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  • SNIEAB 12:52 on 06/01/2017 Permalink | Responder  

    Estandarte Cristão retorna com nova cara! 

    O Estandarte Cristão está de volta! Exatamente 124 anos após sua primeira publicação. A edição, neste momento, é apenas em meio virtual, com a opção de obter uma cópia impressa sob demanda. Entretanto, é interesse da Secretaria Geral que, assim que houver um número razoável de assinantes compromissados, haja uma tiragem impressa.

    A revista volta com foco temático principal, contando com seções como “Teologia”, “Vida”, “Opinião” e “Pastoral”, ligadas diretamente ao tema de cada edição. O clipping de notícias permanece, mas como uma seção mais discreta, uma vez que a rapidez de transmissão de informações pela Internet torna o Serviço de Notícias da IEAB e das diversas dioceses ferramentas muito mais apropriadas para a partilha de noticiários mais detalhados.

    Escreve nosso Primaz, Dom Francisco de Assis da Silva, diretamente de Zâmbia:

    Neste dia da Epifania, penso que a edição virtual do exemplar do Estandarte Cristão após seis anos de interrupção é um especial presente para a nossa Igreja! Me sinto feliz por isto e agradeço ao nosso Secretario Geral e ao grupo de comunicação que assumiu esta responsabilidade (Rev. Luiz Coelho, da DARJ e Vagner Ernani Mendes, da Secretaria Geral) praticamente em segredo e que manterá de agora em diante a edição regular de nosso querido Estandarte Cristão. A data de hoje é significativa porque foi no dia da Epifania, em 1893, que saiu o EC número 1! E hoje , 124 anos depois, estamos de volta em novo formato e tecnologia diferente!

    O Estandarte Cristão nº 1821pode ser lido, online, pelo link: https://issuu.com/ieab/docs/ec_1821_jan_2017. No canto inferior direito do leitor, ao lado da tecla +, é possível clicar em “fullscreen” para ver a revista em tela cheia.

    O Estandarte Cristão nº 1821 também pode ser baixado, através deste link.

    O Estandarte Cristão nº 1821 pode ser adquirido em versão impressa, com impressão sob demanda, fazendo contato com a Secretaria Geral.

    Divulgue e colabore, para reviver essa importante e tradicional publicação de nossa igreja!

     
  • SNIEAB 16:03 on 21/12/2016 Permalink | Responder  

    Uma Mensagem de Natal do Bispo Primaz 

    O caminho até Belém está se aproximando do seu final. Neste caminho vamos encontrando muita gente que vai em busca de algo significativo em suas vidas. Uns talvez queriam encontrar uma benção especial em suas vidas. Outros quem sabe , querem  encontrar um cenário paradisíaco ou romântico para quando retornarem ao seu mundo cotidiano tenham uma história para partilhar com os amigos.  E assim, muitos  peregrinos tem muitas diferentes expectativas com relação ao Natal de Belém. Lembremos que até Herodes tinha sua própria expectativa em relação ao Natal!(Mt 2:7)Qual é a sua expectativa do Natal?

    Certamente o que encontramos em Belém é um retrato marcado pela contradição de nossa sociedade. Vemos uma família migrante que não achou lugar para se abrigar das intempéries do tempo e foi acolhida por um céu de estrelas, por animais, pastores, anjos e sábios a céu aberto.

    E neste cenário tão difícil a luz brilhou! Brilhou mais do que em qualquer outro lugar naquela cidade tão pequenina, tão humilde e tão esquecida. O cosmos se uniu em perfeita comunhão de seres, de vozes e de alegrias. O Menino Deus nasce para transformar e recriar o universo, substituir a velha ordem pela ordem do amor, da justiça e da verdade.(Lc 2:14)

    O Natal é a garantia de que toda opressão, exclusão e distinção são superadas e os pobres, os migrantes, os sem direitos serão emancipados e cantarão louvores a Deus e seu grito de alegria jamais será sufocado.  (Lc 1:51-54)

    Um Feliz Natal e que Deus nos dê olhos e corações sábios para compartilhar solidariedade, esperança e justiça para toda a humanidade. Que o Menino Deus nos inspire a nos tornarmos co-construtores da nova Criação de Deus!

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 16:35 on 14/12/2016 Permalink | Responder  

    ADEUS CARDEAL DA ESPERANÇA! 

    MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ PELA PÁSCOA DO CARDEAL ARNS

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil vem a público expressar suas condolências pela Páscoa de nosso irmão Cardeal Paulo Evaristo Arns, nesta manhã. O Brasil perde um dos seus maiores defensores dos Direitos Humanos e um profeta da esperança em tempos obscuros da ditadura milita Ao lado de lideranças ecumênicas, criou o Programa Tortura Nunca Mais que foi de suma importância para garantir a memória e os posteriores encaminhamentos relativos aos torturados e presos pelo regime militar, através da Comissão Nacional da Verdade.

    Foi uma das lideranças que apoiou o Movimento pelas Diretas Já, quando o país clamava pelo fim da Ditadura e pressionava o Governo e o Congresso a restaurar a plenitude do voto democrático para todos os níveis da vida política nacional.

    A sua vida sempre foi claramente marcada pela clara opção pelos pobres, seguindo um caminho de profetas que clamam por justiça. Foi um dos maiores entusiastas da Teologia da Libertação e durante seu episcopado se preocupou em fazer os futuros padres de sua Arquidiocese viver junto do povo, desenvolvendo neles o conhecimento da realidade e a interpelação desta mesma realidade através do seu ministério.

    Um dos seus maiores gestos de coragem profética foi realizar ecumenicamente um ato de homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado em São Paulo pelo aparelho de repressão da Ditadura. Numa época em que ajuntamentos públicos eram proibidos, o ato reuniu mais 8 mil pessoas na Catedral da Sé, em São Paulo.

    Que este querido irmão, profeta e militante do Reinado de Cristo receba a coroa de glória porque combateu sempre de forma corajosa a injustiça e a opressão! Descanse em Paz Cardeal Arns!

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 21:14 on 02/12/2016 Permalink | Responder  

    Mensagem da Câmara Episcopal aos Fiéis e ao Clero da IEAB 

    CARTA DA CÂMARA EPISCOPAL SOBRE ATITUDES CISMÁTICAS NA IEAB

    “Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz”.

    Carta aos Efésios 4.3

    A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) durante esta semana tem sido solicitada a expressar sua palavra pastoral sobre uma Petição Pública que tem sido veiculada pelas redes sociais convidando a adesão a uma Aliança de Comunidades Anglicanas na IEAB.  Certamente este tipo de composição está fora da forma de ser dos Anglicanos, visto que na eclesiologia Anglicana uma aliança de comunidades é representada pela Diocese.

    A Câmara Episcopal como pessoas escolhidas pela Graça de Deus e vontade do povo reafirma que todos os bispos, sejam eles diocesanos ou eméritos, prometeram “preservar a fé, a unidade e a disciplina” na Igreja, e que os bispos da IEAB estão unidos para cumprir sua tarefa de unidade na Igreja.

    A Câmara Episcopal, reafirma o ordenamento canônico aprovado no último Sínodo, o qual expressa:

    a. Qualquer movimento interno da IEAB, organizado deliberadamente sem o consentimento episcopal, constitui uma desobediência ao voto de ordenação, de seguir a orientação pastoral do bispo (a), conforme o Exame Canônico dos respectivos ritos de ordenação.

    b. Que a manifestação de ameaças de cisma relativas a qualquer decisão tomada ou em discussão dentro da IEAB, constitui uma atitude explicitamente mencionada nos novos cânones e passível de medidas disciplinares.

    Na nossa história recente, a IEAB tem sofrido diversas ações que atentam contra o ethos, ou a forma de ser que esta Província Brasileira tem escolhido como contribuição para a Comunhão Anglicana e para toda a Igreja Católica de Cristo, a saber os oito princípios presentes na Constituição da IEAB:

    I. Unidade de todas pessoas cristãs;

    II. Solidariedade;

    III. Dignidade de toda pessoa humana;

    IV. Fraternidade;

    V. A Integridade da Criação Divina;

    VI. Respeito à pluralidade religiosa;

    VII. Inclusividade;

    VIII. Promoção e garantia dos Direitos Humanos.

    Sendo assim, como episcopado desta igreja, nos sentimos no dever ético e pastoral de zelar por estes princípios, sem pretender impedir o direito à livre expressão de opiniões, enquanto elas sejam no sentido de respeitar a doutrina, a disciplina e o culto desta igreja na qual livremente juramos fidelidade.

    Finalmente, conclamamos a todas as pessoas que tem expressado ou apoiado atitudes cismáticas a mudarem de atitude e buscar se expressar e agir na salvaguarda da unidade da igreja, seu ethos, seus ordenamentos canônicos e suas autoridades, de forma a qualificar esta parte da Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica como instrumento adequado para a Missão de Deus no mundo.

    Santa Maria, 02 de dezembro de 2016

    ++Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz,

    Diocesano da Sul Ocidental (DSO) e do Distrito Missionário Anglicano (DMA)

    +Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba (DAC)

    +Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro (DARJ)

    +Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia (DAB)

    +Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia (DAA)

    +Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas (DAP)

    +Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP)

    +Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional (DM)

    +Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife (DAR)

     
  • SNIEAB 10:14 on 28/11/2016 Permalink | Responder
    Tags: , DMA, ,   

    Encontro Ecumênico de Mulheres do CONIC (São Paulo, Novembro de 2016) 

    Muitas vezes durante o Encontro Ecumênico de Mulheres, me emocionei, com as histórias de vida e luta de muitas mulheres, de diversas comunidades; uma cigana que disse simplesmente: “Meu lar é o céu”. As mulheres camponesas, especialmente uma senhora que aos seus 62 anos concluiu o curso de pedagogia, e compartilhou: “Consegui fazer graças um plano do Governo”, vi mulheres dos Movimentos de Trabalhadores Sem Terra, do Movimento de Mulheres Refugiadas, cada história ia misturando-se com a minha.


    Quando voltei pra casa e quis postar as fotos que são uma reflexão de momentos, sentimentos, e vivências inesquecíveis, pensei  num cântico:  “Iguais, tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões. Pensamos diferente, louvamos diferente, oramos diferente, mas numa coisa nós somos iguais: buscamos o mesmo Deus, amamos o mesmo Pai, queremos o mesmo céu, choramos os mesmos ais”, pensei num texto bíblico do Salmo 173: 1 “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos lembrando-nos de Sião”

    Os testemunhos de mulheres refugiadas, o desprendimento de tudo o que deixaram para trás, tentando viver entre esses mundos, que pela minha experiência, é viver no Brasil, país que tem me acolhido como Pátria amada, e sigo sentindo saudades da minha amada terra.

    Tudo isto me leva como clériga do Distrito Missionário, como mulher estrangeira assumir, ainda mais, meu compromisso de lutar pelos direitos das pessoas que sofrem não somente da violência doméstica, as muitas famílias que hoje mesmo sofrem fome, são estigmatizadas por serem pobres, negras, indígenas e muitos dos casos de jovens que consomem substâncias entorpecentes. Pensei muito no caminho de volta, nas famílias que entram a cada instante nas fronteiras de Roraima, fugindo da situação econômica da Venezuela, sem mencionar todos os refugiados que entram no Brasil.

    Muito grata à Província Anglicana no Brasil (IEAB), pela oportunidade que tem me oferecido de participar deste evento, e saber que nem tudo está perdido, que as mulheres continuam a lutar já que “um mundo melhor é possível”. Não podemos esquecer as muitas mulheres que antes de nós trilharam este caminho, por isso estamos aqui hoje. Muito orgulhosa de ver os nomes de mulheres líderes, com as quais, algumas delas conviveram, me disponho a continuar a escrever esta história de mulheres e homens que buscam o bem, a dignidade a paz de todas e todos.

    Revda. Maytée de la torre Díaz.

     
  • SNIEAB 16:17 on 26/11/2016 Permalink | Responder  

    Uma Mensagem para Advento 

    Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo. Romanos 15:13

    Há exatamente um ano atrás, na minha mensagem de Advento, eu citava que vivíamos uma conjuntura caótica. Um ano depois nos deparamos com uma situação ainda mais difícil. A sociedade brasileira avança cada vez mais no caminho da divisão política e no desmonte dos direitos dos trabalhadores, aposentados, mulheres, educação, sem falar na falta de perspectiva com relação ao futuro que só aponta dores para os mais pobres.

    Parece até que Deus nos abandonou à própria sorte nestes caminhos tenebrosos. Vivemos como nos dias do Egito onde o povo de Israel clamavam do fundo do seu coração por justiça (Ex 2:23-25).

    Mas Deus nunca fecha os ouvidos para o clamor do seu povo. Cansado de tanta injustiça, chama Moisés e lhe confere a missão de liderar o movimento de libertação (Ex 3:9-10).

    O que sabemos depois de tudo isso é que, mesmo contra toda a conjuntura adversa, o povo saiu do Egito sob a mão poderosa de Deus para “a terra que mana leite e mel”.

    Advento significa este tempo de espera da libertação. É um tempo de renovar a nossa confiança e escutar os anjos do Senhor que enviam seus sinais de esperança.

    O Menino Deus é o sinal de que as coisas podem ser feitas novas sempre que permanecemos confiantes na promessa de um novo tempo. Tempo não necessariamente cronológico, mas que é tempo de Deus. Cabe à Igreja manter-se fiel ao seu propósito: denunciar as injustiças e proclamar as boas novas de libertação. Mais que nunca, devemos cantar as maravilhas de Deus que escuta os pobres e depõe os poderosos de seus tronos (Lc 2:51,52).

    Desejo neste Advento que nossos irmãos e irmãs permaneçam firmes na paciência, esperança e coragem de semear as sementes do Reinado de Deus em nosso país. Que jamais se deixem levar pelo perigoso caminho da acomodação, ignorando valores aos quais estamos vinculados pela fé no nosso batismo. Mesmo em meio a tantos desafios para a missão, somos chamados a insistir, assim como Deus tem insistido conosco desde os primórdios tempos. Vigiar e orar é a regra áurea para que sintamos que a nossa luta não é em vão.

    Que a espera do Menino Deus se converta em uma esperança como a dos profetas que antecipam com olhos da fé a realização plena do Reinado de Deus no meio do povo!

    Abençoado Advento para todos e todas!

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 9:22 on 25/11/2016 Permalink | Responder
    Tags: , , ,   

    16 Dias de Ativismo (25/11 a 10/12) pelo Fim da Violência contra as Mulheres 

    25 de novembro de 2016

    Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

    “Nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciado(a)s”

    Malala Yousafzai

    E Jesus afirmou-lhe: “Minha filha, a tua fé te salvou! Vai-te em paz e estejas liberta do teu sofrimento”.

    Evangelho de Marcos 5, 34

    Vivemos dias difíceis no Brasil, com o recrudescimento de uma onda de conservadorismo político, religioso e social, no qual as conquistas da sociedade desde a democratização no final dos anos 80 estão sendo revertidas de forma rápida e autoritária.

    Dentro desse espectro, temos uma séria reversão de valores, tais como a equidade de gênero e a banalização da violência contra as mulheres. As mulheres brasileiras têm construído a duras penas seu processo de empoderamento para enfrentar uma cultura que lhes atribui papéis de subserviência na família, no trabalho, nas igrejas e na sociedade. Avanços foram conseguidos com muita luta a partir dos diversos movimentos de mobilização que elas têm organizado. Políticas públicas muito recentemente no Brasil foram construídas mesmo com a resistência de uma elite machista, preconceituosa e preocupada apenas com seus interesses.

    A deposição da primeira mulher Presidenta da história do Brasil foi realizada por um conluio branco-rico-machista que alimenta hoje um governo ilegítimo que muito rapidamente está destruindo direitos, dignidade e a igualdade de gênero. A questão da dignidade da mulher e de seus direitos plenos a uma cidadania realmente paritária com os homens está sob constante risco e, mais impressionante ainda, com o estímulo de políticos de índole machista, racista e xenófobo.

    Mais do que nunca, a palavra chave é resistir e inovar. Somente se poderá evitar a destruição de direitos adquiridos se nos juntarmos em torno de uma plataforma comum e resistir por todos os meios qualquer tentativa de passos na direção de um passado que oprime as pessoas pobres, as indígenas, as negras e, claro, as mulheres. São elas que pagam o preço da discriminação e da desigualdade. Não somente tem seus corpos apropriados pela cultura do estupro, mas também suas almas pela repressão ideológica da religiões fundamentalistas.

    Ao lado das mulheres, segmentos como as pessoas LGBTI, tem sido vitimas constantes da homofobia, que lhes retira direitos e as expõem ao risco da violência física injustificada e perigosamente desconsiderada pela sociedade. Neste sentido, nossa Igreja está somando esforços aos grupos organizados defesa de direitos, como a ABRAFH – Associação Brasileira de Famílias Homo afetivas, para fazermos eventos ecumênicos em diversas capitais, inclusive alguns deles acolhidos em paróquias anglicanas no dia 10 de dezembro.

    No contexto apresentado, desafio a todas as pessoas fiéis, lideranças e comunidades para a construção de uma pastoral da “Igreja Segura”, uma proposta nascida da 15ª Reunião do Conselho Consultivo Anglicano (AAC Resolução 16.25, ano 2012): “As Igrejas só serão santuários, se conscientemente tornarem-se lugares confiáveis e de segurança para cada pessoa que atravessa seus limites, especialmente os membros das comunidades mais vulneráveis”.

    Homens e mulheres são chamados a construir um novo paradigma de sociedade. Um paradigma de respeito, gentileza, cumplicidade. Conclamo nossas  comunidades de fé se juntarem em oração e ação contra todo tipo de violência, sendo um chamado de Deus e missão da igreja para dignificar a vida humana e construir uma cultura de paz e equidade.

    Contra a cultura do estupro!
    Contra o machismo institucional!
    Contra a opressão dirigida às pessoas pobres!
    Por uma sociedade justa e solidária!

    Do vosso Primaz

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 14:35 on 22/11/2016 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Mensagem do Bispo Primaz pelo Dia de Ação de Graças 

    “Vamos à presença dele com ações de graças;
    vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.
    Pois o Senhor é o grande Deus,
    o grande Rei acima de todos os deuses”.
    Salmos 95:2-3

    Irmãos e Irmãs,
    Comemoramos na próxima quinta-feira o Dia Nacional de Ação de Graças e conclamo a todo o povo da IEAB a reservarem este dia para celebrar com alegria este momento. A festa se reveste de significado especial porque nos chama ao agradecimento pela vida, pela justiça e pela dignidade de todas as pessoas. A festa é também ocasião de agradecimento a Deus por tudo aquilo que temos recebido de sua maravilhosa compaixão. Ao mesmo tempo que agradecemos, pedimos a Deus que continue a cuidar com carinho e prover as necessidades de toda a Criação e a inspirar cada um de nós a ampliar a nossa consciência de cuidado entre nós mesmos e para com o mundo.
    Num mundo com tantas diferenças e tantos conflitos de diversos matizes, o sentimento de gratidão a Deus nos desloca adequadamente da autossuficiência, tão alimentado hoje pela cultura que nos cerca, para o reconhecimento de que somos totalmente dependentes do amor divino. Nos faz recuperar o sentimento de interdependência em relação ao nosso semelhante e em relação meio ambiente, tornando-nos mais humildes, sensíveis e dispostos a desenvolver nossa alteridade. Podemos despertar também uma leitura diferente das relações de poder, desde o novel micro até ao novel macro, porque entendemos melhor o significado da presença de Deus em nossas vidas.
    Um coração agradecido nos afasta de um vida de fé que só se preocupa consigo mesmo, fazendo de Deus quase que um servo de nossos próprios desejos e intenções. Nossa Comissão Nacional de Liturgia, ciente da importância do Dia de Ação de graças, elaborou um rico subsídio para ser usado pelas comunidades de nossa IEAB e também adequada para a oração individual e também em famílias. Uma oportunidade impar para se passar este dia em espirito de oração e celebração de nossa gratidão a Deus por todos os benefícios que nos tem dado com amor.
    Recomendo que seja usado pelos irmãos e irmãs e que acrescentem em suas orações o desejo de uma Igreja que seja testemunha corajosa do amor de nosso Deus materno para a sociedade brasileira. Vivemos tempos difíceis mas a oração sincera por tempos de justiça e dignidade para o povo brasileiro certamente encontrará guarida no coração amoroso de Deus. Celebremos com alegria as bençãos recebidas da mão generosa de Deus e nos tornemos generosos como Ele todos os dias de nossa vida.

    ++ Francisco
    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
     
  • SNIEAB 10:57 on 11/11/2016 Permalink | Responder
    Tags: , , jovens, PEC 55,   

    Carta da UJAB contra a PEC 55 

    “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento,

    para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

    (Romanos 12:2)

    Como cristãos e cristãs, aprendemos desde os nossos primeiros estudos bíblicos que Cristo foi o maior humanista que existiu em toda a história, e pelas Escrituras confirmamos isso através dos relatos a respeito de todas as suas falas e atos sobre amor ao próximo e cuidado com os oprimidos em prol a justiça e honestidade. Entretanto, uma grande dificuldade enfrentada desde a época de Jesus, se encontram indivíduos que buscam o bem individual ao invés do bem comum, gerando um interesse movido a ganância e egoísmo em conveniência própria. Podemos até mesmo encontrar exemplos no cenário brasileiro atual como a PEC 55 e as ocupações estudantis.

    Com base neste tema, podemos comparar, por exemplo, a atual situação do nosso país com a passagem de Isaías 3: 13-15, onde o Senhor se coloca no papel de juiz, contra as autoridades que roubam dos mais necessitados. Para alguns, relacionar esses dois contextos pode parecer um exagero, mas se pararmos para analisar, o intuito da PEC 55, inclusive juridicamente, percebemos que esta vai contra os direitos sociais citados na Carta Magna (exemplo no art. 3º, inciso 3), considerados como fundamentais e universais. Esta PEC não passa somente por cima da lei, a mesma atinge a todos nós, e principalmente os pobres; estes que já se encontram numa realidade precária, agora possuem o temor de um futuro sem perspectiva, sem acesso a saúde, educação, segurança, entre outros direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado.

    Nós, a Juventude da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil nos posicionamos contra a aprovação da PEC 55 e em favor das manifestações dos estudantes secundaristas e universitários por todo o Brasil, que ocupam as escolas e universidades na defesa de uma educação de qualidade e acessível para todos, não apenas para a elite, associando o ato político com as ações de Cristo, que visam buscar não só o direito próprio, mas sim o direito comum. Da mesma maneira, repudiamos as formas violentas como alguns grupos tentam realizar a desocupação dessas escolas, bem como a ação truculenta da polícia contra estes estudantes. Nossa posicionamento em relação a PEC 55 e as ocupações não é nada a mais, nada a menos do que uma aplicação dos ensinamentos de Cristo sobre amor ao próximo e senso de irmandade, onde estamos protegendo o direitos dos nossos irmãos ao livre arbítrio (as ocupações) e estudo, em meio a avareza e interesses próprios daqueles que escolheram a riqueza material e a soberba como seu deus.

    UJAB – União da Juventude Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 11:37 on 31/10/2016 Permalink | Responder  

    Uma Palavra da IEAB para o Dia da Reforma Protestante 

    Hoje, se celebra na tradição das famílias cristãs ocidentais, o inicio do ano do quinto centenário da Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero. Este movimento foi de suma importância para a vida da Igreja e trouxe consigo muitas e preciosas contribuições para uma Igreja diante de tantos desafios que exigiam uma profunda renovação na fé.

    Envio aos meus irmãos e irmãs luteranos a minha saudação em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, agradecendo a Deus por seu testemunho de fé e sua prática baseada no sentimento de uma Igreja que afirma a singularidade de Cristo, a singularidade da fé e a imensurável graça de Deus como fundamentos da vida cristã.

    Vivemos outros tempos de diálogo, interação e de busca da unidade da família cristã desejada por Cristo. Isto é sinal de conversão de nossas distintas tradições cristãs. Nossas particularidades teológicas e eclesiais não desconhecem o quanto estamos próximos de viver com amor e de forma partilhada em torno das questões que nos unem que são muito mais ricas do que das nossas diferentes visões ao viver a nossa fé.

    No nível mundial, como Comunhão Anglicana e Federação Luterana Mundial, temos vivido um enorme avanço na busca da comunhão, inclusive com a inter-comunhão entre nossas igrejas, a exemplo das chamadas igrejas unidas e também nos Estados Unidos e Canadá. Temos orado juntos, celebrado juntos e dado um testemunho conjunto – ao lado de outras igrejas – no campo da incidência pública, do cuidado com a Criação e na busca por uma sociedade mais justa e inclusiva.

    No Brasil, nossa IEAB e a IECLB estamos juntos nas instancias ecumênicas e nas ações de defesa da dignidade humana em diversas frentes. Manifestamos nosso sincero desejo de continuar e aprofundar o diálogo entre nossas famílias na busca de uma cada vez maior comunhão de corações e mentes. O sonho de uma inter-comunhão e de partilha no caminho da missão permanece como alvo que deve nutrir nosso diálogo.

    Ao meu irmão Presidente Nestor Friedrich envio uma saudação de carinho e, na sua pessoa, saúdo toda a Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil, parabenizando-os pelas celebrações dos 500 da Reforma de Lutero e desejando que a graça mais que suficiente de Deus os anime, fortaleça e gere os frutos de amor, justiça e misericórdia!

    Na paz do Cristo que nos redimiu,

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
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