Mulheres tentam influir em documento final da ONU

Delegados de mais de uma centena de paises, inúmeras organizações nao governamentais (ONGs) e várias outras instituições, inclusive religiosas, participam, em Nova Iorque, da 52a Conferencia das Nações Unidas para o Status da Mulher. A Igreja Anglicana tem um departamento exclusivo de observação do que acontece na ONU com relação ao desenvolvimento da mulher e igualdade de gêneros, O Anglican United Nations Office – AUNO -  cuja diretora é Hellen Grace Wangusa, de Uganda.  O AUNO teve participação ativa na Confêrencia, patrocinando eventos e organizando celebrações ecumênicas. 

A delegação brasileira, chefiada pela ministra Nilcea Freire, que discursou no plenário e ficou aqui somente dois dias, é composta por 12 pessoas. Coube à delegada Viviane Baldino, do Ministerio das Relações Exteriores, falar sobre o capitulo destinado ao trabalho feminino no orçamento do governo brasileiro, o chamado Plano Plurianual. É ela quem ensina que toda organização que tem enfoque na igualdade de gêneros acompanha a reuniao e participa do documento final. A versão em Inglês do documento deverá ser liberada na sexta-feira, quando do encerramento da 52ª Confêrencia. As traduções para as diversas línguas so serão entregues dias depois, pela Internet.

Um mundo de salas, salinhas e salões, além dos grandes espaços destinados às plenárias, compõem a sede das Nações Unidas. Esses locais estao constantemente ocupados por pequenos grupos ou delegações com objetivos comuns que querem discutir seus assuntos e preparar relatórios com a esperança de que sejam levados em consideração quando das decisões finais. Grupos de mulheres brasileiras, latino-americanas, asiáticas, africanas e indianas, japonesas, chinesas, tem suas reuniões especiais. Ate paquistanesas estão aqui à procura de liberdade e igualdade.

Essas reuniões especificas, que acontecem também nos restaurantes e cafeterias da ONU, sao vistas o dia todo. Palestras e discursos no plenário agora só acontecem pela manha, até as 10 horas, quando as portas são fechadas para reuniões secretas, com poucos participantes e nas quais se elabora o destino do mundo… feminino.

-

Zenaide Barbosa

Membro do Grupo de Trabalho de Comunicação da IEAB