Desde do dia 10 de fevereiro têm acontecido atividades especiais (como visitas dos jornalistas estrangeiros a projetos sociais locais) e eventos que integram, mas que têm início antes, da IX Assembléia do CMI, cujo caráter é o de preparação para o evento.
Nesse final de semana ocorreram as pré-assembléias dos jovens, das mulheres, das pessoas portadoras de deficiências e dos indígenas.
Pré-Assembléia da Juventude
Na manhã do dia 11/02, na Capela da PUC, Porto Alegre, RS com um ofício festivo e com jovens de muitas partes do mundo e diferentes igrejas, a Pré-assembléia da Juventude teve início. A capela que comporta 500 pessoas estava lotada de jovens delegados da Assembléia, Stewards e jovens do Acampamento Mundial da Juventude.
O Ofício foi trouxe como ponto central o compromisso de uma participação intensa dos jovens ao longo da 9a. Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas. Uma Assembléia com rosto jovem é o queremos! tem sido ouvido pelos corredores daquela universidade.

Sob o tema: Deus, em tua Graça, transforma o mundo, o Rev. Dessórdi Leite, Diretor do Departamento de Educação Cristã e Missão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil pregou, motivando os jovens provenientes de diferentes culturas e línguas a experimentarem um novo Pentecostes. Ou seja, apesar de haver diferentes línguas, possa haver entendimento, possa haver diálogo com o diferente, possa haver uma chama de esperança da transformação deste mundo.
A celebração festiva terminou com um gestual de comprometimento em relação a Assembléia que tem início nesta terça-feira, dia 14 de fevereiro.
Ao longo da manhã os jovens se reuniram para tratar dos andamentos das próximas duas semanas de eventos e participações neste grande Encontro do Povo de Deus, e operacionalização dos mesmos.
O grupo responsável pelo andamento do Acampamento da Juventude é composto por jovens anglicanos, católicos-romanos e luteranos da Grande Porto Alegre, e são fruto do Projeto Ecumênico das Oficinas de Liderança para a Juventude.
Pré-Assembléia dos Indígenas
Ao falar, domingo, na reunião com representantes de povos indígenas, o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Samuel Kobia, do Quênia, disse que é preciso, a todo custo, impedir a privatização da água, que impossibilita o acesso dos pobres ao líquido que é dádiva de Deus e um direito de todas as pessoas. Ele lembrou que os governos têm obrigação de promover uma distribuição justa da água. Falou também sobre a água como fonte de conflitos e informou que alguns países, como Quênia e Uganda, na África, já estão estudando como evitar esses conflitos.
Estavam representados no encontro índios do Brasil, Bolívia, Suécia, Canadá, Austrália, Noruega e de vários outros países.
Havia dois pontos em comum entre os que participaram da reunião: em primeiro lugar, eles demonstraram estar calejados e incrédulos ante as promessas de ajuda recebidas de várias instituições e que não passam de palavras bonitas; em segundo lugar, querem ver respeitadas as particularidades de suas culturas e de suas religiões.
O rev. Samuel Kobia garantiu que essas são recomendações do CMI a todas as igrejas-membros e que ele, pessoalmente, havia pedido que fossem incluídos pelo menos 15 % de índios nas diversas delegações.
Pré-Assembléia das Mulheres
Cerca de 350 mulheres de todas as partes do mundo estiveram reunidas na PUCRS, com o objetivo de prepararem-se para a 9a Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
No penúltimo dia do encontro feminino, elas se dividiram em “grupos de irmãs”, para relatar umas às outras seus problemas e suas expectativas de futuro; essas experiências serão levadas à Assembléia, como contribuição para a discussão de políticas para o bem-estar das mulheres.
Aruna Gnanadason (India), coordenadora do Programa de Mulheres e da equipe de Justiça e Paz e Integridade da Criação, do CMI, acredita na contribuição dessas reuniões pré- Assembléia, já que através delas as mulheres chegarão melhor preparadas para se fazerem ouvir nas reuniões oficiais.
Christina Takatsu Winnischofer, secretária-geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, acredita que, por estarem em menor número na Assembléia, é mais difícil para as mulheres serem ouvidas; por isso, acha que as reuniões preparatórias são uma oportunidade para que a questão feminina chegue de forma mais clara e precisa à Assembléia. Christina ressalta que a reunião dá às mulheres condições de criar vínculos entre si, ao partilhar seus problemas e esperanças.
Mulheres da Europa, Estados Unidos, Canadá, India, Grécia, diversos países da África, Japão, China, Filipinas, muitas com seus belíssimos e coloridos trajes típicos e seus penteados elegantes formavam um espetáculo à parte e provocavam enternecimento pela convicção de que, na sua grande diversidade, são todas irmãs. A maioria usava ramos de flores na cabeça. As flores foram ofertadas pelas mulheres gaúchas, num gesto de saudação e acolhimento que ao mesmo tempo lembra a cultura local: mulheres aqui usam flores nos cabelos para as danças típicas do Rio Grande.
Colaboraram para esta matéria o Rev. Dessórdi Leite e a Sra. Zenaide Barbosa
Foto: Pré-Assembléia da Juventude – por Rev.Dessórdi Leite
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Cláudio Oliveira
Departamento de Comunicação