Atualizações recentes RSS Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • SNIEAB 17:42 on 11/01/2018 Permalink | Responder  

    Eleição Episcopal na Diocese Anglicana da Amazônia 

    A Diocese Anglicana da Amazônia divulga a retomada do processo para eleição episcopal na chamada “Segunda Sessão do Concílio Extraordinário” que irá ocorrer na Catedral de Santa Maria na cidade do Belém do Pará no dia 20 de janeiro de 2018. A convocação foi realizada pelo Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva no dia 17 de dezembro de 2017. Saiba mais: Convocação extraordinário janeiro

    Estará presidindo o Concílio de Eleição, Dom João Peixoto, bispo diocesano da Diocese Anglicana do Recife. Segundo informe da Diocese da Amazônia continuam as duas pessoas candidatas da primeira Sessão do Concílio de 2017: a Reverenda Cônego Marinez Bassetto  e o Reverendíssimo Deão Sílvio Freitas.

     
  • SNIEAB 12:33 on 30/12/2017 Permalink | Responder  

    Palavra do Bispo Primaz de Ano Novo 

    Todo final de ano possui aquelas características que se repetem da mesma maneira, quase como padrão de comportamento praticamente inexorável. Um tempo para avaliar o que foi feito e construir novos desafios que estamos dispostos a enfrentar.

    Para a nossa querida Província é hora de agradecer a Deus pelos dons recebidos e pedir perdão pelos dons desperdiçados. Vivemos um ano de muitos desafios mas também de bênçãos inesquecíveis. Cabe a nós aprender com sabedoria sobre a conjugação entre os temores, as dores e os amores que foram vividos em 2017.

    Que 2018 venha com tudo que será colocado à nossa frente. Certamente viveremos momentos muito especiais. Teremos a Confelider e o Sínodo como oportunidades para fortalecer a nossa fé e compromisso sob as marcas da missão anglicana.

    Desse movimento somos parte todas nós que fazemos a IEAB, desde a mais nova missão até as nossas mais tradicionais Catedrais. Desde os mais simples conselhos de Missão até o Conselho Executivo.  Mulheres e homens, pessoas ordenadas ou leigas, jovens e todo o povo de Deus.

    Que 2018 traga a cura para as relações pastorais enfermas e que as relações saudáveis sejam o parâmetro de nosso caminhar. Que nossa diversidade seja vivida sem presunção e que nosso conhecimento seja partilhado com amor! Que o poder seja qualificado pelo serviço que ele torna eficaz.

    Tenho absoluta certeza de que estes princípios nos levarão a uma jornada cheia de grandes avanços!

    Um Feliz e Abençoado 2018!

     
  • SNIEAB 7:09 on 27/12/2017 Permalink | Responder  

    Mensagem do Bispo Primaz à Família e aos Amigos do Bispo Glauco Soares de Lima 

    Na qualidade de Bispo Primaz da IEAB expresso a minha solidariedade com Jane e filhos de nosso irmão Dom Glauco Soares de Lima, que realizou a sua Páscoa na tarde de ontem.

    Desejo manifestar meus sentimentos de pesar e estender um abraço de consolo a toda família e aos amigos que sentem a perda deste irmão.

    O Bispo Glauco teve uma trajetória das mais respeitáveis dentro da IEAB. Durante muitos anos destacou-se como Clérigo, como membro da Comissão Nacional de Cânones, como Bispo da DASP e como Bispo Primaz foi reconduzido para três mandatos.

    Durante seus três mandatos a IEAB viveu um momento de destaque e visibilidade dentro da Comunhão Anglicana, bem como no movimento Ecumênico.

    Seu gosto pela dimensão de um Anglicanismo reflexivo, que valorizava a razão, o diálogo com a ciência, o diálogo com a ética, e o diálogo com a política, sempre o fez uma pessoa aberta à discussão teológica; e não poucas vezes, defendeu na sua vida Ministerial, teses que eram novas e desafiadoras dentro da vida da Igreja.

    A IEAB sente-se profundamente grata pelo seu Ministério. Não temos em todo o tempo em que viveu seu Ministério como membro da IEAB algo que o desqualifique, ao contrario, temos o orgulho de ter tido um grande e fiel irmão.

    As dificuldades bacontecidas nos últimos anos não podem servir como razão para diminuir sua contribuição, seu amor ao Evangelho e o compromisso com os irmãos mais fragilizados.

    No seu Episcopado e no seu Primado, sempre vimos nele a autoridade de um Pastor, um homem de diálogo, alguém aberto a novas ideias.

    Que o Senhor o acolha na sua misericórdia, que tenha descansado dos seus afazeres, e tal como o justo Jó, possa estar dizendo agora na presença de Deus : “Eu te conhecia só de ouvir. Agora, porém, os meus olhos te veem” (Jo. 42,5).

    Que Deus console e fortaleça a fé e a confiança na ressurreição, na vida de Jane, de seus filhos e de todas as pessoas que conheceram Dom Glauco e aprenderam a admirar seu testemunho.

    Que Deus vos abençoe

    ++ Francisco

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 9:51 on 21/12/2017 Permalink | Responder
    Tags: Natal 2017,   

    Mensagem de Natal do Bispo Primaz 

    “Ele julgará os indefesos com justiça, se pronunciará com equidade pelos pobres da terra” Is 11:4a

    Irmãos e Irmãs,

    Graça e Paz!

    Este tempo de Advento está nos preparando cuidadosamente para celebrarmos o Natal com renovada esperança, apesar de todas as evidências em contrário.

    O contexto mundial de radicalização ideológica, dominado por lideranças narcisistas e o abandono do diálogo tem gerado incertezas um tanto quanto difusas do que vai acontecer nos próximos anos. No Brasil, temos vivido praticamente um pesadelo com o crescimento da pobreza, a violência da supressão de direitos dos trabalhadores e o espetáculo deprimente da corrupção gerando mais riqueza para poucos e mais exclusão para a maioria.

    O nível de confiança da sociedade nas instituições tem caído vertiginosamente porque o império da lei e da ética está soçobrando aos ventos do fascismo, da propaganda mentirosa e do cinismo de nossas elites.

    Num quadro com esse contorno o que nos poderá salvar? ou o que nos será dado como esperança para continuar crendo que nosso Deus é um Deus de Libertação. Alguns ingredientes devem ser lembrados neste tempo de Natal do Deus Menino.

    Lembremos da humilde obediência de Maria. Ela creu e aceitou a tarefa de gerar o Salvador. Lembremos da perseverança dos magos do oriente em sua incansável jornada até o lugar onde encontraram o menino. A prontidão dos pastores em fazer coro com os seres angelicais, proclamando sua alegria para todo o universo.

    Os tempos de hoje não são, em termos de estrutura, mais difíceis do que aqueles tempos na Palestina. Pobreza, opressão, exploração, exclusão faziam parte do cotidiano das pessoas envolvendo-as em densas trevas e sem perspectivas. A religião havia perdido seu caráter profético e agora era apenas um sistema que tratava de sobreviver em um colaboracionismo com o Império. Herodes, sedento de poder, queria saber do menino (conhecimento que mata) e não adorá-lo. Hoje me preocupo muito com as pessoas que querem “saber” de Jesus, mas não tem coragem de segui-lo! Me preocupo também com as pessoas da religião que só se preocupam com poder ou com o séquito de seguidores sedentos das palavras fáceis e sedutoras..

    É tempo de abrir o coração para a ternura de Deus. É tempo de descobrir os sinais que o universo nos manda dizer, pedindo socorro pela forma como tem sido usado para a satisfação de tão poucas pessoas. É hora de olharmos não o palácio mas a caverna. Ali, longe dos confortos do mundo, encontramos a verdadeira alegria de uma criança que veio destruir por definitivo as trevas e nos conduzir por caminhos de paz, justiça e luz.

    Que o Natal do Senhor deixe de ser apenas uma grande festa do Mercado. Que ele se torne um sinal de renovação da nossa plena humanidade que nasce da plena humildade de uma criança que nos dirige seu sorriso cheio de luz.

    Do vosso Primaz e servo no Senhor,

    ++ Francisco

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil


     
  • SNIEAB 9:33 on 21/12/2017 Permalink | Responder
    Tags: Clérigas, , , Postulantes   

    Carta das Clérigas e Postulantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 

    Porto Alegre, 12 de dezembro de 2017.

    Retiro de Clérigas e Postulantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB).

    À Câmara dos Bispos da IEAB

    Ao Conselho Executivo da IEAB

    Ao Clero da IEAB

    Ao Povo da IEAB

    “Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado para que ninguém se esqueça dela.” Mc 14: 9

    Saudações em Cristo!

    Nós, mulheres ordenadas e postulantes às Sagradas Ordens da IEAB, reunidas em Retiro, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2017, nas dependências do Seminário Teológico Egmont Machado Krischke – SETEK, em Porto Alegre/Rio Grande do Sul, com o objetivo de partilhar e compartilhar nossas vidas e ministérios na perspectiva da oração, em benefício mútuo e em prol do Reino de Deus e da IEAB, igreja à qual servimos e amamos, vimos, por meio deste documento, declarar que as muitas histórias e experiências de vidas partilhadas evidenciaram que as reverendas têm exercido seus ministérios com muita eficácia e total dedicação. Essa ação tem ocorrido nas bases, nas esferas do serviço, mas com pouca presença nos espaços decisórios da Igreja, o que tem contribuído para uma situação de violação da equidade de gênero na IEAB.

    Diante dessa realidade, entendemos ser necessário e urgente fazer à IEAB as seguintes recomendações:

    1. Equidade de gênero nas composições das representações: que as comissões da Igreja sejam formadas de maneira equânime – 50% sexo masculino e 50% sexo feminino – e que essa recomendação seja submetida ao Sínodo que ocorrerá em Brasília, de 30 de maio a 03 de junho de 2018;

    2. Publicidade nas decisões: que na agenda provincial, os critérios de escolha e indicações para representações da igreja, em eventos nacionais e internacionais, sejam sempre públicos e disponibilizados no http://sn.ieab.org.br, com base nos critérios de visibilidade e transparência que devem reger os atos da IEAB;

    3. Formação: que seja implementado/adotado um programa de formação continuada que possibilite ao clero da igreja, de modo equânime, o acesso a cursos de extensão, acadêmicos ou não, e pós-graduação lato e stricto sensu, que sirvam como ferramenta para atualização do conhecimento e aperfeiçoamento da prática ministerial.

    4. Maior participação de lideranças femininas: que ocorra maior valorização das capacidades e potencialidades ministeriais e acadêmicas das mulheres clérigas, postulantes e leigas; que elas também tenham a oportunidade de realizar intercâmbios, sejam convidadas para proferir sermões, ministrar cursos, atuar como assessoras em eventos na igreja, realizar partilhas, enfim, atuar de modo a edificar a igreja e serem por ela edificadas;

    5. Saúde: que haja maior apoio às reverendas tanto na dimensão emocional-pastoral quanto médica e que as possíveis debilidades – comum a homens e mulheres e decorrentes do dia a dia pastoral – não lhes sejam imputadas como fragilidade ou fraqueza. Entendemos ser necessário cuidar de quem cuida a fim de que a igreja se mantenha, também, sadia;

    6. Enfrentamento à misoginia: que não seja admitido, em hipótese alguma, que a vida íntima de nossas irmãs reverendas e leigas sejam questionadas e expostas, sobretudo, quando tal atitude for uma clara tentativa de descredenciá-las e desqualifica-las para impedi-las de ocupar qualquer cargo na estrutura orgânica da IEAB, sob pena de nos manifestarmos pública e juridicamente contra tais fatos, que afetam diretamente a nossa dignidade enquanto mulheres;

    7. Atenção à agenda Feminista: que A IEAB não se cale, mas exerça profeticamente o anuncio de um novo tempo a partir da denúncia da perda de direito das mulheres em nossa sociedade, principalmente no que tange à violência de gênero que, de muitos modos, mata mulheres e meninas, e desrespeita sistematicamente seus corpos e suas almas, a exemplo do que ocorreu com a aprovação do texto principal do Projeto de Emenda Constitucional – PEC 181, clara violação dos direitos humanos e perda de direitos uma vez que a lei em vigência no Brasil permite o aborto legal em caso de estupro, de risco de morte da gestante e no caso de gravidez de feto anencéfalo. Assim, importa-nos que a IEAB assuma o aprofundamento das discussões de Gênero, por entendermos ser uma questão estruturante para a desconstrução dessas culturas.

    8. Enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres: que a Casa Noeli dos Santos, único equipamento de nossa IEAB, da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres em todo o Brasil, seja apoiada de forma mais efetiva – tanto pastoral quanto financeiramente – pela IEAB e que suas ações sejam amplamente divulgadas para que possam seguir sendo exemplos de nosso compromisso com o Evangelho de Jesus Cristo, que promove vida plena a todas as pessoas.

    Certas de que seremos ouvidas pela igreja da qual somos parte, e à qual dedicamos nossas vidas e onde exercemos nossos ministérios, aguardaremos e acompanharemos os passos da IEAB na busca urgente de caminhos que viabilizem os pleitos aqui apresentados.

    Que a Ruah Divina sopre sobre a Igreja os ventos de justiça, paz, justiça e misericórdia e nos sustente em nossas lidas cotidianas.

    Em Cristo!

    Revd. Carmem Etel Alves Gomes

    Revd. Dilce Regina Paiva de Oliveira

    Revd. Meriglei Borges Simin

    Revd. Marinez Santos Bassotto

    Revd. Magda Cristina Guedes Pereira

    Revd. Inamar Corrêa de Souza

    Revd. Lílian Pereira da Costa Linhares

    Revd. Lucia Borges

    Revd. Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira

    Revd. Lucia Dal Pont Sirtoli

    Revd. Tatiana Ribeiro

    Revd. Selma Rosa

    Revd. Marinez Oliveira

    Revd. Elaine Nascimento

    Revd. Elineide Ferreira Oliveira

    Revd. Claudia Prates

    Revd. Maytee de La Paz

    Revd. Bianca Daebs

    Post. Volnice Almeida

    Post. Carmen Suzana Gonçalves Bayon

    Nivia Ivette Núñez de la Paz – teóloga

    PARA DOWNLOAD: Carta Clérigas e Postulantes IEAB

     
  • SNIEAB 8:52 on 12/12/2017 Permalink | Responder
    Tags: Câmara Episcopal, ,   

    Nota de Repúdio da Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil contra a violência policial dirigida às Universidades 

    Santa Maria, 11 de Dezembro de  2017

    E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32:17

    Uma das instituições que tem sido alvo de um perigoso processo de intimidação na conjuntura brasileira deste governo ilegítimo é a Universidade.

    Por um lado se percebe a sistemática construção de um desmonte orçamentário que compromete indubitavelmente a execução orçamentária de programas de pesquisa e, inclusive a manutenção de serviços básicos nas instituições de ensino superior.

    Além disso, tem sido visível a remoção por critérios políticos de quadros dirigentes que se opõem a este desmonte, em um processo que só encontra similaridade com idênticos processos utilizados no período da ditadura militar.

    Por último, o próprio poder judiciário e a Polícia Federal, sob a justificativa de combate à corrupção, promove espetáculos cinematográficos de condução coercitiva de dirigentes de Universidade sem nenhuma justificativa plausível, em meio a processos investigatórios correndo dentro de uma absoluta normalidade processual.

    Este último episódio ocorrido com dirigentes da UFMG nos preocupa porque há pouco tempo tivemos o cometimento de suicídio de reitor de uma universidade no estado de Santa Catarina devido ao abuso de autoridade cometido pela Polícia Federal em situação de investigação e sem a devida formação de culpa comprovada contra o acusado.

    Nos preocupa a sistemática adoção de práticas que ferem o Estado democrático de Direito que redundam em coerção e quebra do princípio da autonomia das Universidades, que se aplicadas indiscriminadamente criam o precedente para que outras instituições venham ser alvo de de perseguição dos aparelhos investigativos do Estado.

    Pautamos nosso protesto pela defesa dos princípios da racionalidade, impessoalidade, ampla defesa e estrita obediência à garantia da integridade física e psicológica de todas as pessoas, inclusive aquelas que sejam alvos de investigação sem que a formação da culpa esteja materialmente e legalmente concluída.

    O Estado de Direito pressupõe instituições sólidas, livres e onde a justiça seja praticada e aplicada com o predomínio da objetividade, clareza e materialidade. Quando a justiça depender mais de performance midiática de seus agentes estamos toda a sociedade em sério risco.


    Dom Francisco de Assis da Silva, Diocese Sul Ocidental – Primaz da IEAB

    Dom Naudal Alves Gomes, Diocese de Curitiba

    Dom Mauricio Andrade, Diocese de Brasília

    Dom João Câncio Peixoto, Diocese do Recife

    Dom Eduardo Grillo, Diocese do Rio de Janeiro

    Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito

    Dom Almir dos Santos, Emérito

    Dom Celso Franco, Emérito

    Dom Jubal Pereira Neves, Emérito

    Dom Orlando Santos, Emérito

    Dom Filadelfo Oliveira Neto, Emérito

    Dom Saulo Barros, Emérito

     
  • SNIEAB 8:29 on 11/12/2017 Permalink | Responder
    Tags:   

    Comissão começa trabalhos para desenvolver procedimentos globais de proteção para crianças, mulheres e pessoas vulneráveis nas igrejas da Comunhão Anglicana 


    Foto: ACNS

    Os membros da Comissão para uma Igreja Segura se encontraram em outubro no escritório da Comunhão Anglicana em Londres para sua primeira reunião presencial. Buscando tornar as igrejas da Comunhão Anglicana um lugar seguro para crianças, jovens e adultos vulneráveis, foi estabelecida uma comissão internacional que teve seu primeiro encontro presencial no fim de outubro deste ano. A Comissão para um Igreja Segura da Comunhão Anglicana foi criada pelo Conselho Consultivo Anglicano (ACC) em sua reunião do ano passado em Lusaka; em uma das quatro resoluções sobre o tema.

    A comissão foi uma recomendação da Rede para uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana[1] – grupo global de clérigos e leigos que emergiu em resposta a preocupação da igreja em diversas províncias da comunhão em que falhas de conduta de clérigos e trabalhadores da igreja tiveram consequências trágicas para aqueles que foram vítimas de abuso, suas famílias e comunidades. A rede, que foi reconhecida pelo ACC em sua reunião de 2012, em Auckland, é um grupo internacional de pessoas comprometidas com o bem-estar físico e emocional e espiritual de todas as pessoas envolvidas em igrejas em toda a Comunhão Anglicana.

    Embora a rede tenha um trabalho contínuo para educar as pessoas sobre abuso e má conduta nas igrejas, e para equipar e apoiar as pessoas que trabalham para tornar suas igrejas seguras, a comissão foi criada com a tarefa específica de identificar políticas e procedimentos de proteção atualmente em vigor nas Igrejas da Comunhão; e desenvolver novas diretrizes internacionais a tempo para consideração pelo Conselho Consultivo Anglicano (CCA) em sua próxima reunião em 2019. Na sua resolução de 2016 que estabelece a comissão, o CCA prevê que as diretrizes serão implementadas “na medida do possível” por cada uma das províncias da Comunhão . Apesar de não ter uma rede de proteção estabelecida a Província do Brasil foi convida a compor a comissão, contribuindo com a experiência Latino-Americana na discussão do tema e ao mesmo tempo, como um desafio para sistematizar práticas que garantam um lugar seguro para nossas crianças, mulheres e vulneráveis.

    O ACC reafirmou o seu apoio[2] à Carta de Princípio para a Segurança das Pessoas nas Igrejas da Comunhão Anglicana e pediu a cada província que informe na próxima reunião do CCA sobre os passos que tomaram para adotá-la e implementá-la. Eles também concordaram em estabelecer um procedimento internacional para a “liberação de informações sobre adequação do ministério”[3] para que as informações sobre a conduta de sacerdotes e trabalhadores da igreja seja compartilhada antes de transferências entre províncias, evitando que pessoas investigadas utilizem transferências como modo de evitar a investigação de queixas. E eles pediram o tema faça parte do programa da Conferência de Lambeth de 2020[4] – o encontro de todos os bispos anglicanos, que acontece em Canterbury.

    O conselheiro sênior Garth Blake, advogado que preside a Comissão para um Ministério Seguro da Igreja Anglicana da Austrália, é o presidente da comissão internacional. Ele descreveu o primeiro encontro da comissão – que ocorreu entre 27 de outubro e 1º de novembro, realizado no escritório de comunhão anglicano em Londres – como “muito encorajador”, dizendo: “nos conhecemos e refletimos honestamente sobre a realidade dos abusos sofridos pelas pessoas, particularmente mulheres e crianças, nas nossas províncias “.

    Durante as primeira reunião presencial, os 14 membros da comissão forneceram informações sobre os abusos sofrido pelas pessoas nas suas próprias províncias e as respostas provinciais para prevenir a ocorrência de abuso e os cuidados prestados a pessoas que foram abusadas. “Em algumas províncias existem políticas e procedimentos estabelecidos”, disse Blake. “Em outras províncias há uma cultura de silêncio que dificulta a divulgação de abusos”. No começo do ano que vem, a comissão começará uma pesquisa em todas as províncias, incluindo o Brasil,  para verificar as políticas e os procedimentos atualmente estão implementados nas diferentes igrejas da Comunhão Anglicana.

    A comissão refletiu sobre os princípios teológicos subjacentes à Carta de Princípios para a Segurança das Pessoas nas Igrejas da Comunhão Anglicana[5] – documento que foi adotado pelo ACC em sua reunião de 2012 (anexo abaixo). “O testemunho das Escritura sobre o amor de Deus para todos os membros da família humana e a prioridade dada no ministério de Jesus para as crianças e os vulneráveis da sociedade serão fundamentais para o trabalho da comissão”, disse Blake. “Nosso encontro em Londres foi fortalecido pela oportunidade de ouvir a história de pessoas que foram abusadas nos contextos de igrejas na Inglaterra”.

    A comissão fez uma análise preliminar das diretrizes para prevenir abusos e para responder a abusos quando este ocorre; e considerou como as mesmas poderiam ser aplicadas aos diferentes contextos das províncias da Comunhão Anglicana. A comissão criou três grupos de trabalho nas áreas de teologia, política e liturgia; e realizará sua próxima reunião presencial em maio próximo, na Cidade do Cabo. “Agradecemos as expressões de apoio e oração para o nosso trabalho na vida da Comunhão”, disse Blake.

    A comissão é composta[6] pelo Revd Sereima Divulavou Lomaloma de Fiji; Marcel Cesar Pereira do Brasil; Bispo Cleophas Lunga do Zimbabwe; Rev. Immaculée Nyiransengimana do Ruanda; Bispo Brian Marajh da África do Sul; Bispo Festus Yeboah-Asuamah de Gana; Mary Wells do Canadá; Robin Hammeal-Urban dos EUA; Caroline Venables da Inglaterra, o Arquidiácono Christopher Smith do País de Gales; Rev. Clare Yoon Sook Ham da Coreia; e o CanonAndrew Khoo, co-presidente do comitê de direitos humanos da Ordem dos Advogados da Malásia. A comissão teve como facilitadora Marilyn Redlich, membro da Comissão para um Ministério Seguro da Austrália.

    A comissão foi recebida pelo Arcebispo da Cantuária em uma celebração eucarística na cripta do palácio de Lambeth. O Arcebispo expressou seu desejo de que a comissão encontre caminhos para que a igreja não viva em função do medo de abuso, mas do amor fraterno que a une. Fica para o Brasil o desafio de assimilar estes princípios, encontrando sua própria concepção de segurança como utilizar as ferramentas propostas pela Comissão para uma Igreja Segura.

    Carta de princípios para uma Igreja Segura

    Apoio pastoral onde há abuso

    1. Ofereceremos apoio pastoral aos abusados, suas famílias e paróquias afetadas e organizações da igreja:

    A. uma. Ouvindo com paciência e compaixão suas experiências e preocupações;

    B. Oferecendo assistência espiritual e outras formas de pastoral.

    Respostas efetivas ao abuso

    2. Teremos e implementaremos políticas e procedimentos para responder adequadamente às alegações de abuso contra o clero e outros funcionários da igreja que incluem:

    A. Divulgar nas igrejas o procedimento para fazer queixas;

    B. Prover cuidados pastorais para qualquer pessoa que se queixa de abuso;

    C. Investigação imparcial de alegações de abuso contra o clero e outro pessoal da igreja, e a avaliação de sua adequação para o futuro ministério;

    D. Prover apoio às paróquias afetadas e às organizações da igreja.

    Prática de pastoral

    3. Adotaremos e promoveremos padrões de educação e treinamento para a prática do ministério pastoral pelo clero e outros funcionários da igreja.

    Adequação ao ministério

    4. Teremos e implementaremos políticas e procedimentos para avaliar a adequação das pessoas para a ordenação como clero ou nomeação para cargos de responsabilidade na igreja, incluindo verificar seus antecedentes.

    Cultura de segurança

    5. Promoveremos uma cultura de segurança nas paróquias e nas organizações da igreja por meio da educação e treinamento para ajudar o clero, outros membros da igreja e os participantes a evitar a ocorrência de abuso.

    Fonte: http://www.anglicannews.org/news/2017/11/anglican-commission-begins-work-to-develop-global-safeguarding-procedures.aspx



    [1] http://acscn.anglicancommunion.org/

    [2] http://www.anglicancommunion.org/structures/instruments-of-communion/acc/acc-16/resolutions.aspx#s27

    [3] http://www.anglicancommunion.org/structures/instruments-of-communion/acc/acc-16/resolutions.aspx#s27

    [4] http://www.anglicancommunion.org/structures/instruments-of-communion/acc/acc-16/resolutions.aspx#s28

    [5] http://acscn.anglicancommunion.org/media/99278/Safe-Church-Charter-November-2012.pdf

    [6] http://www.anglicannews.org/news/2017/06/membership-of-the-anglican-communion-safe-church-commission-announced.aspx

     
  • SNIEAB 17:13 on 24/11/2017 Permalink | Responder
    Tags: , Missão Ecumênica   

    Missão Ecumênica 2017: Marabá e Redenção 

    Representei a IEAB e a Comissão de Incidências Públicas na Missão Ecumênica em Marabá e em Redenção, sul do Pará, entre os dias oito e onze de novembro deste ano. Havia participado da primeira delas que aconteceu em dois mil e quinze, no cone sul matogrossense, nas cidades de Campo Grande e Dourados, em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao CIMI (Conselho Indigenista Missionário) que era alvo de uma CPI estadual.

    A Comissão Pastoral da Terra (CPT) entendeu ser necessária também a solidariedade ecumênica aos acampados e assentados da região sul do Pará que enfrentam uma série de mandados de reintegrações de posse, e cujas vidas estão à mercê de pistoleiros e de policiais.

    É uma das regiões mais violentas do país. Ali ocorreram chacinas como as de Eldorado dos Carajás e Pau D’Arco que vitimaram muitos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra.

    A Missão Ecumênica organizada pelo Fórum Ecumênico Brasil, Processo de Articulação e Diálogo Internacional, CEBI CESE, CONIC, KOINONIA, CPT, Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de DH, Diocese de Marabá, Diocese de Conceição do Araguaia contou com a presença de representantes das Igrejas Presbiteriana Unida, Aliança Batista, Luterana, Católica Roma e Anglicana. Também houve representatividade das religiões de Matriz Africana, na pessoa de um Ogam (sacerdote) de Candomblé.

    Na manhã do dia oito de novembro nos reunimos na casa de encontros da Diocese Católica Romana de Marabá para uma celebração de abertura.  Os quatro elementos da natureza (a terra, a água, o fogo e o ar), o indígena, o negro, o camponês sem terra, a Bíblia, a resistência e a solidariedade deram vazão a uma rica liturgia motivadora e comprometedora… Na sequência todos e todas se apresentaram dizendo o nome, a organização, o movimento, a pastoral ou a igreja que estava representando. Militantes da CPT, do MST e de outras organizações que atuam na região contextualizaram a realidade local onde predomina a concentração de terras, a grilagem, a extração mineral em grande escala, a exploração da mão-de-obra, uma considerável presença de acampados e assentados, algumas  aldeias indígenas, pistolagem, policiais a serviço dos poderosos, chacinas, assassinatos de lideranças camponesas, ameaças de morte e muita impunidade…

    Após o almoço nos deslocamos de Marabá para Redenção. Foram seis ou sete horas de viagem em um micro-ônibus. Fomos diretamente para a Câmara Municipal onde aconteceria um ato político/religioso com a presença dos missionários ecumênicos, o Bispo Católico Romano de Conceição do Araguaia, padres e leigos ligados à CPT, outras organizações e movimentos, parentes das vítimas de Pau D’Arco e outras pessoas que fazem parte da Igreja Católica local.

    Na manhã do dia nove de novembro um novo deslocamento agora para o Acampamento Jane Júlia da Liga Camponesa dos Pobres, onde ocorreu a chacina de Pau D’Arco.

    Durante o trajeto uma parada na “Curva do S”, junto ao monumento dos sem terra que tombaram em Eldorado dos Carajás.

    Uma sobrevivente do massacre, militante do MST, fez um breve relato do que aconteceu naquele fatídico dia em que dezenove camponeses sem terra foram assassinados por policiais militares. A comoção se fez presente quando o nome de cada uma das vitimas ia sendo lembrado.

    Em Pau D’Arco fomos acolhidos sob uma cobertura de folhas de buriti por famílias acampadas no local. São quase trezentas famílias que ocupam uma extensa área que já poderia ter sido negociada pelo INCRA, antes mesmo da chacina. Os acampados falaram da dura realidade que enfrentam no dia-a-dia: o medo de novos assassinatos, a impunidade dos assassinos, a insegurança por causa da reintegração de posse em andamento… Porém, expressaram o quanto são resistentes na luta por um pedaço de chão.

    O momento marcante da visita foi junto ao local onde aconteceu a chacina. Um lugar de difícil acesso, em meio a um matagal. Um dos sobreviventes fez um relato do que aconteceu naquele dia. “Nós estávamos em uma área que entendíamos segura. Chovia bastante, vários homens e uma única mulher, a Jane Julia. Estávamos sob a proteção de uma lona preta. Eis que de repetente um grupo de policiais militares e civis de Redenção se aproximou e começou a atirar com armas de grosso calibre. Alguns conseguiram escapar porque perceberam o perigo e correram para o mato. De longe ouvíamos os tiros e os gritos das pessoas que eram executadas. Também ouvíamos os policiais que gritavam muito e xingavam os sem terra”.

    Perfurações de balas nas cabeças e em órgãos vitais provaram que foram execuções à queima roupa. Tais provas só foram possíveis porque coube à Polícia Federal periciar os corpos, examinar o local e levar adiante as investigações.

    Sob algumas árvores, onde estavam os acampados, um par de botinas, um farolete quebrado, restos de roupas, escovas de dente e outros pertences das vítimas…

    Novamente a comoção tomou conta de todos e de todas, e não poderia ser diferente, haja vista a violência desmedida contra os pobres camponeses sem terra.

    Durante a tarde uma audiência na Defensoria Pública do Estado do Pará com dois jovens defensores públicos que acompanham o caso de Pau D’Arco.  Foram eles que intermediaram a vinda de um delegado e equipe especializada da Polícia Federal.

    Por solicitação da Defensoria os policiais envolvidos na chacina foram transferidos para Belém, e dos dezessete acusados, quinze continuam presos e devem ir a júri popular. “É preciso, disseram os Defensores, chegar aos mandantes. Não é tarefa das mais fáceis”.

    Manifestaram certa preocupação quanto à celeridade das investigações, dos julgamentos e das condenações dos réus. Poucos Defensores e uma demanda enorme de questões. Retirada da equipe da Polícia Federal por ordens superiores. Demora na tramitação dos processos.

    Bem de manhã, no dia dez, tomamos o caminho de volta a Marabá. Como era previsto, passamos pelo Acampamento Hugo Chávez, do MST.

    Mais de trezentas famílias ocupam desde dois mil e quatorze uma extensa área de terra que no passado havia sido um imenso castanhal. Sendo de domínio público foi concedido o direito de exploração comercial a um poderoso latifundiário da região. Em não havendo titulação da terra, apenas concessão de exploração, a mesma não poderia ser comercializada (vendida a outras pessoas). O castanhal desapareceu, e a área acabou sendo sucessivamente vendida a vários latifundiários.

    O Acampamento está bem estruturado. Escola fundamental do campo, galpões, horta comunitária e uma produção diferenciada de alimentos orgânicos como o arroz, o feijão, o milho, a mandioca, a abóbora, o açaí…

    Fomos acolhidos em um dos galpões por crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas já em idade avançada. Como é de praxe em acampamentos do MST, uma mística bem elaborada deu conteúdo àquele momento tão importante de solidariedade e de comprometimento com a luta pela terra.

    O hino do MST, o “grito de guerra” dos sem terrinha e dos sem terra, os relatos dos acampados e as manifestações de solidariedade dos visitantes de lugares tão distantes e diversos ecoaram como um sinal de resistência e de esperança frente ao mandado de reintegração de posse. Ocupar, resistir e produzir…

    O almoço preparado com produtos orgânicos produzidos pelos próprios acampados foi servido lá pelas quatorze horas, e em seguida rumamos para Marabá.

    À noite, antes do jantar de confraternização dos que compuseram a Missão Ecumênica e membros da CPT local, uma avaliação das nossas muitas atividades nestes dias de Missão. O que vimos e o que ouvimos dos acampados e assentados, os encaminhamentos que precisam ser feitos para que a Missão produza algum resultado benéfico para a luta dessa gente que anseia por um pedaço de chão.

    À CPT do Pará, lideranças religiosas próximas e defensores dos Direitos Humanos coube a responsabilidade de acompanhamento das questões que dizem respeito às reintegrações de posse, as ameaças de morte que pesam sobre camponeses (as), Advogados e outras pessoas e sobre as investigações da chacina do Pau D’Arco.

    À CESE, ao CONIC, KOINONIA e outras organizações da Missão Ecumênica o encaminhamento de denúncias junto às organizações internacionais que são solidárias para com a luta dos camponeses(as) sem terra do Brasil.

    Quanto a nós, IEAB, que a nossa solidariedade para com os que lutam por um pedaço de chão, por soberania alimentar, por dignidade, justiça e paz se intensifique ainda mais.  Que informemos às Igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana, particularmente aquelas com as quais mantemos uma maior aproximação, a triste realidade fundiária brasileira que favorece a concentração de terras nas mãos de umas poucas famílias e de grupos econômicos nacionais e internacionais.

    Em Cristo,

    Rev. Luiz Carlos Gabas

    Cascavel, novembro de 2017.

     
  • SNIEAB 8:51 on 20/11/2017 Permalink | Responder  

    Carta da Câmara Episcopal sobre a Conjuntura no Brasil 

    MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CÂMARA EPISCOPAL DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL
    SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA

    A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
    A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus. (Salmo 85.10-11).

    Reunidos como Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, 19ª Província da Comunhão Anglicana, presente neste país desde 1890, reunida nos dias 17 a 19 de Novembro de 2017, e diante da continua ameaça aos direitos humanos e ambientais promovida pelo Governo Federal, por deputados do Congresso Nacional e por decisões recentes do Supremo Tribunal federal, nos manifestamos, afirmando:

    a. A Lei Trabalhista que entrou em vigor neste mês começa a ter reflexos negativos na vida da classe trabalhadora brasileira, em especial das mulheres gestantes, e pessoas que sofram acidentes de trabalho, sofram imposição de jornadas desumanas, percam a capacidade de reivindicar seus diretos na justiça, e outros tantos prejuízos já apontados por órgãos representativos como OAB e entidades de juízes e juízas do trabalho. Sendo que a promessa de geração de mais de dois milhões de empregos e irreal e enganosa.
    b. A tentativa de liberar a Amazônia Legal para a mineração, e o abandono da fiscalização em todo o território nacional, já apresenta números alarmantes como o desmatamento no Bioma Cerrado (maior do que no Amazônico) e o avanço de mineradoras em Minas Gerais, sem contar o descaso ao atendimento das famílias e áreas afetadas pelo desastre ecológico promovido pela Samarco e suas proprietárias Vale e Billiton BHP.
    c. A retirada dos Planos Nacionais, Estaduais e, em muitos casos, Municipais de Educação da abordagem de questões de gênero e orientação sexual, a reforma tecnicista do Ensino Médio retirando as disciplinas que promovem o pensamento crítico e criatividade, além da liberação do ensino religioso confessional atentando contra a educação laica, universal e de qualidade para todas as pessoas. Alertando também para o desmonte das políticas públicas a partir do congelamento orçamentário nesta área nos próximos vinte anos.
    d. Também nos colocamos em clara oposição as novas tentativas de redução da maioridade penal mostram a falta de visão de justiça restaurativa, que promova a recuperação das nossas crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
    e. A Reforma Política não tem avançado substancialmente em nenhuma questão de fundo que retira a ação corruptora das grandes empresas, organizações empresariais e interesses multinacionais sobre o processo eleitoral e, consequentemente, sobre o caráter republicano do Congresso Nacional, como o consequente perigo que isso traz para propostas parlamentaristas.
    f. Também nos preocupa a ação contra tradições religiosas de matriz africana, que integram de forma inegável a base da cultura e religiosidade brasileira, desrespeitadas por decisões judiciais através de argumentos não legais e estranhos a sua matriz religiosa que promovem ainda mais o ódio e a discriminação.

    Finalmente declaramos nosso compromisso de nos unir a todas as Igrejas Cristãs, Organismos Ecumênicos e Interreligiosos, Movimentos Populares e Sindicais e outras entidades da sociedade civil organizada, visando impedir a Reforma da Previdência sobre a qual já nos manifestamos, e a manipulação financeira de votos no Congresso Nacional para conseguir a aprovação de questões de interesse do Executivo, e na esperança de um processo eleitoral aberto e grande discussão das questões nacionais em 2018.

    Brasilia, 20 de novembro de 2017
    Dia Nacional da Consciência Negra

    Revmo. Francisco de Assis da Silva – Bispo Primaz e Bispo da Diocese Sul Ocidental;
    Revmo. Naudal Alves Gomes – Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba;
    Revmo. Maurício José Araújo de Andrade – Bispo da Diocese Anglicana de Brasília;
    Revmo. Saulo Maurício de Barros – Bispo da Diocese da Amazônia;
    Revmo. Renato da Cruz Raatz – Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas;
    Revmo. Humberto Maiztegui Gonçalves – Bispo da Diocese Meridional
    Revmo. Revmo. Flavio Augusto Borges Irala – Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo;
    Revmo. João Câncio Peixoto Filho – Bispo da Diocese Anglicana do Recife;
    Revmo Eduardo Coelho Grillo – Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
    Revmo Almir dos Santos, Emérito
    Revmo Celso Franco de Oliveira, Emérito
    Revmo Filadelfo de Oliveira Neto, Emérito
    Revmo Jubal Pereira Neves, Emérito

     
  • SNIEAB 0:02 on 31/10/2017 Permalink | Responder  

    Estandarte Cristão nº 1823 

    A nova edição do Estandarte Cristão, em celebração pelos 500 anos de reforma protestante, pode ser lida, online, pelo link: https://issuu.com/ieab/docs/ec_1823_out_2017. No canto inferior direito do leitor, ao lado da tecla +, é possível clicar em “fullscreen” para ver a revista em tela cheia.

    O Estandarte Cristão nº 1823 também pode ser baixado, através deste link.

    Divulgue e colabore, para reviver essa importante e tradicional publicação de nossa igreja!

     
c
escrever um novo post
j
próximo post/próximo comentário
k
post anterior/comentário anterior
r
responder
e
editar
o
mostrar/esconder comentários
t
topo
l
go to login
h
show/hide help
esc
cancelar