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  • SNIEAB 0:31 on 19/02/2008 Permalink  

    Mensagem do Primaz D. Mauricio à Comunhão Anglicana 

    Mensagem do Primaz do Brasil, Dom Maurício de Andrade, sobre carta anunciando o boicote de cinco primazes anglicanos à Conferência de Lambeth 2008.
    Para onde caminharemos?
    Quem nos ouvirá?
    Como testemunharemos?

    Indago, nestes dias, para onde estamos caminhando. Na última reunião dos primazes, na Tanzânia, 12 primazes além de mim participavam no encontro pela primeira vez. Tratou-se de uma experiência de paciência e esperança: paciência, porque nada acontece no tempo que desejamos e, esperança, porque os novos primazes, incluindo uma mulher, sinalizavam a possibilidade de novos caminhos.

    Fomos muito bem recebidos pelo arcebispo Donald Mtetemela da Tanzânia, pelo secretário provincial, cônego Mwita Akiri e pela equipe organizadora local. Reencontrei na ocasião amigos que conhecera há tempo como Ian Ernst, colegas de serviço e secretários provinciais como Nathaniel Uematsu e Bernard Ntahoturi. Encontrei outras pessoas que se tornaram amigas e solidárias perante os desafios de caminhar como Igreja desejosa de se manter no caminho da unidade.

     Conversei também com o arcebispo Gregory Venables do Cono Sur sobre a situação do Robinson Cavalcanti, do Recife, e lhe reafirmei o que já tenho dito em outras ocasiões, ou seja, que tenho procurado desenvolver meu ministério na Comunhão Anglicana como Primaz da Igreja no Brasil, baseado em três diretrizes: reconciliação, restauração e renovação. E ao reafirmar esses princípios ao Gregory disse-lhe que poderíamos juntos buscar esse tríplice caminho estabelecendo uma conversa com o Robinson Cavalcanti. Gregory concordou comigo e ainda se comprometeu a tomar a iniciativa para um encontro dos três em São Paulo no mês de julho de 2007. Mas nada aconteceu. Tenho lido que o arcebispo Gregory virá ao Brasil para uma visita pastoral ao Robinson Cavalcanti e seus clérigos. Mas não recebi nenhuma mensagem a respeito dessa visita, muito embora a notícia esteja publicada no site da diocese do Robinson. Mas no encontro que tive com o Gregory na Tanzânia, dizia-me ele: “nossa ação foi somente em solidariedade à situação em Recife, e é claro para mim que se trata de mera situação temporária”.

    Diante de fatos dessa natureza somos forçados a perguntar: para onde caminharemos? Quem nos ouvirá? Como testemunharemos? São perguntas sérias que precisamos responder aos membros da Igreja.

    É tempo de quaresma, de buscar conversão a Deus em todos os nossos atos; é tempo de oração e meditação; é tempo de perdão e de reconciliação.

    Acredito que precisamos nos contemplar no espelho e ver o que estamos fazendo com a Comunhão Anglicana; acredito que está na hora de relembrar que somos uma “comunhão” e não simples “federação” de igrejas e que, portanto, não precisamos de nenhum “pacto”. Precisamos, isso sim, aprofundar a comunhão para além da busca de poder, de dominação e de controle.

    Quem nos ouvirá? Quem poderá ouvir a mensagem que temos para proclamar, que alguns querem encerrar no conceito de “ortodoxia”, quando ela é, de fato, a mensagem de Deus em Jesus Cristo cujo amor nos reconcilia com a vida e vida em abundância. Nossas palavras têm sido de divisão. Não obstante, cantamos no Brasil: “A palavra não foi feita para dividir ninguém; a palavra é a ponte onde o amor vai e vem. A palavra não foi feita para dominar; o destino da palavra é dialogar”. Quem ouvirá os arcebispos/ primazes, bispos e pastores da Igreja?

    Estamos nos preparando no Brasil com muita seriedade para participar na Conferência de Lambeth 2008, porque temos certeza de que esse é o espaço da unidade, e sabemos que unidade não é uniformidade. Todos os bispos do Brasil e suas esposas estão em oração enquanto aguardamos o encontro e o reencontro com irmãos e irmãs que vivem desafios e contextos diferentes dos nossos sabendo que estamos unidos em solidariedade na missão que é de Deus. Estamos, pois, preparando-nos para compartilhar nossas vidas, desafios e experiência de sermos Igreja que vive em expansão missionária. Em 1998 a Província do Brasil tinha 7 dioceses. Agora, em 2008, contamos com 9 dioceses e um distrito missionário. Apesar das dificuldades enfrentadas com dois cismas, um em 2002 e outro em 2004, podemos dizer que “até aqui o Senhor nos tem ajudado”. Por isso, desejamos viver os momentos da Conferência de Lambeth com intensidade, nos grupos de estudos bíblicos, nas orações e no partir do pão (At 2).

    Como testemunharemos? Quem nos ouvirá? Não estamos sendo honestos conosco mesmos. Será que queremos propor o caminho da desunião para o futuro da Comunhão Anglicana?

    Considero que a Igreja Episcopal dos Estados Unidos tem dado a todos o exemplo da caminhada para a unidade e para a reconciliação, porque todas as perguntas e solicitações de visitas feitas, foram plenamente atendidas. Tem dado respostas a todas as questões propostas. Tem gasto dinheiro, energia e tempo para atender as solicitações dos primazes, sempre com generosidade e abertura. Acredito que precisamos ter em mente que somos anglicanos. O que está acontecendo é desrespeito às nossas riquezas e ao nosso ethos, isto é, à autonomia das Províncias.

    A Província Anglicana do Brasil já se pronunciou contra a criação de novo pacto, posto que nossa maneira de ser anglicana já está definida no Quadrilátero de Chicago-Lambeth. Não somos nem queremos ser mera federação de Igrejas. Desejamos continuar em comunhão com Cantuária, símbolo de nossa unidade, e membros plenos da Comunhão Anglicana.

    Pretendemos ir a Lambeth abertos ao diálogo, e sentir a presença de Deus a nos guiar como seu povo, partindo o pão que nos une no corpo de Cristo, e expressando solidariedade ao mundo necessitado da palavra da transformação e da salvação. Reafirmamos, assim, nossa resposta ao convite do arcebispo Rowan Williams, e lamentamos profundamente o boicote de cinco arcebispos.

    Brasília, 17 de fevereiro de 2008

    II Domingo da Quaresma

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    Revmo. Dom Maurício Andrade

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 15:01 on 13/02/2008 Permalink  

    IEAB e IECLB retomam diálogo 

    Dois encontros entre o Bispo Primaz D. Mauricio Andrade e o Pastor Presidente Walter Altmann, com a presença de seus respectivos assessores, redundaram na criação de uma nova Comissão Bilateral de Diálogo entre as duas Igrejas. Para os dois líderes, era mister retomar o diálogo já realizado anteriormente e aprofundar a busca de pontos comuns entre as duas Igrejas no que se refere à teologia, missão e serviço.

    Os representantes de cada uma das igrejas já foram nomeados. Pela IEAB estão designados D. Glauco Soares de Lima, Rev. Leandro Antunes Campos e Revda. Cônega Carmem Etel. Pela IECLB estão designados o Pastor Sinodal Jorge Schieferdecker, Pastor Rolf Schünemann e Pastora Neuza Aparecida Tetzner.

    Primaz e Pastor Presidente da IECLB na sede da IEAB

    A Comissão em breve definirá sua agenda de trabalho com vistas a avançar neste importante processo de busca de comunhão entre as Igrejas. Em outras Provincias da Comunhão Anglicana as duas Igrejas tem celebrado acordos de inter-comunhão como por exemplo nos Estados Unidos e no Canadá. Em nível internacional existe já desde 1972 uma comissão internacional de diálogo entre a Comunhão Anglicana e a Federação Luterana Mundial. Vários documentos e acordos já foram celebrados desde então.Em sua atual agenda, esta Comissão Internacional está construindo o que pode ser a base para uma comunhão plena entre luteranos e anglicanos em nível mundial.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 11:35 on 02/02/2008 Permalink  

    ERD-IEAB: Parceria na Diaconia 

    Em sua reunião deliberativa no mês de dezembro, o comitê de ERD (Episcopal Relief Development) aprovou o projeto que vai permitir a implementação do Serviço Provincial de Apoio à Ação Diaconal, consolidado a partir da Consulta sobre Diaconia Social realizada ano passado em Brasilia.

    A citada Consulta, que também recebeu o apoio de ERD, reuniu representantes de todas as dioceses da IEAB. Através de um excelente trabalho de sistematização das experiências diaconais existentes em vários pontos do país, foi possível construir entre os participantes um alto grau de consenso em torno da necessidade de se criar um serviço de apoio para ajudar toda a Igreja a realizar de forma mais efetiva o seu serviço.

    A avaliação da Consulta, realizada conjuntamente entre ERD e IEAB, formatou o que veio a ser o Serviço de Apoio à Ação Diaconal. Ele permitirá numa primeira etapa a capacitação de agentes diaconais em todo o país, através de oficinas realizadas nas três regiões eclesiásticas criadas pelo último Sínodo.

    Todo esse trabalho será coordenado pelo GT Diaconia e por uma pessoa que será a facilitadora dos processos. A partir daí, a IEAB poderá desenvolver de forma articulada um projeto de ação diaconal que reúna de forma sistemática todas as experiências em curso, não permitindo que fiquem isoladas umas das outras. 

    A implantação inicial do Serviço está planejada para se desenvolver em um, ano e meio. Após esse período, com a criação de um rede de agentes diaconais em todas as dioceses e no distrito missonário, poderemos otimizar cada vez mais nossa ação diaconal imprimindo qualidade metodológica, eficiência de resultados e otimização de recursos.

    A parceria entre a IEAB e ERD representa um novo momento no caminhar da cooperação internacional. Ela exigirá de nossa parte muita transparência, aprofundamento metodológico e clareza de objetivos. A isso se soma a manifesta disposição de construir todas as ações de forma participativa.

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
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