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  • SNIEAB 12:33 on 22/02/2006 Permalink | Responder
    Tags: aids, , hiv   

    HIV/AIDS: Desafio às Igrejas Serem Transformadoras 

    A coletiva de imprensa desta manhã tinha o tema “As Igrejas e o HIV/AIDS”, que ofereceu emocionantes e chocantes testemunhos de pessoas, dentro das igrejas, que estão vivendo e trabalhando com essa questão.

    Os convidados para a coletiva foram a Dra. Sue Parry, médica, coordenadora regional da Iniciativa Ecumênica para HIV/AIDS na África (EHAIA); Srta. Gracia Violeta Ross Quiroga, membro da Comunidade Internacional das Mulheres que vivem com HIV/AIDS; Rev. Côn. Gideon Byamugisha, co-fundador da Rede Africana de Lideres Religiosos que vivem com ou pessoalmente afetadas pelo HIV/AIDS (ANERELA); Rev. Jape Heath, co-fundador e secretário-geral da ANERELA e a Sra Renu Chahil-Graf, coordenadora para o Brasil do Programa de AIDS/HIV das Nações Unidas UNAIDS).

    O Rev. Jape Heath, anglicano, explicou que a ANERELA, agência ecumênica, foi criada para tratar dos estigmas de se ter HIV/AIDS. O estigma da auto-estima, que precisa ser resgatada, pois essas pessoas sentem-se envergonhadas; o estigma da sociedade, que os marginaliza; e o estigma baseado na fé, que, muitas vezes, as classifica como pecadoras, fruto de um moralismo opressor. “Encorajar as Igrejas a implementar políticas de HIV/AIDS” é um dos objetivos da ANERELA nesta Assembléia.

    O Côn. Gideon, que também é anglicano e co-fundou a ANERELA, é HIV positivo há 15 anos, e desde então aprendeu a conviver e aceitar essa realidade. Tenta passar para as pessoas que elas podem casar, ter filhos (seguindo o tratamento preventivo durante a gravidez) e que, hoje, para quem tem acesso ao amparo médico, ter HIV/AIDS não é uma sentença de morte. “As pessoas podem viver uma vida saudável por muito tempo”, disse Gideon. Quanto ao apoio da Igreja, falou: “As igrejas, inicialmente eram contra o trabalho. Houve um tempo de apatia e indiferença. E, hoje, vivemos um tempo em que as igrejas (na África) estão engajadas nessa luta, de acabar com o estigma. Mas tem líderes religiosos que ainda estão falhando”. Também afirmou que a Igreja Católica de sua localidade é uma grande apoiadora do trabalho da ANERELA.

    Gracia Quiroga, membro da Igreja Evangélica da Bolívia, lamentou o fato de não haver um engajamento concreto das igrejas bolivianas na questão. O que existe são iniciativas particulares, como a dela, uma HIV positiva, fruto de violência sexual por dois homens, que procuram sinais de esperança e procuram dar testemunho, por meio de ações concretas, transformando um quadro de dor em um ambiente de Graça, de transformação, em meio às dificuldades. “A questão do HIV/AIDS nós dá oportunidade de darmos testemunho e de se fazer algo pelas pessoas que estão precisando de nosso amparo”, disse Quiroga. “Precisamos de um maior nível de engajamento e compromisso das Igrejas”.

    A coordenadora para o Brasil do UNAIDS, Sra. Renu Chahil-Graf falou que as Nações Unidas estão realizando um programa em conjunto com diversas organizações internacionais, sendo que 3 delas estão na Assembléia do CMI, e vários desses trabalhos têm sido muito eficazes. “Combater a epidemia de HIV/AIDS que ameaça o mundo é uma forma de combater a pobreza”, visto que os ambientes mais pobres propiciam a disseminação dela, por diversos fatores sócio-políticos e econômicos.

    A Dra. Sue Parry disse que a entidade a que ela pertence foi criada em 2002, respondendo ao chamado das igrejas africanas, que estavam preocupadas (e ainda estão) com a epidemia de HIV/AIDS que assolava o continente africano. Porém, apesar dos esforços, nota-se que ainda tem muito a ser feito. Basta ver que os números crescem a cada ano, inclusive nos países ricos. Comentou o fato de que, como os paises ricos têm acesso fácil às novas drogas para o tratamento do HIV/AIDS, que prolongam e dão qualidade de vida aos portadores, eles têm uma sensação de controle da situação e de segurança. E o que mais a entristece é que, muitas vezes, os jovens viajam pelo mundo, não se protegem e não tomam os devidos cuidados, “e retornam não somente com muitas fotos dos seus roteiros turísticos…”.

    “O meio de transmissão do HIV/AIDS não se dá única e exclusivamente pela relação sexual, não está relacionado somente ao sexo”, disse o Rev. Jape, respondendo a uma questão sobre a proibição do uso de camisinha pela Igreja Católica. A prevenção se dá ao se compartilhar o uso de seringas e agulhas, em transfusões ou para consumir drogas; da gravidez controlada quando um dos pais é HIV positivo, ou tem AIDS; de se dar educação preventiva, enfim, ignorar esses outros pontos também “é uma forma de estigmatização”.

    Todos os entrevistados fizeram um apelo para que as igrejas se engajassem nessa luta, promovendo programas, realizando ações concretas para que essa epidemia seja combatida e que, principalmente, se combata a estigmatização e marginalização dos portadores de HIV/AIDS. Esse é mais um desafio de transformação para as nossas Igrejas.

    Alguns dados estatísticos que merecem atenção:

    * 42 milhões de pessoas, no mundo, são HIV positivas;

    * 29.4 milhões vivem na África, 6 milhões no Sul e Sudeste da Ásia, 1.2 milhões no leste da Ásia e Pacífico, 1.5 milhões na América Latina, 1.2 milhões no Leste Europeu e Ásia Central.

    * 14 milhões de crianças ficaram órfãs desde o início da epidemia da AIDS, em 2002.

    * Segundo a estatística oficial do governo brasileiro, 371 mil casos de AIDS/HIV foram notificados. 80% concentram-se nas regiões Sul e Sudeste do pais.

    Fonte: UNAIDS e Site oficial do Programa Nacional de DST/AIDS, do governo brasileiro.

    * Esclarecimento: Existe uma diferença em ser HIV positivo e ser portador da AIDS. Ser HIV positivo significa que a pessoa possui o vírus, porém, não manifestou os sinais da doença. A pessoa que porta o vírus da AIDS já possui a manifestação dos sinais da doença e está sujeito às doenças oportunistas, que se aproveitam da imuno-deficiência. Por isso, escrevemos HIV/AIDS.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:30 on 22/02/2006 Permalink | Responder
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    Anglican Youth 

    http://anglicanyouth.wordpress.com: esse é o endereço do blog da juventude anglicana, em nível internacional, que foi apresentado, no início desta tarde, na reunião da juventude anglicana e jovens adultos, na IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, pelo secretário-geral da Comunhão Anglicana, Kenneth Kearon.

    Além da apresentação do novo espaço, o objetivo do encontro foi o de ouvir a opinião dos participantes, sobre como essa nova ferramenta pode contribuir para a comunicação, formação e integração, sugestões para o aperfeiçoamento, manutenção e, principalmente, como disponibilizá-lo em outros idiomas, para que o seu alcance seja o mais amplo possível, não limitando-se àqueles/àquelas que falam inglês.

    Os jovens fizeram a reivindicação de haver um espaço maior para a juventude em órgãos anglicanos internacionais (como o Conselho Consultivo Anglicano) e da realização de encontros internacionais, para que haja integração maior entre eles.

    Participantes da Rede Anglicana Internacional de Juventude estavam presentes no encontro e coletaram essas e outras reivindicações para serem trabalhadas no seu próximo encontro, que acontece a partir desta sexta-feira, em Porto Alegre.

    Ao final do encontro, o Rev. Kearon agradeceu a presença de todos, ressaltou a importante contribuição que nós, anglicanos, temos oferecido à esta Assembléia (as presenças dos Arcebispos Rowan Williams e Desmond Tutu foram as que mais tiveram repercussão e as que mais foram elogiadas), e, principalmente, agradeceu a todos os envolvidos na organização e serviços de apoio, pois ele só tem ouvido elogios e agradecimentos.

    Estavam também presentes na reunião a secretária-geral da IEAB, Sra. Christina Takatsu Winnischofer, os primazes do Brasil e do Canadá e o secretário para assuntos ecumênicos da Comunhão Anglicana.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:25 on 22/02/2006 Permalink | Responder
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    Marchando pela Paz e pela Justiça 

    Um rio de luzes iluminaram o centro de Porto Alegre na noite passada, através de 2000 pessoas – incluindo Desmond Tutu e Adolfo Esquivel, ganhadores do Prêmio Nobel – que participaram da marcha pela Paz e Justiça.

    Organizada pelas igrejas locais e por parte do Conselho Mundial de Igrejas, a marcha começou no Largo Glênio Peres, com a música latino-americana de Xico Esvael e Victor Heredia. Jovens carregavam faixas com pedidos de Paz e Justiça.

    Depois de uma declaração de Julia Qusibert, uma indígena cristã da Bolívia, o Arcebispo Católico-Romano Dom Dadeus Grings abençoou as velas que foram entregues aos participantes do evento.

    Ato contínuo, a marcha seguiu em direção à Praça da Matriz, onde o arcebispo anglicano Desmond Tutu fez sua declaração. “Nós temos um Deus extraordinário. Deus é um Deus Poderoso, mas Ele necessita de você. Quando alguém tem fome, o pão não cai do céu. Quando Deus necessita alimentar os famintos, você e eu precisamos alimentar os famintos. E agora, Deus quer Paz no mundo”, disse Tutu.

    “Então vão todos e representem Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, finalizou o arcebispo sul-africano.

    Foto: Marcha pela Paz – Paulino Menezes (CMI)

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
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