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  • SNIEAB 14:14 on 24/08/2006 Permalink | Responder
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    Igrejas Realizam Seminário sobre Reforma Agrária 

    Integrantes das Igrejas Católica Romana, Metodista, Episcopal Anglicana do Brasil e Confissão Luterana no Brasil realizaram nesta segunda-feira (21), em Porto Alegre (RS), o primeiro Seminário Ecumênico: Igrejas e Reforma Agrária. A atividade foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Nacional de Igrejas Cristãos (CONIC), Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria (CECA), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Cáritas Brasileira Regional RS, Pastoral Operária, Paulinas e Pastorais Sociais do Rio Grande do Sul. O seminário ocorreu na Escola Superior de Teologia Franciscana.

    Segue, na íntegra a carta redigida pelas entidades.

    CARTA DAS IGREJAS/RS ÀS LUTAS DOS CAMPONESES/AS
    Seminário Ecumênico: Igrejas e Reforma Agrária

    Nós, membros das Igrejas Católica Romana, Metodista, Episcopal Anglicana do Brasil, Confissão Luterana no Brasil, reunidos/as no Seminário Ecumênico, Igrejas e Reforma Agrária, no dia 21 de agosto de 2006, na Escola de Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana – ESTEF, Porto Alegre, tornarmos público, tanto para sociedade em geral, quanto para as autoridades que representam os governos federal e estadual nossas reflexões e preocupações sobre a realidade agrária e agrícola que envolve particularmente os camponeses e camponesas do nosso país.

    Primeiramente, queremos reafirmar nossa adesão à luta dos trabalhadores e trabalhadoras do campo pelo acesso à terra, condição primeira para garantir o direito ao trabalho, ao alimento e à vida digna. Os problemas enfrentados pelos: camponeses e camponesas, posseiros, meeiros, arrendatários, sem-terra, acampados e assentados, assalariados rurais, diferentes comunidades ribeirinhas, quilombolas e povos indígenas estão presentes no horizonte de nossa ação.
    Com preocupação olhamos o presente e o futuro do povo que vive do trabalho na terra. A realidade atual, está marcada por relações desiguais, que excluem grande parte da população, das condições básicas de sobrevivência. A política oficial do país, subordinada aos ditames do neoliberalismo, apóia e estimula abertamente o agronegócio intensivo e extensivo, concentra as riquezas e estrangula os pequenos camponeses e trabalhadores rurais em geral, tanto da cidade, quanto do campo, inviabilizando sua sobrevivência.

    Entendemos que este caminho adotado pelos governantes não está distribuindo renda, tão pouco, contribuindo para solução dos problemas que ocasionam as mais diferentes formas de violência e agressão à vida dos camponeses/as.

    Analisando os fatos nestes últimos quatro anos, percebemos uma retomada das lutas dos trabalhadores/as, principalmente das famílias dos sem-terras, organizadas em acampamentos, porque acreditaram no compromisso do Governo Federal de cumprir o Plano Nacional de Reforma Agrária que previa o assentamento de 430 mil famílias, em nível nacional, em quatro anos, o que corresponderia a, mais ou menos, 15 mil famílias no estado. Com toda luta e organização da classe trabalhadora, apenas 320 famílias foram assentadas no RS até o momento, enquanto 2.500 ainda estão embaixo das lonas pretas, a maioria, acampada há mais de 5 anos.

    Queremos aqui lembrar, os fatos que ocorreram no início de 2006, quando as famílias dos acampamentos ocuparam a fazenda Guerra, no município de Coqueiros do Sul, para mostrar à sociedade a concentração de terras no Estado. Com muita coragem, essas famílias enfrentaram e enfrentam muitas violações dos direitos humanos (a polícia usou de vários métodos de tortura psicológica e privação de alimentos, remédios, do sono, humilhações) que resultaram em muitas doenças e até na morte de uma criança de 5 meses.

    No mês de março, durante a Conferência Mundial de Reforma Agrária o governo brasileiro, através do Incra do RS, fez um acordo com os acampados comprometendo-se em liberar imediatamente várias áreas e assentar no ano de 2006 pelo menos 1070 famílias. O Incra chegou a fazer anúncios públicos dessas áreas, mas, até agora, as promessas não saíram do papel, demonstrando assim um evidente descompromisso do governo em, de fato, realizar a Reforma Agrária. Há casos em que os processos estão parados na Superintendência do Incra no RS ou na Casa Civil em Brasília, mostrando total descaso com a vida de milhares de crianças, mulheres e homens, que vêm enfrentando sol, chuva, vento, frio e violação do direito fundamental de ter terra e condições de viver dignamente.

    Além de não agilizar a Reforma Agrária, o governo ainda dificulta a vida das famílias nos acampamentos, privando de cestas básicas e lonas. Seu fornecimento é feito através de compras emergenciais e, às vezes, ficam meses sem enviar qualquer tipo de alimentos. Como ocorre com a terra, o governo libera aos poucos comida e lona e somente quando o povo se mobiliza. O povo acampado não quer viver de cesta básica, quer terra para produzir. Mas, enquanto o governo não faz Reforma Agrária, precisam alimentação e moradia.

    Outra preocupação é com a criminalização dos movimentos. No Estado, centenas de pessoas foram ameaçadas por lutar pela terra. Duas lideranças acampadas estão com prisão preventiva decretada, mostrando que a justiça continua colocando o direito de propriedade acima do direito à vida.

    Para solucionar esses problemas, o governo deve desapropriar os grandes latifúndios e, particularmente, a Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul. Entendemos que a desapropriação é o melhor caminho para combater a pobreza e garantir o desenvolvimento das cidades pequenas e médias do interior gaúcho, gerando trabalho, renda e dignidade para milhares de famílias.

    Quanto à política do governo do estado, até o momento, este tem priorizado os grandes projetos do agronegócio de eucalipto, soja e fumo, em detrimento da agricultura camponesa. A Reforma Agrária tem sido tratada como caso de polícia, mobilizando grandes efetivos para fazer despejos violentos.

    O governo do estado também não cumpre o dever de garantir educação de qualidade para as crianças acampadas, como também, atrasa o repasse de recursos para os professores, privando-os assim da infra-estrutura necessária e do material pedagógico.

    Diante desses fatos, reivindicamos dos governos federal e estadual o imediato atendimento das metas de assentamento, alimentação de qualidade, educação e revisão dos métodos de segurança e de respeito aos direitos humanos.

    Porto Alegre, 21 de agosto de 2006.

    Organizadores do Evento:
    - Comissão Pastoral da Terra – CPT/RS
    - Conselho Nacional de Igrejas Cristãos – CONIC/RS
    - Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria – CECA
    - Centro de Estudos Bíblicos – CEBI/RS
    - Cáritas Brasileira Regional RS
    - Pastoral Operária – PO/RS
    - Paulinas
    - Pastorais Sociais RS

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 14:10 on 22/08/2006 Permalink | Responder
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    Lideranças da Juventude Confrontam a Violência no Mundo 

    De 21 a 25 de agosto, cerca de 300 lideranças jovens, que representam as denominações religiosas que integram a coalizão internacional “Religiões para a Paz”, estarão reunidas na Pré-Assembléia da Juventude da “Religiões para a Paz”, em Hiroshima, Japão, cujo tema é “Confrontando a Violência e Avançando a Segurança Partilhada”.

    A cerimônia de abertura ocorreu no Centro Internacional de Conferências de Hiroshima, ontem, pela manhã. Testemunhos do Oriente Médio e o de um dos sobreviventes do bombardeio de Hiroshima foram os mais marcantes, dentre os que foram partilhados.

    Visitamos o Memorial da Paz de Hiroshima (Hiroshima Peace Memorial), prédio em ruínas que é mantido como um exemplo do terrível bombardeio que afligiu a cidade e do horror da guerra.

    A Igreja Anglicana está representada por jovens do Brasil, Estados Unidos, Honduras e África.

    Os encaminhamentos dessa pré-assembléia serão levados em consideração pela VIII Assembléia Mundial da “Religiões para a Paz”, que terá o mesma tema e será realizada de 26 a 29 de agosto, em Kyoto, Japão. O Rev. Dessórdi Leite faz parte da delegação que participa da Pré-Assembléia da Juventude, em Hiroshima

    Nota do Editor – Maiores informações sobre a instituição “Religiões para a Paz”, visite o site http://www.wcrp.org.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 14:07 on 04/08/2006 Permalink | Responder
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    Quem Disse que Não Somos Nada? 

    Com alegria estamos oferecendo o material do mês temático: Agosto, Mês do Idoso. Você vai encontrar aqui, no site (Diretório Virtual), cartaz, material de estudo e reflexão sobre as dificuldades e desafios da Terceira Idade. Lembrando que uma cópia impressa desse material já foi entregue às dioceses e distrito, através dos seus delegados ao Sínodo, em Curitiba, para que os escritórios diocesanos e distrital também possam distribuí-lo àquelas pessoas que não têm acesso a internet.

    Nossa intenção com este material é dar início a uma discussão prorrogada a tanto tempo, ou seja, o papel do idoso na igreja e na sociedade. Qual nossa postura? Qual nosso papel como igreja? O que podemos fazer?

    O tema tem como raiz a canção do compositor Zé Vicente, poeta da vida, “Quem disse que não somos nada?” – através desse tema vamos descobrindo relações e desvelando situações pelas quais nossos idosos passam, por vezes, ignorados por nossos olhos, ouvidos e outros sentidos.

    Assim como foi para a velha sacerdotisa Ana, presente no Templo de Jerusalém, hoje queremos que a comunidade da igreja descubra formas de incluir pessoas de idade avançada em ministérios e redescubra novos significados para a vida.

    Os textos aqui presentes são partes de diferentes autores e provindos de diferentes momentos de reflexão sobre este mesmo tema. O material não está à venda, mas à disposição de todas aquelas pessoas que buscam compreender melhor esse tempo tão encantador que é a Terceira Idade. Devo dizer que todos/as nós somos convidados a refletir juntos, pois os estudos aqui apresentados não são específicos para idosos, mas supõe-se a reflexão comunitária.

    Os estudos/textos estão dispostos de modo que se pode iniciar com uma indicação bíblica motivadora e após um texto para discussão. O líder de cada grupo de estudo tem assim flexibilidade para adotar a metodologia que bem entender, e de acordo com sua realidade. Porém, todos os textos são de, alguma forma, universais e instigadores.

    Fica aqui a expectativa do nosso Departamento de que os estudos sejam para crescimento e maturação da igreja a respeito deste tema que muitas vezes fica à margem. Aguardamos também uma avaliação daquelas comunidades que utilizaram este material e que gostariam de enriquecer o processo dando seu parecer e sugestões.

    -

    Rev. Dessórdi Peres Leite

    Departamento de Educação Cristã e Missão da IEAB

     
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