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  • SNIEAB 8:51 on 20/11/2017 Permalink | Responder  

    Carta da Câmara Episcopal sobre a Conjuntura no Brasil 

    MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CÂMARA EPISCOPAL DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL
    SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA

    A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
    A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus. (Salmo 85.10-11).

    Reunidos como Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, 19ª Província da Comunhão Anglicana, presente neste país desde 1890, reunida nos dias 17 a 19 de Novembro de 2017, e diante da continua ameaça aos direitos humanos e ambientais promovida pelo Governo Federal, por deputados do Congresso Nacional e por decisões recentes do Supremo Tribunal federal, nos manifestamos, afirmando:

    a. A Lei Trabalhista que entrou em vigor neste mês começa a ter reflexos negativos na vida da classe trabalhadora brasileira, em especial das mulheres gestantes, e pessoas que sofram acidentes de trabalho, sofram imposição de jornadas desumanas, percam a capacidade de reivindicar seus diretos na justiça, e outros tantos prejuízos já apontados por órgãos representativos como OAB e entidades de juízes e juízas do trabalho. Sendo que a promessa de geração de mais de dois milhões de empregos e irreal e enganosa.
    b. A tentativa de liberar a Amazônia Legal para a mineração, e o abandono da fiscalização em todo o território nacional, já apresenta números alarmantes como o desmatamento no Bioma Cerrado (maior do que no Amazônico) e o avanço de mineradoras em Minas Gerais, sem contar o descaso ao atendimento das famílias e áreas afetadas pelo desastre ecológico promovido pela Samarco e suas proprietárias Vale e Billiton BHP.
    c. A retirada dos Planos Nacionais, Estaduais e, em muitos casos, Municipais de Educação da abordagem de questões de gênero e orientação sexual, a reforma tecnicista do Ensino Médio retirando as disciplinas que promovem o pensamento crítico e criatividade, além da liberação do ensino religioso confessional atentando contra a educação laica, universal e de qualidade para todas as pessoas. Alertando também para o desmonte das políticas públicas a partir do congelamento orçamentário nesta área nos próximos vinte anos.
    d. Também nos colocamos em clara oposição as novas tentativas de redução da maioridade penal mostram a falta de visão de justiça restaurativa, que promova a recuperação das nossas crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
    e. A Reforma Política não tem avançado substancialmente em nenhuma questão de fundo que retira a ação corruptora das grandes empresas, organizações empresariais e interesses multinacionais sobre o processo eleitoral e, consequentemente, sobre o caráter republicano do Congresso Nacional, como o consequente perigo que isso traz para propostas parlamentaristas.
    f. Também nos preocupa a ação contra tradições religiosas de matriz africana, que integram de forma inegável a base da cultura e religiosidade brasileira, desrespeitadas por decisões judiciais através de argumentos não legais e estranhos a sua matriz religiosa que promovem ainda mais o ódio e a discriminação.

    Finalmente declaramos nosso compromisso de nos unir a todas as Igrejas Cristãs, Organismos Ecumênicos e Interreligiosos, Movimentos Populares e Sindicais e outras entidades da sociedade civil organizada, visando impedir a Reforma da Previdência sobre a qual já nos manifestamos, e a manipulação financeira de votos no Congresso Nacional para conseguir a aprovação de questões de interesse do Executivo, e na esperança de um processo eleitoral aberto e grande discussão das questões nacionais em 2018.

    Brasilia, 20 de novembro de 2017
    Dia Nacional da Consciência Negra

    Revmo. Francisco de Assis da Silva – Bispo Primaz e Bispo da Diocese Sul Ocidental;
    Revmo. Naudal Alves Gomes – Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba;
    Revmo. Maurício José Araújo de Andrade – Bispo da Diocese Anglicana de Brasília;
    Revmo. Saulo Maurício de Barros – Bispo da Diocese da Amazônia;
    Revmo. Renato da Cruz Raatz – Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas;
    Revmo. Humberto Maiztegui Gonçalves – Bispo da Diocese Meridional
    Revmo. Revmo. Flavio Augusto Borges Irala – Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo;
    Revmo. João Câncio Peixoto Filho – Bispo da Diocese Anglicana do Recife;
    Revmo Eduardo Coelho Grillo – Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
    Revmo Almir dos Santos, Emérito
    Revmo Celso Franco de Oliveira, Emérito
    Revmo Filadelfo de Oliveira Neto, Emérito
    Revmo Jubal Pereira Neves, Emérito

     
  • SNIEAB 0:02 on 31/10/2017 Permalink | Responder  

    Estandarte Cristão nº 1823 

    A nova edição do Estandarte Cristão, em celebração pelos 500 anos de reforma protestante, pode ser lida, online, pelo link: https://issuu.com/ieab/docs/ec_1823_out_2017. No canto inferior direito do leitor, ao lado da tecla +, é possível clicar em “fullscreen” para ver a revista em tela cheia.

    O Estandarte Cristão nº 1823 também pode ser baixado, através deste link.

    Divulgue e colabore, para reviver essa importante e tradicional publicação de nossa igreja!

     
  • SNIEAB 10:00 on 09/10/2017 Permalink | Responder  

    Relatório sobre o Encontro de Primazes 2017 

    RENOVADOS PELA COMUNHÃO E COMPROMETIDOS COM O SERVIÇO AO POVO DE DEUS

    Os Primazes escolheram o caminho de ouvir o chamado de Deus para o serviço do mundo mais do que para discutir doutrina ou disciplina.

    Para além disso, os Primazes não caíram na tentação de desperdiçar tempo com o que não tem sido possível consensuar. O desejo de caminhar juntos foi reafirmado de forma veemente contra quem, talvez, apostasse numa divisão irreversível da Comunhão.

    A atitude da Igreja da Escócia de se dispor a aceitar as consequências de sua decisão ajudou em muito na aceitação de que a diferença é parte da nossa Comunhão. O tempo gasto com o tema da decisão escocesa foi curto e a agenda dos Primazes pode finalmente caminhar para outros campos.

    Algumas definições foram também muito importantes no processo da reunião. A reafirmação de que ACNA (Anglican Church in North America) não é um província da Comunhão pontuou claramente os limites de nossas relações. A reafirmação sobre a necessidade de se respeitar os limites das jurisdições contra a prática de cross-border e a necessidade de reconciliação onde esta prática tem sido adotada foi igualmente um claro recado contra quem pretende impor aos demais a sua visão de igreja e de missão.

    Qual a Igreja então que emerge desse Encontro dos Primazes? Uma Igreja que ora! Todos os dias, de manhã e à tarde, os Primazes tiveram o privilégio de celebrar ofícios devocionais e Eucaristia junto com a comunidade da Catedral de Cantuária. O Encontro começou com um retiro e se encerrou com uma Eucaristia e Lavapés (como sinal de mútuo serviço em Cristo). Cada dia, um Primaz, nos desafiava a um estudo bíblico que chamava-nos a atenção para o anúncio do Evangelho de Cristo em contextos de sofrimento, injustiça e descuido com a Criação.

    Os Primazes assumiram o compromisso de continuarem liderando suas Províncias no enfrentamento das mudanças climáticas tanto através da formação de suas Igrejas quanto através da ajuda concreta às populações que sofrem as consequências diretas dos desastres naturais.

    O protagonismo da mulheres foi notadamente reconhecido em seus papeis de promotoras das paz e da reconciliação em muitos contextos e há um claro compromisso de que se pense um programa que capacite as mulheres para uma intervenção mais efetiva nas suas realidades eclesiais e sociais.

    Os Primazes expressaram sua sincera preocupação e construíram um compromisso de solidariedade com os 65 milhões de refugiados no mundo, além dos 20 milhões de pessoas deslocadas por razões de desastres naturais. Compromisso esse que deve envolver as diversas Províncias conjuntamente, bem como os órgãos multilaterais de apoio internacional.

    A partir da recomendação do Conselho Consultivo Anglicano e, diante de contextos cada vez conflitivos em várias partes do mundo, os Primazes apoiaram a criação da Comissão Internacional Anglicana de Diálogo Inter-religioso. Caberá a ela construir caminhos de compreensão dos contextos de conflitos, de diálogo e de cooperação entre as religiões.

    O sentimento geral dos Primazes é de que este foi um dos melhores encontros que já foram realizados. O grande ganho deste, especialmente quando comparado ao de 2016, foi o crescimento de uma comunhão sincera, profunda entre irmãos que ao invés de disputas doutrinais optaram por partilhar as dores e os desafios de um mundo que sofre com as injustiças, guerras, mudanças climáticas. O segredo talvez tenha sido a capacidade de ouvir atentamente uns aos outros e se perceberem como uma família chamada a ser testemunha da Boa Nova de Jesus Cristo.

    Quero agradecer especialmente a todas as pessoas que oraram para este Encontro. Foi possível sentir uma atmosfera espiritual mesmo em meio debates da agenda. Um momento de autentico fortalecimento dos laços de afeição que nos une como Povo de Deus e como líderes espirituais de uma Comunhão tão diversa e tão bela!

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Bispo Primaz da IEAB e Diocesano da Sul Ocidental

     
  • SNIEAB 11:13 on 05/10/2017 Permalink | Responder
    Tags: , , Cantuária, , ,   

    Encontro dos Primazes: Evangelismo, Discipulado e Reconciliação 

    O segundo e terceiro dias foram bem distintos em termos de agenda. A difícil pauta da reunião de 2016 desta vez se reduziu a praticamente duas horas de conversa a partir do relato da Igreja da Escócia sobre a decisão de aprovar a possibilidade canônica de matrimônio entre pessoas de mesmo sexo.

    As reações vieram praticamente das mesmas fontes: Primazes do Sul global. A ausência de seis primazes – alguns dos quais mais radicais – representou uma pequena mudança no tom e nem provocou debate acirrado entre os presentes. O arcebispo de Cantuária, por questão de coerência, apenas reafirmou (com o apoio dos colegas do Sul global) que as mesmas consequências que foram experimentadas pela TEC e pelo Canadá se aplicariam igualmente à Escócia. O próprio Primaz da Igreja Episcopal da Escócia afirmou que a Província já estava consciente disso é que entende que seria injusto tratar de forma diferente Igrejas que assumiram o risco de alterarem seus cânones sobre a matéria.

    A partir daí, a agenda da reunião tomou o rumo que se espera que a Comunhão tome: discutir o futuro da comunhão e seu testemunho no mundo através do anúncio do Evangelho, da renovação da espiritualidade e a pratica efetiva do serviço.

    John Kafwanka, apresentou o projeto Discipulado Intencional. Um projeto que deve ser executado pelos próximos dez anos dentro da Comunhão. Algumas províncias tem feito adaptações locais para esta proposta. Um grupo internacional foi constituído para coordenar este projeto (o Brasil está representado pela Revda Tatiane Ribeiro).

    Uma outra importante iniciativa, chamada de Venha o Teu Reino, tem a finalidade de convidar toda a Comunhão Anglicana a compartilhar de forma efetiva a pessoa de Jesus Cristo ao mundo. E, ao mesmo tempo, ser ocasião de renovação da vida e da espiritualidade devocional.

    Muitas diferentes experiências foram partilhadas pelos distintos primazes da África, da Ásia e de Oceania. A conclusão a que se chega é de que o futuro da Comunhão passa pela adoção de uma forma mais concreta e envolvente de anunciar o projeto de Jesus.


    Por isso é muito importante trabalharmos em união, sem o que o testemunho não gerará efeitos. Em outras palavras, o desejo de se caminhar juntos a despeito das diferenças permanece intocável.

    Uma longa sessão foi vivenciada no dia de hoje sobre o tema da reconciliação. Relatos muito fortes e emocionantes da experiência das Províncias no Oriente Médio, na África, no Canadá e no Oriente revelam o quanto a Comunhão Anglicana pode ser instrumento de Deus para realizar o que é central no Evangelho: promover o reconciliação! Onde quer que o conflito que opõe pessoas entre si, povos, religiões e onde a exploração das pessoas pelas outras avilta a criação de Deus, a igreja é chamada a promover a justiça e a reconciliação.

    Na noite da terça-feira, os Primazes foram liderados pelo Deão da Catedral de Cantuária em uma peregrinação de luzes pelos pontos mais significativos da Catedral. Foi uma jornada que lembrou tempos imemoriais desta linda Catedral e que concluiu em frente à Capela dos Santos e Mártires, lembrando aos Primazes que o martírio é parte do testemunho sacrificial que tem em Jesus mesmo o mais líquido exemplo.


    O Encontro dos Primazes será concluído na sexta-feira próxima é um comunicado será feito à toda a Comunhão.

    ++ Dom Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 10:14 on 30/09/2017 Permalink | Responder  

    Encontro de Primazes da Comunhão Anglicana 2017 

    Semana que vem os Primazes da Comunhão Anglicana (02-06 de outubro) estarão reunidos para compartilharem seus ministérios, rezarem juntos e discutirem importantes assuntos que estão na pauta da Igreja. Entre os muitos assuntos, especial atenção será dada à questão do meio ambiente e ao tráfico de pessoas.
    A reunião convocada pelo Arcebispo de Cantuária é também uma oportunidade de receber o relatório da Comissão Especial nomeada na última reunião de janeiro de 2016 quando os Primazes decidiram reafirmar o seu compromisso de caminharem juntos e em comunhão apesar das diferenças de perspectivas com relação à sexualidade humana. A proximidade da próxima Conferencia de Lambeth, marcada para 2020, deve também, ocupar lugar importante na agenda.
    O Encontro será precedido de um retiro e durante todo o encontro será vivenciada uma profunda espiritualidade de serviço de uns pelos outros e de renovação do compromisso do ministério primacial em favor de todo o Corpo de Cristo. Este foi um grande ponto de destaque da última reunião.
    Nesta reunião teremos 17 novos Primazes e isto também será uma rica oportunidade de se conhecer novos rostos e novas perspectivas que vem enriquecer a diversidade da Comunhão. Também será a primeira vez que a nova Província do Sudão do Sul.


    Como nas demais reuniões dos Primazes após Lambeth 1998 e, especialmente na última em janeiro de 2016, o assunto sobre sexualidade humana deverá ser de alguma forma abordado. A decisão recente da Igreja da Escócia com relação ao casamento de pessoas de mesmo sexo pode trazer à baila alguns conflitos que precisam ser enfrentados com muita paciência e real desejo de continuar-se o caminho de escuta sincera e respeitosa. A decisão de impor consequências às Províncias dos Estados Unidos e Canadá causou muito desconforto dentro da Comunhão.
    Conclamo nossa IEAB a se colocar em oração pela reunião dos Primazes e que ela seja ocasião para fortalecer os laços de afeição entre nossas diferentes culturas, teologias e compreensões distintas com relação a tantos temas. Que prevaleça ao final o chamado de Cristo para que sirvamos ao mundo e escutemos suas necessidades pastorais. Que o conforto e sabedoria  divinas se espalhem para toda a Igreja. O mundo precisa de paz, de justiça e de respeito. Devemos ser agentes dessa transformação tão necessária para a vida do Planeta.

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 11:08 on 27/09/2017 Permalink | Responder
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    Primavera para a Vida 2017 

    “Quero ver o direito brotar como fonte, e correr a justiça qual riacho que não seca”. – Am 5, 24

    “O poder público e as empresas estão trabalhando para mandar essa riqueza para fora do país. E para a gente, nada. Para a gente só fica a tragédia”. (Douglas Krenak-liderança Krenak- aldeia indígena, onde o Rio Doce foi também atingido pela lama da Samarco)

    Queridas irmãs e irmãos!

    Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 30 de setembro, estará lançando sua Campanha Primavera para a Vida 2017 com o tema: “Mineração Aqui Não: O clamor dos povos e da terra ferida”. Com este tema queremos trazer a discussão do modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.

    Preparamos um material que irá ajudar a refletir sobre o tema:

    1) Carta explicativa sobre a escolha do tema  – para download: Sobre a escolha do tema

    2) O material com reflexões que poderão ser utilizados nos estudos bíblicos e encontros das igrejas - para download:  Vida Bíblia e Mineração e O ouro dessa terra é bom

    3) Lista de vídeos – para download: Sugestões de videos

    4) Proposta de liturgia – para download: Liturgia – versão final

    5)  Vídeo: Pai Nosso dos Mártires – assista aqui

    Esperamos que vocês se animem a refletir sobre este tema na sua igreja, no seu grupo e que a primavera seja propícia para reafirmar o nosso compromisso com a nossa oikoumene!


    Sônia Mota

    Diretora Executiva – CESE

     
  • SNIEAB 20:02 on 20/09/2017 Permalink | Responder  

    Aliança Anglicana: Não deixar ninguém para trás – teologia que escolhe juntar 

    Paulo Ueti, assessor teológico e facilitador da Aliança Anglicana e da Diocese Anglicana de Brasilia,  reflete sobre o ministério da reconciliação e a intencionalidade de nosso trabalho teológico em direção a uma igreja e comunidades acolhedoras, resilientes e dispostas a serem lugar de segurança, esperança e de frutificação do Reino. A Aliança Anglicana quer ser um espaço de conectar a familia episcopal e anglicana para compartilhar recursos e fortalecer a solidariedade e a comunhão.

    Não deixar ninguém para trás – teologia que escolhem juntar: A correção fraterna e a vocação para a unidade – ligar na terra para que seja ligado no céu

    Num domingo desses algumas igrejas tiveram em seu culto a proclamação e a pregação a partir do Evangelho de Mateus 18:15-20. Muitos comentários circulam pelas redes sociais para contribuir com os sermões e para ajudar na compreensão melhor deste texto. Muitos deles apoiados em comentários exegéticos e hermenêuticos disponíveis.

    1. Situando

    Vivemos já há algum tempo uma agudização da polarização política e ideo-teológica nas nossas sociedades. Para sublinhar o óbvio é preciso dizer que as desigualdades continuam sólidas, enraizando-se cada vez mais e crescendo globalmente. Não é mais uma questão ou problema do chamado “terceiro mundo” ou “dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento”. Consequência disso são os níveis de intolerância e diferentes fobias que tem estampado nossas vidas cotidianas provocando mais sofrimento, exclusão e morte.

    Estamos num momento assustador, para dizer o mínimo. Grupos neo-nazistas ressurgindo, políticos (sim aqui o masculino é proposital e determinante) misóginos, homofóbicos, racistas e xenofóbicos tomando conta dos parlamentos e de governos no mundo todo. E o pior é perceber quanta gente religiosa que os apoia e reproduz seus ideais e comportamentos. A diversidade, que é NATURAL, parece estar perdendo o lugar e sendo tratada, há muito tempo já, como ameaça a “ordem natural e divina”, seja lá o que isso signifique.

    Aqui falo como cristão, não pretendo tecer comentários sobre outras religiões, não cabe a mim. Nas igrejas cristãs, como em qualquer grupo social, vivemos dissensões e sempre teremos gente que vai errar (pecar). Afinal, nascemos “na iniquidade” (cf. Salmo 51:4.7) A igreja, aliás é o lugar privilegiado para essas pessoas (elas são as “vocacionadas – chamadas para estar em Jesus”), as que erram, as perturbadas, as que necessitam ajuda, as desequilibradas, as pecadoras, afinal “quem não tem pecado atire a primeira pedra” (cf Jo 8:7). Igreja não foi, não é e não será o lugar da idealização de “santidade” (o lugar eugênico, da raça “pura”, que não peca mais) que muita gente acha que existe em suas mentes e espíritos despedaçados e fantasiosos. Somos gente e gente é sempre difícil. Quando chamamos alguém de “difícil”, lamento mas estamos somente indicando o óbvio, que aliás serve para nós mesmos também. Conflitos, oposições, brigas, fofocas, tentativas de hegemonização sempre haverá. Faz parte da vida.

    O mundo foi criado diverso. Quando alguns grupos tentaram o golpe do totalitarismo e da homogeneização na história de Babel, Deus interviu e devolveu a diversidade que ele criou. Ele enfrentou o império que prima pela monocultura, monogoverno (cf. Gn11:1-9). O movimento de Jesus foi diverso. A igreja nasceu na diversidade, assim é a nossa tradição. A imagem da Igreja é a imagem do corpo, ou seja, diverso. Seja aquela das cartas Paulinas autênticas, dos evangelhos ou a declarada pelos Atos dos Apóstolos. A diversidade é a natureza da comunidade e espiritualidade cristã. E o pecado e o erro são parte dessa vida em movimento, inquieta e sempre em busca.

    2. O leitmotiv do texto em questão

    É necessário dizer o óbvio. Sobre o texto e a história que ele conta. Não estivemos lá. Nunca saberemos “ao certo” o que foi mesmo que gerou essa articulação do discurso de Jesus feita por Mateus. Podemos investigar e chegar a conclusões racionais e “consentir” em algum rumo para interpretar o sentido do texto.

    Eu resolvi escrever essa reflexão:

    • porque gosto muito desse texto e do contexto literário onde ele está inserido.
    • porque utilizo bastante essa perícope como exercício hermenêutico com os grupos com quem trabalho.

    Meu ponto, no exercício, é confrontar e oferecer uma alternativa (seguindo muitas outras pessoas estudiosas da Bíblia) às interpretações “tradicionais” sobre o que significa quando a pessoa “não tem mais jeito” e deva ser tratada como “pagã/gentil e cobradora de impostos”. Isso significa que sempre terminam, ao ler e interpretar o texto, com o conselho para a “disciplina” ou exclusão/excomunhão “da pessoa problemática” (a pessoa difícil – acho que muitas de vocês ou já foram rotuladas assim ou já rotularam alguém, assim como eu). Encontramos alguns comentários, infelizmente, como recurso para quem vai pregar no domingo, de que a pessoa “se exclui”: E se a pessoa não quiser escutar a comunidade, que ela seja para você como um publicano ou pagão, isto é, como alguém que já não faz parte da comunidade. Não é você que a está excluindo, mas é a pessoa que se exclui a si mesma”. Sem dúvida temos o absoluto direito de, a partir de nossas perspectivas e estudos, interpretar dessa forma. Mas novamente quero sustentar que essa é uma escolha hermenêutica de gente que vive nesse contexto e/ou está de acordo com ele (igrejas desligando gente das suas comunidades ou instituições familiares, ecumênicas ou outras porque “não se encaixam” na instituição ou no modelo hegemônico da mesma).

    Eu prefiro escolher uma interpretação (e sim, interpretar é sempre uma escolha) mais acolhedora e mais configurada com a teologia, espiritualidade e agenda política de Jesus de Nazaré, o Cristo tão bem imaginado pelo Isaias 40-55. Ninguém é deixado pra trás. É necessário embarcar na difícil tarefa ecumênica (tenho cuidado com essa gente “ecumênica” que prefere “limpar” a comunidade de gente “difícil”) de conviver e reconhecer que gente difícil todas nós somos de algum modo.

    3. O nosso tecido carinhoso de teimosia misericordiosa

    Penso que é prudente e razoável tomar uma perícope maior. Já aprendemos de muito tempo que todo texto tem seu contexto literário que ajuda a “direcionar” a intenção de quem deixou a memória e de quem escreveu a mesma. O capítulo 18 faz parte dos grandes discursos (pregações) de Jesus para a comunidade, a igreja. É Jesus o autor da fala e é a igreja a destinatária. Pra ser sincero é meio improvável que Jesus tivesse dito isso do jeito que está escrito. No tempo dele não havia igreja cristã (ekklesia) ainda. E acho improvável que ele se referisse à sinagoga (ekklesia pode ser também a congregação de judeus).

    O nosso texto em destaque – Mt 18:15-20 – está rodeado de outros textos que formam a moldura para que o encaixe seja adequado (Mt 18:1-10; 11-14 e 21-35: textos sobre quem está perdido e sobre o perdão como pilar fundamental da vida comunitária e da vida em sociedade).

    Mateus já começa o sermão (chamado por alguns biblistas de Sermão Eclesiológico) atestando que os discípulos estão ainda preocupados com a hierarquia dos poderes. Eles não estão interessados em mudar o sistema de opressão (bom lembrar a decepção relatada no texto de Lc 24:13-35 – do casal de Emaus). Eles estão interessados em trocar de lugar na dança das cadeiras de quem está no “poder que controla e oprime”, tomar o poder para que eles possam ocupar esse lugar e não ser mais oprimidos. Por isso estão perguntando: quem é o maior no Reino dos Céus (essa preocupação dos discípulos, bastante em dissonância com as preocupações de Jesus, é muito bem atestada em vários outros relatos evangélicos). E o exemplo que Jesus dá em primeiro lugar é o da criança (paidion), dos pequeninos (mikron). Tem que ser como criança, não pode escandalizar as crianças (dar mau exemplo, faze-las sair do caminho – ortopraxis). Jesus no mesmo evangelho já havia louvado a Deus por ter revelado as coisas do Reino aos pequeninos (Mt 11:25). O Reino não é para as pessoas são “certinhas”, inocentes, “santas” e recatadas, obedientes/domesticadas/projetos de adulto (tudo que uma criança normalmente não é – quem tem filhas/os e/ou lidou com crianças sabe do que estou falando). O Reino é “do jeito da criança”: ousada, as vezes inconveniente, perturba a ordem estabelecida pelas pessoas adultas, é aberta e curiosa a aprender, perambulante, atravessa limites, meio desobediente, aquela que necessita, que é carente de relações, corajosa e que exerce poder desde o dia que nasce para o mundo (e normalmente ganha).

    Depois vem a conversa famosa e demasiadamente pregada nas igrejas sobre a ovelha perdida (Mt 18:11-14). Tema bonito para retiros, aqueles papeis laminados na parede do altar, sermões efusivos. E a declaração (“meio” artigo de fé, que incomoda os defensores da “raça pura dos eleitos do Senhor) bombástica do verso 11: veio salvar/curar/cuidar o que se tinha perdido. A pessoa que tem lugar privilegiado para a missão da comunidade, penso eu, é aquela pessoa que está “perdida”, que é problemática, que não se encaixa no modelo hegemônico da instituição ou de quem está na coordenação (talvez porque a comunidade ficou demasiadamente fixa que não deixa mais espaço para acomodações das mudanças de contexto ou de auto-crítica).

    A moldura de baixo é também, obviamente, muito importante. É sobre perdoar sempre, 70 vezes 7, o número do infinito, da incondicionalidade. Parece que há uma insistência literária, teológica, escriturística, eclesiológica e espiritual do exercício do perdão. Lembrando sempre que o perdão está muito relacionado com quem perdoa, mais do que com quem deveria ser perdoado. O exercício do perdão não é sobre a outra pessoa na verdade, sobre “quem pecou”, é um exercício de quem julga ter autoridade para condenar ou julgar (normalmente para condenar). Infelizmente nas comunidades e nas relações (nem sempre equitativas em relação ao exercício de poder) o papel de quem convoca “conversas sérias” ou “julgamentos” é o papel do acusador (o Diabo – o Satanás), quase nunca do defensor (o Paráclito, o Espirito Santo). Algo para pensar bastante.

    4. Aí sim, depois dessa primeira moldura de cima e de baixo, entramos em nossa perícope – Mt 18:15-20.

    A igreja é o lugar das pessoas que buscam encontrar a Deus, e um requerimento importante é encontrar a si mesmas e as outras pessoas com quem ela escolheu conviver. Um novo tipo e arranjo familiar. Nada tradicional aliás. O verso 18 aqui identifica que a igreja (ekklesia-comunidade reunida em nome de Jesus) tem poder de ligar e de desligar. É um modelo “kyriarcal” (cf muitas feministas) e segue o “jeito” de impérios sobreviverem. Kyriarcado é um termo forjado por Elizabeth Fiorenza para designar o patriarcado, como modelo que é baseado no poder exercido pelo imperador/mestre/senhor/pai/marido sobre as pessoas subordinadas a ele/s, e é mais suscetível a encapsular outras formas de opressão como racial, de estrato social e econômica, assim como a opressão de gênero. Mesmo assim, com essa crítica reconhecida, é necessário perceber que se trata do poder de ESCOLHER desligar ou ligar. Infelizmente esse texto bíblico, as interpretações “normais” que se tem por ai (inclusive de biblistas e pastoralistas “da libertação”) é ainda usado para enfatizar o poder de desligar, excluir, legislar sobre quem “serve” e se “encaixa” para a vida comunitária. Esta [a vida comunitária] formatada a partir da teologia e projeto politico da “raça eleita” (e aqui uma certa tradição judaica pesou muito e foi transportada para o mundo cristão. Eu prefiro sempre exercitar ler esse texto com a tarefa fundamental que nos foi dada por Deus e que, em Cristo somos co-laboradoras, de ligar gente umas às outras, de permanecer ligados mesmo na diferença, divergência e conflito.

    Este pedaço é sobre o pecado. Se teu irmão pecar [“contra ti”, aparece em alguns códices mas em outros não] toma certas providencias. O texto é um chamado ao exercício metódico, transparente e persistente (resiliente) de lidar (e aprender a lidar) com as pessoas que “pecaram”. O pecado é algo que certamente é presente no cotidiano de todas as pessoas e na vida comunitária. Não é possível apagar o pecado, só é possível vencê-lo cotidianamente, reconhecer sua existência e também reconhecer que ele não tem mais poder sobre você (Rm 6). Se acreditamos que o pecado tem poder de afastar alguém de Deus ou manter Deus afastado das pessoas, precisamos orar mais e meditar mais para encontrar o Deus da graça e misericórdia incondicionais (Os 11, entre outros textos). E só é possível vencer o pecado cotidianamente com ajuda, quando estamos conectadas umas às outras, quando percebemos que temos necessidades comuns e precisamos nos ajudar. A comunidade é esse lugar. Na Regra de São Bento, ele imagina o mosteiro (a comunidade) como uma Escola do Senhor. É um lugar de mutuo aprendizado e mutua transformação para a vida. Ninguém está ou estará pronto. E ao final, ninguém chega pronto. A comunidade é o lugar de “se arrumar”. Não é tribunal muito menos clube fechado de pessoas que ficam se bajulando ou bajulando Deus o tempo todo.

    A comunidade deveria ser o lugar da esperança, da acolhida e da tolerância 70 x 7 vezes. É o lugar onde eu sei que em última instancia eu posso ir ou estar e serei acolhido, não julgado. Terei ajuda para melhorar ou para acertar meu rumo, não sentenciado e humilhado publicamente fazendo com que eu deseje nunca ter ido ou deseja sair. A gente vai já Igreja cristã para descobrir (para quem ainda nunca foi) ou para reconhecer (porque a gente já sabe na verdade) que Jesus me/te aceita. Eu não vou para eu aceitar Jesus.

    Numa sociedade impaciente, intolerante e violenta em que vivemos somos chamadas a testemunhar diferente. Somos chamadas a viver a experiencia de conversão cotidiana, onde todo mundo precisa de ajuda e onde todos mundo SE ajuda. Onde pedir ajuda seja natural e não humilhação. Onde haja espaço seguro e lugar para a convivência, que é e será sempre marcada pela tensão e necessidade de ajuste diário.

    Jesus, me parece, está insistindo com uma comunidade que precisa aprender, primeiramente a “ir atrás” e a lidar com o pecado e com as pessoas pecadoras (que aliás inclui a mim e a você que lê esse artigo). Em sociedades e grupos muito institucionalizados, certamente é um aprendizado necessário. O ensinamento nos textos reconhece que é difícil e que muitas vezes há uma insistência em ceder ao pecado. As vezes cedemos ao pecado e damos mais poder do que ele possui. Mas o escalonamento de “conversar individualmente, depois com mais uma testemunha e depois com a igreja” me parece um alerta para que o erro de alguém seja reconhecido como também responsabilidade do todo, da comunidade. Precisamos evitar colocar sempre a culpa na pessoa que pecou. Ao final levar a pessoa ao centro da comunidade não deveria ser interpretado como levar a pessoa para que a igreja a julgue, para que ela (a pessoa que pecou) seja exposta e somente ela reconheça publicamente o pecado. O processo terapêutico sugerido aqui é para que todo mundo seja afetado, é para que todo mundo possa falar sobre o assunto. E se mesmo assim não der certo, o conselho de Jesus é tratar a pessoa como “gentio e cobrador de impostos”.

    Mas o que significa mesmo tratar alguém como “gentio e publicano”? As interpretações corriqueiras são de que no tempo de Jesus e na cultura hegemônica em que ele vivia (em termos de normas legais e sociais) seria não se aproximar, excluir de sua convivência. Mas eu acho difícil imaginar que, mesmo se estivéssemos falando do tempo de Jesus (o que eu acho que não estamos – estamos no tempo da igreja), Jesus se conformou com essa norma. Ele foi um transgressor politico, econômico e também das normas sociais. Desafiou a “moral e os bons costumes” daquele sociedade na qual vivia. A vida de Jesus já começa recordando-se de que em sua genealogia há muitos gentios (gente não judia, cf Mt 1:1-17: Abraão, Isaac, Raab, Rute, Betsabá). Quando um centurião (soldado romano) foi em busca de sua ajuda, ele prontamente o acolheu e concedeu seu pedido (cf. Mt 8:5-13) e ainda elogiou o pagão dizendo que nunca tinha encontrado tamanha fé em Israel. Chamou para seu grupo intimo um cobrador de impostos, chamado Mateus (cf. Mt 9:9). Costumava andar com “pecadores e publicanos”, inclusive compartilhando sua intimidade da casa, tomando refeição – comungando – com os mesmos (cf. Mt 9:10-13).  Uma mulher gentia (siro-fenícia) veio até Jesus pedir ajuda para sua filha com demônio. Jesus, mesmo com reservas, dialoga com ela, a escuta, lhe dá razão e concede seu pedido e também ela – uma gentia – ganha um grande reconhecimento da parte de Jesus – grande é a fé dela (cf. Mt 15: 21-28). Aqui só percorrendo o Evangelho de Mateus.

    Mas, novamente quero insistir que não estamos lidando somente com o tempo de Jesus, na Palestina, pelos anos 30 dC. Estamos também lidando com um texto e uma memória que foi usada por uma comunidade mais tarde, quando a igreja cristã já era uma realidade, pelos anos 70 em diante. No caso do Evangelho de Mateus, muita gente concorda que é entre os anos 80 e 90 dC. Mesmo, utilizando o argumento de que a audiência de Mateus é uma comunidade majoritariamente formada por gente de tradição judaica, não é a totalidade da comunidade assim, e certamente se a comunidade tem problemas com gente que não seja dessa tradição isso precisa de conserto e revisão (Mt 15:21-28 – certamente mesmo Jesus dizendo que só veio para os judeus, isso foi rebatido veementemente por essa mulher siro-fenícia e isso mudou o jeito – o método e o conteúdo – da vida da comunidade).

    Neste texto em particular há uma insistência no diálogo, na insistência no diálogo mesmo quando somos ofendidas. Imagino que ser comparada, indiretamente, aos cachorros (que aqui pode ter duas possibilidades significativas) não é muito educado. Eu me sentiria muito ofendido se isso passasse comigo. Imagino que uma mulher já bastante sofrida foi também uma ofensa e humilhação pública vinda de Jesus. Textos guardam memórias para serem utilizadas no futuro, no momento correto para influenciar o presente e modifica-lo, normalmente, chamar a atenção para algo, atualizar a mentalidade e o comportamento. Mateus 18 é uma memória poderosa para a comunidade que escuta atenta. Há um conflito que precisa de carinho e cuidado. O texto/memória é para guiar, orientar e estabelecer método e conteúdo (ou melhor, relembrar o que foi esquecido).  Ler esse texto em nossos contextos de ódio e extremismos, reter essa memória que insiste na capacidade imensa de perdoar, de rever o que se passou conosco e o que fizemos outras passarem, revoluciona a maneira de como governamos a nossa vida e de como as igrejas e instituições deveriam exercer sua governança. É alento e balsamo que resultam em aumento de nossa resiliência, fortaleza e longevidade, em unidade e excentricidade pública, que incomoda e desafia grupos e ideo-teologias totalizadoras e homogêneas.

    Mas voltando ao exercício terapêutico de lidar com o pecado e com o poder de ligar ou desligar. Todo o capitulo é um grito para as lideranças da comunidade (ou para a comunidade como um todo) de dedicar-se umas as outras. E de dedicar-se especialmente aquelas pessoas que estão fora da norma e da forma (crianças, ovelha desgarrada, pecadores, pessoas difíceis). Reconhecer o pecado e publica-lo é uma experiência sanadora, quando bem acompanhada e dentro de um quadro maior de “ligação” e acolhimento, de libertação e de transformação de todas as pessoas envolvidas. É um testemunho de que todo mundo precisa de mudanças e só podemos fazer isso quando publicamente nos reconhecemos pecadoras e pessoas em necessidade.

    5. Marcas no caminho – memórias para seguir e permanecer

    Quem sabe podemos retirar algumas marcas que o texto propõe para o caminho da reconciliação, resiliência e para o esforço enorme que é permanecer juntas em comunidade, de concordar em discordar e continuar de mãos dadas compartilhando, orando e testemunhando publicamente a revolução que era viver daquele jeito e de que não nos conformamos com os esquemas de morte, violência e exclusão desse mundo (cf Rm 12:2). Imagino que poderia ser:

    • O primeiro grupo que precisa de conversão, são as chamadas lideranças, que detém o poder da governança, da autoridade sobre e do formato ideo-teológico do comportamento (moral) do grupo – metanoia (mudar de olhar/perspectiva/teoria e de atitude)
    • O que está a margem precisa da nossa atenção – ser como criança
    • Reconhecer que a comunidade é uma “escola” (como disse São Bento em sua regra), um lugar para aprender, desaprender e transformar-se – todas as pessoas, bem como sistemas de governança e conduta – “eu vim para os pecadores”…
    • Não escandalizar ninguém, não agir como o “diabo” (aquele ou aquilo que provoca divisões)
    • Ter sublinhado na mente, na perspectiva (no olhar) e no comportamento que desprezar (em sentido amplo da palavra) alguém, especialmente as pessoas mais pequeninas (as que estão em maior situação de vulnerabilidade) não é um comportamento que se espera na comunidade. Precisamos ter APREÇO pelas pessoas, pela vida e por TODAS as pessoas e suas vidas
    • A capacidade de SAIR (ser excêntrica) é indicadora de pertença a comunidade do Reino, sublinhando a necessidade de uma igreja que quer ser ESPAÇO SEGURO e VIVER NO CAMINHO – ir atrás de quem se “desgarra”, investir tempo, recursos para isso, mudar nossa perspectiva sobre “as que dão problema e não se enquadram” – para não deixar ninguém pra trás
    • Dialogar sempre, procurar a relação, insistir na mesma, demonstrar que há amorosa disponibilidade para isso, e quando não for mais possível oferecer espaço para que ambos os lados possam repensar o que passou
    • A liderança da comunidade deve novamente reconhecer que a revelação de Deus continua também ali na discordância e no dissidente e continuar “indo atrás, com respeito pelo espaço da outra pessoa, com mais amor e afinco”, deixar as 99 já convencidas para ir atrás da que se desgarrou porque a igreja tem o PODER de ligar também
    • Orar sempre, sem cessar. A oração é encontro consigo mesma, portanto com Deus que habita em nós e revela-se, através de nós, a outras pessoas. A oração é o lugar amoroso da contemplação que muda e transforma se deixarmos, e não é necessário mais que duas pessoas (para o mundo judaico precisava de 10 homens) para que isso aconteça
    • E continuar insistindo na capacidade de perdoar. O perdão é primeiramente relacionado a você/eu que se sentiu ofendido. É um caminho de unificação interior que se estende e se estenderá a outras pessoas no devido tempo. Quem pecou ou pecou contra eu/você não precisa saber que a perdoamos. Mas nós precisamos desenvolver essa capacidade constante de rever o que acontecer e perdoar (não esquecer obviamente).

    Na espiritualidade e tradição cristã temos rituais (que educam e formam) para lidar com o erro (pecado) e o objetivo desses é insistir que a pessoa pertence ao grupo e deve ser de alguma forma reconectado a este. É  na relação da comunidade que podemos sustentar nosso projeto contra os esquemas desse mundo. Quem sabe termino ilustrando essa conversa com um post que vem circulando há muito tempo pela internet sobre uma tribo (não consegui descobrir qual ainda) na África do Sul que tem um costume alinhado com a proposta de Jesus.

    Há uma “tribo” africana que tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

    A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
    A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
    Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou bom”.
    Sawabona Shikoba!
    SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
    “Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim”
    Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
    “Então, eu existo pra você”

    Que Deus nos abençoe e continue insistindo no caminho conosco. Não porque merecemos, mas porque somos dignos do amor e de amar.

    “Que belos e infinitos são Teus nomes, ó Senhor Deus.

    Tu és chamado pelo nome

    de nossos desejos mais profundos.

    As plantas, se pudessem orar,

    invocariam nas imagens das suas flores mais belas

    e diriam que tens o mais suave perfume.

    Para as borboletas Tu serias uma borboleta,

    a mais bela de todas, as cores mais brilhantes,

    e o teu universo seria um jardim…

    Os que estão com frio Te chamam Sol…

    Aqueles que moram em desertos

    dizem que Teu nome é Fonte das Águas.

    Os ófãos dizem que Tens o rosto de Mãe…

    Os pobres Te invocam como Pão e Esperança.

    Deus, nome de nossos desejos…

    Tantos nomes quantas são nossas esperanças e desejos…

    Poema. Sonho. Mistério” (RUBEM, Alves (org.). CultoArte: celebrando a vida – advento/natal/epifania. Petrópolis: Vozes, 1999)

     
  • SNIEAB 18:15 on 20/09/2017 Permalink | Responder  

    Discipulado Intencional: Uma proposta de Renovação da Comunhão Anglicana 

    A Comunhão Anglicana tem dedicado uma promissora energia para aperfeiçoar a maneira como nosso povo pode comunicar o Evangelho neste contexto de pós modernidade. Num mundo de rápidas mudanças culturais e tecnológicas, re-significar o conceito de discipulado é uma exigência que a Igreja precisa levar a sério.
    Esta é a preocupação que o Conselho Consultivo Anglicano captou e resolveu assumir como uma tarefa urgente a ser assumida por toda a Comunhão aprofundar a consciência de um seguimento radical de Jesus através de uma espiritualidade ativa e efetiva tanto para dentro da Igreja quanto para a vida em sociedade.
    A IEAB é chamada a assumir o compromisso de desenvolver uma estratégia que venha dinamizar a compreensão, o aprofundamento e a prática de um discipulado que transforme vidas e igualmente a sociedade em que estamos inseridos, com tantos desafios que temos enfrentado.

    ++ Francisco de Assis da Silva
    Bispo Primaz do Brasil




    A IEAB distribui nesse mês de setembro o material sobre O Discipulado Intencional e a Formação de Discípulos produzido pelo Departamento de Missão da Comunhão Anglicana. Esse material deverá, se possível, ser partilhado por todas as instâncias diocesanas e provinciais para que possam usufruir de sua proposta de evangelização.


    Reverendo Arthur Cavalcante+
    Secretário Geral da IEAB


    Sugiro que a Igreja Brasileira faça uma nota para o site compartilhando o documento, informando a todas as pessoas do esforço fenomenal da IEAB para que ele saísse em nossa língua materna[...]  dar uma palavra de incentivo para a leitura, estudo e produção de grupos de formação, bem como a JUNET e o CEA.

    Paulo Ueti

    Teolólogo y Facilitador Regional para América Latina, Alianza Anglicana


    Sugiro que possamos pensar a possibilidade de criar um GT provincial para trabalhar o “discipulado intencional” cada Diocese e Distrito tenha um GT local para o tema, e assim teríamos a “Temporada do Discipulado”, onde a partir de um material único, o tema será trabalhado na realidade local em cada comunidade. Sendo um tempo de crescimento, fortalecimento do sentimento de pertença a uma Igreja Diocesana, Provincial e Mundial. Outro desafio é focar na catequese de crianças, jovens e adultos, pois este é um desafio desta temporada, e continuar tendo a juventude como uma prioridade na vida da Igreja.

    Reverenda Tatiana Ribeiro

    Grupo Coordenador do Discipulado Intencional da Comunhão Anglicana.


    MATÉRIA DO ANGLICAN NEWS SERVICE SOBRE DISCIPULADO INTENCIONAL

    Vivendo e compartilhando uma vida moldada por Jesus: planos de discipulado emergem

    Os participantes na primeira reunião do grupo de coordenação para a “Temporada de Discipulado Intencional e fazendo Discipulos” expressaram entusiasmo e otimismo sobre as idéias que estão começando a tomar forma.

    O grupo se reuniu nos dias 23 a 26 de abril, em um centro de retiro na Inglaterra. Os países representados incluíam o Brasil, República Democrática do Congo, Malásia, África do Sul, Canadá e Argentina. O grupo foi organizado pelo Secretário-Geral em resposta a uma resolução do ACC16 para realizar uma “Temporada de Discipulado Intencional” eo apelo para que “cada província, diocese e paróquia da Comunhão Anglicana adotem um foco claro no discipulado intencional e para produzir recursos para equipar e capacitar toda a igreja para ser eficaz na criação de novos discípulos de Jesus Cristo “.

    O retiro envolveu uma “tempestade de ideias”, compartilhando ideias, oração, discussão e trabalho continuará agora separadamente até que o grupo reúne novamente no próximo ano. O arcebispo NgMoon Hing, presidente do grupo, explicou como o pensamento se desenvolveu: “Estávamos deliberando para o primeiro dia sobre a idéia de viver e compartilhar uma vida moldada por Jesus. Este tornou-se nosso tema – o que parece ser viver e compartilhar uma vida moldada por Jesus? Ela precisa envolver as Cinco Marcas da Missão: cuidar da criação, cuidar da justiça e das necessidades sociais, bem como ler a Bíblia e orar. …… discipulado pode significar coisas diferentes em diferentes partes da Comunhão. ”

    O Arcebispo reconheceu que já havia um bom trabalho em torno da Comunhão: “Há muitas iniciativas interessantes no discipulado. Nosso objetivo não é reinventar a roda. Queremos incentivar as pessoas e os grupos a compartilhar essas iniciativas com outras províncias “, disse ele.

    O Diretor de Missão na Comunhão Anglicana, o Rev. Cânon John Kafwanka, explicou ainda o que o conceito significa:

    “O tema geral é um desejo que chegamos ao ponto como uma comunhão onde a cultura e a linguagem do discipulado se incorpore na cultura e na vida da igreja – e como essa fé em Jesus tem um impacto transformador em nossos locais de trabalho, Profissional e familiar. Também que nossa fé torna-se central para quem somos – não algo que pegamos como e quando é conveniente. ”

    O Rt Revd Nick Drayson, bispo do norte da Argentina, saudou o trabalho do grupo como um passo na formação do envolvimento das pessoas e do papel na igreja.

    “Para o futuro, espero que a Temporada de Discipulado Intencional mude a cultura da Igreja Anglicana na minha província e nas nossas dioceses. Por muito tempo na região onde vivo a igreja não criou discípulos. As pessoas não juntam as peças. Uma vida moldada por Jesus significa que as pessoas esperam que ir à igreja realmente muda suas vidas. ”

    A Revd. Tatiana Ribeiro, Coordenadora Nacional da Juventude no Brasil (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) ficou igualmente entusiasmada: “Isso é tão importante para a Igreja no Brasil. Pois nos reconhecemos como parte da Comunhão Anglicana. Estar aqui é como Pentecostes – ouvir todas essas diferentes línguas! Mas a mesma fé, a mesma esperança – e os mesmos desafios. “Minha esperança é que através da Temporada de Discipulado Intencional os membros leigos da igreja estarão mais envolvidos na vida da igreja. Discipulado é para todas as pessoas – e todas as pessoas são discípulos. ”

    - Download do Material: O Discipulado Intencional e a Formação de Discípulos

    - Download do Relatório: Participação reunião do Grupo Coordenador do Discipulado Intencional

     
  • SNIEAB 17:27 on 03/08/2017 Permalink | Responder  

    Diocese da Amazônia Acolhe Duas Candidaturas ao Episcopado 

    COMUNICADO DO GT DE ELEIÇÃO*

    Grupo de Trabalho para Eleição Episcopal da Diocese Anglicana da Amazônia

    Belém – PA, 01 de agosto de 2017

    O Grupo de Trabalho – GT, responsável pela condução do processo de Eleição Episcopal na Diocese Anglicana da Amazônia comunica que a Reverenda Cônega Marinez Bassotto e o Reverendíssimo Deão Silvio de Freitas são as pessoas candidatas ao Episcopado de nossa Diocese e que a eleição ocorrerá no dia 21 de outubro de 2017 no Concílio Extraordinário na Catedral de Santa Maria – Av. Serzedelo Corrêa, 514, Batista Campos – Belém – PA.

    Antes disso, pretende-se reunir as pessoas delegadas do Concílio em dia estabelecido com a candidata e o candidato para uma teleconferência com intuito de maior proximidade e conhecimento de ambos.

    Pedimos que continuemos em oração a fim de que a Eleição Episcopal da DAA seja serena e impulsionada pela vontade de Deus.

    Deão Silvio de Freitas

    Cônega Marinez Bassotto

    *Adaptação do comunicado da DAA

     
  • SNIEAB 15:39 on 18/07/2017 Permalink | Responder
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    Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher – UNCSW 

    Leia o relato de Odete Liber, Assessora de Projetos do SADD que representou a IEAB no UNCSW – Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, neste ano em Nova York:

    Tive a honra de representar a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (UNCSW – ww.uncsw.org), nos dias 09 a 24 de março, na cidade de Nova York. Nesse evento, foram ao todo 20 mulheres anglicanas de vários paises que se somaram a milhares de outras mulheres que lá estavam na UNCSW.  Nós, irmãs anglicanas, nos reunimos para compartilhamos experiências do que acontece com as mulheres em seus respectivos países. No evento havia muitas outras mulheres com quais, em alguns momentos, nos somamos (eventos paralelos) para sermos impactadas pelos testemunhos e relatos de experiências e fé de muitas mulheres. O evento principal da CSW foi sobre o “empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”, além dos eventos paralelos que abordaram temas como a justiça de gênero, através de vários olhares, focos: tráfico humano, direitos indígenas, violência baseada no gênero, crises humanitárias, iniciativas locais, imigração e impacto ambiental, etc.

    Os dias foram permeados por reuniões, palestras, painéis, grupos para discussão e feedback, celebração/culto, e outras atividades, além de alguns momentos de lazer e cultura. Fomos chamad@s a deliciar-nos na continuação desse trabalho e missão e convida@s a refletir:  1- O que a capacitação econômica e o empoderamento econômico das mulheres parece comigo, com a igreja da qual venho?  2- O que o empoderamento econômico das mulheres tem a ver com a igreja hoje? Isso é importante? Como a igreja vê o empoderamento da mulher? 3- Como igreja, podemos re-imaginar o modelo de empoderamento econômico de uma forma que dest aque direitos e igualdade para todo o povo de Deus? 4- Como partilharmos e abraçarmos a voz profética, um modelo em que possamos viver nossos votos batismais?  5- Se levarmos seriamente a nossa aliança de respeitar a dignidade de cada ser humano, como colocaremos em prática os direitos de nossas irmãs e irmãos em toda parte? 6- Como nos afastamos do ‘status quo’ contemporâneo para uma economia baseada nos direitos e na dignidade?  Tais perguntas tentei responder e também as trago para a IEAB.  Eis o desafio: o que iremos fazer? Com certeza como igreja teremos muito a fazer aqui no Brasil. E que no próximo ano, nossa IEAB, nesse mesmo evento, possa relatar muitas vitórias, apesar dos inóspitos caminhos que ainda devemos trilhar.

    Side by Side: Lado a Lado

    No dia 17 de março aconteceu a atividade de lançamento formal do Side By Side durante a reunião do UNCSW. Vale citar que o movimento global que já tem dois anos de existência, formado por  pessoas de fé que desejam ver a justiça de gênero se tornar uma realidade em todo o mundo.

    A Revda. Terrie Robinson apresentou o movimento, citou que este está presente no Brasil, Zimbábue, Colômbia, Ruanda, Burundi, Escócia, Quênia e Etiópia. Em seguida, falaram os quatro painelistas: Javier M. Acostas (Father and Director of the Social Pastoral Secretariat of the Colombiam Bishops Conference –SEPAS- in the Diocese  of Montelibano, Córdoba);  Maggie Sandilands (Tearfund); Walter Vengesai (Acting Director od Padare; a men’s gender forum based  in Zimbabwe) e Kikala Isobel Thomas (Mother’s Union Community Development Coordinator an Savings whit Education Program Coordinator for the Anglican Diocese of Angola). Kikala disse que é uma sobrevivente e agora luta por outras pessoas. Walter Vengesai  enfatizou a importância de trabalhar com homens e meninos, pois em seu país cresce o índice de casamentos de homens com meninas, e é preciso parar com isto. Sarah Roure (Brasil), Charles Opoyo (Quênia) e Fiona Buchanan (Escócia) relataram como, em seus respectivos países, líderes religiosos e organizações religiosas estavam trabalhando-  em conjunto para aumentar a capacidade e melhorar a defesa da justiça de gênero. Karri Whipple (Associação Mundial para a Comunicação Cristã – WACC), falou sobre o pedido de ação da organização para acabar com o sexismo dos meios de comunicação até 2020, bem como o WACC pode interagir com o movimento Side by Side.

    Tod@s @s participantes foram convidados a refletir sobre o que precisa acontecer em cada contexto em particular para mais líderes religiosos se tornem defensores da justiça de gênero. Com todas as falas, pode-se dizer que é preciso empoderar a mulher, lutar para que existam espaços de igualdade de fato. A mulher precisa estudar, o homem precisa participar de momentos de fala sobre gênero, justiça e equidade, fazer estudos bíblicos voltados para a valorização da mulher, com uma hermenêutica ‘da’ e ‘para’ a mulher. Mais uma vez, nós como igreja IEAB e SADD participando ativamente e vislumbrando um mundo onde todos: mulheres e homens, meninos e meninas são valorizados igualmente.


     
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