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  • SNIEAB 20:55 on 18/12/2014 Permalink | Responder  

    Cartão Natal Secretaria Geral 

     
  • SNIEAB 20:54 on 18/12/2014 Permalink | Responder  

    Cartão Natal Bispo Primaz 

     
  • SNIEAB 16:56 on 16/12/2014 Permalink | Responder  

    Mensagem de Natal do Bispo Primaz 

    Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17

    Aos Bispos, ao Clero e ao Povo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,

    Saudações em Jesus Cristo!

    A profecia do terceiro domingo de Advento nos apontou um modelo de sociedade no qual prevalece os valores da Justiça, da Paz e da Alegria. Nada mais contraditório do que lermos estas passagens e compararmos  com a sociedade que enxergamos ao nosso redor. Nossa sociedade está cada dia mais materialista, consumista, imediatista. Tudo se converte em coisa, mercadoria. A linguagem da generosidade e da solidariedade tem sido substituída pela linguagem da violência.  Parece criar a sensação de que não temos mais esperanças de vivenciar os valores da plena humanidade e da solidariedade entre povos, nações, religiões, gênero e classes sociais.Além disso, vivemos diariamente o drama de uma sociedade que se desumaniza a passos cada vez mais largos. Uma moderna Babel dividida entre os poderosos e os excluídos.

    A Igreja é chamada a viver com firmeza a contracultura que nos é proposta pelo Menino Deus. É ele que vem destronar os poderosos e aqueles que regulam o mundo à luz de suas próprias cobiças. É ele que vem afirmar que os oprimidos é que sentarão à mesa de Deus e vivenciar a beleza e a alegria das bem-aventuranças! O projeto de Deus é de que vivamos a vida plena, abundante. É um menino que nasce na periferia do mundo que vem assegurar que, apesar da aparente impunidade e autoconfiança do modelo que nos circunda, é possível proclamar que a Justiça e a Paz prevalecerão. Esta é a razão de ser da Igreja: anunciar que uma nova sociedade é possível!

    Assim como Ele próprio é sinal da generosidade de Deus para com o Mundo, devemos assumir com firmeza o sentimento de generosidade pelos nossos semelhantes. E generosidade (coisa que os poderosos deste mundo não entendem) não é comprar coisas. Generosidade é vivência de sentimentos singulares que não tem preço: é respeito à dignidade humana, é trabalhar por Justiça, Solidariedade e Paz. Por fim, possamos assumir com coragem e alegria o seguimento de Jesus.

    Que o milagre da nova vida, manifestada no Menino de Belém, anime a nossa Igreja a assumir com coragem o testemunho da cultura de Paz, Solidariedade e Justiça. Não podemos nos acomodar às tentações de uma ordem que nos faz objetos, que deseja que a abençoemos – pois é assim que ela entende ser a religião – mas devemos assumir o custo de proclamar que em Jesus se fazem novas todas as coisas, inclusive as relações sociais.

    Seja este Natal uma oportunidade para renovarmos nosso compromisso com a Paz, com a Solidariedade e com a Justiça!

    Um bom  e abençoado Natal a todos e todas! Com carinho e orações do vosso Primaz,

    ++Francisco

    BISPO PRIMAZ DA IEAB

     
  • SNIEAB 13:42 on 10/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: Human Trafficking: a brief theological reflection   

    Tráfico de pessoas: uma breve reflexão teológica 

    A Comissão de Direitos Humanos da Diocese Anglicana da Amazônia resolveu apoiar a realização de um painel informativo sobre o tráfico de pessoas, na Catedral de Santa Maria, Belém – PA, manifestando assim seu completo repúdio a essa violência contra o ser humano. Uma atitude ousada por se tratar de um crime organizado com dimensões internacionais, um mercado que movimenta 35 bilhões por ano,  e sobre o qual a sociedade mantêm um “pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática”[1], especialmente na nossa região Amazônica. Todavia, a Comissão tomou está decisão acreditando que faz parte da vocação profética da Igreja denunciar todos os absurdos que se cometem contra a humanidade e a vida no planeta.

    No entanto, esse silêncio tem sido de alguma forma quebrado, desde o início deste século que o tráfico de pessoas vem cada vez mais chamando a atenção de autoridades nacionais e de organismos internacionais. Como resultado disso foi constituída uma Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) na Câmara Federal. A mesma coisa acontecendo na Assembleia Legislativa do Pará com o objetivo de “investigar o Tráfico de Seres Humanos no Estado do Pará para fins de exploração sexual, trabalho escravo, remoção e comércio de órgãos”[2]. O tema também ganhou mais visibilidade na sociedade ao ser abordado pela autora Glória Perez numa novela da Rede Globo de Televisão, Salve Jorge.

    O Estado brasileiro possui muitas deficiências para enfrentar esse problema devido a ausência de políticas públicas e de legislação específica. Até mesmo para definir esse crime ainda nos valemos de um documento das Nações Unidas, chamado Protocolo de Palermo, no qual o tráfico humano é definido como sendo “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, a fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou a entrega ou à aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra para fins de exploração”[3].

    Fica claro, logo de início, que para enfrentá-lo de fato precisamos de ações conjuntas e bem articuladas, pois trata-se de uma questão complexa que fere a dignidade do ser humano e exigindo uma abordagem multidisciplinar. Consciente disso, neste texto não pretendo invadir a área de outros especialistas e nem apresentar os dados levantados pelas diversas comissões parlamentares que têm se debruçado sobre casos concretos, minha única pretensão aqui é contribuir com uma breve reflexão teológica que respalde a prática das pessoas de boa vontade que se unem contra as injustiças na construção de um mundo melhor.

    Primeiro de tudo, aprendemos na Bíblia que Deus toma partido. Não acreditamos num Deus neutro, em cima do muro, indiferente aos problemas humanos. Nosso Deus está sempre do lado dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados[4]. Um exemplo disso podemos encontrar no livro do Êxodo, quando Deus assume a luta pela libertação de um grupo de escravos no Egito. É bem conhecido da teologia latino-americana o texto bíblico: “ouvi o clamor do meu povo contra seus opressores… Por isso, desci para libertá-lo” (Êxodo 3:7-8). Assim também enxergamos o sacrifício de Jesus na cruz como expressão máxima de sua identificação com os destituídos de poder e os abandonados (Filipenses 2:7-8).

    É por essa razão que, nós cristãos, somos chamados para responder as necessidades humanas através do serviço de amor,  para transformar as estruturas injustas da sociedade e para preservar a integridade da criação, sustentando e renovando a vida na terra[5]. Um documento do Conselho Mundial de Igrejas nos lembra que “o lugar da Igreja é junto com os inocentes, os cordeiros sacrificiais, os perseguidos, os pobres, os fracos…vítimas, oferecendo-se a si mesma por eles, completando no seu corpo os sofrimentos de Cristo, para que o mundo possa ter vida”[6]. Não se trata de uma opção que podemos ou não fazer, um tipo de acessório, estamos falando da essência mesmo do evangelho de Jesus de Nazaré. A nossa espiritualidade nos leva inevitavelmente ao encontro do outro (1 João 4:20), ao acolhimentos dos excluídos e maltrapilhos.

    Somos obrigados também a reconhecer a dignidade de todas as pessoas, pois as nossas Escrituras Sagradas nos ensinam que fomos criados a “imagem e semelhança” da divindade (Gênesis 1:26). Por isso, também Jesus de Nazaré voltou seu ministério nesta direção, ressaltando sempre a dignidade de cada pessoa, chegando mesmo a citar o salmista que se refere a todos os seres humanos como “deuses e filhos do Altíssimo” (Salmo 82:6). A conhecida saudação indiana, namastê, simboliza muito bem essa compreensão. O gesto de curvar-se diante da outra pessoa carrega o significado de “o deus que está em mim saúda o deus que está em você”. Qualquer coisa que macule essa imagem divina que refletimos em nós deve ser denunciada e combatida.

    Sabemos que o tráfico subsidia principalmente a prostituição, o trabalho forçado e o mercado de órgãos (embora existam formas mais sutis). Em tudo isso, precisamos também tratar da questão do valor do corpo. Ainda hoje falar do corpo permanece como um tabu para muitos cristãos, uma contradição difícil de ser aceita numa religião que tem escrito no seu principal discurso doutrinário: “Creio na ressurreição do corpo”. Felizmente, nos últimos anos diversas correntes teológicas estão procurando corrigir esse desvio do passado e resgatando o valor do corpo no projeto de salvação. Como afirma muito bem Rubem Alves, deveríamos partir do princípio simples que “Deus nos fez corpo”[7]. É no corpo humano que reside e se manifesta aquilo que denominamos espírito.“A matéria do mundo faz parte de nossa própria pessoa e da pessoa de Jesus, o filho de Deus, imagem de Deus por excelência (cf. Fl 2, 5-11)”[8].

    Por isso, nas vítimas do tráfico humano vemos novamente o rosto de Cristo que teve seu corpo entrega a violência da tortura. Nos seus corpos as vítimas completam o sofrimento de Cristo (Colossense 1:24). O corpo se torna santuário de encontro divino. Pois diz o próprio Jesus que o critério de entrada no reino de Deus e de encontro com ele reside no gesto que fizermos em favor do corpo de outra pessoa: “tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestiste” (Mateus 25:35-36).

    O tráfico de pessoas tem crescido nos nossos dias, cooperando para sua expansão muitos elementos como a globalização, a pobreza, a ausência de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política, econômica em regiões de conflito, a emigração irregular, o turismo sexual, corrupção dos funcionários públicos e leis deficientes”[9]. Mas principalmente entendemos que o tráfico é resultada da ideologia dominante no mundo Ocidental que torna todas as coisas uma mercadoria e coisifica o ser humano. Essa é a lógica do império ao qual estamos submetidos, essa formatação de poderes na nova sociedade globalizada que cria um sistema de dominação e exploração. Para o império o corpo, o ser humano, é só mais uma mercadoria para ser vendida. E um comércio bem rentável, gerando maior lucro que o tráfico de drogas e de armas.

    Como nos dias que João escreveu o livro de Apocalipse, precisamos lutar contra a ideologia do império, mantermos a fidelidade ao projeto divino da construção do reino de Deus e resgatar a dignidade de todo ser humano. Lutar contra todas as formas de exploração e opressão deveria ser  dever de cada pessoa, mas principalmente daquelas que se intitulam de cristãs, pois recebemos o comissionamento de sermos sal e luz do mundo (Mateus 5:13-14).

    Pela sua complexidade, sabemos que o tráfico de pessoas nunca será barrado através de iniciativas locais, somente através de ações globais conseguiremos resultados. Como comunidades cristãs temos a possibilidade de criar redes de solidariedade ao redor do mundo inteiro, para combater esta e outras formas de desumanização. Infelizmente nossas divisões nos impedem de sermos mais eficientes naquilo que fazemos. Enquanto pessoas são escravizadas e prostituídas estamos discutindo quem pode e quem não pode participar da Eucaristia, enquanto crianças estão sendo violentadas e tendo seus órgãos extraídos, estamos escrevendo tratados teológicos sobre quais serão as almas que alcançarão o paraíso.

    Tomara que um dia possamos superar nossas mesquinhas diferenças e unir nossos esforços para construção de um novo mundo, a utopia do reino divino idealizada por Jesus de Nazaré, onde todos terão “vida em abundância” (João 10:10). Não podemos permanecer indiferentes diante dos graves problemas da humanidade. Diante da violência contra nossos irmãos e irmãs, a neutralidade é a opção a favor dos algozes.

    +Saulo Barros

    Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    * Texto produzido em Belém, 15 de dezembro de 2012


    [1] Marcel Hazeu <http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18674&cod_canal=41>

    [2] Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Comissão Parlamentar de Inquerito Sobre o Tráfico Humano no Estado do Pará. Relatório Final. Pg. 15.

    [3] Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas Transnacional de 2000. <http://www2.mre.gov.br/dai/m_5017_2004.htm>

    [4] Desmond Tutu faz uma reflexão idêntica no livro Deus não é cristãos e outras provocações. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2012. Pg. 82.

    [5] “Cinco Marcas da Missão” aprovadas pela Conferência de Lambeth de 1988.

    [6] POULTON, John. A Celebração da vida. Rio de Janeiro: CEDI, 1983. Pg. 65.

    [7] ALVES, Rubem. Creio na ressurreição do corpo: meditações. São Paulo; Edições Paulinas, 1984.

    [8] SOARES, Sebastião Armando Gameleira. Carta Pastoral: Advento de 2012.

    [9] BARBOSA, Cíntia Yara Silva. Significado e abrangência do “novo” crime de tráfico internacional de pessoas: perspectivado a partir das políticas públicas e da compreensão da doutrina e jurisprudencial.  Pág. 06. <http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/trafico-de-pessoas/significado-e-abrangencia-do-novo-crime-de-trafico-internacional-de-pessoas-perspectivado-a-partir-das-politicas-publicas-e-da-compreensao-doutrinaria-e-jurisprudencial-cintia-barbosa>

     
  • SNIEAB 10:59 on 01/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: AIDS e Igreja Anglicana   

    DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS 

    Hoje se celebra o Dia Mundial de Luta contra a AIDS com a realização de campanhas no mundo inteiro para a conscientização das pessoas sobre esta grave epidemia que afeta milhões de pessoas em todos os continentes.
    No Brasil, a AIDS mata por ano cerca de 12 mil pessoas, constituindo-se num grave problema de saúde pública que tem apresentado infelizmente crescimento nos últimos anos, atingido patamares que precisam ser enfrentado com políticas de saúde mais efetivas.
    O desafio precisa ser enfrentado com mais audácia e com mais investimentos no setor público de saúde para atender as pessoas menos favorecidas economicamente e que dependem exclusivamente dele. Outro fator preocupante é uma certa banalização da questão igualmente dentro das Igrejas. Nos anos 80 e 90, o movimento ecumênico foi muito importante para ajudar na desestigmação das pessoas vivendo com AIDS e na aplicação de programas educativos e de prevenção.
    Os segmentos mais conservadores, na medida em que certas práticas preventivas eram anunciadas aplicadas pelos governos, passaram a boicotar as ações de prevenção. Esta prática causou um importante retrocesso, especialmente nas camadas menos informadas da população, fazendo com que os casos de contração da doença continuassem, inclusive, aumentando a incidência da epidemia em grupos considerados de baixo risco.
    Conclamamos as Igrejas a retomarem a preocupação com a educação dos fiéis acerca do tema. Conclamamos o governo a aumentar a qualidade do serviço público de saúde, garantindo assim que as pessoas possam ter prioridade e agilidade no atendimento, assim que for identificada a infecção.
    Não podemos deixar que o tema da prevenção e do tratamento caminhem para a banalização e a desconsideração da gravidade de sua incidência. Este é um tema de saúde pública e todos temos que cobrar a aplicação de um programa multidisciplinar eficaz para que se possa reduzir as vergonhosas estatísticas que temos hoje no Brasil.
    Governo e Sociedade, incluindo-se aí as Igrejas, precisam estar unidos para evitar que a invisibilização do problema cause ainda mais mortes por negligências e preconceitos.

    ++ Francisco

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 10:49 on 01/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: Comissão Status da Mulher nas Nações Unidas   

    Jovem Clériga representará a IEAB na Conferência das Nações Unidas sobre o status da Mulher 


    A IEAB terá em 2015 uma representante na Conferência das Nações Unidas sobre o Status da Mulher. Seguindo o caminho de outras representações em anos anteriores, onde tivemos mulheres leigas e clérigas representando nossa Igreja (Christina Winnischofer, Ana Lucia Machado, Sandra Bueno, Revda Inamar Correa, Ilcélia Soares, Sandra Andrade), agora, atendendo solicitação do escritório da Comunhão Anglicana e da Rede Inter-Anglicana de Mulheres, estará representando nossa Província, a Revda Tatiana Ribeiro.

    Para esta Conferência, os Primazes da Comunhão Anglicana foram convidada a indicar mulheres jovens que estejam envolvidas com trabalhos de juventude e superação da discriminação de gênero. A ênfase da Conferência este ano será sobre o protagonismo das mulheres jovens que sofrem muita discriminação  no mundo inteiro, especialmente nos países onde até o acesso aos estudos e ao trabalho são ainda um grande desafio.

    A Conferencia ocorrerá em Nova York e se realizará no mês de março de 2015 e é organizada pela Comissão sobre o Status da Mulher.

    A Comissão sobre o Status da Mulher (“CSW”) é uma comissão funcional do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) . É o órgão de decisão política global de capital exclusivamente dedicada à igualdade de gênero e o avanço das mulheres. Todos os anos, os representantes dos Estados-membros se reúnem na sede das Nações Unidas, em Nova York, para avaliar os progressos em matéria de igualdade de género, identificar os desafios, definir padrões globais e formular políticas concretas para promover a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em todo o mundo.

    A Comissão foi criada pela resolução ECOSOC 11 (II) de 21 de junho de 1946 com o objetivo de preparar recomendações e relatórios ao Conselho sobre a promoção dos direitos das mulheres nos campos políticos, econômicos, civis, sociais e educacionais. A Comissão também faz recomendações ao Conselho sobre os problemas urgentes que requerem atenção imediata no campo dos direitos das mulheres.

    A Comissão se reúne anualmente por um período de 10 dias uteis.

    A Revda Tatiana Ribeiro é atualmente a coordenadora do GT Provincial de Juventude e está preparando, junto com os demais membros do GT, o ENUJAB 2015. Este será, depois de dez anos, um grande encontro nacional que tem por objetivo rearticular a juventude anglicana brasileira para o próximo quinquênio.

    Ela é clériga da Diocese Anglicana de Brasilia e Pároca na Paróquia São Felipe, em Goiânia. Natural de Erechim/RS, a Revda iniciou seus estudos e ministério no âmbito da Diocese Sul Ocidental, ao lado de uma geração de jovens clérigos de nossa Igreja formados pelo SETEK.Foi Conselheira do Conselho Nacional de Juventude – Secretaria Geral da Republica, 2010-2012, pela Rede Ecumênica da Juventude.

    Desejamos à Revda Tatiane uma presença proativa na Conferência e pedimos as orações de toda a Igreja para sua bem sucedida representação de nossa Província.


     
  • SNIEAB 10:52 on 26/11/2014 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Mensagem de Advento 2014 do Bispo Primaz 

    Irmãos e Irmãs,

    “Digo isto porque sabemos tempo que já é hora de vos despertardes do sono; porque agora está mais perto de nós a salvação, do que quando recebemos a fé” Rom 13:11

    O Advento é tempo de preparação. A Igreja celebra cada ano esta quadra que deve significar para nós um momento de mergulho para dentro de nós mesmos e percebermos até onde estamos preparados para receber o “Bendito que vem em nome do Senhor”! A coleta do Primeiro Domingo do Advento nos exige rejeitar as obras das trevas e vestirmos das armas da luz o que parece ser uma linguagem militar, de confronto claro, onde não é possível se ficar neutro. Para alguns isso pode parecer uma linguagem exagerada! Mas, dispensando o imaginário de uma batalha literalmente renhida, o Advento é tempo de deixarmos claro que projeto de vida e de sociedade o Principe da Paz deseja para a humanidade.

    Nossa sociedade está estruturada sobre uma ideologia do consumo e da coisificação de tudo. Estamos assistindo uma excêntrica exploração da festa do Natal pelos poderosos deste mundo. Vivemos um espécie de síndrome de Herodes. Explico: o interesse de Herodes de ver o Menino não era para adora-lo, como disse aos Magos. Assim também o mercado não quer saber de Jesus. Quer saber de lucro, de consumo. O que menos importa é o Menino. Aliás, muitos meninos e meninas, como Jesus, estão jogados à própria sorte em nossa sociedade. Meninos e meninas não interessam, a menos que sejam consumidores!

    Humildade, diz o mercado, é coisa para quem não tem ambição. Mas se esquecem que o Menino Deus se humilhou, se desconstruiu a si mesmo como Deus supremo para assumir a nossa natureza. A Igreja, neste tempo, é chamada a assumir também a humildade de Jesus e acolhe-lo como uma criança, frágil, sem teto e num universo de incertezas.

    Onde estaremos nós durante este tempo de Advento? Estaremos orando e nos preparando para cantar o Gloria in Excelsis Deo, quando chegar a noite do Natal? Estaremos esvaziados de nossas preocupações consumistas no frenesi das lojas, dos shoppings, das festas (algumas delas de pura aparência), ou daquilo que o mercado configura indevidamente como espírito de Natal? Estaremos redescobrindo a solidariedade? Estaremos pedindo a Deus que nos afaste das obras de injustiça? Se estamos neste caminho, dou graças a Deus!

    O encontro com o Menino Deus é experiência transformadora. Mas para isso precisamos nos preparar com disciplina para que em nós se manifeste a graça divina, a sabedoria para distinguir entre as obras das trevas e as obras da luz. As primeiras escravizam nossos espíritos. As segundas nos fazem sentir livres, disponíveis para Deus! Que caminho queremos seguir?

    As obras das trevas são multiplicadoras de exclusões, de violência contra os mais fracos, de vaidades que não preenchem a real necessidade das pessoas humanas. As obras da luz geram respeito, justiça, libertação! Sigamos as obras da luz e assim estaremos livres para acolher o Menino Deus!

    Um abençoado tempo de Advento para tod@s nós!

    ++Francisco

    BISPO PRIMAZ DA IEAB

     
  • SNIEAB 11:02 on 24/11/2014 Permalink | Responder  

    CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES 

    MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ E DA COMISSÃO DE INCIDÊNCIA PÚBLICA

    CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

    Estamos vivendo mais uma Campanha que tem tido alcance mundial. Trata-se da Campanha de ativismo contra a violência de Gênero que tem mobilizado Igrejas – nossa Igreja Anglicana tem assumido esta Campanha – ONGs, Movimentos Sociais e Organismos Ecumênicos.

    Precisamos continuar erguendo nossas vozes contra a violência institucionalizada contra as mulheres no mundo inteiro. Aqui no Brasil, mesmo com avanços nas políticas afirmativas, ainda somos um país que ocupa vergonhoso posto de país onde a violência contra as mulheres alcança níveis insuportáveis.

    Dia a dia, em nossa sociedade construída sobre padrões de comportamento machista, vemos a continuidade do feminicídio, da exclusão das mulheres ao acesso ao mercado de trabalho, da desigualdade salarial, da exclusão de políticas públicas de saúde, entre tantos outros desafios que parecem crescer a uma velocidade exponencial e cujas soluções e enfrentamento se dão ainda de forma lenta e com raríssimos sucessos.

    A IEAB tem afirmado seu compromisso claro de enfrentar o problema da violência contra as mulheres. O SADD tem sido um uma importante âncora no processo de conscientização e educação da Igreja sobre este tema.  No entanto, reconhecemos que sozinho(a)s não temos logrado os avanços concretos que desejamos.  É necessário juntar forças com a sociedade civil e com outros atores políticos e sociais para que esta mancha que envergonha nossa sociedade possa ser eliminada.

    É oportuno que em nossas comunidades se realize rodas de conversa sobre o problema da violência de gênero. É importante que nossas lideranças clericais e leigas se levantem para refletir sobre as violências que tem sido cometida contra nossas irmãs, muitas vezes bem próximas de nós e inclusive dentro de nossas comunidades eclesiais. Precisamos assumir o projeto de Jesus que nos deixou exemplos de acolhimento, respeito, escuta e afirmação da dignidade humana. E neste contexto, as mulheres receberam dele uma atenção muito especial. Diante de Jesus, as mulheres tiveram sua fala respeitada, seus direitos reconhecidos, sua dignidade assegurada.

    Mesmo distante historicamente de nossos tempos, percebemos que as categorias opressoras da mulher – conforme se vê nos relatos do ministério de Jesus – apenas mudaram de aparência, mas na essência continuam as mesmas. Vergonha, dor, desesperança, silêncio continuam povoando a alma de muitas de nossas irmãs contemporâneas. Não importa a classe social nem o nível cultural e econômico das vítimas de violência física e emocional em nossos dias. A violência institucionalizada continua vitimando muitos milhões de mulheres no mundo. Este não é um problema para ser ignorado. Precisa ser enfrentado com coragem!

    Que nestes dias de ativismo e não apenas neles, possamos assumir dentro e fora da Igreja o compromisso com a superação da violência contra as mulheres.

    Santa Maria, 24 de novembro de 2014

    ++ Francisco

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 22:01 on 22/11/2014 Permalink | Responder
    Tags: bíblia, escrituras, lcr, lecionário, leituras, ,   

    Um novo lecionário para o povo da IEAB 

    Irmãos e Irmãs

    “E mais, que o povo (ouvindo as Escrituras Sagradas lidas na Igreja) pudesse aprofundar-se cada vez mais no conhecimento de Deus, e ser contagiado pelo amor da sua verdadeira religião”.
    Prefácio do LOC de 1549

    Tenho a imensa satisfação de anunciar que neste tempo de começo litúrgico de um novo ano, a IEAB passa a usar o Lecionário Comum Revisado. A Comissão Provincial de Liturgia (*) está ultimando as revisões dos ofícios que estarão contidos no novo LOC brasileiro, programado para ser lançado no mês de Junho de 2015. Quero parabenizar todos os membros dedicados desta Comissão que não tem medido esforços para atender a demanda de toda a Igreja que é ter em suas mãos um novo LOC, revisado, ampliado, e atualizado teológica e culturalmente à realidade brasileira. Todo este processo tem recebido o aval da Câmara dos Bispos, do Conselho Executivo e do próprio Sínodo de nossa IEAB.

    Neste processo rico de aprendizado e de produção de uma liturgia bem brasileira, a Igreja tem experimentado, nas dioceses e nos eventos provinciais, as liturgias eucarísticas com linguagem apropriada, inclusiva e mais próxima possível do jeito brasileiro de celebrar a nossa fé anglicana.

    Ao lado dos Ofícios em suas múltiplas relações com a vida comunitária e individual e do Saltério, com sua poesia litúrgica dos Salmos da Bíblia, temos uma importante ferramenta que educa a Igreja em seu dia a dia: o Lecionário. Nele encontramos as leituras apropriadas para os ofícios eucarísticos, dominicais e também para as devoções diárias. Por isso, e também abraçando a riqueza ecumênica, a IEAB, com expressa autorização da Câmara dos Bispos, adota com alegria o Lecionário Comum Revisado.

    Construído ecumenicamente durante um longo processo, O Lecionário Comum Revisado hoje é adotado pela grande maioria das Igrejas Cristãs que estão em diálogo umas com as outras para permitir que assim todos possamos celebrar da forma mais sinérgica possível a liturgia da Palavra e os temas chaves do Ano Cristão.

    O novo Lecionário Comum Revisado tem algumas mudanças importantes. Nem sempre haverá um salmo interlecional nas leituras dominicais e de dias santos. Em alguns casos, será um cântico das Escrituras. Esse cântico ou salmo interlecional é também chamado de gradual. Também será possível observar que aumentou a oferta de comemorações litúrgicas no nosso calendário, em concordância com a prática de algumas de nossas comunidades e de nossas províncias irmãs da Comunhão Anglicana. Sendo assim, foram introduzidos próprios para a celebração da solenidade do Sacramento do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo (Corpus Christi), do Memorial de todos os Fiéis (Finados), entre outras. O LCR, em conjunto com o calendário litúrgico do novo LOC, permite uma maior versatilidade na adoção e celebração de festas e comemorações.

    Durante o Tempo Comum, haverá duas opções de leituras do Antigo Testamento. Uma delas é mais relacionada à temática do Evangelho. A outra, chamada semicontínua, permite a leitura corrida de textos do Antigo Testamento, ao longo de diversos domingos. O LCR busca reforçar as possibilidades de leitura do Antigo Testamento – ponto fraco do lecionário anterior.

    Mas a mudança mais importante e radical é a adoção de um Lecionário de Ofícios Diários em 3 anos, correndo paralelamente ao Lecionário de Domingos e Dias Santos. Desse modo, ambos trabalham juntos, para fins distintos. O Lecionário de Domingos e Dias Santos está voltado à adoração comunitária na Santa Eucaristia. O Lecionário de Ofícios Diários busca avivar a oração comum nos lares e nas igrejas, sob a forma dos ofícios diários (sobretudo a oração matutina e a oração vespertina. O princípio das leituras diárias é seu relacionamento com as leituras eucarísticas dos domingos e dos festivais. As leituras dos ofícios diários foram escolhidas de modo a permitir que os dias que se aproximam do domingo (quinta-feira até sábado) sirvam de preparação às leituras dominicais. Os dias que seguem ao domingo (segunda-feira a quarta-feira) são reflexões das leituras de domingo.

    O Lecionário de Ofícios Diários deve ser usado apenas para ofícios de oração. Nos domingos e festas principais, caso se queira realizar um ofício de oração, usam-se as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. Para a Santa Eucaristia, devem ser utilizadas as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. No caso de Eucaristia em dia de semana, se não houver festa principal para aquele dia, usam-se as leituras do domingo anterior. Assim, seremos forçados a voltar ao hábito das liturgias diárias de oração, nos nossos lares e famílias. Existe um lecionário especialmente para isso. E o melhor: ele nos prepara para o ofício eucarístico comunitário.

    Que possamos vivenciar com alegria e espirito orante o novo lecionário. Ele está disponível nos links ao final desta matéria, e estará repleto de recursos adicionais no site http://liturgia.ieab.org.br, podendo ser baixado a partir da quarta-feira da semana que vem, para uso já a partir deste Primeiro Domingo do Advento!

    Que a meditação sobre a Palavra de Deus inspire e alimente a nossa fé tanto individual como comunitária!

    ++Francisco

    * Dom Mauricio Andrade (DAB, presidente), Revda Deã Marinez Bassotto (Custódia do LOC – ex officio), Revda Dilce de Paiva (DAP), Revda Rose Cunha (DAR), Rev. Luiz Coelho (DARJ) e Sra. Noemi Buyo (DM)

    BAIXE AQUI OS NOSSOS NOVOS LECIONÁRIOS, EFETIVAMENTE VÁLIDOS A PARTIR DA QUINTA-FEIRA ANTERIOR AO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO EM 2014 (ANO B):

    Liturgias e documentos provisórios do próximo Livro de Oração Comum

     
  • SNIEAB 16:15 on 18/11/2014 Permalink | Responder  

    Centro de Estudos Anglicanos (CEA) abre inscrições para Curso de Imersão 

     
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