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  • SNIEAB 13:05 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Comunidades Locais Acolhem os Anglicanos da IX Assembléia 

    Ontem, pela manhã, os anglicanos que participam da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas dividiram-se em grupos e participaram das celebrações eucarísticas das comunidades anglicanas de Porto Alegre, Viamão e Nova Santa Rita.

    Foi uma oportunidade dos nossos irmãos sentirem-se em casa, acolhidos pelos anglicanos brasileiros, de trocarem experiências, de orarem juntos, de estreitar laços.

    Muitos dos visitantes se concentraram na Catedral da Santíssima Trindade, no centro da capital gaúcha. A celebração contou com a presença de parte da câmara dos bispos brasileira, e foi presidida pelo Primaz, Dom Orlando Oliveira. O secretário-geral da Comunhão Anglicana, Kenneth Kearon, foi o pregador.

    ” Em um mundo globalizado, o perigo de se tentar globalizar a fé é muito presente. Nós somos uma fé com o compromisso com toda a parte do mundo; mas uma fé que ignora as necessidades distintas dos indivíduos ou de uma comunidade, uma fé que falha em reconhecer a necessidade de falar de Deus para os fracos, vulneráveis e marginalizados, em qualquer sociedade, é uma fé que está negando suas raízes na Encarnação de Cristo”, disse Kearon.

    Sobre o ecumenismo, afirmou que, devido ao fato de viajar muito por todo o mundo, tem sido testemunha de cristãos de várias tradições orando e adorando juntos. Eu vejo muitos exemplos de testemunho e ação comuns. “Eu vejo todos, independentemente de suas denominações, dando respostas para a pobreza, AIDS, violência e divisão social, e pregando conjuntamente um Evangelho de esperança, solidariedade e reconciliação em um mundo de dificuldades”.

    Salientou, também, que fazem 1000 anos que os cristãos se dividiram e, se nos dermos conta de que fazem apenas 100 anos que o movimento ecumênico tem sido desenvolvido, na busca da Unidade Cristã, podermos considerar que houve um extraordinário crescimento de entendimento, respeito e confiança mútua entre aqueles que são formalmente divididos.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:42 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Um Sinal de Esperança 

    Um sinal de Esperança Respondeu ontem, na coletiva de imprensa sobre a América Latina, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, quando perguntado como ele via a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

    O Prêmio Nobel da Paz disse que nessa Assembléia, deve-se “libertar o espírito, a palavra, o pensamento e transformá-los em ação. E as igrejas têm grande responsabilidade, como cristãos, de atuarem DE FATO em prol das transformações sociais. Não ser assistencialistas, que é uma forma de opressão, mas, sim, de dar assistência e solidariedade”. Que ela (assembléia) deveria ser um espaço onde se possa refletir sobre a fé e sobre a realidade da humanidade. E, por isso, ele via esse espaço ecumênico como um sinal de esperança.

    Ainda, segundo Esquivel, nós só poderemos realizar as transformações sociais necessárias e urgentes na América Latina (e no Mundo), se derrubarmos os nossos muros internos, se nós próprios não passarmos por um processo de transformação, pois, sem isso, não transformaremos os outros e nem o mundo.

    A teóloga latino-americana, Dra. Elsa Tamez, fez um apelo para que os delegados à essa Assembléia compartilhassem os documentos e as experiências vivenciadas aqui, em Porto Alegre, com as suas Igrejas; especialmente o que foi apresentado sobre a violência, pobreza e justiça.

    Ressaltou a importância do Mutirão, que tem acontecido juntamente com a Assembléia, que tem oferecido contribuições valiosas aos delegados e observadores do CMI e que oferece um amplo espectro de discussões, debates e oficinas sobre os mais diversos temas, especialmente sobre as ações sociais das igrejas e de organizações ecumênicas.

    A outra entrevistada foi a Sra. Nora de Cortinas, membro do movimento das Mães da Praça de Maio, da Argentina, que compartilhou com os repórteres um pouco do trabalho que elas realizam.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:39 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Nós não Temos o Monopólio de Deus 

    O Arcebispo Sul-Africano Desmond Tutu (Igreja Anglicana) foi o destaque da concorrida e lotada conferência de imprensa de agora há pouco. Juntamente com ele, participavam da mesa a bispa Margot Kässmann (Igreja Evagélica Alemã) e do Arcebispo Anastasios (Igreja Ortodoxa Independente da Albânia).

    O Arcebispo Tutu vinha da sessão plenária sobre Unidade Cristã, na qual havia sido muito aplaudido por sua declaração intitulada Busca da Unidade. “Uma igreja unida não é uma opção adicional. Uma Igreja unida é indispensável para a Salvação do mundo de Deus”, escreveu Tutu, em sua declaração.

    Na coletiva, o Arcebispo Tutu disse que o Conselho Mundial de Igrejas é crucial por ser um instrumento onde nós podemos ajudar a Deus a implementar o sonho de sermos uma família de Deus, a família humana. “O CMI tem sido um dos principais fóruns inter-religiosos”. Afirmou ainda que nós, cristãos, “não temos o monopólio de Deus. Deus pode abraçar a todos – nós é que limitamos a quem Deus pode abraçar. Deus aceita a todos, inclusive a Bush, Bin Laden”.

    O Arcebispo Anastasios disse que “a unidade tem sido um profundo sonho dos humanos. E nós, em plena globalização, temos que saber que ela se torna uma necessidade, para não tornarmos esse isolamento em um segundo escândalo”. O primeiro, segundo ele, foi quando, no século passado, as igrejas estavam indiferentes à pobreza e deixaram, no início, para outras organizações/instituições fazerem o seu trabalho.
    “Sem o CMI seria impossível conheceremos uns aos outros, como cristãos. Seria impossível de conhecer o outro e de trabalharmos juntos, apesar das nossas diferenças”, completou o Arcebispo Anastasios.

    A Bispa Margot disse que “os desafios da pobreza e da globalização se colocam claramente na mesa de trabalho dessa Assembléia”. A pergunta que se configura é como as igrejas podem ser uma voz profética e transformadora?

    Ela ainda lembrou as palavras do Arcebispo Rowan Williams, quando ele afirmou que temos que ter certeza da nossa Identidade para que não tenhamos medo do outro, em um diálogo ecumênico.

    “A resposta que podemos dar, quando questionados sobre qual foi resposta a Assembléia do CMI sobre a importância do movimento ecumênico, é a de haver um consenso de ficarmos juntos, de lutarmos contra a pobreza e por todos os problemas sociais que o mundo enfrenta, apesar de nossas diferenças, e de que somos contra o uso da religião para justificar as atrocidades, as guerras e violências que são praticadas no mundo”, disse o Arcebispo Anastasios.

    Complementando essa afirmação, o Arcebispo Tutu disse: “Não conheço nenhuma fé/religião que diz crer na injustiça, na pobreza. São as pessoas que são más e não as religiões”. Por isso existe a necessidade do CMI em denunciar e se posicionar contra isso.

    Amanhã o Arcebispo Desmond Tutu participará da cerimônia de encerramento da Caminhada pela Paz, que sairá do Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, às 19h, e termina na Catedral Católica Metropolitana, em frente à Praça da Matriz.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
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