Um Sinal de Esperança

Um sinal de Esperança Respondeu ontem, na coletiva de imprensa sobre a América Latina, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, quando perguntado como ele via a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

O Prêmio Nobel da Paz disse que nessa Assembléia, deve-se “libertar o espírito, a palavra, o pensamento e transformá-los em ação. E as igrejas têm grande responsabilidade, como cristãos, de atuarem DE FATO em prol das transformações sociais. Não ser assistencialistas, que é uma forma de opressão, mas, sim, de dar assistência e solidariedade”. Que ela (assembléia) deveria ser um espaço onde se possa refletir sobre a fé e sobre a realidade da humanidade. E, por isso, ele via esse espaço ecumênico como um sinal de esperança.

Ainda, segundo Esquivel, nós só poderemos realizar as transformações sociais necessárias e urgentes na América Latina (e no Mundo), se derrubarmos os nossos muros internos, se nós próprios não passarmos por um processo de transformação, pois, sem isso, não transformaremos os outros e nem o mundo.

A teóloga latino-americana, Dra. Elsa Tamez, fez um apelo para que os delegados à essa Assembléia compartilhassem os documentos e as experiências vivenciadas aqui, em Porto Alegre, com as suas Igrejas; especialmente o que foi apresentado sobre a violência, pobreza e justiça.

Ressaltou a importância do Mutirão, que tem acontecido juntamente com a Assembléia, que tem oferecido contribuições valiosas aos delegados e observadores do CMI e que oferece um amplo espectro de discussões, debates e oficinas sobre os mais diversos temas, especialmente sobre as ações sociais das igrejas e de organizações ecumênicas.

A outra entrevistada foi a Sra. Nora de Cortinas, membro do movimento das Mães da Praça de Maio, da Argentina, que compartilhou com os repórteres um pouco do trabalho que elas realizam.

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Cláudio Oliveira

Departamento de Comunicação