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  • SNIEAB 12:23 on 23/02/2006 Permalink | Responder
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    Acaba a IX Assembléia do CMI 

    Apesar de ser o último dia da Assembléia, a agenda do evento foi corrida.

    Durante a manhã, ocorreu a primeira parte da sessão plenária de decisão dos relatórios e duas coletivas de imprensa. A primeira delas girou em torno do Relatório das Questões Públicas, onde se comentou os principais tópicos do documento, tais como a questão das charges de Maomé, Guerra do Iraque, Terrorismo, Armas Nucleares e América Latina.

    A segunda foi a de encerramento, que contou com a presença do secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Dr.Samuel Kobia; na qual ele e os outros convidados fizeram um balanço sobre a IX Assembléia.

    Na parte da tarde, foi dada continuidade a sessão plenária de decisão dos relatórios e, antes disso, aconteceu a cerimônia do plantio de uma árvore (um ipê), em comemoração à IX Assembléia, que contou com a participação dos líderes das igrejas locais, do atual secretário-geral do CMI e 3 ex-secretários-gerais do CMI, do reitor da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e da presença massiva da imprensa.

    Como não poderia deixar de ser, a IX Assembléia teve seu encerramento marcado por uma belíssima e vibrante celebração vespertina, cujo tema era “Deus, em Tua Graça transforma o nosso testemunho”.

    A cobertura completa da IX Assembléia estará presente na próxima edição do Estandarte Cristão.

    Os documentos e uma extensa galeria de fotos do evento podem ser encontrados no site oficial da Assembléia: http://www.wwc-assembly.info.

    Durante esses dias, Porto Alegre foi o berço do ecumenismo internacional, onde as igrejas cristãs reafirmaram o seu compromisso de continuarem trabalhando pela transformações sociais e dialogando juntas, apesar de suas diferenças, dando um belo testemunho para o mundo, que a cada dia nos oferece exemplos de guerra, intolerância, de luta pelo poder. “Deus, em Tua Graça, transforma o mundo”.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação da IEAB

     
  • SNIEAB 12:33 on 22/02/2006 Permalink | Responder
    Tags: aids, , hiv   

    HIV/AIDS: Desafio às Igrejas Serem Transformadoras 

    A coletiva de imprensa desta manhã tinha o tema “As Igrejas e o HIV/AIDS”, que ofereceu emocionantes e chocantes testemunhos de pessoas, dentro das igrejas, que estão vivendo e trabalhando com essa questão.

    Os convidados para a coletiva foram a Dra. Sue Parry, médica, coordenadora regional da Iniciativa Ecumênica para HIV/AIDS na África (EHAIA); Srta. Gracia Violeta Ross Quiroga, membro da Comunidade Internacional das Mulheres que vivem com HIV/AIDS; Rev. Côn. Gideon Byamugisha, co-fundador da Rede Africana de Lideres Religiosos que vivem com ou pessoalmente afetadas pelo HIV/AIDS (ANERELA); Rev. Jape Heath, co-fundador e secretário-geral da ANERELA e a Sra Renu Chahil-Graf, coordenadora para o Brasil do Programa de AIDS/HIV das Nações Unidas UNAIDS).

    O Rev. Jape Heath, anglicano, explicou que a ANERELA, agência ecumênica, foi criada para tratar dos estigmas de se ter HIV/AIDS. O estigma da auto-estima, que precisa ser resgatada, pois essas pessoas sentem-se envergonhadas; o estigma da sociedade, que os marginaliza; e o estigma baseado na fé, que, muitas vezes, as classifica como pecadoras, fruto de um moralismo opressor. “Encorajar as Igrejas a implementar políticas de HIV/AIDS” é um dos objetivos da ANERELA nesta Assembléia.

    O Côn. Gideon, que também é anglicano e co-fundou a ANERELA, é HIV positivo há 15 anos, e desde então aprendeu a conviver e aceitar essa realidade. Tenta passar para as pessoas que elas podem casar, ter filhos (seguindo o tratamento preventivo durante a gravidez) e que, hoje, para quem tem acesso ao amparo médico, ter HIV/AIDS não é uma sentença de morte. “As pessoas podem viver uma vida saudável por muito tempo”, disse Gideon. Quanto ao apoio da Igreja, falou: “As igrejas, inicialmente eram contra o trabalho. Houve um tempo de apatia e indiferença. E, hoje, vivemos um tempo em que as igrejas (na África) estão engajadas nessa luta, de acabar com o estigma. Mas tem líderes religiosos que ainda estão falhando”. Também afirmou que a Igreja Católica de sua localidade é uma grande apoiadora do trabalho da ANERELA.

    Gracia Quiroga, membro da Igreja Evangélica da Bolívia, lamentou o fato de não haver um engajamento concreto das igrejas bolivianas na questão. O que existe são iniciativas particulares, como a dela, uma HIV positiva, fruto de violência sexual por dois homens, que procuram sinais de esperança e procuram dar testemunho, por meio de ações concretas, transformando um quadro de dor em um ambiente de Graça, de transformação, em meio às dificuldades. “A questão do HIV/AIDS nós dá oportunidade de darmos testemunho e de se fazer algo pelas pessoas que estão precisando de nosso amparo”, disse Quiroga. “Precisamos de um maior nível de engajamento e compromisso das Igrejas”.

    A coordenadora para o Brasil do UNAIDS, Sra. Renu Chahil-Graf falou que as Nações Unidas estão realizando um programa em conjunto com diversas organizações internacionais, sendo que 3 delas estão na Assembléia do CMI, e vários desses trabalhos têm sido muito eficazes. “Combater a epidemia de HIV/AIDS que ameaça o mundo é uma forma de combater a pobreza”, visto que os ambientes mais pobres propiciam a disseminação dela, por diversos fatores sócio-políticos e econômicos.

    A Dra. Sue Parry disse que a entidade a que ela pertence foi criada em 2002, respondendo ao chamado das igrejas africanas, que estavam preocupadas (e ainda estão) com a epidemia de HIV/AIDS que assolava o continente africano. Porém, apesar dos esforços, nota-se que ainda tem muito a ser feito. Basta ver que os números crescem a cada ano, inclusive nos países ricos. Comentou o fato de que, como os paises ricos têm acesso fácil às novas drogas para o tratamento do HIV/AIDS, que prolongam e dão qualidade de vida aos portadores, eles têm uma sensação de controle da situação e de segurança. E o que mais a entristece é que, muitas vezes, os jovens viajam pelo mundo, não se protegem e não tomam os devidos cuidados, “e retornam não somente com muitas fotos dos seus roteiros turísticos…”.

    “O meio de transmissão do HIV/AIDS não se dá única e exclusivamente pela relação sexual, não está relacionado somente ao sexo”, disse o Rev. Jape, respondendo a uma questão sobre a proibição do uso de camisinha pela Igreja Católica. A prevenção se dá ao se compartilhar o uso de seringas e agulhas, em transfusões ou para consumir drogas; da gravidez controlada quando um dos pais é HIV positivo, ou tem AIDS; de se dar educação preventiva, enfim, ignorar esses outros pontos também “é uma forma de estigmatização”.

    Todos os entrevistados fizeram um apelo para que as igrejas se engajassem nessa luta, promovendo programas, realizando ações concretas para que essa epidemia seja combatida e que, principalmente, se combata a estigmatização e marginalização dos portadores de HIV/AIDS. Esse é mais um desafio de transformação para as nossas Igrejas.

    Alguns dados estatísticos que merecem atenção:

    * 42 milhões de pessoas, no mundo, são HIV positivas;

    * 29.4 milhões vivem na África, 6 milhões no Sul e Sudeste da Ásia, 1.2 milhões no leste da Ásia e Pacífico, 1.5 milhões na América Latina, 1.2 milhões no Leste Europeu e Ásia Central.

    * 14 milhões de crianças ficaram órfãs desde o início da epidemia da AIDS, em 2002.

    * Segundo a estatística oficial do governo brasileiro, 371 mil casos de AIDS/HIV foram notificados. 80% concentram-se nas regiões Sul e Sudeste do pais.

    Fonte: UNAIDS e Site oficial do Programa Nacional de DST/AIDS, do governo brasileiro.

    * Esclarecimento: Existe uma diferença em ser HIV positivo e ser portador da AIDS. Ser HIV positivo significa que a pessoa possui o vírus, porém, não manifestou os sinais da doença. A pessoa que porta o vírus da AIDS já possui a manifestação dos sinais da doença e está sujeito às doenças oportunistas, que se aproveitam da imuno-deficiência. Por isso, escrevemos HIV/AIDS.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:30 on 22/02/2006 Permalink | Responder
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    Anglican Youth 

    http://anglicanyouth.wordpress.com: esse é o endereço do blog da juventude anglicana, em nível internacional, que foi apresentado, no início desta tarde, na reunião da juventude anglicana e jovens adultos, na IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, pelo secretário-geral da Comunhão Anglicana, Kenneth Kearon.

    Além da apresentação do novo espaço, o objetivo do encontro foi o de ouvir a opinião dos participantes, sobre como essa nova ferramenta pode contribuir para a comunicação, formação e integração, sugestões para o aperfeiçoamento, manutenção e, principalmente, como disponibilizá-lo em outros idiomas, para que o seu alcance seja o mais amplo possível, não limitando-se àqueles/àquelas que falam inglês.

    Os jovens fizeram a reivindicação de haver um espaço maior para a juventude em órgãos anglicanos internacionais (como o Conselho Consultivo Anglicano) e da realização de encontros internacionais, para que haja integração maior entre eles.

    Participantes da Rede Anglicana Internacional de Juventude estavam presentes no encontro e coletaram essas e outras reivindicações para serem trabalhadas no seu próximo encontro, que acontece a partir desta sexta-feira, em Porto Alegre.

    Ao final do encontro, o Rev. Kearon agradeceu a presença de todos, ressaltou a importante contribuição que nós, anglicanos, temos oferecido à esta Assembléia (as presenças dos Arcebispos Rowan Williams e Desmond Tutu foram as que mais tiveram repercussão e as que mais foram elogiadas), e, principalmente, agradeceu a todos os envolvidos na organização e serviços de apoio, pois ele só tem ouvido elogios e agradecimentos.

    Estavam também presentes na reunião a secretária-geral da IEAB, Sra. Christina Takatsu Winnischofer, os primazes do Brasil e do Canadá e o secretário para assuntos ecumênicos da Comunhão Anglicana.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:25 on 22/02/2006 Permalink | Responder
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    Marchando pela Paz e pela Justiça 

    Um rio de luzes iluminaram o centro de Porto Alegre na noite passada, através de 2000 pessoas – incluindo Desmond Tutu e Adolfo Esquivel, ganhadores do Prêmio Nobel – que participaram da marcha pela Paz e Justiça.

    Organizada pelas igrejas locais e por parte do Conselho Mundial de Igrejas, a marcha começou no Largo Glênio Peres, com a música latino-americana de Xico Esvael e Victor Heredia. Jovens carregavam faixas com pedidos de Paz e Justiça.

    Depois de uma declaração de Julia Qusibert, uma indígena cristã da Bolívia, o Arcebispo Católico-Romano Dom Dadeus Grings abençoou as velas que foram entregues aos participantes do evento.

    Ato contínuo, a marcha seguiu em direção à Praça da Matriz, onde o arcebispo anglicano Desmond Tutu fez sua declaração. “Nós temos um Deus extraordinário. Deus é um Deus Poderoso, mas Ele necessita de você. Quando alguém tem fome, o pão não cai do céu. Quando Deus necessita alimentar os famintos, você e eu precisamos alimentar os famintos. E agora, Deus quer Paz no mundo”, disse Tutu.

    “Então vão todos e representem Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, finalizou o arcebispo sul-africano.

    Foto: Marcha pela Paz – Paulino Menezes (CMI)

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:35 on 21/02/2006 Permalink | Responder
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    Primaz Fala sobre Ecumenismo na Rede Vida 

    Primaz fala sobre Ecumenismo na Rede Vida O Primaz da IEAB, Dom Orlando Santos de Oliveira, juntamente com o Pastor Walter Altmann (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) e o Padre Roberto Vaz (da Igreja Católica Romana), participou do programa TRIBUNA INDEPENDENTE, da Rede Vida, na noite do dia 20 de fevereiro.

    Nosso primaz e os outros convidados falaram sobre a importância do Ecumenismo para as Igrejas Cristãs e ofereceram um resumo do que está acontecendo na IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, que acontece em Porto Alegre desde o dia 14 de fevereiro p.p.

    Eles também responderam às perguntas dos telespectadores, que enviavam as enviavam por e-mail, fax ou pelo telefone.

    Essa não foi a primeira entrevista concedida pelo nosso Primaz aos meios de comunicação, que desde o início da Assembléia tem sido convidado pelos veículos de comunicação locais e do Brasil a falar sobre ecumenismo, o evento em Porto Alegre e sobre anglicanismo.

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    Claudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 13:05 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Comunidades Locais Acolhem os Anglicanos da IX Assembléia 

    Ontem, pela manhã, os anglicanos que participam da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas dividiram-se em grupos e participaram das celebrações eucarísticas das comunidades anglicanas de Porto Alegre, Viamão e Nova Santa Rita.

    Foi uma oportunidade dos nossos irmãos sentirem-se em casa, acolhidos pelos anglicanos brasileiros, de trocarem experiências, de orarem juntos, de estreitar laços.

    Muitos dos visitantes se concentraram na Catedral da Santíssima Trindade, no centro da capital gaúcha. A celebração contou com a presença de parte da câmara dos bispos brasileira, e foi presidida pelo Primaz, Dom Orlando Oliveira. O secretário-geral da Comunhão Anglicana, Kenneth Kearon, foi o pregador.

    ” Em um mundo globalizado, o perigo de se tentar globalizar a fé é muito presente. Nós somos uma fé com o compromisso com toda a parte do mundo; mas uma fé que ignora as necessidades distintas dos indivíduos ou de uma comunidade, uma fé que falha em reconhecer a necessidade de falar de Deus para os fracos, vulneráveis e marginalizados, em qualquer sociedade, é uma fé que está negando suas raízes na Encarnação de Cristo”, disse Kearon.

    Sobre o ecumenismo, afirmou que, devido ao fato de viajar muito por todo o mundo, tem sido testemunha de cristãos de várias tradições orando e adorando juntos. Eu vejo muitos exemplos de testemunho e ação comuns. “Eu vejo todos, independentemente de suas denominações, dando respostas para a pobreza, AIDS, violência e divisão social, e pregando conjuntamente um Evangelho de esperança, solidariedade e reconciliação em um mundo de dificuldades”.

    Salientou, também, que fazem 1000 anos que os cristãos se dividiram e, se nos dermos conta de que fazem apenas 100 anos que o movimento ecumênico tem sido desenvolvido, na busca da Unidade Cristã, podermos considerar que houve um extraordinário crescimento de entendimento, respeito e confiança mútua entre aqueles que são formalmente divididos.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:42 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Um Sinal de Esperança 

    Um sinal de Esperança Respondeu ontem, na coletiva de imprensa sobre a América Latina, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, quando perguntado como ele via a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

    O Prêmio Nobel da Paz disse que nessa Assembléia, deve-se “libertar o espírito, a palavra, o pensamento e transformá-los em ação. E as igrejas têm grande responsabilidade, como cristãos, de atuarem DE FATO em prol das transformações sociais. Não ser assistencialistas, que é uma forma de opressão, mas, sim, de dar assistência e solidariedade”. Que ela (assembléia) deveria ser um espaço onde se possa refletir sobre a fé e sobre a realidade da humanidade. E, por isso, ele via esse espaço ecumênico como um sinal de esperança.

    Ainda, segundo Esquivel, nós só poderemos realizar as transformações sociais necessárias e urgentes na América Latina (e no Mundo), se derrubarmos os nossos muros internos, se nós próprios não passarmos por um processo de transformação, pois, sem isso, não transformaremos os outros e nem o mundo.

    A teóloga latino-americana, Dra. Elsa Tamez, fez um apelo para que os delegados à essa Assembléia compartilhassem os documentos e as experiências vivenciadas aqui, em Porto Alegre, com as suas Igrejas; especialmente o que foi apresentado sobre a violência, pobreza e justiça.

    Ressaltou a importância do Mutirão, que tem acontecido juntamente com a Assembléia, que tem oferecido contribuições valiosas aos delegados e observadores do CMI e que oferece um amplo espectro de discussões, debates e oficinas sobre os mais diversos temas, especialmente sobre as ações sociais das igrejas e de organizações ecumênicas.

    A outra entrevistada foi a Sra. Nora de Cortinas, membro do movimento das Mães da Praça de Maio, da Argentina, que compartilhou com os repórteres um pouco do trabalho que elas realizam.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 12:39 on 20/02/2006 Permalink | Responder
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    Nós não Temos o Monopólio de Deus 

    O Arcebispo Sul-Africano Desmond Tutu (Igreja Anglicana) foi o destaque da concorrida e lotada conferência de imprensa de agora há pouco. Juntamente com ele, participavam da mesa a bispa Margot Kässmann (Igreja Evagélica Alemã) e do Arcebispo Anastasios (Igreja Ortodoxa Independente da Albânia).

    O Arcebispo Tutu vinha da sessão plenária sobre Unidade Cristã, na qual havia sido muito aplaudido por sua declaração intitulada Busca da Unidade. “Uma igreja unida não é uma opção adicional. Uma Igreja unida é indispensável para a Salvação do mundo de Deus”, escreveu Tutu, em sua declaração.

    Na coletiva, o Arcebispo Tutu disse que o Conselho Mundial de Igrejas é crucial por ser um instrumento onde nós podemos ajudar a Deus a implementar o sonho de sermos uma família de Deus, a família humana. “O CMI tem sido um dos principais fóruns inter-religiosos”. Afirmou ainda que nós, cristãos, “não temos o monopólio de Deus. Deus pode abraçar a todos – nós é que limitamos a quem Deus pode abraçar. Deus aceita a todos, inclusive a Bush, Bin Laden”.

    O Arcebispo Anastasios disse que “a unidade tem sido um profundo sonho dos humanos. E nós, em plena globalização, temos que saber que ela se torna uma necessidade, para não tornarmos esse isolamento em um segundo escândalo”. O primeiro, segundo ele, foi quando, no século passado, as igrejas estavam indiferentes à pobreza e deixaram, no início, para outras organizações/instituições fazerem o seu trabalho.
    “Sem o CMI seria impossível conheceremos uns aos outros, como cristãos. Seria impossível de conhecer o outro e de trabalharmos juntos, apesar das nossas diferenças”, completou o Arcebispo Anastasios.

    A Bispa Margot disse que “os desafios da pobreza e da globalização se colocam claramente na mesa de trabalho dessa Assembléia”. A pergunta que se configura é como as igrejas podem ser uma voz profética e transformadora?

    Ela ainda lembrou as palavras do Arcebispo Rowan Williams, quando ele afirmou que temos que ter certeza da nossa Identidade para que não tenhamos medo do outro, em um diálogo ecumênico.

    “A resposta que podemos dar, quando questionados sobre qual foi resposta a Assembléia do CMI sobre a importância do movimento ecumênico, é a de haver um consenso de ficarmos juntos, de lutarmos contra a pobreza e por todos os problemas sociais que o mundo enfrenta, apesar de nossas diferenças, e de que somos contra o uso da religião para justificar as atrocidades, as guerras e violências que são praticadas no mundo”, disse o Arcebispo Anastasios.

    Complementando essa afirmação, o Arcebispo Tutu disse: “Não conheço nenhuma fé/religião que diz crer na injustiça, na pobreza. São as pessoas que são más e não as religiões”. Por isso existe a necessidade do CMI em denunciar e se posicionar contra isso.

    Amanhã o Arcebispo Desmond Tutu participará da cerimônia de encerramento da Caminhada pela Paz, que sairá do Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, às 19h, e termina na Catedral Católica Metropolitana, em frente à Praça da Matriz.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 13:17 on 18/02/2006 Permalink | Responder
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    Arcebispo Rowan Reúne-se com os Anglicanos 

    O Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, reuniu-se com todos os anglicanos que participam da IX Assembléia, ontem, pela manhã, no auditório do prédio 9, na PUCRS.

    Ele, inicialmente, fez considerações sobre o que está acontecendo na Comunhão Anglicana. Segundo ele, têm sido divulgadas muitas histórias sobre as dificuldades e as tensões em nossa Comunhão, porém, ignora-se uma realidade diferente e criativa.

    Nesse sentido, citou o trabalho que tem sido desenvolvido na área de Educação Teológica, as ações para que as Metas de Desenvolvimento para o Milênio sejam cumpridas como dois bons exemplos pelos quais a Comunhão Anglicana está trabalhando.

    Também citou o trabalho da Mother’s Union (União das Mães), que ele considerou o quinto instrumento de unidade da Comunhão, um dos mais poderosos trabalhos conduzidos por leigos no mundo anglicano.

    Às tensões atuais vividas pela Comunhão, o Arcebispo atribuiu a dois pontos principais. Um deles são as relações de poder em nosso mundo. Segundo o Arcebispo, existe uma percepção de que a elite ocidental, controla, manipula, determina a agenda. E isso não se aplicaria somente à Igreja. As igrejas novas querem afirmar sua integridade, sua maturidade intelectual e espiritual. E daí surgem as complicações nos relacionamentos.

    “É muito triste ver o Anglicanismo se tornando como que uma Igreja da elite liberal do ocidente, ou numa Igreja do anti-intelectualismo numa sociedade pós-missionária, exercido pela igrejas novas…o perigo é que um lado insiste em um fundamentalismo que é incapaz de encontrar as profundas necessidades espirituais dos seres humanos, e do outro lado, simplesmente torna-se uma versão religiosa do bem-estar da sociedade ocidental. Como nós podemos juntos redescobrir um sentido que nos coloque todos sobre o julgamento de Deus. Que nós somos chamados ao sacrifício. Esse é o desafio para qualquer membro da Comunhão”, disse o Arcebispo Rowan.

    O segundo seria mais um ponto teológico. Em uma boa igreja, no trabalho dela, deveríamos ser capazes de reconhecermos no outro as suas diferenças e os seus interesses. Lembrou o que tinha dito na última Conferência de Lambeth: “Nós devemos, antes de mais nada, seguir os mesmos padrões de obediência. Que todos, diferentemente do que estávamos fazendo, deveríamos estar tentando ser obedientes a Cristo, como é dito nas Escrituras”. E se olharmos hoje, vendo os dois extremos, veremos algumas pessoas das Igrejas novas (no sul) dizendo que não reconhecem os padrões de obediência das Igrejas do Atlântico Norte, o mundo de fala inglesa. Isso nos parece que a agenda não é determinada pela obediência, mas pela sociedade. O que é lamentável.

    “Nós devemos ser honestos. Nós devemos trabalhar. Nós devemos reconhecer que não existe respostas curtas. Nós devemos fazer tudo por aquilo pelo qual acreditamos que somos chamados por Deus em sua Comunhão que nós representamos, porque nós acreditamos que Deus tem algo a nos dizer e através de nós, no contexto da Igreja Mundial, que é o motivo pelo qual estamos nesta Assembléia”.

    O Arcebispo Williams finalizou, dizendo: “Obrigado por estarem aqui e serem vocês mesmos. Por favor, orem por mim e por aqueles que estão tentando manter a Comunhão viva, e eu sei que posso contar com o seu trabalho e o seu testemunho para fazerem o mesmo”.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
  • SNIEAB 13:15 on 18/02/2006 Permalink | Responder
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    Dr. Rowan Williams Participa de Coletiva e Preside Oração Vespertina na Assembléia do CMI 

    Após a sua participação na sessão plenária sobre Identidade Cristã e Pluralidade Religiosa, o Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, falou à imprensa, durante a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

    Os clamores do Cristianismo não são verdades absolutas, mas uma perspectiva única, que irá transformar nossas mazelas profundas e medos, e então mudar o mundo em um importante nível. O Arcebispo disse que duas abordagens para o diálogo inter-religioso não são corretas. Uma é a de reivindicar uma posse exclusiva da verdade, enquanto a outra foi a de perder a confiança em uma fé e entrar numa linha que diz que qualquer religião é melhor do que outra.

    “Nós somos chamados a mostrar compromisso total a Deus que é revelado em Jesus e a todos que aceitam o seu convite”, disse Dr. Williams.

    O último compromisso do Arcebispo Williams, na Assembléia, foi a de presidir a Oração Vespertina, que seguiu a tradição anglicana.

    O primaz da IEAB, Dom Orlando Oliveira foi especialmente convidado pelo Arcebispo para participar do rito, que encerrou as atividades do dia.

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    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
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