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  • SNIEAB 18:26 on 21/10/2005 Permalink | Responder
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    Igrejas Latinas Dizem Sim ao Referendo 

    As igrejas cristãs da América Latina e Caribe manifestaram apoio à proibição da comercialização de armas e munição no Brasil, que será votada em Referendo Popular no próximo dia 23 de outubro.

    A posição foi firmada durante a Pré-Assembléia Latino-americana do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), ocorrida de 16 a 18 de outubro na cidade de Mendes (RJ), e constou na carta final do encontro.

    O CMI elegeu os primeiros 10 anos do século como a Década para Superação da Violência e considera “a solidariedade a única arma eficaz para abater a violência”, como lembrou Ervino Schmidt, secretário executivo do Conselho e pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

    A Pré-Assembléia reuniu cerca de 60 representantes do México, Cuba, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Nicarágua, México, Guatemala e Peru, além das cinco regiões brasileiras.

    Durante três dias, os participantes oraram, fizeram reflexões bíblicas, debateram a intolerância religiosa, o ecumenismo entre os seguidores de Jesus Cristo e o diálogo com religiões não cristãs. Mas não se limitaram às atividades espirituais.

    O grupo também discutiu os principais problemas latino-americanos e caribenhos, entre eles o imperialismo econômico, a ilegalidade da dívida externa, a devastação da natureza e a instalação de bases militares estrangeiras, especialmente norte-americanas, nos países do continente.

    Sobre o referendo – No dia 23 de outubro, todas as pessoas brasileiras que possuem o título de eleitor irão às urnas. Mas, diferentemente do que ocorre em outras vezes, não vamos votar em candidatos para algum cargo eletivo. Desta vez, vamos responder à seguinte pergunta: O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?

    A IEAB acredita que o SIM significa um ato concreto a favor da construção da Paz, um importante passo para a diminuição da violência, um gesto de solidariedade. Por isso, fica o nosso convite a todo povo da IEAB a votar em favor da vida, contra a violência das armas.

    Leia no Portal da IEAB, Diretório Virtual, seção Textos/Artigos, uma reflexão de Dom Sebastião Gameleira (bispo da Diocese de Pelotas) sobre o tema.

    Sites relacionados:

    http://www.conic.org.br
    http://www.fale.org.br
    http://www.referendosim.com.br
    http://www.desarme.org
    http://www.brasilsemarmas.com.br
    http://www.vivario.com.br
    http://www.soudapaz.org
    http://www.iser.org.br

    Texto: Edição e adaptação a partir de sugestão de pauta da Assessoria de Imprensa do GT de Comunicação da IX Assembléia do CMI (cujo o título é o mesmo desta notícia) e de artigo publicado anteriormente neste site e no SNIEAB.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:28 on 20/10/2005 Permalink | Responder
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    CMI Realiza Pré-Assembléia em Mendes, RJ 

    De 16 a 18 de outubro p.p aconteceu a pré-assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Mendes (RJ), que reuniu representantes das igrejas-membro e de organismos que compõem o Conselho.

    Conforme afirmaram os painelistas do encontro, ” É hora de derrubar preconceitos e barreiras tradicionais no cristianismo latino-americano entre pentecostais “evangélicos” e protestantes “ecumênicos”.

    Leia a matéria completa sobre a pré-assembléia e saiba mais sobre a IX Assembléia do CMI, a ser realizada em fevereiro de 2006, em Porto Alegre, acessando o site oficial da Assembléia, no seguinte link:

    http://wcc-assembly.info/1088/?L=5&tx_ttnews%5Btt_news%5D=998&tx_ttnews%5BbackPid%5D=1087&cHash=8173926f8e

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:30 on 18/10/2005 Permalink | Responder
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    Jornada Ecumênica Fortalece Rede Latina Cristã 

    Uma rede de vida é o principal antídoto contra a rede da morte. Esta foi uma das principais conclusões da 3a Jornada Ecumênica que, no período de 12 a 15 de outubro, reuniu cerca de 500 cristãos vindos do México, Guatemala, Peru, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Cuba e de todas as regiões brasileiras em Mendes, Rio de Janeiro.

    O encontro proporcionou o fortalecimento da identidade latino-americana e caribenha das igrejas, na avaliação de Eliana Rolemberg, membro da Coordenação da 3a Jornada, promovida pelo Fé Brasil – Fórum Ecumênico Brasil.

    Para construir a rede de vida entre os latinos, os participantes identificaram os principais problemas comuns enfrentados pelos seus países ­ a chamada rede da morte, formadas, entre outras coisas pela dominação econômica, a fome, a violência, o preconceito e o narcotráfico. A partir deste panorama, construíram estratégias conjuntas para buscar a justiça e a paz ­ a chamada rede de vida.

    Além das religiões cristãs, a Jornada contou com a participação de outras religiões e também de integrantes de movimentos sociais como o dos Sem Teto, Sem Terra, Meninas e Meninas de Rua, Quilombolas e Recicladores.

    Imediatamente após a 3a Jornada, teve início, no mesmo local, a Pré-Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que acontece no período de 16 a 18 de outubro.

    Os eventos são uma espécie de aquecimento para a 9a Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que ocorrerá de 14 e 23 de fevereiro de 2006, em Porto Alegre.

    Programada para receber mais de 3 mil cristãos e 200 jornalistas, a 9a Assembléia está sendo chamada de Fórum Social Mundial ecumênico. Sua organização envolve cerca de 300 voluntários e marca a metade da Década para a Superação da Violência, promovida pelo CMI. Por este motivo, o Conselho está apoiando a proibição do comércio de armas no Brasil, que está sendo decidido no Referendo de 23 de outubro.

    Conforme Eliana Rolemberg, membro da Coordenação da 3a Jornada, trata-se de uma ocasião especial em que se dá o incremento do compromisso do movimento ecumênico com a ampla luta por direitos. A Pré-assembléia, por sua vez, tem o objetivo de afinar o discurso e aproximar os delegados da 9a Assembléia, para que o trabalho flua com maior harmonia.

    Maiores informações pelos sites http://www.wcc-assembly.info, http://www.projornada.org, jornada@koinonia.org.br; com Anivaldo Padilha pelo e-mail apadilha@distopia.com; com Rui Benhard (secretário executivo da 9a Assembléia) fone 51 9999 9628.

    Fonte: Rosina Duarte, Assessora de Imprensa do GT de Comunicação da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:38 on 17/10/2005 Permalink | Responder
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    Declaração do Primaz da IEAB ao Primaz da Província do Cone Sul 

    Revmo. Bispo
    Gregory Venables
    DD. Primaz da Província Anglicana do Cone Sul
    Buenos Aires, Argentina

    Porto Alegre, 12 de outubro de 2005.

    Caro irmão Bispo:

    Saudações em Cristo Jesus!

    Lamento profundamente vossa carta, reconhecendo e acolhendo para supervisão o bispo deposto e um grupo de clérigos depostos que pertenceram à Diocese Anglicana do Recife. Lamento essa atitude tomada, mesmo após termos tido várias oportunidades, pessoalmente e por telefone, de explicar-lhe a verdade sobre este assunto. Numa dessas ocasiões, passei-lhe às mãos vários documentos esclarecedores sobre a verdade dos fatos. Coisa que fiz, também, pessoalmente, ao Arcebispo de Cantuária e ao Secretário-Geral, bem assim como documentos foram enviados ao Painel de Referência.

    Pareceu-me ter ficado bem claro que os fatos referentes à Província Anglicana do Brasil, foram acontecimentos que precederam Mineápolis, que somente desencadeou e fez recrudescer o que já vinha correndo. E, portanto, matéria que não se referia ao Painel de Referência ou a qualquer outra instância. Volto a frisar que as questões referentes ao Brasil são disciplinares, devidamente amparadas pelos Cânones Gerais da Igreja, e não, como tem sido propagado pela Comunhão Anglicana, é uma guerra santa entre evangélicos e liberais; esse tratamento é ofensivo à nossa inteligência e à verdade dos fatos. A acusação de perseguição a evangélicos e ortodoxos(?) é uma versão que foi ardilosamente construída e alimentada pelo bispo deposto, com apoio de algumas instâncias dentro e paralelas à Comunhão Anglicana.

    Não nos alegramos com a realidade atual na Comunhão Anglicana. Muito menos com as ações de províncias, grupos, redes e pessoas, que estão nessa crise e divisão, cruzando fronteiras provinciais, diocesanas e paroquiais, numa total e agressiva atitude de desrespeito à nossa autonomia como Província. Infelizmente, como bem disse Sua Graça Dr. Rowan Williams:

    Um ponto central para algumas pessoas que professam a fé cristã é a afirmação de que Deus criou um mundo no qual Ele não se intromete para resolver problemas. Deus criou o mundo de tal maneira que as opções de maldade e ódio não podem ser simplesmente frustrados ou abortados (pois assim Ele teria de intervir a cada instante na história), mas, sim, eles têm de ser confrontados, sofridos, curados, e isso em meio a um processo complexo que é a história humana, sempre em colaboração com o que fazemos, dizemos ou rezamos – (Writing in the Dust, p.12).

    Não estamos desrespeitando os Primazes, o Arcebispo de Cantuária ou o Painel de Referência, como V. Revma afirma, indevidamente, pois, para exercermos a disciplina legítima e contida em nossos cânones, não necessitamos de instâncias externas. O que parte da Comunhão Anglicana não entende, ou intencionalmente não quer entender, é que os fatos no Brasil são matéria de tratamento disciplinar canônico, de alguém que desrespeitou as leis eclesiásticas, na qual as pessoas legalmente constituídas zelam pelas mesmas e pela comunhão e unidade da Província brasileira. O bispo deposto, Robinson Cavalcanti, foi afastado do ministério ordenado da Igreja, não por um ato sumário do Primaz, mas após um longo processo canônico e trabalho de uma Comissão de Investigação dos fatos; foi condenado pelo Tribunal Superior Eclesiástico, constituído por três (3) bispos canonicamente eleitos pelo Sínodo provincial e referendado unanimemente pela Câmara dos Bispos. Em nenhum momento do processo, o acusado, usando do direito de defesa, contestou o conteúdo das denúncias a ele imputadas, mas, sim, ateve-se a discorrer, segundo ele, sobre problemas formais do processo.

    Nós seguimos a tradição anglicana, que intencionalmente parece não interessar a muitos hoje, reconhecendo o direito de cada província agir conforme os seus Cânones para exercer a disciplina, sem que tal decisão afete a vida e as decisões das outras Províncias. A Vossa ação, sim, foi a de interferência na jurisdição da Província brasileira, sem qualquer contato prévio com o seu Primaz, conforme promessa feita pessoalmente a mim inúmeras vezes. Lamentamos e refutamos esta ação de vossa parte.

    Em nome e por solicitação da Câmara dos Bispos e dos Clérigos e Leigos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, oficialmente protestamos e repudiamos essa ação de ingerência em nossa jurisdição. Em todo esse tempo de crise, temos respeitado as posições e decisões da Província do Cone Sul e das demais Províncias da Comunhão Anglicana. Como bem disse Vossa Reverendíssima, ações têm semeado confusão e dor, como foi a vossa ingerência no Brasil.

    Que o Senhor Deus Todo-poderoso tenha misericórdia e ilumine a Igreja e a todo o Povo de Deus.

    Em Cristo Senhor,

    Dom Orlando Santos de Oliveira
    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:42 on 13/10/2005 Permalink | Responder
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    Declaração do Panamá 

    Sejam humildes e amáveis; tenham paciência e suportem-se uns aos outros com amor; procurem manter a unidade que provém do Espírito Santo, por meio de Paz que une a todos  Efésios 4:2

    Ao Arcebispo de Cantuária,
    Ao Conselho Executivo Anglicano,
    Aos Primazes e
    Às Igrejas Anglicanas membros da Comunhão Anglicana

    Nós, bispos latino-americanos, reunidos durante o Congresso Anglicano de Teologia, damos a conhecer nosso sentimento de solidariedade e o desejo público de unidade em Cristo, que nos convida a participar e caminhar em busca da unidade perfeita em Cristo Nosso Senhor.

    Aproveitando a reunião convocada pela Comissão de Educação Teológica para a América Latina e Caribe (CETALC), que nos convidou a refletir sobre o tema da globalização, suas implicações e o desafio que enfrentamos como igreja perante esse sistema econômico que influi diretamente em nossa tarefa missionária, nós, bispos da Igreja Anglicana do México, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Anglicana da Região Central da América, IX Província da Igreja Episcopal, as Dioceses do Haiti, Ilhas Virgens, Peru e Uruguai, expressamos o compromisso de iniciar um processo de organização que nos ajude na expansão missionária, ao fortalecimento comum e à reflexão conjunta da igreja na região latino-americana.

    Nosso compromisso enfatizará a renovação do respeito à pluralidade, diversidade e inclusividade, que têm sido um sinal permanente do anglicanismo, e de nossa espiritualidade fundamentada nas Sagradas Escrituras, nos Credos e no ensinamento básico de nossa doutrina.

    Uma das ações que nos mantêm preocupados é a polarização das tendências bíblico-teológicas que têm sido manifestadas na Comunhão Anglicana durante os últimos três anos; tendências que se denominam Norte Global e Sul Global, as quais, com seu caráter irreconciliável, aparentemente, têm enfrentado e têm posto em risco a unidade de nossa Comunhão.

    No meio da discussão, os bispos latino-americanos e caribenhos, nos sentimos sob a pressão de optar por alguma dessas posturas; no entanto, acreditamos que nenhuma das duas alternativas representa nosso pensamento e nosso espírito, por isso, cremos que podemos propor uma tendência que chamamos Centro Global, a qual exorta a nossa Comunhão o resgate do caráter participativo, diverso, tolerante e inclusivo, que nos têm caracterizado como uma via média no Cristianismo durante grande parte de sua história.

    Para poder fortalecer essa proposta, convidamos outras províncias da Comunhão que não se enquadram totalmente nas visões atuais, do norte e do sul, a desenvolver, conosco, essa visão e iniciar uma rota de reconciliação e de aproximação, que nos permita que a unidade, tal qual a conhecemos, não seja quebrada.

    Como bispos latino-americanos, nos comprometemos a retomar o Conselho Anglicano Latino-Americano (CALA), uma iniciativa planejada no ano de 1987, durante a celebração do primeiro congresso anglicano, que reuniu representantes leigos e clericais de toda a América Latina.

    Para o CALA se tornar realidade, consideramos de suma importância manter a visão Centro Global como a perspectiva que dirija nossos esforços, além do que fortaleceremos os vínculos e ferramentas que atualmente funcionam e servem como projetos que nos apóiam em nosso ministério:

    Educação Teológica
    Cremos que nós, bispos, como líderes primários da missão da Igreja, necessitamos trocar continuamente nossas experiências, preocupações e fortalezas para o crescimento mútuo e para o apoio solidário. Por isso, motivaremos a Comunhão de Educação Teológica para a América Latina e Caribe que nos dê o apoio necessário nos diversos processos de educação e que estabeleça um programa de educação contínua para os bispos latino-americanos, pelo menos uma vez a cada dois anos.

    Além disso, que sua visão seja ampliada para elaborar projetos e iniciativas similares a esse Congresso, que fortaleçam a unidade da Igreja através da participação e crescimento de sua liderança, especialmente com mulheres e jovens.

    Nos comprometemos a intensificar em nossas dioceses, os processos de formação bíblica, teológica, hermenêutica eclesiológica e profética.

    Comunicação
    É de suma importância que nossas comunicações sejam fortalecidas para poder trocar experiências, materiais e publicação de artigos que nos ajudem a refletir, e que sirvam de aporte, desde o contexto latino-americano até o resto da Comunhão.

    Nos comprometemos a fortalecer a publicação Anglicanos, órgão informativo latino-americano, que tem sido publicado desde 1984 e tem mantido uma função formativa em nossas dioceses. O processo para fortalecê-lo necessita acrescentar ao seu caráter formativo, um caráter informativo, para o que recomendamos, incluir nesse projeto, a criação de uma página na internet e uma agência de notícias.

    Coordenação
    Os primazes do México, Brasil e IARCA, e o presidente da IX Província da Igreja Episcopal, coordenarão os esforços e os mecanismos necessários para que o CALA possa dar início às suas atividades, e que possamos aproveitar todas as instâncias do encontro para programar momentos de reunião e de consulta.

    Com profundo sentimento, lamentamos a exclusão forçada da Província do Brasil da Conferência Sul Global, a ser realizada no Egito, exclusão promovida pelo Arcebispo da Nigéria, Peter Akinola, e a recepção e reconhecimento do bispo e clérigos depostos, procedentes da diocese do Recife, por parte do bispo primaz da Província do Cone Sul da América. No entanto, expressamos nossa esperança de estar totalmente reconciliados com nossos irmãos e irmãs do Cone Sul da América e seguir nossa caminhada em plena comunhão, uns com os outros.

    Esses atos de exclusão de eventos, de intromissão e desconhecimento da autoridade e jurisdição entre províncias representam o rompimento de acordos e compromissos estabelecidos entre os primazes, e são produto das tendências intolerantes que temos enfrentado e que, esperamos, logo possam desaparecer, com a iluminação do Espírito Santo e com nossas ações em prol da mudança e da renovação.

    República do Panamá, outubro de 2005.

    Revmo. Orlando Santos de Oliveira
    Primaz do Brasil – Diocese Meridional

    Revmo. Carlos Touché Porter
    Primaz do México – Diocese do México

    Revmo. Loyd Allen
    Presidente da IX Província da Igreja Episcopal – Diocese de Honduras

    Revmo. Martín Barahona
    Primaz da IARCA – Diocese de El Salvador

    Revmo. Jubal Neves
    Diocese Sul-Ocidental

    Revmo. Naudal Gomes
    Diocese de Curitiba

    Revmo. Sebastião Gameleira
    Diocese de Pelotas

    Revmo. Filadelfo de Oliveira
    Diocese do Recife

    Revmo. Maurício Andrade
    Diocese de Brasília

    Revmo. Armando Guerra
    Diocese da Guatemala

    Revmo. Julio Murray
    Diocese do Panamá

    Revmo. Héctor Monterroso
    Diocese da Costa Rica

    Revmo. Lino Rodriguez
    Diocese Ocidental do México

    Revmo. Benito Juarez
    Diocese do Sudeste do México

    Revmo. Marcelino Rivera
    Diocese do Norte do México

    Revmo. Ramiro Delgado
    Diocese de Cuernavaca

    Revmo. William Godffrey
    Diocese do Peru

    Revmo. Francisco Duque
    Diocese da Colômbia

    Revmo. Orlando Guerrero
    Diocese da Venezuela

    Revmo. Alfredo Morante
    Diocese do Equador Litorâneo

    Revmo. David Alvarez
    Diocese de Porto Rico

    Revmo. Miguel Tamayo
    Diocese do Uruguai

    Revmo. James Ottley
    Diocese do Sudeste da Flórida

    Revmo. Jean Zache Duracin
    Diocese do Haiti

    Revmo. Edward Gumbs
    Diocese das Ilhas Virgens

    Revmo. Sturdie Downs
    Diocese da Nicarágua.

    Fonte: Conselho Anglicano Latino-Americano (CALA)

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:45 on 05/10/2005 Permalink | Responder
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    A Solidariedade É Nossa Maior Defesa 

    No dia 23 de outubro, todas as pessoas brasileiras que possuem o título de eleitor irão às urnas. Mas, diferentemente do que ocorre em outras vezes, não vamos votar em candidatos para algum cargo eletivo. Desta vez, vamos responder à seguinte pergunta: O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?

    Um grupo de instituições e denominações religiosas, dentre elas a IEAB, acredita que o SIM significa um ato concreto a favor da construção da Paz, um importante passo para a diminuição da violência, um gesto de solidariedade. Por isso, fica o nosso convite a todo povo da IEAB a votar em favor da vida, contra a violência das armas.

    Leia no Portal da IEAB, Diretório Virtual, seção Textos/Artigos, uma reflexão de Dom Sebastião Gameleira (bispo da Diocese de Pelotas) sobre o tema.

    Sites relacionados:

    http://www.conic.org.br
    http://www.fale.org.br
    http://www.referendosim.com.br
    http://www.desarme.org
    http://www.brasilsemarmas.com.br
    http://www.vivario.com.br
    http://www.soudapaz.org
    http://www.iser.org.br

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:52 on 04/10/2005 Permalink | Responder
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    Secretaria Geral Envolvida na Campanha em Favor de Dom Luiz Cappio 

    A IEAB está envolvida na campanha em favor de Dom Luiz Cappio e da luta dos pobres ribeirinhos do Rio São Francisco.

    Luiz Cappio, bispo diocesano da Barra (BA), está em greve de fome desde o 25 de setembro. Seu gesto é um protesto radical contra o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. Projeto este que não beneficiará a população ribeirinha e tampouco tem o apoio dos ecologistas.

    No site: http://www.umavidapelavida.com.br vocês podem obter mais informações e participar do abaixo-assinado eletrônico.

    Estaremos também representando a IEAB na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, nesta manhã em favor dessa luta.

    Pedimos as orações e apoio de todos e todas, através do abaixo-assinado.

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    Rev. Dessórdi Peres Leite

    Departamento de Educação Cristã e Missão

     
  • SNIEAB 18:47 on 04/10/2005 Permalink | Responder
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    Simulacros e Simulação em Recife 

    Estamos vivendo em nosso país o tempo dos simulacros e da simulação. O resultado da simulação são os simulacros. Simulação significa fingir ser o que não se é e fingir ter o que não se tem. A população brasileira está assistindo pela TV o espetáculo dos simulacros. Os ladrões e bandidos que ocupam cargos, que nós lhes confiamos pelo voto, afirmam contra todas as evidências que são honestos e bons e que nada sabem a respeito das propinas indecentes, da compra de apoio e da lavagem de dinheiro. Dizem sem pestanejar que nada viram, nada ouviram e nada sabem. O partido que se elegeu graças às promessas de mudanças sociais e morais, acabou enlameado como todos nós estamos vendo. A simulação, no entanto, tem seus poderes, e ainda há muita gente que não se convence da onda de corrupção que nos assola e, talvez por causa de seus compromissos ideológicos, prefere acreditar na teoria da conspiração da direita. Tudo não passaria de armação e de vingança.

    Correndo paralelamente a esse espetáculo de simulação na vida nacional desenrolam-se tragicomicamente as ações comandadas pelo sr. Robinson Cavalcanti, ex-bispo anglicano da antiga diocese de Recife, acompanhado de seus ingênuos colaboradores, também ex-clérigos anglicanos. Littré observou certa vez, no campo patológico, que “aquele que finge uma doença pode simplesmente meter-se na cama e fazer crer que está doente”. Robinson foi deposto das ordens sacras pelas autoridades sacramentais que lhe haviam conferido essas mesmas ordens. Seus colaboradores, porque resolveram acreditar na “doença” de seu ex-bispo, recusando-se a reconhecer a instituição que lhes dera o poder do ministério, também foram suspensos de suas funções na Província Anglicana do Brasil. Robinson Cavalcanti faz de conta que continua sendo o legítimo bispo de Recife e por causa disso, por causa dessa simulação, finge não saber o que sabe, isto é que está deposto. Foi baseado nessa ”crença” que tentou impedir a realização do concílio da Diocese, “que era dele”, ocultando da justiça civil que na verdade ele não era mais a autoridade diocesana, coisa que bem poderia ser configurada como crime de falsidade ideológica. A justiça anulou a ação e o XXIX concílio foi devidamente realizado e o bispo designado pelo Primaz da Província realizou os atos episcopais com proteção legal.

    A simulação não termina aí. O bispo deposto faz de conta que as razões que levaram o Primaz e a Câmara dos Bispos a anular suas ordens são outras que ele inventa. Trata-se neste caso de processo de dissimulação. Finge não ter o que tem. Isto é, finge não ter cometido os delitos que claramente estão expostos no decreto de seu afastamento da liderança de sua antiga igreja. E proclama ao mundo que as razões foram outras, embora essas outras razões aduzidas por ele jamais tenham constado do processo em pauta. Tomado por paranóica homofobia, vê propaganda de homoerotismo em todos os atos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, mesmo sabendo que jamais encontrará nenhuma decisão oficial da Província Brasileira em favor de práticas homossexuais entre os membros do clero. Por detrás da “doença” que o aflige está a rejeição explícita das Províncias dos Estados Unidos e do Canadá porque, essas sim, aceitaram de certa forma o direito dos homossexuais, no caso dos Estados Unidos, reconhecendo a ordenação de um bispo gay e, do Canadá, da bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo. A atitude da Igreja Brasileira seguiu a tradição anglicana do reconhecimento do direito de cada Província agir segundo seus cânones sem que tal ação afete a vida e as decisões de outras províncias. O bispo deposto queria que os anglicanos brasileiros fizessem como os africanos, isto é, que condenassem os atos dessas duas Províncias irmãs e quebrassem a comunhão com elas. Fomos acusados, por isso, de liberais e hereges.

    No meio desses simulacros e simulações, com suas decorrentes dissimulações, começam a surgir novas causas de divisão entre os anglicanos com a aceitação, na Inglaterra, de parcerias de pessoas do mesmo sexo, mesmo entre membros do clero daquela Província.

    Não sei se por causa disso, mas Peter Akinola, arcebispo da Província da Nigéria, acaba de modificar a constituição (com a aprovação de seu sínodo ou órgão equivalente) de sua igreja com pelo menos duas mudanças significativas: a eliminação da menção ao Arcebispo de Cantuária como símbolo de unidade dos anglicanos e a afirmação do direito dessa igreja de estabelecer relacionamento apenas com Províncias ou grupos anglicanos que se mantenham fiéis à ortodoxia bíblica (leia-se interpretação fundamentalista das escrituras), aos 39 Artigos de Religião e ao Livro de Oração Comum de 1662. O mesmo Akinola está convocando uma reunião de anglicanos do Sul-Sul e, por causa de suas posições autoritárias, avisou que não deseja a presença de nosso Primaz nesse encontro, por causa de suas idéias liberais e por ter deposto o bispo que se afina com suas posições draconianas. Akinola também incorre na moda da simulação de nossa época. Fará de conta que seus asseclas, que se reunirão no Egito, representam o Sul-Sul global, como se o Brasil estivesse agora no hemisfério norte. Os anglicanos desse encontro fingirão ser o que não são: o sul global.

    Já celebrei cinqüenta anos de ordenação sacerdotal na Igreja de Deus, segundo os ritos anglicanos. Sou clérigo aposentado da Diocese Anglicana de São Paulo e sempre achei que o anglicanismo, na forma como foi estabelecido pela primeira conferência de Lambeth, era a alternativa mais sadia existente ao exercício do evangelho e do amor de Deus expresso no evangelho e na ação do Espírito Santo. Fui duas vezes assessor teológico das últimas conferências de Lambeth, membro do Conselho Consultivo Anglicano, membro da Comissão Anglicana Internacional de Teologia e Doutrina, e, por fim, membro da Comissão Internacional de Diálogo com a Igreja Católica Romana. Sempre mantive diálogo com os conservadores, embora me mantendo fiel à tradição católica visível e atuante em diversos setores da Comunhão Anglicana. Aprendi a dialogar com os diferentes de mim. Por causa disso trabalhei no Conselho Mundial de Igrejas por mais de vinte anos na Comissão de Fé e Ordem e ajudei a produzir inúmeros documentos ecumênicos. Nunca tive medo de comungar com os evangélicos, com os adventistas, com os pentecostais, com os presbiterianos e, entre outros, com os metodistas, com os quais trabalho há 36 anos na Universidade Metodista de São Paulo. Considero-os todos meus irmãos.

    Os conservadores acusam os liberais de estarem se vendendo para a pós-modernidade. Não sei bem se sabem o que estão dizendo. A pós-modernidade não é uma agência nem um centro de poder. É um espírito, uma condição (como diz Lyotard), uma tendência (como eu prefiro dizer). É a tendência à fragmentação que contraria o pensamento único, o autoritarismo e o dogmatismo. Está mais para os lados da atividade do Espírito Santo que sopra onde quer e como quer. Para se classificar quem é ortodoxo é preciso que haja alguém infalível que faça a catalogação. Será que o arcebispo da Nigéria vai pedir ajuda à Cúria Romana, que entende melhor do que ninguém dessas coisas? Estou convencido de que os que querem certezas absolutas não precisam perder tempo com todas essas dissimulações. Já existe no cristianismo um centro de referência infalível, ortodoxo e imutável: a Igreja Católica Apostólica Romana. Os que trabalham nessa organização eclesiástica fazem esse serviço com perfeição. E se a questão em causa é numérica, é o grupo cristão maior do mundo. De longe. Além disso, no meu convívio com bispos, padres e freiras dessa grande igreja, percebo que, apesar de tudo, se pode respirar aí certa liberdade que os fundamentalistas e conservadores evangélicos desconhecem.

    Para aumentar a galeria de simulacros temos agora mais uma simulação. O primaz do Cone Sul (sediado na Argentina) acaba de acolher o ex-bispo, como se o ato de ex-comunhão de uma autoridade eclesiástica anglicana nada valesse. Recebeu também, de uma só vez, todo o clero deposto da Diocese de Recife, sem nem ao menos procurar avaliar os acontecimentos que levaram a essa deposição. Será que por um golpe de magia, a ex-diocese anglicana de Recife vai se tornar a mais nova diocese da Província Anglicana do Cone Sul? Buenos Aires, afinal, passaria a ser, como alguns americanos pensam, a capital do Brasil. Já há cerca de quarenta grupos dissidentes da Sé de Cantuária que continuam a se autodenominar “anglicanos”. Akinola já disse que sua Província só manterá comunhão com os que se alinharem a sua crença, que ele pensa ser “a verdadeira crença anglicana”. Terá se revestido de infalibilidade doutrinária? Começa a despontar uma nova (?) comunhão anglicana, desta vez sem o arcebispo de Cantuária. Podemos, certamente, indagar, se as Províncias fiéis a essa tradição, continuarão formando a Comunhão Anglicana, segundo os princípios que nortearam a sua formação na primeira Conferência de Lambeth?

    Esse estado desarvorado de coisas mostra claramente que o tantas vezes manifesto desejo de inclusividade (comprehensiveness) é muito difícil de ser vivido no dia-a-dia da igreja e do mundo. É mais fácil construir-se muros de separação do que alianças que celebrem a aceitação dos inaceitáveis. A glória da Comunhão Anglicana foi, por muito tempo, essa possibilidade do diálogo e da prática da hospitalidade.

    Por Jaci Maraschin, presbítero da Diocese Anglicana de São Paulo e professor titular da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. É doutor em Ciências da Religião pela Universidade de Strasbourg, França, com pós-doutoramento no Union Theological Seminary e na Columbia University de Nova York, Estados Unidos.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:49 on 03/10/2005 Permalink | Responder
    Tags: globalização,   

    Globalização em Debate 

    A partir do dia 05 de outubro, na cidade do Panamá, tem início o Congresso Anglicano de Teologia da Comissão de Educação Teológica para América Latina e Caribe (CETALC), cujo tema é A Globalização e suas implicações na América Latina.

    Dentre os objetivos do evento, destacamos a análise de nossa realidade e os desafios da Igreja Anglicana/Episcopal na América Latina.

    As províncias que participarão do evento são: Igreja Anglicana do México, Igreja Anglicana da Região Central da América, IX Província da Igreja Episcopal, Igreja Anglicana do Cone Sul, Ilgreja Episcopal de Cuba, Igreja Episcopal do Haiti, Igreja Episcopal das Ilhas Virgens, Igreja Episcopal dos Estados Unidos e a IEAB (com a presença do primaz e representantes das nossas dioceses).

    Está prevista a realização de um grande celebração eucarística do Congresso, no domingo, dia 09 de outubro.

    Maiores informações sobre a CETALC e sobre o Congresso podem ser obtidas no site: http://www.cetalc.org.

    A cobertura do Congresso Anglicano de Teologia da CETALC será publicada na próxima edição do Estandarte Cristão.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
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