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  • SNIEAB 0:40 on 15/05/2019 Permalink | Responder  

    127º Concílio da Diocese Meridional – Maio de 2019 

    Foto: Abertura  do 127º Concílio da Diocese Meridional

    O 127º Concílio da Diocese Meridional aconteceu nos dias 3 a 5 de Maio de 2019 na Paróquia da Ressurreição em Porto Alegre. Sob o tema “Igreja: Vida e Compaixão” e o lema “Da-me de beber” (João 4.7b), celebrou os 70 anos da paróquia que o hospedou e os 34 anos da Ordenação Feminina na IEAB. Como tinha sido decidido previamente pela Comissão de Planejamento Pastoral e Missão – que organiza o Concílio – a candidata que resultasse eleita na Diocese Anglicana de Pelotas seria convidada como pregadora na celebração de encerramento, assim a Revda. Meriglei Borges Simin (Bispa Eleita) esteve presente durante toda a reunião conciliar e pregou no seu encerramento. Entre os temas tratados pelo Concílio deve se destacar a aprovaç ão do Plano Estratégico Diocesano do Triênio 2019 – 2021. Neste sentido destacamos a presença dos Sres. Domingos Armani e Luis Stephanou consultores para a elaboração do Plano Estratégico da IEAB. Foi aprovada uma nova versão dos Cânones Diocesanos já adaptados a nova Constituição e Cânones da IEAB. Houve apresentação de novos projetos pastorais, entre os quais se destacam o “Abraço Negro”  que se propõe abordar o Combate ao Racismo e o fortalecimento da luta do Povo Negro (que realizou uma pesquisa entre as delegações conciliares) e a Pastoral da Diversidade (Anglicanxs) que iniciou na Catedral Nacional da Santíssima Trindade e agora se propõe estender suas atividades a toda a diocese. A Carta Pastoral do Bispo Diocesano, Humberto Maiztegui Gonçalves, instou as comunidades a ser “a Igreja Samaritana” que é “uma Igreja libertada e liberadora, transformada e transformadora, comprometida e comprometedora, que se descobre em cada pessoa e que cada pessoa descobre sendo parte dela como instrumento divino”.

    +Humberto

     
  • SNIEAB 0:19 on 15/05/2019 Permalink | Responder  

    1º CONGRESSO IGREJAS E COMUNIDADE LGBTI+: “Diálogos Ecumênicos Para o Respeito à Diversidade” 


    SAIBA MAIS E FAÇA SUA INSCRIÇÃO EM: https://igrejasecomunidade.wixsite.com/igrejaselgbti?fbclid=IwAR1y4XOLDiybi38D_AVh8akq1MVrSJzmAD9eeghw3vZF5u9ll3mw7xmT-DE


    As comunidades baseadas na fé têm apresentado diferentes posições nas questões envolvendo suas espiritualidades e a diversidade sexual e de gênero. Ora apoiando e acolhendo, ora excluindo ou invisibilizando seus fiéis e suas lideranças, tornando, ou não, seus espaços religiosos seguros.

    Os desafios do acolhimento das pessoas da comunidade LGBTI+ geram diferentes respostas nas comunidades religiosas, tais como:

    ​a) o abandono integral de fiéis dos espaços religiosos para minimizar conflitos com suas lideranças e/ou irmãos da fé;

    b) a busca de outros espaços, cristãos ou não, para vivenciar/experienciar o culto, a fé e espiritualidade;

    c) o surgimento de posições de resistência nos seus espaços religiosos, visando torná-los acolhedores e seguros.

    ​Em contrapartida, para as Igrejas e Lideranças Religiosas, essas diferentes respostas por parte de seus fiéis e de suas estruturas implicam em uma série de desafios ainda pouco refletidos.

    ​Nos últimos 50 Anos, em âmbito internacional, sobretudo após a Revolta de Stonewall, se visibilizaram demandas e constituíram-se respostas institucionais e jurídicas às necessidades de LGBTI+. No Brasil, esse processo se inicia ainda nos anos 1970, mas ganha maior fôlego a partir da redemocratização em meados da década de 80 e toma maior intensidade nos anos 2000.

    ​A partir de então ocorreram muitos avanços, em especial no campo das políticas públicas, da ação do judiciário e de associações/conselhos científicos, destacando-se, em 2004, o Programa “Brasil Sem Homofobia” do Governo Federal e em 2008, a 1ª. Conferência Nacional LGBT.  Contudo, muitas lacunas surgiram, tais como programas governamentais sem dotação orçamentaria ou o cancelamento de projetos como o “Escola Sem Homofobia” – que havia sido construído com participação do movimento social organizado, universidades e Ministério da Educação – por pressões das alas conservadoras da sociedade. Todo esse caminhar se fez refletir nos diversos espaços religiosos, principalmente em espaços cristãos, gerando reações proativas para inclusão de pessoas fiéis LGBTI+ em algumas comunidades religiosas, com o surgimento das chamadas Igrejas Inclusivas e de movimentos inclusivos, aprovação de leis canônicas em Igrejas Tradicionais, ordenação de lideranças religiosas, extensão do matrimônio, e até mesmo questões envolvendo batismo e retificação de nome para pessoas trans.

    ​Nestas últimas décadas observamos a pluralização da presença da fé no espaço público e político no Brasil. Esse avanço tem trazido desafios na direção do respeito ao compromisso com o Estado Laico.  Tais desafios se intensificam a partir dos anos 2010 em âmbito internacional, com inflexões específicas na América Latina e Caribe, com o crescimento dos fundamentalismos e das intolerâncias, inclusive de base religiosa, e a ascensão de governos conservadores nos costumes e ultraliberais no âmbito da economia, aprofundando as desigualdes e vulnerabilidades.

    ​Diante do atual quadro, se faz necessário urgentemente:

    ​1) uma profunda análise de conjuntura,

    2) promoção de exemplos de ações inspiradoras no campo religioso e LGBTI+,

    3) a criação de redes de articulação de iniciativas existentes, e

    4) fortalecimento de atores para incidência pública na defesa dos direitos em um contexto de enfrentamentos e busca de proteção.

    ​Assim, optamos pela construção de um Congresso que utiliza a experiência do ecumenismo como chave de análise e construção de reflexões coletivas. A longa trajetória de encontros nos quais fiéis e pessoas clérigas de diversas denominações e tradições podem sentar-se ao redor da mesa para partilhar suas perspectivas e experiências se demonstrou uma importante ferramenta para o avanço do debate em pautas muitas vezes consideradas tabus no ambiente religioso. Além disso, uma perspectiva ampla de ecumenismo nos permite estender essa mesa para todas as pessoas de boa vontade, sejam elas de fé ou não, mas que compartilhem de um compromisso com a justiça e a inclusão de todas as pessoas.

    Objetivos do Congresso

    1. Dar visibilidade às experiências envolvendo a promoção do acolhimento pastoral e de espaços seguros no âmbito das Comunidades de Fé e especialmente Igrejas Cristãs;
    2. Promover a partilha de leituras dos textos sagrados e bíblicos que evidenciem a conciliação da fé e das vivências LGBTI+;
    3. Oferecer espaço de reflexão e troca em relação aos desafios para ao acolhimento de pessoas LGBTI+ e de suas famílias em contextos religiosos;
    4. Produzir um plano de ação conjunta das distintas Comunidades de Fé e Igrejas no contexto desafiador do crescimento dos fundamentalismos e da fragilização de direitos de LGBTI+;
    5. Oferecer espaço de reflexão sobre vivência da sexualidade e da espiritualidade;
    6. Estreitar os laços dos espaços religiosos com os movimentos sociais em questões comuns com a finalidade de cooperação, ampliando a compreensão de suas respectivas complexidades, subjetividades (espiritualidades) e ações na sociedade, buscando minimizar os preconceitos/falta de entendimento, através do conhecimento mútuo das linguagens, das ações e das formas de organização.

    Público Alvo

    • Lideranças Religiosas e Leigas
    • Pessoas interessadas na relação entre espiritualidade e questões LGBTI+, independente do pertencimento a Igrejas ou Comunidades de Fé.
    • Movimentos de Direitos Humanos
    • Movimentos Sociais
    • Espaços de Estudos das Teologias, das Ciências da Religião e Sociais/Humanas

    Texto e Imagens:

    Paróquia da Santíssima Trindade

    Koinonia Presença Ecumênica

     
  • SNIEAB 18:46 on 29/04/2019 Permalink | Responder
    Tags: Bispa Meriglei, , Episcopado Feminino,   

    Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem nova bispa! 


    A Revda. Meriglei Borges Simin, foi eleita Bispa Coadjutora da Diocese Anglicana de Pelotas – DAP. A eleição aconteceu na Catedral do Redentor, no dia 27 de abril, em concílio extraordinário, presidido pelo Bispo Francisco de Assis da Silva, da Diocese Sul-Ocidental, de Santa Maria/RS que atendeu ao convite do Bispo Renato da Cruz Raatz, Diocesano da Diocese Anglicana de Pelotas.

    Meriglei, 51 anos, natural de Canguçu/RS, atualmente exerce seu pastorado na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, na Paróquia São João Batista, em Nova Lima/MG. É casada e tem três filhos.

    Foi eleita no primeiro escrutínio com 6 votos do clero e 42 votos do laicato. Meriglei tornou-se a segunda mulher bispa da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. A primeira é Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Bispa da Diocese Anglicana da Amazônia.

    Segundo os cânones da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a eleição precisa ainda ser referendada pela maioria da Câmara Episcopal, constituída por 7 bispos e uma bispa e pela maioria dos Conselhos Diocesanos das 9 dioceses. Cumpridas as normas canônicas acontece a cerimônia de sagração episcopal, que está prevista para o dia 17 de novembro.

    Texto: Diocese Anglicana de Pelotas – DAP

     
  • SNIEAB 17:58 on 29/04/2019 Permalink | Responder
    Tags: ACC 17,   

    IEAB é representada no Anglican Consultative Council (ACC 17) 



    Dia 28/04 teve início o “The Anglican Consultative Council (ACC 17)”, que este ano está sendo em Hong Kong. Eu e a Revda. Inamar estivemos representado a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil nesse encontro. Depois de dois dias de viagem, tivemos uma agenda intensa, com boas partilhas e muitas aprendizagens.

    No segundo dia (29/04), tivemos a apresentação de vários relatórios, entre eles: da secretaria geral,  ACC Strategic Plan; da “Women on the Front Line”; do “Thy Kingdom Come”, além de orientações sobre resoluções e eleições.


    Também houve a fala de varias representações  ecumênicas. Todos os dias há celebração eucarística e estudos bíblicos. O tema dos estudos bíblicos é o Caminho de Emaús e está sendo conduzido pelos irmãos e irmãs franciscanas.

    Texto e Fotos:

    Revda. Inamar de Souza (DARJ) e Sra. Anna Luiza Oliveira (DAR)


     
  • SNIEAB 18:56 on 20/04/2019 Permalink | Responder
    Tags: , Páscoa 2019,   

    Palavra do Primaz: Festa da Ressurreição 

    “Amem-se uns aos outros, assim como eu amei a vocês.” (São João 15.12)

    Irmãos e irmãs e pessoas amigas da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vivemos novamente a Festa da Ressurreição, tempo oportuno para celebrar a vida com alegria e partilha. Para celebrar e renovar a fé, a esperança e o amor.  Para isso, liturgias especiais são preparadas nas nossas comunidades. Também as famílias se encontram e partilham a alegria e a vida.

    Jesus está vivo no meio de nós e isso tem um grande significado. Significado para a vida das pessoas e para a vida do mundo.

    Na instituição da Santa Ceia, Jesus entrega o pão e o vinho abençoados e consagrados as pessoas que o cercavam dizendo: “sempre que vocês fizerem isso, eu estarei com vocês”. E, nesse contexto da ceia, Jesus também ensina um novo mandamento: “amem-se uns aos outros, assim como eu amei a vocês”.

    Na Primeira Carta de João, no seu capítulo 4, versículo 16, o autor nos ensina: “Deus é amor, quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus permanece nele”.

    Diante desses ensinamentos bíblicos, fica o convite para os cristãos episcopais anglicanos e a todas as pessoas de boa vontade para que respondamos a pergunta: “Como as pessoas saberão que Cristo está vivo no meio de nós? Se há tantos sinais de escuridão e morte?”

    A experiência da Páscoa – da passagem – conforme o Primeiro Testamento, significou para o povo de Deus inicio do processo, da caminhada de libertação, da escravidão egípcia à terra prometida. Jesus celebrou isso com seu povo. Para nós cristãos a Páscoa é a vitória de Jesus sobre a morte. A passagem de Jesus, da morte para a vida. A vitória da vida.

    Que significado tem isso para nós hoje? Muitas vezes a experiência da Páscoa se limita a liturgia da igreja num dia especial, mas a vida, morte e ressurreição de Jesus se dá num momento histórico, num contexto de opressão, de fome, miséria. Deus envia seu Filho para resgatar, para salvar, a sua criação amada.

    Nosso compromisso de fé no Cristo que vive no meio de nós deve ser proclamado e experimentado no contexto em que vivemos. Isso se dará nos gestos de amor que pudermos expressar. Quando amamos, estamos em Deus e Deus está em nós. Quando amamos, cumprimos o novo mandamento de Jesus.

    Como saberão os milhões de desempregados que Deus os ama e que Jesus está vivo em seu meio? Como saberão os povos nativos da terra que Deus os ama e que Cristo está vivo no meio de nós? Como saberão as famílias dos jovens negros exterminados que Deus é amor e que Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós?

    Precisamos entender que a Ressurreição de Jesus é a vitória dele sobre a morte e as trevas. Sua ressurreição é a vitória do seu projeto, do projeto de Deus e seu Reino sobre o projeto deste mundo. É a vitória do projeto de amor, solidariedade, acolhida, paz, justiça sobre o projeto da exclusão, do acúmulo, da violência, da exploração e da injustiça.

    Creio firmemente que festejar a Páscoa do Senhor Jesus e viver a experiência de “estar em Deus, porque Deus é amor” deve, necessariamente, ter consequências no nosso agir que, alimentado pelo sacramento, pela palavra, pela liturgia, nos leve a ser presença desse Deus ressuscitado, presente no meio de nós.

    Que o Senhor Ressuscitado seja verdadeiramente anunciado e vivido em todos os lugares e em nossos contextos. Que as pessoas o sintam em seus corações e vidas e nas suas lutas por libertação e vida digna.

    Com minhas orações e bênção,

    +Naudal

     
  • SNIEAB 12:33 on 10/04/2019 Permalink | Responder
    Tags: , , , Mark, Trinity Wall Street   

    Diocese Sul-Ocidental em festa! 

    Neste último final de semana, a Diocese Sul-Ocidental teve a oportunidade de vivenciar momentos muito especiais. Durante a sexta e o sábado aconteceu a ENCLERO Diocesana, abençoado momento de partilha da Espiritualidade Celta, com a assessoria do Revdo Eduardo Henrique da Diocese Anglicana do Recife. Este momento já foi parte de um companheirismo que está sendo desenhado entre as duas dioceses.
    Na oportunidade da celebração de encerramento da ENCLERO, domingo (07), além de agradecer pela reflexão que o Revdo Eduardo proporcionou, e celebrar Ações de Graça pelo 8º Ano de Sagração do Bispo Francisco de Assis da Silva, ocorreu a Instituição do Reverendo Dr. Mark Francisco Bozzuti-Jones como Cônego Honorário da Catedral do Mediador. O Revdo. Mark é clérigo da Trinity Church Wall Street, dos Estados Unidos, onde também é Diretor de Valores Essenciais e das Relações com América Latina e Caribe. Ele esteve em Santa Maria/RS acompanhado de sua esposa, Kathy Bozzuti-Jones e seu filho Mark Anthony, onde tiveram a oportunidade de conviver um pouco com o clero e com a equipe do escritório diocesano.

    Estava prevista a participação na celebração do Bispo João Câncio Peixoto, da Diocese Anglicana do Recife, mas por recomendações médicas ele não pode estar presente. Sua visita a Santa Maria/RS seria, também, para oficializar o companheirismo das dioceses, o que deverá acontecer em um momento próximo, assim que sua saúde estiver plenamente restabelecida.




    Texto:
    Jonas Brasil
    Secretário do Bispado – DSO
    Fotos:
    Jonas Brasil
    Kathy Bozzuti-Jones
    Bispo Francisco de Assis da Silva

     
  • SNIEAB 10:11 on 05/04/2019 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal sobre processos de eleição ao episcopado na IEAB 


    Festa da Anunciação de Nosso Senhor Jesus Cristo à Bem Aventurada Virgem Maria

    Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. (Efésios 4.16)

    Estamos vivendo um momento muito significativo na vida de nossa Igreja quando três dioceses iniciaram processos de discernimento e eleição de novas pessoas para o exercício deste ministério especial da supervisão pastoral de dioceses e da colegialidade pastoral que será vivida em comunhão na Câmara Episcopal.

    Sabemos o quanto esses processos motivam as comunidades diocesanas, seu clero e laicato na construção de procedimentos com ampla participação, que buscam contemplar a ética, a transparência e o amor ao qual Cristo nos chama a viver em nosso dia a dia.

    Nos dirigimos aos irmãos e irmãs das dioceses Anglicanas de Pelotas, Paraná e São Paulo para expressar nosso carinho e nosso acompanhamento espiritual e pastoral nestes processos. Reforçamos a natureza do ministério episcopal é notadamente para toda a Igreja e de serviço à Igreja e não uma instância de poder.

    Cada vez mais, na Comunhão Anglicana, e nas nossas dioceses, temos experimentado um aperfeiçoamento dos processos de discernimento em eleições episcopais, sendo estes cada vez mais transparentes e amplamente conectados com sua dimensão provincial, afirmando o sentido de que um bispo ou bispa é eleito/a como tal para a Comunhão Anglicana dentro da Igreja Católica de Cristo.

    Por isso é importante que sejam processos que permitam que as dioceses conheçam de antemão as pessoas que se oferecem para este serviço tão especial. Com isso, se oferecem as condições para conhecer, dialogar e se formar uma impressão sobre as alternativas colocadas para a escolha do povo e do clero.

    Embora os Cânones Gerais da IEAB, não proibam que alguma nova candidatura seja apresentada na reunião conciliar eletiva, este fato deslegitima os processos de transparência, participação e corresponsabilidade do clero e laicato em cada diocese.

    Reiteramos o respeito a autonomia de cada diocese, às suas comissões canônicas (cf.Art. 110 dos Cânones Gerais), assim como ao ato de eleição, lembrando que essa autonomia deve estar conectada com a aprovação de toda a IEAB através de dois terços dos Conselhos e Bispos/as Diocesanos/as.

    Convidamos ao povo e clero da IEAB para que orem pelas dioceses em processo de discernimento para escolha de seu bispo/a coadjutor/a, rogando que o Santo Espírito de Deus, nosso Pai e Mãe, inspire, de sabedoria e acompanhe a todas e todos. Certamente essa presença divina conduzirá a todas as pessoas numa atitude de diálogo, respeito ao diferente, acolhida e amor fraternal, que são dons que devem ser assumidos por nós na caminhada diária da vida e testemunho Igreja.

    Com nossas orações e bênçãos,

    Câmara Episcopal

    Bispo Naudal Alves Gomes, Diocese Anglicana do Paraná e Primaz

    Bispo Maurício Andrade, Diocese Anglicana de Brasília

    Bispo Renato Raazt. Diocese Anglicana de Pelotas

    Bispo Francisco de Assis da Silva , Diocese Sul- Ocidental

    Bispo Humberto Maiztegui , Diocese Meridional

    Bispo João Câncio Peixoto, Diocese Anglicana de Recife

    Bispo Eduardo Coelho Grillo, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Bispa Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Diocese Anglicana da Amazônia

    Porto Alegre, 25 de março de 2019.

     
  • SNIEAB 15:05 on 19/03/2019 Permalink | Responder
    Tags: , Revdo. Mário Ribas   

    Nota de Falecimento – Reverendo Mário Ribas 

    “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus”. At. 20:24


    Nosso irmão Revdo Mário Ribas, clérigo na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, fez sua Páscoa na manhã de hoje, dia 19 de março de 2019. Revdo Mário, natural do Paraná, oriundo da Diocese Anglicana de São Paulo, clérigo desta Igreja há mais de 20 anos, representou a IEAB em várias Comissões no Brasil e no Exterior.

    Atualmente era Coordenador do Centro Teológico Diocesano da DARJ e Ministro encarregado da Missão Bom Samaritano, em Juiz de Fora/MG. Atendeu pastoralmente a Paróquia de Cristo Rei em Registro/SP, e por ocasião de sua transferência para a Diocese do Rio de Janeiro, foi Ministro encarregado da Missão Bom Pastor em Vitória/ES.

    Sabemos que os servos de Deus são acolhidos carinhosamente na comunhão dos santos e santas! Nossa fé nos oportuniza lembrar que a última palavra de Deus para humanidade é uma palavra de vida.

    Nossas ações de graça pela vida do Revdo Mário Ribas entre nós!

    Seu sepultamento será amanhã, dia 20 de março no Cemitério Parque Jardim da Saudade – Pinhais às 10 horas. Endereço Av. Maringá, 3300 – Conjunto Res. Inocoop, Pinhais-PR


    Oremos,
    Ó Eterno Deus,
    receba o Reverendo Mário Ribas, que aqui te serviu e agora descansa na eterna alegria. Atende com tua bondade familiares e amigos em sua tristeza; fortalecendo suas vidas com tua graça e amor, para que tenham confiança em tua misericórdia e enfrentem com coragem, os dias futuros; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.
    Amém.

    Que a Luz de Cristo brilhe para ele!

    Pedimos orações por toda a família e amigos!

     
  • SNIEAB 13:15 on 06/03/2019 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Intercessões para as Celebrações Comemorativas ao dia Internacional da Mulher 

    O SADD está apresentando uma PROPOSTA DE INTERCESSÕES PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, a ideia é que seja usada em Celebração específica no Dia 08 de março, ou no Domingo seguinte, dia 10 de março. A sugestão é que mulheres dirijam as intercessões porque cada uma de nós estamos sujeitas a violência de Gênero em algum momento de nossas vidas. Infelizmente ainda temos muito pelo que lutar e lamentar. A sororidade deve nos aproximar, sensibilizar e fortalecer para que possamos perceber que nenhuma mulher sofre sozinha. Cada vez que uma mulher sofre qualquer forma de violência está sendo vítima de um sistema de opressão.

    PROPOSTA DE INTERCESSÕES PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER (Devem ser feitas por mulheres)

    Dá-nos, Deus Pai e Mãe, discernimento e sensibilidade para que nos indignemos diante das situações de violência doméstica contra mulheres, e inquieta-nos, com o Teu Espírito, para que sejamos comunidade de acolhimento seguro e aconselhamento, para que seja possível a superação dessa violência. Mediante Teu Filho Jesus, nascido de mulher.

    Silêncio

    Concede-nos, Deus Materno, sermos profetizas para denunciarmos as violências cometidas contra as mulheres, fortalecendo-nos para que possamos reconhecer os sinais nos corpos, gestos e falas dessas mulheres, e lhes anunciemos que seu silêncio deve ser rompido, superando essa situação que lhes nega o direito à vida plena. Por Jesus Cristo, homem do seu tempo, filho de mulher; sob a inspiração generosa da Ruah Divina, Espírito Santo, Ventania amorosa que promove a transformação.

    Silêncio

    Materno Pai, Deus de Amor, que por Tua misericórdia nos tornaste Morada do Teu Espírito, concede-nos que nossa comunidade seja espaço de acolhimento seguro às mulheres em situação de violência, e que seja possível que as casas, ruas, escolas e outros espaços sociais sejam transformados em espaços de respeito à vida, à justiça e à dignidade dessas mulheres. Suplicamos-Te que estes se tornem lugares livres da violência, especialmente a casa, morada dessas mulheres. Em nome de Jesus, que aprendeu com a sua Mãe e com outras mulheres do seu tempo o respeito e a devoção, e que a casa é o lugar de inclusão e acolhida.

    Silêncio

    Rogamos a Deus Mãe e Pai, por todas as mulheres, de todas as raças e etnias, tribos e nações; de todas as idades, mulheres do campo e da cidade, mulheres surdas, cadeirantes, cegas, casadas, solteiras, heterossexuais, lésbicas, de todos os credos; especialmente as que vivem em situação de violência, para que elas não sejam invisibilizadas e as enxerguemos para além da violência, nelas reconhecendo que assim como cada qual de nós, também são tuas filhas, criadas à Tua imagem e semelhança. Por Jesus, que nos inspira a promovermos uma cultura de paz.

    Silêncio

    Deus, Mãe nossa, que nos consola e ampara em seu seio, amamentando-nos e nutrindo-nos com o alimento santo, corpo e sangue de Jesus Cristo, seu Filho, sinal visível que denúncia, transforma e nutre esperança; permite-nos que reconheçamos os sinais que testificam a Violência na vida das mulheres, e que com elas nos irmanemos para que essa situação seja transformada e que suas feridas sejam curadas, e que nessas mulheres seja refletida a Graça divina do Teu Espírito.

    Silêncio

    Ó Materno Pai, pedimos o Teu amor e perdão, nesse tempo de opressão e violência, reconhecendo nossa omissão diante de tantas situações de violência, e que muitas vezes nos calamos e fechamos os nossos olhos e ouvidos diante dessas situações de violação dos direitos humanos das mulheres; particularmente, enquanto comunidades de fé, quando reproduzimos violência de gênero contra as nossas irmãs, tratando-as desigualmente em relação aos nossos irmãos. Converte-nos para que tenhamos a dignidade e a coragem de assumirmo-nos como discípulas de Cristo, não nos conformando com a cultura de violência, mas anunciando o Teu Evangelho de Amor.

    Silêncio

    Deus Materno, que cuida de nós amorosamente, como uma Galinha que aninha e protege seus pintinhos, suplicamos-Te que, através de nós, que somos Corpo de Cristo, venha, terapeuticamente, cuidar e acolher as mulheres em situação de violência, sarando suas feridas e cultivando o que elas têm de melhor para que tenham suas vidas restauradas, por inspiração do Espírito Santo, que como uma Ave paira sobre nós, ungindo-nos para que fortaleçamos a Rede Especializada de Atendimento às Mulheres em situação de violência.

    Silêncio

    Deus, Luz divina, que nos ilumina e nos conduz no Caminho de Vida, que é Cristo Jesus, irmão, amigo e companheiro de todas as mulheres, especialmente das que vivem em situação de violência, fortalece-nos para que possamos enfrentar a violência doméstica, promovendo prevenção e combate às práticas que anulam a divina humanidade feminina; anunciando que as mulheres podem romper com a Violência de Gênero. Pedimos também que nossas comunidades sejam promotoras de sanidade, de resistência, de acolhimento, de justiça e de vida plena para essas mulheres.

    Silêncio

    Como filha, eu me coloco ao Teu dispor, ó Deus, para que eu seja profetiza deste século, indignando-me com as injustiças e violências, especialmente a violência contra as mulheres, e para que eu seja capaz de reconhecer essa violência – seus sinais e marcas – muitas vezes silenciadas na alma e no corpo de mulheres. Como irmã de Cristo, nosso Profeta Maior, que eu possa desafiar a injustiça, a opressão e a violência e atuar como agente de proteção para com essas mulheres, na força amorosa do Santo Espírito.

    Silêncio

    Deus que é Comunidade, Trindade Santa, que nos inspira a sermos comunidade de fé que reconcilia e promove relações de equidade, afeto e respeito; pedimos-te que sejamos testemunhas do amor de Cristo, assumindo a responsabilidade das dores e sofrimentos cometidos contra as mulheres em situação de violência. Que sejamos, enquanto Igreja, lugar de acolhimento seguro para que as mulheres possam romper com todas as formas de violência de gênero, celebrando a vida em comunidade solidária, através da prevenção e do enfrentamento à violência contra as Mulheres. Em Nome de Deus Pai e Mãe de Amor; de Deus Filho e Irmão de libertação, e de Deus Espírito Santo, de consolação. Amém!


    (Orações extraídas, e com sutil adaptação, da Cartilha 2 de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero contra Mulheres – SADD 2014)

     
  • SNIEAB 17:05 on 01/03/2019 Permalink | Responder
    Tags: banquetaço, consea, , , paroquia_são_felipe   

    Banquetaço – em defesa do CONSEA, DAB marca presença 

    Recriado no ano de 2003, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) constituiu-se como “espaço institucional para o controle social e participação da sociedade na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, com vistas a promover a realização progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada”. Competia-lhe propor à Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional as diretrizes e prioridades da polícia nacional de segurança alimentar e nutricional. Participou da formulação de importantíssimas políticas públicas como a  Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica,  Programa de Aquisição de Alimentos, a garantia da compra de produtos oriundos da agricultura familiar na Política Nacional de Alimentação Escolar, teve um papel crucial na criação da Emenda Constitucional 64 que instituiu o o Direito Humano à Alimentação Adequada na Carta Magna, acompanhava o debate público sobre o controle na regulamentação de agrotóxicos no Brasil.

    O tempo verbal está no pretérito. Por meio da Medida Provisória nº 870, lançada no primeiro dia de mandato do atual governo federal – o que indica ser algo do núcleo programático do mandatário, já aspirado pelas forças que compõem seu governo – o Consea e demais conselhos vinculados à Presidência da República, foram extintos. Um sinal inequívoco de recusa de princípios democráticos de participação da sociedade civil organizada no ciclo de políticas públicas ou, mais ainda, de mesmo um diálogo ou escuta com a mesma. Leva as atribuições do Consea para um opaco gabinete do Ministério da Cidadania e fragiliza a institucionalidade e exigibilidade relativo às políticas públicas.

    Esta ação fatídica ocorre num contexto em que, no ano precedente – 2018, mais de 500 programas federais não tiveram dotação orçamentária. Neste esteio de cortes em políticas sociais, vulnerabilidade da institucionalidade reivindicativa de direitos sociais e trabalhistas dos trabalhadores e trabalhadoras, agrava-se a insegurança alimentar no Brasil. Em 2017 a FAO/ONU apresentava o crescimento das situações de fome no Brasil e que, em contrapartida, 22,3% da população com mais de 18 anos estava em obesidade, o que não pode ser interpretado como uma “supernutrição” mas, em muitos casos, indica dificuldades de suprir as necessidades nutricionais compensadas com acesso a alimentos calóricos mas deficientes. Ainda, de 2017 a 2018, o Brasil caiu 13 colocações no Índice Global da Fome de acordo com a Ação Agrária Alemã (Welthungerhilfe), a entidade irlandesa Concern Worldwide e com o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI), quedando-se em 31° lugar entre 119 países. Estes dados consolidam quatro indicadores: subnutrição, caquexia infantil (grau de extremo enfraquecimento e emagrecimento),  atraso no crescimento e mortalidade infantil.

    Além destes números, o impacto da precarização do quadro de políticas sociais e de segurança alimentar e nutricional impacta famílias campesinas, suas possibilidades de comercialização de obtenção de renda, a economia de pequenos municípios, a rede socioassistencial beneficiada por alimentos dos agricultores familiares, a saúde de milhões de brasileiros (relaciona-se aos parâmetros ideológicos destas ações o fato de que, em média, este governo já liberou a autorização para uso e comercialização de mais de um agrotóxico por dia, incluindo com alto nível de toxicidade).

    A sociedade civil não assiste impassivamente. Em 27 de fevereiro realizou atos de reivindicação de justiça, democracia e direitos em todo o Brasil, numa ação batizada de “Banquetaçõ”, amalgamada no eixo do clamor pelo restabelecimento do CONSEA e para que o parlamento derrube a MP 870. O evento central do ato político foi a doação de refeições preparadas por cozinheiros voluntários em pontos centrais da cidade.


    Em Goiânia, entidades da sociedade civil, sindicatos, professores e professoras, estudantes, agricultores e organizações campesinas, profissionais liberais, voluntários oriundos de diversas trajetórias construiram uma ampla ação organizada. Foi realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa pautando a trajetória histórica do SISAN e do CONSEA, denunciando os impactos que a MP acarreta. Um cortejo com carro de som e batucada promovida pelo Desencuca, coletivo em prol de direitos para a saúde mental e política humanizada de cuidados com o sofrimento psíquico, fez reverberar a pauta para a sociedade goiana chamando a atenção para as questões relacionadas. Culminou no ato do Banquetaço numa região central em frente ao histórico Grande Hotel, com mais de 1500 pratos distribuídos, também com opção vegetariana, uso de plantas alimentícias não-convencionais (PANCS), adquiridos essencialmente de agricultores familiares e produções orgânicas.

    A problemática foi socializada com a população transeunte, predominantemente pessoas que trabalham pelo Centro, mas incluindo também aposentados, aposentadas, pessoas em situação de rua. Um abaixo-assinado circulou contra a MP 870 e a recepção por parte dos cidadãos e cidadãs foi altamente positiva, com agradáveis manifestações de apreço e prazer pela refeição compartilhada.

    A Paróquia Anglicana de São Felipe marcou presença, no espírito da dimensão profética e diaconal da missão Na orientação sobre a ética de partilha, de partido para com os oprimidos e explorados, integrando a esfera da refeição em comum como ato espiritual simbólico para o que Jesus apontava diante do significado do Reinado de Deus. Vivenciamos assim a acolhida do carinho divino no enraizamento fraternal com os desafios da história e da sede de justiça.

    Texto: Rodrigo Gonçalves

    Ministro Leigo  na Paróquia São Felipe em Goiânia/GO

     
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