foi, com certeza, uma experiência de ver, ouvir e interagir com uma Igreja comprometida com o sentido da Missão.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB.

     
  • SNIEAB 14:16 on 14/07/2009 Permalink  

    Um passo a mais na direção da inclusividade 

    Em um dia de idas e voltas pelas sessões da Câmara dos Bispos e da Câmara de Clérigos e Leigos, a Convenção Geral está a ponto de aprovar uma resolução que substitui a anterior, de número B033. Um amplo processo de discussão gerou uma versão que foi aprovada ontem pelos bispos por 99 a 45 votos. Agora volta à outra Câmara para aprovar uma emenda feita pelos bispos. Em suma, a resolução afirma que a Igreja Episcopal dos Estados Unidos reafirma seu compromisso com a Comunhão Anglicana e que deseja aprofundá-lo o quanto seja possível e que os processos de ordenação serão reafirmados de acordo com os critérios que os Cânones da Igreja determinam, sem necessariamente desconsiderar a condição das pessoas homoafetivas.

    Na verdade isso não significa que a ordenação dessas pessoas esteja garantida, mas funcionará, além dos Cânones, o processo de discernimento da Igreja Episcopal. A resolução também afirma que está disposta a continuar buscando junto com as demais Igrejas um melhor discernimento teológico e espiritual sobre a questão da sexualidade e do ministério ordenado, pois mesmo dentro da Igreja como um todo existem diferentes compreensões sobre essa questão.

    Espera-se para hoje ou amanhã a manifestação da outra Câmara para que a resolução tenha o aval da Convenção.

    Do outro lado do Atlântico, ouvido a respeito, o Arcebispo de Cantuária manifestou sua preocupação com o fato de que essa decisão possa causar mais dificuldades na relação da Igreja Episcopal dos Estados Unidos com o restante da Comunhão Anglicana. No entanto disse que a decisão é uma afirmação da autonomia da Igreja.

    Uma outra importante decisão tomada ontem foi a aprovação da eleição do Bispo da diocese do Equador Central. O Rev. Luiz Restrepo, que havia sido eleito anteriormente pela Câmara dos Bispos, enfrentou o alguns questionamentos por parte de delegados da Câmara dos Clérigos em relação ao processo de escolha conduzido pela comissão eleitoral. Não se tratava de nenhum questionamento de ordem pessoal, mas apenas processual. Após longo debate, O Rev. Luiz Restrepo teve sua eleição referendada pela Câmara de Clérigos e Leigos com  76% dos votos.

    Ontem pela manhã, o Primaz e o Secretário Geral tiveram diversas reuniões em separado e juntos com segmentos da TEC que tem relação com a IEAB. CETALC e a criação de um centro latino-americano de estudos superiores de Teologia foram um dos assuntos abordados com representantes to de  Províncias da A. Latina. UTO e a apresentação da nova pessoa de contato para a A. Latina foram objeto de reunião de Primazes e do Secretário Geral. Church Pension Group ofereceu uma recepção a todos os convidados da Igreja dos Estados Unidos à Convenção Geral. Em suma, uma agenda realmente cheia, mas plena de contatos na busca de uma maior visibilidade para a IEAB.

    Hoje é nosso último dia aqui em Anaheim. Estamos agradecidos pela experiência e pela maneira como fomos acolhidos. Voltamos para o Brasil amanhã, com o desafio de prepararmos também nosso Sínodo e fazer dele uma ocasião para a construção de um futuro cada vez mais promissor para a nossa IEAB. Um futuro que dependerá, conforme temos visto aqui, da capacidade de construirmos nossa autosustentabilidade. Os tempos são outros e o desafio não é novo mas precisa ser enfrentado: alcançar nossa autonomia financeira como Província.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB.

     
  • SNIEAB 19:33 on 13/07/2009 Permalink  

    Convenção Geral vai se aproximando de momentos decisivos 

    Ao lado de tantos inúmeros eventos, aos quais é impossível atender a todos, temos acompanhado o desenrolar dos trabalhos da Câmara de Clérigos e Leigos da Convenção Geral.

    Há um difícil processo de decisão relacionado à eleição do novo bispo da diocese do Equador Central. A partir de objeções levantadas sobre o processo de escolha, a sagração do bispo depende de aprovação da Câmara. Ainda não há consenso e por isso a votação será eletrônica.

    O Rev. Luiz Alberto Barbosa falou perante o plenário da Câmara dos Clérigos e leigos na qualidade de convidado da Presidente Bonnie Anderson. Em sua fala, Luiz destacou a necessidade de fortalecimento do papel dos leigos e do clero nas decisões da vida da Igreja. Agradeceu o convite e se disse honroso por ser o primeiro Presidente da Câmara de Clérigos do Brasil a estar nessa condição em uma Convenção Geral.

    Persiste ainda a indefinição da votação da resolução B033. A Câmara dos Clérigos e Leigos ainda não construiu o consenso para resolver o impasse. A matéria deve ir a votação eletrônica.

    Uma excelente noticia para nossa Província é a aprovação de resolução sobre o Convênio entre a IEAB e a Igreja Episcopal dos estados Unidos. Na Convenção passada, apenas a Câmara dos Bispos tinha se manifestado sobre a matéria. A outra Câmara não conseguiu aprovar em razão de esgotamento de tempo de agenda. Assim, nesta Convenção, foi possível ratificar o Convênio, sendo agora uma resolução de toda a Convenção Geral. O Primaz e o Secretário Geral se reuniram com o coordenador americano da Comissão Bilateral para estabelecer os passos da próxima reunião da Comissão que será no Brasil.

    Assim como existem boas notícias, também temos que transmitir algumas que talvez venham na direção contrária de nossas necessidades. Em reunião com representantes da UTO, fomos informados que nenhum dos projetos do Brasil que foram enviados para apreciação foi aprovado para este ano. A razão foi de ordem financeira, segundo as informações recebidas. Num universo de 2 milhões de dólares de orçamento, foram recebidos 7 milhões em demandas para projetos.  O Secretário Geral solicitou uma comunicação formal sobre a matéria para poder se manifestar oficialmente sobre o assunto.

    Na noite do sábado, os convidados da Convenção foram recebidos pela UTO para um jantar de boas vindas. Na mesma ocasião, o bispo Michael Curry, da Carolina do Norte, desafiou os presentes a não buscar respostas para todas as questões que estão postas na agenda da Igreja. Segundo ele, basta apenas ir. Ir é a resposta ao chamado de Deus. E concluiu: Se eu tenho que dizer uma única a palavra a vocês nesta noite é: vão. O resto acontece com a ajuda de Deus!

    Ontem pela manhã tivemos a única atividade oficial do domingo. Uma celebração eucarística presidida pela Bispa Katharine Jeffers e dedicada à UTO. Uma bela liturgia e uma mensagem de desafio à missão e ao compromisso.

    Site oficial do evento: http://gchub.episcopalchurch.org/

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB.

     
  • SNIEAB 11:59 on 12/07/2009 Permalink  

    Juventude e Ecumenismo como caminho de renovação e maturidade 

    Um aspecto que tem chamado a atenção dos convidados internacionais à Convenção Geral: o expressivo número de jovens envolvidos nas diversas atividades auxiliares e de apoio e a presença de delegados das dioceses para o que eles chamam de Convenção Geral Jovem. No dia de ontem, quatro primazes tiveram uma experiência singular com a juventude na Convenção. Os Primazes do Brasil, Austrália, Canadá e Escócia  foram convidados a falar sobre como a juventude trabalha em suas respectivas Províncias e como se organizam. Foi muito importante perceber as semelhanças na forma com que a juventude está envolvida com questões ecumênicas e com questões dos objetivos do milênio. No entanto existem diferenças na forma como a Juventude é organizada na instancia provincial. Numas existe um a estrutura mais nacional e em outras uma estrutura mais local. Em todas, no entanto há um enorme comprometimento com o estímulo à organização e à participação dos jovens inclusive na vida legislativa da Igreja.

    Na Convenção Geral se está aprovando que as dioceses escolham representantes jovens para serem integrantes da sua delegação oficial.

    Um outro aspecto visível é a presença ecumênica e a construção de laços de comunhão com outras confissões cristãs como luteranos, morávios e metodistas.

    As celebrações eucarísticas de ontem e de hoje contaram com a participação de delegações ecumênicas que tem caminhado lado a lado da Igreja Episcopal em questões de ordem pastoral e social, especialmente em torno de um testemunho comum de Justiça e transformação. Assim como já existe um acordo de inter-comunhão com a Igreja Luterana, esta Convenção Geral está deliberando uma resolução de plena comunhão com a Igreja Morávia. Além de representantes de outras famílias cristãs temos delegações de outras religiões que tem acompanhado com vivo interesse os acontecimentos da Convenção.

    Em termos de decisões, continuam muitas discussões sobre orçamento, moratória e liturgia. Existem outros temas – afinal é a instância deliberativa mais importante da Igreja – mas esses três assuntos estão chamando a atenção pelas implicações que terão no futuro da Igreja. Depois de definidas as prioridades – ver matéria anteriormente postada aqui – agora a grande matemática é definir quanto e para quem. Como a Igreja Episcopal tem uma enorme estrutura de Centros e Programas dá para imaginar a complexidade de se chegar a um consenso sobre o orçamento definitivo. O grande desafio é combinar prioridades com redução de receitas, que segundo alguns chegará a US$ 15 milhões para os próximos 3 anos.

    Sobre a moratória, já tínhamos falado sobre as discussões sobre a resolução B033 e como tem havido grandes debates no plenário da Câmara de Clérigos e Leigos sobre ela. Se a Câmara derrubar a resolução que inibe a sagração de pessoas homoafetivas ao episcopado, ela vai para a Câmara dos Bispos e somente depois de esta se manifestar é que se torna decisão provincial.

    Outro grande debate é sobre inovação litúrgica. A Igreja dos Estados Unidos tem discutido uma grande reforma litúrgica para adaptar a vida da Igreja aos novos tempos e isso implica em adotar novos ritos pastorais, ritos ocasionais e tratar questões com a da linguagem inclusiva. Além, é claro, dos ritos alternativos em torno da questão de bênçãos para uniões de pessoas de mesmo sexo. Esse último tópico, no entanto, está ligado à resolução B033 que em sendo revogada abre um grande espaço para esses ritos.

    Paralelo a toda essa agenda, temos recebido como Primaz, Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos e Secretário Geral convites para reuniões com diversos departamentos da Igreja como UTO, Church Periodical Club, Episcopal Relief Development, Church Pension e diversos sodalícios da Igreja Episcopal para conhecermos mais a fundo o trabalho de cada um e tratar das questões relativas às relações com a IEAB.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB.

     
  • SNIEAB 10:29 on 10/07/2009 Permalink  

    Mergulhando no dia a dia da Convenção 

    Após o primeiro dia de informes e visitas aos espaços de trabalho da Convenção, finalmente chegou a hora de conhecer de perto a dinâmica legislativa. Tivemos acesso à Câmara dos Bispos e assistimos parte de uma sessão. Fomos recebidos de forma oficial pela Bispa Presidente que nominou um a um os convidados e suas respectivas Igrejas.

    Para se ter uma idéia de diversidade de presenças, a Convenção está recebendo 16 Primazes e dez Secretários Gerais da Comunhão Anglicana.

    Após as participações nas sessões das duas Câmaras da Convenção tivemos a oportunidade de assistir a um painel sobre Fé Cristã e Crise Econômica Global. Dirigiu o painel, assistido por cerca de duas mil pessoas, a Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos, Bonnie Anderson. As falas da Bispa Presidente Katharine Jefferts e do Arcebispo foram unânimes em apontar a necessidade de um sério enfrentamento da crise que pressupõe a consciência de interconectividade e questionamento da lógica do lucro sem a consciência do risco.

    O Arcebispo de Cantuária foi aplaudidíssimo em sua fala quando destacou que para além de uma crise econômica, vivemos uma crise de verdades. Segundo ele, mentimos para nós mesmos quando pensamos que a lógica do lucro não causa risco à vida e à dignidade de outros seres humanos.

    O Arcebispo esteve visitando a Convenção por dois dias e além do painel, teve encontro com o os representantes jovens da igreja americana e recebeu para uma audiência privada os representantes do movimento de defesa dos direitos dos gays e lésbicas. Em outra importante reunião, o Arcebispo recebeu os bispos das quatro dioceses que sofreram cismas e estão em reconstrução pastoral.

    Com certeza, a presença do Arcebispo é um sinal de que o diálogo dentro da Comunhão Anglicana segue sendo uma rica possibilidade. Mesmo com a perspectiva de se aprovarem resoluções que venham desagradar o segmento mais conservador da Comunhão é importante destacar a atenção e o carinho que Rowan Williams tem dedicado à Igreja nos Estados Unidos.

    A dinâmica legislativa da Convenção está em curso e começam a surgir as questões mais cruciais que tomam a atenção da mídia e dos convencionais. Uma delas é o debate em torno da crise financeira que reduziu em quase um terço os orçamentos de dioceses e paróquias. Isso se reflete diretamente no orçamento da Província com um todo. Há um grande debate em torno do que priorizar. Após longa discussão e consultas, o comitê de Programas, Finanças e orçamento tornou pública a definição das prioridades da Igreja para o próximo triênio. São elas: a) engajamento em programas de justiça e superação da pobreza; b)fortalecimento da identidade da Igreja; c) aprofundar o senso de governança dos projetos de missão; e, d) fortalecer o companheirismo com a Comunhão Anglicana.  Em torno dessas prioridades caminhará a Igreja no triênio 2010-2012. Diferentemente do Brasil, que aprova orçamentos anuais, lá se aprova orçamentos trienais.

    Outro grande debate está se dando em torno da chamada resolução B033 que foi aprovada na Convenção de 2003 e que tem levantado questões sobre sua imprecisão e inadequação quanto à moratória de sagração de pessoas homo afetivas para o episcopado. Em linhas gerais, essa resolução foi um gesto da Igreja dos Estados Unidos atendendo uma solicitação do Windsor Report, diante da reação à eleição e sagração do bispo Gene Robinson.

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    Essa resolução está sendo discutida no plenário da Câmara de Clérigos e Leigos e já conta com mais de 50 delegados inscritos para discutir a matéria. Após a decisão – que se espera seja tomada ate amanhã – a resolução irá à Câmara dos Bispos para se manifestar sobre a mesma. Nisso se percebe a clara distinção das duas Câmaras que trabalham em separado e se comunicam através desse processo de submeter reciprocamente as decisões.

    Um destaque a ser feito nesses dias de convivência e diálogo é o papel de um importante grupo de voluntários que estão acompanhando os convidados e ajudando em todos os momentos de interação com a Convenção. Entre os voluntários destacamos um brasileiro: o Rev. Dessordi Leite. Ele está cursando pós-graduação em Berkeley e tem sido um grande apoiador em nosso trabalho aqui em Anaheim.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 10:19 on 09/07/2009 Permalink  

    Missão: enfoque da abertura da Convenção Geral 

    Hoje tivemos a Eucaristia de abertura da Convenção Geral. Em seu sermão, a Bispa Presidente baseou-se no profeta Ezequiel para falar que Deus muda os corações. Contou a história de uma sagração episcopal de uma mulher à qual esteve presente e na qual ao final da cerimônia o pai da bispa que estava sendo sagrada colocou sobre ela a sua capa episcopal. Os personagens desta história foram o bispo Vistor Rivera e sua filha Nedi.

    Para quem conheceu o bispo Rivera, sabe que durante todo o seu episcopado foi contra a ordenação de mulheres. Ele nunca comungou das mãos de sua própria filha, pois entendia que as mulheres não tinham legítimo acesso às sagradas ordens e isso durou 25 anos. Quando encontrou-se com Nedi para abraçá-la, perguntou-lhe: seu pai mudou o pensamento? Ao que ela lhe respondeu: não, ele não mudou o pensamento mas mudou o seu coração!

    Continuando sua pregação, a Bispa Presidente lembrou que somente uma mudança de coração é capaz de fazer a Igreja entender a natureza de sua missão. Somente quando os corações estão transformado pelo amor aos necessitados, fracos, inseguros é que a missão de Deus se faz viva através de nós.

    Ninguém deve pensar que permanecer dentro de nossas Igrejas vivendo uma liturgia bem elaborada e cheia de orações é suficiente para se transformar o mundo. A missão da Igreja é oferecer ao mundo a possibilidade de reconciliação, de mudança de corações. Seguindo o argumento do profeta, quando há mudança de coração a abundancia se faz presente.

    A grande questão para nós, acrescentou a Bispa Katharine,  é se estamos dispostos a esse transplante. Se estamos prontos para deixar que nosso coração bata neste ritmo: missão, missão, missão,….

    Em seguida a celebração foi um momento singular para as quase 1.500 pessoas presentes nas dependências do centro de Convenções de Anaheim. Ritmos da África, soul e tradicionais canções foram ouvidos. Um começo litúrgico digno de uma Convenção Geral.

    Antes, pela manhã tivemos o café conjunto dos convidados e em seguida fomos conduzidos ao plenário da Câmara de Clérigos e Leigos. Ali tivemos a oportunidade de assistir a instalação da Câmara, com uma visão da dimensão que ela tem. Não é à toa que a Convenção Geral é o maior evento dessa natureza nos Estados Unidos somente superado pelas Convenções dos partidos Democrata e Republicano. Assistimos à eleição dos chamados oficiais da Câmara e as boas vindas da Presidente Bonnie Anderson.

    Após a celebração eucarística, fomos convidados a participar de uma reunião para perguntas e partilha sobre nossa experiência na reunião da Câmara. Foi possível ver o documento de trabalho da Convenção, chamado de Livro Azul, com quase 3 kg de peso com todas as matérias que estarão sendo submetidas à aprovação na Convenção.

    Na hora do almoço, os convidados assistiram a um painel apresentado pela Igreja Episcopal das Filipinas sobre o seu processo de autonomia financeira. Uma apresentação muito impactante para toda a audiência através dos corajosos passos dados por aquela Província irmã no caminho da autosustentabilidade finalmente alcançada no fim de 2007. Esse bem sucedido processo se deu nos últimos cinco anos quando a Igreja resolveu usar um aporte anual da Igreja Episcopal dos Estados Unidos por três anos para constituir um fundo independente que gerou rendimentos para a suficiência financeira. O Fundo não foi utilizado para nenhuma despesa corrente da Província.  A única utilização do mesmo foi a de seus rendimentos e isso levou a própria Igreja a buscar o aumento de suas próprias receitas como um compromisso de sustentabilidade. Um conjunto de metas foi estabelecido e até 2018, ou seja, uma década, a Província pretende dobrar o número de comunidades sem mexer no principal do Fundo construído com o aporte recebido entre 2005 e 2007.  Um exemplo de como o processo de autonomia foi bem sucedido foi uma doação financeira feita pela Igreja das Filipinas à Igreja Episcopal dos Estados Unidos no ofertório da Eucaristia de hoje.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 11:13 on 08/07/2009 Permalink  

    Convidados da Convenção Geral experimentam dia de boas vindas 

    Este foi um dia especial para todos os convidados especiais à Convenção Geral. O café da manhã foi a ocasião para o Revd. Canon Chuck – assessor da Bispa Presidente – oerferecer as boas vindas em nome da Igreja Episcopal dos estados Unidos. Todas as manhãs havérá um café da manhã com todos os convidados para uma apresentação das atividades do dia e partilha de conversações sobre temas diversos. Nossa Provincia tem tres convidados especiais: D. Mauricio Andrade (Primaz), Rev. Cônego Francisco de Assis (Secretário Geral) e o Rev. Luiz Alberto (Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos).

    Após o café de boas vindas, todos os convidados tiveram uma sessão especial onde receberam informações a respeito da história, da composição e dos procedimentos próprios da Convenção Geral. Mary Dovovan, historiadora, expos a origem da Convenção Geral, instituída em 1789, através da adoção de sua Constituição e do Livro de Oração Comum para uso em território americano. Como se sabe, a criação da Igreja Protestante Episcopal dos Estados Unidos (primeiro nome tomado) foi resultado do processo de independência da coroa britânica. Tanto na Liturgia quanto na Constituição da nova Igreja – marco do inicio da Comunhão Anglicana – foi preciso desvinculá-la da Igreja da Inglaterra e isso teve implicações inclusive na sagração de seu primeiro bispo. Samuel Seabury foi escolhido pelo clero de Connecticut para ser sagrado na inglaterra – como sempre fora o caminho para ordenação de clérigos no território americano. A Igreja Anglicana não aceitou o pedido e negou sagrar  que seria o primeiro bispo norte-americano. Em decorrência dessa recusa, Samuel Seabury viajou à Escócia e lá foi sagrado por três bispos da Igreja da Escócia, em 1784.

    Assim foi dado o passo para a criação de uma Igreja Episcopal nas Américas distinta da jurisdição da Igreja da Inglaterra. Dois anos depois da sagração de Seabury, a coroa inglesa aprovou no Parlamento uma resolução que permitia a sagração de bispos dos estados Unidos sem a obrigação de voto de obediência à Coroa. Abriu-se assim o caminho para a sagração de novos bispos e a criação de uma Provincia autônoma.

    Portanto, comemora-se este ano 220 anos de Convenção Geral. Este é o mais importante órgão da Igreja composto hoje por 845 membros clericais e leigos constituindo a Câmara de Clérigos e Leigos e 110 membros bispos representando suas dioceses. A representação na Câmara de Clérigos e leigos é paritária e não depende de tamanho da diocese nem status canônico das mesmas. São 4 membros clericais e 4 membros do laicato.

    A Revda. Lee Crawford e a Bispa Cathy Roskam se dirigiram ao plenário de convidados para explicar de forma sintética sobre os procedimentos legislativos das duas Câmaras. Um processo muito extensivo e com uma dinâmica muito própria, tanto em termos de iniciativas quanto em termos de aprovação.

    Nestas duas instâncias da Convenção Geral é possível se ver a diversidade teológica e cultural da Igreja Episcopal. Acima de tudo, no entanto, fica evidente o sentimento de respeito e de que todos fazem parte de um corpo.

    No interregno das Convenções Gerais representa a Igreja o Conselho Executivo, composto por 38 membros, entre bispos, clérigos e leigos. Um ponto a destacar nessa Convenção é a participação das mulheres na Câmara de Clérigos e Leigos: 43% são mulheres, representando o mais alto indice da história da Convenção.

    Após esses informes, os convidados foram conduzidos pelo Rev. Chuck Robert para um tour pelos espaços da Convenção Geral. Para se ter uma idéia, os plenários são separados e tem uma lógica de trabalhos próprias, interagindo uma com a outra através de procedimentos diplomáticos. Impressionou-nos o tamanho dos plenários e a quantidade de staff de cada uma das Câmaras tudo para fazer acontecer da forma mais organizada possível a Convenção.

    Ao final de uma longa manhã, a sensação que fica é de que os convidados estão recebendo a mais calorosa atenção e certamente essa experiência será muito proveitosa para se entender a complexidade, a agenda pastoral e teológica  e o tamanho da TEC.

    Estaremos  atualizando os informes da Convenção Geral para conhecimento de nossa Igreja a exemplo do que fizemos em Lambeth. Não deixem de acessar o site de nossa Provincia para acompanhar como se estivesse aqui conosco. Estaremos disponibilizando fotos através do FLICKR e quaisquer comentários serão bemvindos! Orem por nossa delegação brasileira aqui em Anaheim.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB.

     
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