Posts Mentioning RSS Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • SNIEAB 1:25 on 30/10/2003 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Arcebispo de Cantuária Nomeia Comissão 

    O Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, anunciou a organização de uma comissão e os referenciais para a mesma, a fim de analisar a vida na Comunhão Anglicana à luz dos recentes acontecimentos. Este trabalho será feito por pessoas indicadas pelo Arcebispo de Cantuária e será coordenado pelo Revmo. Robin Eames, Arcebispo de Armagh.

    A Comissão da qual se espera que inicie o seu trabalho no começo do novo ano, foi formada como resultado de uma solicitação feita ao Arcebispo de Cantuária , no recente encontro de Primazes no Palácio de Lambeth. Ela centrará a sua atenção sobre a decisão de autorizar ritos (matrimoniais) para pessoas do mesmo sexo na Diocese de New Westminster, Canadá, e a esperada sagração do Revdo. Côn. V. Gene Robinson como bispo coadjutor da Diocese de New Hampshire da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, no Domingo 2 de novembro.

    Os membros da Comissão foram indicados pelo Dr. Williams após consultas e refletem a visão e a diversidade da Comunhão Anglicana, bem como uma consistência e experiência canônica, teológica e eclesiológica. Os Primazes solicitaram um relatório da Comissão ao Arcebispo de Cantuária no espaço de doze meses (isto é, até outubro de 2004), como preparação aos subsequentes Encontros dos Primazes e do Conselho Consultivo Anglicano.
    O Dr. Williams disse que a principal tarefa da Comissão deve ser a de aconselhar no sentido de que seja encontrado um caminho possível para as situações que freqüentemente ameaçam dividir a Comunhão:

    “Os primazes estão cientes de que a Comunhão Anglicana pode estar se aproximando de um ponto crítico e crucial em sua vida. As respostas das Províncias aos eventos ora em desenvolvimento determinarão a vida futura de nossa Comunhão de uma maneira bastante séria, e nós precisamos ter tempo para orações, reflexões e considerações cuidadosas, a fim de discernir a vontade de Deus para toda a Comunhão. Esta Comissão, sob a liderança do Primaz que há mais tempo serve a Comunhão, tem a finalidade de contribuir para encontrarmos o caminho para seguir adiante.”

    O Dr. Eames disse que ele está sabedor deste desafio: “Eu estou consciente da importância e da delicadeza do trabalho que a Comissão tem de enfrentar. É importante ver a tarefa como um todo – nós não fomos encarregados de descobrir as respostas para as questões da sexualidade, mas sim de auxiliar a Comunhão a responder aos recentes acontecimentos em nossas Igrejas na América do Norte, de uma maneira que seja plenamente fiel ao chamado de Cristo para a Unidade de sua Igreja.”

    As tarefas solicitadas e os membros da Comissão serão listados a seguir.

    As tarefas

    O Arcebispo de Cantuária solicita da Comissão:

    1. Examinar e relatar a ele, até 30/09/2004, como preparação para os futuros Encontros dos Primazes e do Conselho Consultivo Anglicano, a respeito das implicações legais e teológicas decorrentes das decisões da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, ao indicar um sacerdote comprometido com relaçôes de pessoas do mesmo sexo como um de seus bispos, e a Diocese de New Westminster, ao autorizar ritos de união para pessoas do mesmo sexo, e especificamente, a respeito das compreensões canônicas sobre comunhão, prejuízos e rompimento de comunhão, e os meios pelos quais províncias da Comunhão Anglicana podem relacionar-se uma com a outra, quando as autoridades eclesiásticas de uma delas sentirem-se incapazes de manter a totalidade da comunhão com outra parte da Comunhão Anglicana.

    2. O relatório deverá conter recomendações práticas (incluindo reflexões sobre novos modelos de provisão de uma supervisão episcopal para aqueles anglicanos fora de uma jurisdição particular, quando a plena comunhão dentro de uma província estiver prejudicada) para manutenção do mais alto grau de comunhão que seja possível na circunstâncias resultantes dessas decisões, tanto dentro como entre Igrejas da Comunhão Anglicana.

    3. Posteriormente, logo que seja possível, (e com particular referência aos temas levantados na sessão IV do relatório da Conferência de Lambeth de 1998, devido às circunstâncias e condições excepcionais sob as quais nos encontramos e os seus respectivos significados), devem ser feitas recomendações aos Primazes e ao Conselho Consultivo Anglicano. Poderá ser apropriado ao Arcebispo de Cantuária exercer um ministério extraordinário de supervisão pastoral (episcope), apoio e reconciliação, com especial atenção aos assuntos internos de uma província, além da sua própria, para o fortalecimento da manutenção da comunhão com a província em pauta e entre esta mesma província e o restante da Comunhão Anglicana.

    4. Em suas deliberações, considerar o trabalho já realizado sobre os temas relativos à Comunhão pelas Conferências de Lambeth de 1988 e 1998, bem como os pontos de vistas expressos pelos Primazes da Comunhão Anglicana em comunicados e cartas pastorais emitidos em decorrência de seus encontros, desde 2002.

    Membros da comissão:

    * Arcebispo Robin Eames, Primaz da Irlanda, coordenador
    * Revda. Cônega Alyson Barnett-Cowan, diretora do Departamento de Ministério Liturgia e Fé da Igreja Anglicana do Canadá
    * Bispo David Beetge, Deão da Igreja da Província da África Meridional
    * Prof. Norman Doe, diretor do Centro de Estudos sobre Lei e Religião, da Universidade de Cardiff, em Gales
    * Bispo Mark Dyer, diretor de Formação Espiritual do Seminário de Virgínia, nos Estados Unidos
    * Arcebispo Drexel Gomez, Primaz da Província das Índias Ocidentais
    * Arcebispo Josiah Iduwo-Fearon, Arcebispo de Kaduna, Igreja Anglicana da Nigéria
    * Revda. Dorothy Lau, diretora do Hong Kong Sheng Kong Hui Welfare Council
    * Sra. Anne Mac Gavin, Advogada ex-consultora legal do Colégio dos Bispos da Igreja Episcopal da Escócia
    * Arcebispo Bernard Malango, Primaz da Província da África Central
    * Dra. Esther Mombo, Deã Acadêmica do Seminário Teológico Unido São Paulo, Limuro, Quênia
    * Arcebispo Barry Morgan, Primaz de Gales
    * Chanceler Rubie Nottage, da Província da Índias Ocidentais
    * Bispo John Paterson, Primaz de Aoteroa, Nova Zelândia e Polinésia, coordenador do Conselho Consultivo Anglicano
    * Dra. Jenny Te Paa, Diretora do Colégio São João Evangelista, Auckland, Nova Zelândia
    * Bispo James Teron, Moderador da Igreja do Norte da Índia
    * Bispo N. Thomas Wright, Bispo da Diocese de Durham, da Igreja da Inglaterra

    O Rev. Côn. John Rees, consultor legal do Conselho Consultivo Anglicano, atuará como consultor legal para a Comissão.

    O Rev. Côn. Gregory Cameron, diretor do Departamento de Assuntos e Estudos Ecumênicos do Escritório da Comunhão Anglicana, atuará como secretário para a Comissão.

    Fonte: Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana (ACNS) – Boletim nº 3652

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:23 on 30/10/2003 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    I Concílio da DAC 

    O I Concílio da Diocese Anglicana de Curitiba (DAC), que aconteceu de 24 a 26 de outubro de 2003, em Palotina, PR, foi o sinal do Povo de Deus a caminho no Paraná, e teve como objetivos assumir a Missão e renovar a Fé.

    Os pressupostos que norteiam o trabalho da nova diocese são Kerigma, Diaconia, Koinonia, na esperança de ser uma Igreja a serviço do Reino.

    Dentre as atividades que são almejadas, destacam-se as questões pastorais e administrativas, e organizar pastorais como a da juventude e das mulheres.

    A assembléia conciliar se concentrou sobre a indicação de nomes para as diferentes comissões de trabalho e formação dos conselhos que serão as instâncias de apoio: seja apoio pastoral, seja apoio administrativo da Diocese.

    Como a diocese foi recentemente criada, neste concílio, apenas o bispo diocesano apresentou o seu relatório de atividades, correspondente ao período de instalação da Diocese até o Concílio (agosto-outubro de 2003).

    Leia a matéria completa no Estandarte Cristão 1780, Setembro/Outubro de 2003.

    Texto: Adaptação dos textos publicados no website da Paróquia da Santíssima Trindade, em São Paulo.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:20 on 24/10/2003 Permalink | Responder
    Tags:   

    O que aconteceu no Encontro dos Primazes? 

    Como vocês devem saber, os primazes da Comunhão Anglicana estiveram reunidos no Palácio de Lambeth, nos dias 15 e 16 de outubro de 2003, em resposta aos recentes acontecimentos nas Igrejas Anglicana do Canadá e Episcopal dos Estados Unidos. Esses acontecimentos incluem a eleição de um sacerdote assumidamente homossexual para ser um bispo, e a autorização de uma diocese no Canadá para a realização de ritos públicos de bênção para casais do mesmo sexo.

    Em sua declaração, no final do encontro, os primazes disseram 4 pontos importantes:

    a) eles estão comprometidos uns com os outros a trabalhar juntos na Comunhão, até quando for possível;

    b) eles reafirmaram a orientação da ética sexual da Comunhão Anglicana;

    c) eles reconheceram que os recentes acontecimentos poderão prejudicar a Comunhão, e

    d) eles estabeleceram uma Comissão para tratar dessa questão a fundo.

    1. Os primazes expressaram seu unânime compromisso em manter a vida da Comunhão. O encontro reafirmou, e realmente celebrou, a tradição anglicana da fé e adoração, e todos os primazes são convocados a cada vez mais cooperarem juntos no trabalho e testemunho compartilhado na Comunhão, a despeito de desentendimentos na questão da homossexualidade.

    2. Os primazes também reafirmaram a orientação tradicional da Comunhão Anglicana em relação à questão da homossexualidade, como foi expressada na Conferência de Lambeth de 1998, na Resolução 1.10. Eles reafirmaram a totalidade dessa resolução, incluindo a principal recomendação do Relatório da Conferência de Lambeth nessa questão para os membros da Comunhão, e o compromisso em ouvir a experiência das pessoas homossexuais, num contínuo processo de estudo.

    3. Essa reafirmação significa que a maioria da Comunhão não apoiará os recentes acontecimentos: a benção das relações de pessoas do mesmo sexo, ou a eleição do cônego Gene Robinson, como bispo de New Hampshire. Além disso, o ministério de Gene Robinson como bispo não será reconhecido ou recebido pela vasta maioria do mundo anglicano.

    Quais são as conseqüências de tudo isso?

    4. Primeiro, isso significa que a possibilidade de desgaste ou rompimento da comunhão está tendo início entre muitas partes do mundo anglicano com a Diocese de New Westminster, no Canadá. A Igreja Anglicana do Canadá ainda está em processo de decisão sobre a questão da autorização de um rito público de benção para pessoas do mesmo sexo naquela diocese que a implementou, e é improvável que qualquer decisão possa ocorrer até o Sínodo Geral Canadense, em 2004.

    5. Segundo, em muitas partes da Comunhão Anglicana, a possibilidade de desgaste ou rompimento da comunhão poderá ocorrer com a Diocese de New Hampshire, dada a hipótese de que a sagração irá acontecer, e com a possibilidade de se estender a toda a Igreja Episcopal dos Estados Unidos.

    Quais são as principais implicações?

    6. Ainda permanecem questões relacionadas à natureza, extensão e duração dessa possibilidade de desgaste ou rompimento da comunhão: haverá uma ruptura da comunhão entre duas partes da Comunhão Anglicana, significando uma grande comunhão dividida, com cada província tendo de escolher entre um lado ou outro lado? Como essas divisões afetarão a relação de cada província com a Sé de Cantuária, como centro de unidade da Comunhão?

    7. No sentido de responder a essas questões, os primazes solicitaram ao Arcebispo de Cantuária para criar uma Comissão, que fará um relatório daqui a doze meses, para o próximo Encontro dos Primazes. Até lá, os primazes recomendaram às suas províncias a não tomarem atitudes precipitadas.

    8. O Departamento de Assuntos e Estudos Ecumênicos terá o prazer em atender a qualquer dúvida de nossos companheiros ecumênicos nessas questões, e pode ser contatado no escritório da Comunhão Anglicana.

    Texto produzido pelo Rev. Côn. Gregory Cameron, diretor do Departamento de Assuntos e Estudos Ecumênicos do Escritório da Comunhão Anglicana

    Fonte: Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana (ACNS), boletim nº 3635.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:19 on 23/10/2003 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Declaração do Arcebispo de Cantuária na Última Coletiva de Imprensa do Encontro dos Primazes 

    No dia 16 de outubro de 2003, após o encerramento do Encontro dos Primazes, o Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, juntamente com os Arcebispos da Irlanda, Robin Eames; dos Estados Unidos, Frank Griswold e das Índias Ocidentais, Drextel Gomez, participaram da última coletiva de imprensa. A seguir, a declaração que o Arcebispo de Cantuária fez, antes dos arcebispos responderem às perguntas dos repórteres.

    Boa noite a todos. Muito obrigado por terem se juntado a nós. Eu espero que vocês, pelo menos, já tenham tido a chance de ler a declaração que foi produzida pelo nosso Encontro, que tem, de fato, a unânime concordância do Encontro dos Primazes. Eu também gostaria de falar algumas palavras, antes de nós respondermos às suas perguntas.

    Esses dois dias foram extremamente importantes para a vida da Comunhão Anglicana, e, certamente, não foram fáceis. Eles não foram sem dor. Mas eles foram honestos e abertos, e eu espero que, como resultado, nós tenhamos crescido com algum conhecimento compartilhado. E eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para agradecer aos meus colegas na Comunhão, por toda a sua dedicação, energia e firmeza no serviço cristão que eles, generosamente, mostraram nesses dois últimos dias.

    Esse entendimento a que chegamos foi fruto de árdua vitória, e não poderia ter sido de outra maneira, dado os grandes desafios que nós enfrentamos nesses dois dias e as mais variadas posições que nós trouxemos para eles. Isso tornou o nosso trabalho mais significante. Nós realmente encontramos sabedoria para mantermos o diálogo e para trabalharmos juntos. Rapidamente, tivemos um fortalecimento da nossa unidade, ao contrário do que a maioria das pessoas previu e divulgou durante esse encontro. E o que importa para a maioria de todos nós, e que eu acho importante transmitir, é que qualquer palavra que se refira a vencedores e perdedores é irrelevante.

    Agora, ficou muito claro que as nossas discussões sobre essas questões em torno da sexualidade humana vão continuar sendo difíceis e distintas para a Comunhão Anglicana, assim como para muitos cristãos. Essas questões vão continuar causando dor e raiva, desentendimentos e ressentimentos para toda parte. Mas preciso explicar que o Encontro dos Primazes não tem jurisdição legal, não é uma corte suprema da Comunhão. E pode estar sendo bastante surpreendente o fato de nos terem dado essa possibilidade, no encontro, para fazer com que os problemas fossem resolvidos de uma vez. Na realidade, nós não a temos (a possibilidade). Desafiados, nós tivemos um árduo trabalho tentando encontrar uma maneira de lidar com questões polêmicas que podem nos dividir, como uma Comunhão. Então, esses dois dias não foram, primeiramente, um seminário sobre sexualidade, ou uma tentativa de rever discussões e decisões já tomadas; mas muito mais do que isso, foi uma tentativa de perceber o que isso significa na Comunhão, e permanecer com o nosso compromisso compartilhado.

    Uma palavra sobre a Comunhão: pessoas têm falado sobre estar ou não em comunhão com a nossa Igreja. O fato é, e veio claramente em nossas discussões, que Comunhão significa muitas coisas, e significa muito mais do que um simples conjunto de estruturas, um padrão regular de encontro entre primazes ou qualquer outro líder oficial. Comunhão significa o grupo da Mothers’ Union de Lancashire visitando Burundi; significa os jovens trabalhadores das Índias Ocidentais trabalhando nos Estados Unidos por cinco anos, e outras coisas semelhantes a essas. Significa a existência de companheirismo estreito entre as províncias como, por um tempo foi, o da Austrália e da Papua-Nova Guiné, quando a vida e os recursos das diferentes partes da Comunhão são partilhados. Mesmo assim, os níveis que nós temos dentro e fora da Comunhão, bem como entre igrejas locais, nunca são tão fáceis de determinar. Dito isso, uma unidade superficial, só para manter-se fiel às estruturas formais por consideração, não é o que nós queremos. Isso é o que eu enfatizo profundamente a toda a Comunhão.

    Eu acredito que a Província a qual pertencemos, a família da Igreja Anglicana por todo mundo, tem que ser um instrumento do Amor de Deus para o mundo, e isso significa que, procurando estar unidos sempre como uma Comunhão, nós temos que procurar servir a esse propósito, e não a outro qualquer. Então, empenhados em trabalhar através de nossas diferenças dentro de nossa família, nós talvez encontraremos um melhor discernimento para o chamado da Missão. Eu devo dizer que algumas das questões difíceis que nos foram apresentadas nos últimos dias, eram caminhos que poderiam afetar essa Missão numa parte do mundo, por acontecerem em outra.

    Então, novamente, nós vemos superficialidade no vasto mundo em que vivemos: um mundo que tem estado no foco de nossas orações nesse momento em que estivemos juntos, e não temos dúvida sobre todo o trabalho que ainda deve ser feito pela Igreja de Deus. E foi para este grande desafio que nós fomos chamados e, a serviço deste chamado, é que nós nos encontramos, deliberamos e buscamos a orientação de Deus. Eu penso que o que resultou foi uma declaração – uma honesta declaração – de onde nós estamos, uma declaração de nossa boa vontade em trabalharmos juntos e um reconhecimento dos obstáculos que temos pela frente, e que ainda enfrentamos, mas, também, algumas sugestões de como nós poderemos enfrentar a todos eles. Obrigado.

    Fonte: Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana (ACNS), boletim nº 3634.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:17 on 17/10/2003 Permalink | Responder
    Tags:   

    Declaração dos Primazes da Comunhão Anglicana reunidos no Palácio de Lambeth 

    Nós, primazes da Comunhão Anglicana e moderadores das Igrejas Unidas, reunidos no Palácio de Lambeth, nos dias 15 e 16 de outubro de 2003, gostaríamos de expressar a nossa gratidão ao Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, por nos convocar em vista dos recentes acontecimentos na Diocese de New Westminster, no Canadá, e na Igreja Episcopal dos Estados Unidos; e por nos receber em sua casa, onde estávamos reunidos em busca de discernimento, numa atmosfera de oração comum e adoração, pela vontade e orientação do Espírito Santo, para a vida cotidiana das 38 províncias que constituem a nossa Comunhão.

    Nesse momento conturbado, nós temos trabalhado arduamente em questões que nos são colocadas, mas também temos sido renovados e fortalecidos em nossa Comunhão uns com os outros, através da nossa adoração e estudo da Bíblia. Isso tem nos levado a um compromisso profundo de trabalharmos juntos, e afirmamos o nosso orgulho na herança anglicana da fé e ordem, e do nosso firme desejo de permanecer como parte dessa Comunhão, na medida que o que nos reúne é muito maior do que o que nos divide na proclamação das Boas Novas ao mundo.

    Nesse tempo, nós sentimos uma profunda dor e compartilhamos incertezas sobre nosso discipulado cristão a respeito das decisões controversas tomadas pela Diocese de New Westminster, em autorizar ritos públicos de benção para casais do mesmo sexo, e pela 74ª Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, ao confirmar a eleição de um sacerdote homossexual comprometido para ser um bispo.

    Essas ações ameaçam a unidade de nossa própria Comunhão, bem como as nossas relações com outras partes da Igreja de Cristo, nossa missão e testemunho, e nossas relações com outras fés, num mundo ainda confuso em questões como sexualidade, moral e teologia, que polarizam a opinião cristã.

    Como primazes de nossa Comunhão, procuramos exercer a reconhecida responsabilidade que nos foi confiada por sucessivas Conferências de Lambeth; nós reafirmamos nosso entendimento comum de centralidade e autoridade das Escrituras para determinar a base de nossa fé. Enquanto nós reconhecemos uma diversidade legítima da interpretação que surge na Igreja, essa diversidade não significa que alguns de nós usem a autoridade da Escritura mais levianamente que outros. Além disso, cada província necessita estar ciente dos possíveis efeitos de sua interpretação da Escritura na vida de outras províncias na Comunhão. Nós assumimos um compromisso de respeito mútuo, enquanto procuramos do Senhor um correto discernimento de como a Palavra de Deus fala para nós em nosso mundo atual.

    Também reafirmamos que as resoluções feitas pelos bispos da Comunhão Anglicana reunidos na Conferência de Lambeth de 1998 sobre as questões da sexualidade humana, têm força moral e demandam o respeito da Comunhão como sendo a posição atual sobre essas questões. Nós recomendamos o relatório dessa Conferência na íntegra a todos os membros da Comunhão Anglicana, enfatizando especialmente a necessidade de ouvir as experiências das pessoas homossexuais, e…assegurar a elas que elas são amadas por Deus, e a todos que são batizados, pessoas crentes e leais, independentemente de sua orientação sexual, são membros plenos do Corpo de Cristo; e esse reconhecimento é necessário para seguirmos estudando as questões da sexualidade humana.

    No entanto, como um corpo, nós lamentamos profundamente as ações da Diocese de New Westminster e da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, as quais parecem para um número significativo de províncias terem rompido esse processo, e que podem ser interpretadas como uma mudança unilateral de orientação da Comunhão Anglicana nessa questão. Elas não fizeram isso. Mesmo que nós reconheçamos a autonomia jurídica de cada província em nossa Comunhão, a mútua interdependência das províncias significa que nenhuma tem autoridade unilateral de colocar uma orientação alternativa como se isso fosse a orientação de toda a Comunhão Anglicana.

    Para isso, pois, precisamos tornar claro que as recentes ações em New Westminster e na Igreja Episcopal dos Estados Unidos não expressam a compreensão da nossa Comunhão como um todo, e essas decisões trazem perigo à nossa fraternidade sacramental, uns com os outros. Nós temos uma preocupação particular para com aqueles que em plena consciência sentem-se limitados em discordar da orientação e prática de suas províncias em tais questões. Enquanto nós reafirmamos a orientação das sucessivas Conferências de Lambeth, aqueles bispos precisam respeitar a autonomia e integridade territorial de outras dioceses e de províncias; nós incentivamos que as províncias se preocupem em fazer uma supervisão episcopal adequada a essas minorias dissidentes, dentro de suas próprias áreas de cuidado pastoral, consultando o Arcebispo de Cantuária em nome dos primazes.

    O bispo presidente da Igreja Episcopal dos Estados Unidos nos relatou o processo constitucional pelo qual a eleição e confirmação de um novo bispo para a sua Igreja acontece. Como primazes, não é nossa função julgar o processo constitucional de outra província. Nós reconhecemos o equilíbrio sensível entre uma autonomia provincial e a expressão de uma opinião crítica de outros na vida interna de uma província. Não obstante, muitos primazes têm apontado para as graves dificuldades que essa eleição provocou e continuará a provocar. Em muitas de nossas províncias, a eleição do cônego Gene Robinson não teria sido possível, desde que o seu estilo de vida pessoal implicaria no impedimento canônico para a sua sagração como bispo. Se a sua sagração acontecer, nós reconhecemos que alcançamos um ponto crucial e crítico na vida da Comunhão Anglicana, e teremos que concluir que o futuro da Comunhão em si será colocado em risco. Nesse caso, o ministério desse único bispo não será reconhecido por parte do mundo anglicano, e muitas províncias poderão não se considerar em comunhão com a Igreja Episcopal dos Estados Unidos. Isso levará a nossa Comunhão ao seu pior nível e abrirá caminho para novas divisões nessa e em outras questões, na medida em que províncias tenham de decidir, como conseqüência, se elas vão permanecer em comunhão com as províncias que decidirem em não romper a comunhão com a Igreja Episcopal dos Estados Unidos.

    Isso se aplica também à situação pertinente à Diocese de New Westminster.

    Nós notamos que a Conferência de Lambeth de 1998 pediu ao Arcebispo de Cantuária que estabelecesse uma comissão para considerar as suas próprias atribuições na manutenção da Comunhão dentro e entre províncias, quando surgirem grandes dificuldades. Nós pedimos a ele agora que estabeleça essa comissão, mas se pede que os estudo fosse estendido para incluir um urgente aprofundamento sobre a reflexão teológica e legal, de maneira que os perigos que nós identificamos nesse encontro possam ter seus encaminhamentos. Nós solicitamos que essa comissão complete o seu trabalho, pelo menos em relação a essas questões discutidas nesse encontro, em até doze meses.

    Nós conclamamos as nossas províncias a não agirem precipitadamente a respeito dessas questões, mas que tenhamos tempo para compartilhar esse processo de reflexão, e a considerarem as suas próprias exigências constitucionais como províncias individuais, face a realinhamentos potenciais.

    Dúvidas sobre a semelhança de nossas leis canônicas, e a natureza da relação entre as leis de nossas províncias com outras têm sido estudadas. Nós encorajamos a Rede de Consultoria Legal criada pelo Conselho Consultivo Anglicano, reunido em Hong Kong em 2002, para concluírem o trabalho que eles já começaram sobre essa questão.Está claro que recentes controvérsias abriram debates dentro da vida de nossa Comunhão, que não irão ser resolvidas até que haja um longo processo de oração, reflexão e substancial trabalho juntamente com a Comissão que nós recomendamos. Oramos a Deus para equipar nossa comunhão no mesmo nível das tarefas e desafios que ela enfrenta.

    “Agora eu apelo aos velhos de sua comunidade, como um velho companheiro e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e como alguém que compartilhou da glória que foi revelada: olhe depois para o rebanho de Deus, cujo pastor você é”  1 Pedro 5:1, 2a

    Fonte: Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana (ACNS) – originalmente publicada no dia 16 de outubro de 2003.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:13 on 16/10/2003 Permalink | Responder
    Tags:   

    Declaração do Arcebispo Robin Eames 

    Os primazes da Comunhão Anglicana estão reunidos hoje para um encontro de dois dias no Palácio de Lambeth, para ouvirem as perspectivas provinciais, refletirem sobre as questões levantadas e encontrarem soluções para elas.

    A atenção da mídia tem sido notória e foi necessária a realização de uma conferência de imprensa, às 4 pm, no Palácio de Lambeth, onde uma declaração foi feita pelo Arcebispo de Armagh, Dom Robin Eames, em nome do encontro dos primazes.

    Segue o texto completo da declaração:

    “Eu acho que nós temos que lhes oferecer alguma informação sobre como as coisas vão. Nós já estamos reunidos por 7 horas. O Encontro tem se caracterizado pela adoração, pela oração, estudo bíblico e discussão, e, até o momento, os primazes estão todos aqui, exceto um que teve um problema particular”.

    “Nós estamos contando a história de como as províncias da Comunhão Anglicana têm reagido a essa situação, que o Arcebispo de Cantuária achou necessário trazer para a nossa atenção. Essas histórias representam as diferenças culturais presentes na nossa Comunhão, as reações que os primazes têm tido em seus países e nações, e também a oportunidade de mostrar que existe uma ansiedade implícita sobre a mesa em manter unida a Comunhão Anglicana”.

    “Eu tenho de dizer que em toda a minha experiência desses encontros, eu nunca estive presente ou envolvido em um onde houvesse tanta abertura, franqueza e honestidade. E também, onde cada primaz tem tido a oportunidade de responder, a seu modo, à questão que nos traz aqui. Eu tenho que dizer também que há ansiedade para manter a Comunhão Anglicana, ao contrário das previsões que a imprensa fez, talvez apressadamente; eu tenho que dizer a vocês que elas não têm fundamento, porque existe uma tremenda ansiedade em manter a Comunhão Anglicana baseada na colegialidade, cooperação e fé comum”.

    “Agora, como eu digo, nós estamos há sete horas trabalhando. A programação nos permite contar essas histórias, e eu já disse antes. E eu não posso dizer mais do que isso, simplesmente de que nós ainda estamos nessa etapa. Quanto tempo vai durar, eu adoraria poder dizer, porque 7 horas são um bocado de tempo. E eu tenho certeza que vocês entenderão, tendo esperado aqui ao ar livre, que 7 horas são 7 horas! Mas eu gostaria de enfatizar que o Arcebispo de Cantuária, que está presidindo este encontro, está realmente muito preocupado em oferecer a oportunidade de cada primaz poder expressar sua experiência, que é variada, as quais em alguns casos são totalmente influenciadas pela cultura de seu país. Mas, acima de tudo isso, esse é um encontro muito aberto e muito sério”.

    Eu vou responder a três questões.

    1. Isso poderá se tornar uma votação? Como isso vai ser resolvido?

    Acb – Honestamente, eu não posso responder, porque, no momento, é o caso de relatar as reações, contando histórias. Mas, se eu pudesse dar uma de adivinho, eu diria que as coisas estão indo para uma situação de consenso. Agora, qual é a forma de consenso, isso não se tornará óbvio – se isso tornar óbvio – a não ser amanhã. Mas, certamente, até o momento, estão sendo relatos honestos de preocupações.

    2. O senhor é um apostador? Você poderia nos dizer se os contrários chegarão a um consenso que mantenha a Igreja unida?

    Acb – Como dizemos na Irlanda do Norte, eu sei que sou um otimista divino! E não sei o que me classifica como um apostador ou não. Mas poderia dizer que sou um otimista e que a Comunhão Anglicana ficará mais forte do que nunca. O que eu gostaria de prever é que haverá muito mais honestidade do que talvez não tenhamos tido até agora.

    3. Qual será a próxima etapa após a escuta das histórias e das reações?

    Acb – Bem, eu posso responder que a próxima etapa é refletir sobre o que nós ouvimos das diversas províncias. O processo tem sido simplesmente ouvir um após o outro, através das 37 ou mais províncias. E obviamente nós queremos agora a chance de refletir a respeito do que nós temos ouvimos de nossos colegas. Então, a próxima etapa será definida na sessão que nós estamos tendo.

    Mais tarde, os arcebispos participaram de uma Oração Vespertina, seguida do jantar. Uma sessão de trabalho ainda aconteceu à noite, a qual acabou em oração silenciosa e recolhimento.

    Está prevista uma última coletiva de imprensa amanhã, às 18h, horário de Londres, no dia 15/10/2003.

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:11 on 15/10/2003 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Primazes Estão Reunidos em Londres 

    Os primazes da Comunhão Anglicana estão reunidos a partir desta manhã no Palácio de Lambeth, em Londres, para discutirem as repercussões dos seguintes eventos: a decisão da Diocese Canadense de New Westminster de permitir a bênção de união de casais homossexuais; a indicação do Rev.Côn. Jeffrey John, que é homossexual, para ser bispo de Reading, da qual declinou após pedido do próprio Arcebispo de Cantuária; e a recente aprovação da sagração do Rev. Gene Robinson, na última Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, que também é homossexual.

    Segundo Alex Kirby, correspondente da BBC, “Dr. Williams enfrenta caminhos tortuosos, tentando reconciliar pessoas que realmente só estão interessadas em ver a sua versão da verdade prevalecer sobre todas as outras”.
    “O arcebispo é o líder da Comunhão Anglicana, mas isso não o torna um Papa anglicano”.
    “Tudo o que ele pode fazer é tentar apaziguar os ânimos, persuadir e lembrar os seus colegas primazes sobre o que ainda é fundamental para uni-los. Se ele falhar, parece que a Comunhão Anglicana poderá ficar dividida, com alguns membros se recusando se relacionarem com aqueles que têm uma visão diferente da sua”.

    Já Paul Vallely, do Independent, em seu artigo de hoje, comenta as três propostas, até o momento, que estão na pauta:

    A primeira, que seria apresentada pelo grupo dos conservadores evangélicos, que se auto-denominam “Maioria Anglicana” (Anglican Mainstream), seria um plano de cinco exigências:

    1. Reafirmar a proibição da ordenação de pastores gays feita pela Conferência de Lambeth de 1998;
    2. Decidir que a Igreja dos Estados Unidos, com o seu bispo gay, e a Diocese Canadense com as suas bênçãos para casais homossexuais, transgrediram as recomendações de Lambeth;
    3. Dar um aviso para as duas;
    4. Convidá-las a arrependerem-se;
    5. Se isso não acontecer, expulsá-las da Comunhão Anglicana.
    A segunda seria proposta pelo Arcebispo liberal da Cidade do Cabo, Dom Njongonkulu Ndungane, de criar uma Comissão Internacional sobre Sexualidade, na esperança de encontrar uma decisão teológica sobre a polêmica questão (assim como ocorreu na questão da ordenação feminina).

    E a terceira seria a do próprio Arcebispo de Cantuária, que propõe a criação de uma Comissão para decidir os mecanismos para a tomada de decisões comuns (em termos de como as 38 províncias podem concordar que decisão é permitida para as igrejas, individualmente, a fim de que possam afirmá-la e adotá-la).

    Dentro de instantes (às 16h, horário de Londres), o Arcebispo Robert Eames, em nome dos primazes, fará uma declaração para a imprensa, no Palácio de Lambeth. Assim que tivermos acesso a ela, divulgaremos no nosso Serviço de Notícias.

    A Comunhão Anglicana vive um momento delicado e o Arcebispo de Cantuária enfrenta um árduo caminho para manter a unidade. Que esse Encontro dos Primazes possa oferecer uma contribuição valiosa para o diálogo, o entendimento e união.

    Lembramos o convite do Secretário-Geral da Comunhão Anglicana, Rev.Côn. John Peterson, para que se faça a seguinte oração nos dias do Encontro Extraordinário dos Primazes, 15 e 16 de outubro:

    Pai Altíssimo,
    Tu tens nos chamado
    no Corpo de teu Filho Jesus Cristo
    para que continuemos o Seu trabalho de Reconciliação
    e revelemos a Sua Humanidade.

    Perdoe os pecados que nos dividem;
    Dá-nos coragem para enfrentar os nossos medos
    e para a busca da Unidade
    Que é o Seu presente e Sua promessa;
    Através de Jesus Cristo, Nosso Senhor, Amém.

    -

    Cláudio Oliveira

    Departamento de Comunicação

     
c
escrever um novo post
j
próximo post/próximo comentário
k
post anterior/comentário anterior
r
responder
e
editar
o
mostrar/esconder comentários
t
topo
l
go to login
h
show/hide help
esc
cancelar