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  • SNIEAB 15:55 on 16/04/2015 Permalink | Responder  

    Comunhão Anglicana: Em Favor da Justiça Climática 

    O Mundo é o Nosso Hospedeiro: Uma Chamada para uma Ação Urgente em Favor da Justiça Climática

    Centro de Conferências e Retiros de Volmoed (um companheiro da Comunidade da Cruz de Pregos), África-do-Sul, 23 a 27 de fevereiro de 2015

    Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

    Nós, um grupo de Bispos Anglicanos de várias dioceses da nossa Comunhão global, saudamos as nossas irmãs e irmãos em Cristo em toda a Comunhão Anglicana neste dia tão Santo, Sexta-Feira Santa. Nesse dia, quando o Salvador se esvaziou pelo mundo, compartilhamos a seguinte declaração em espírito de um amor sacrificial e reconciliador.

    Pai, perdoe o cobiçoso desejo das pessoas e nações de tomarem posse daquilo que não lhes pertence. Pai, perdoe a avareza que explora o trabalho das mãos humanas e devasta a terra.

    Nesse tempo de crise climática sem precedente, chamamos os nossos irmãos e irmãs da Comunhão Anglicana para juntar-se a nós em oração e em ação pastoral, sacerdotal e profética. Chamamos com humildade, mas com uma determinação urgente, animados pela nossa fé em Deus que é Criador e Redentor e pela dor da experiência do nosso povo nas nossas dioceses e províncias, e a sua necessidade de ver sementes de esperança.

    De maneiras diferentes, cada uma das nossas dioceses é impactada pela injustiça climática e degradação do meio ambiente. Aceitamos as provas da ciência em relação à contribuição da atividade humana à crise climática e o papel desproporcional das economias baseadas em combustíveis fósseis. Mesmo com anos de reclamações dos cientistas nos alertando das consequências da falta de ação, há uma ausência alarmante de concordância global em relação a como devemos lidar com a situação. Acreditamos que o problema não é apenas econômico, científico e político, mas também espiritual, pois a barreira contra uma ação efetiva está ligada a questões básicas existenciais de como a vida humana é percebida e valorizada: incluindo as reivindicações morais conflitantes de gerações presentes e futuros, interesses humanos contra não-humanos, e como o estilo de vida dos países ricos deve ser equilibrado com as necessidades do mundo em desenvolvimento. Por essa razão a Igreja precisa, urgentemente, encontrar a sua voz moral coletiva.

    Ao longo do ano passado, facilitado pelo grupo diretor da Rede Ambiental da Comunhão Anglicana – RACA (ACEN na sigla em inglês) – fomos convidados, através de email, estudos pessoais e conferências virtuais, a começar a refletir sobre como vamos viver na prática, com urgência e esperança, a Quinta Marca de Missão de “Salvaguardar a integridade da criação e sustentar e renovar a vida na terra.”

    As nossas reflexões chegaram a um novo parâmetro quando, em fevereiro de 2015, o presidente da ACEN, o Arcebispo Thabo Makgoba, cortesmente acolheu uma reunião face a face na África-do-Sul. Isso nos proporcionou a oportunidade de compartilhar as experiências das nossas dioceses e, dentro do contexto da Eucaristia e oração diárias, ouvir novamente o chamado de Deus nas Escrituras e na Criação (Salmos 104, 148, 24) e discernir o futuro da caminhada. Estamos firmes nas promessas de Deus, aquele que restaurará toda a criação (Romanos 8:18-25) e que fará novas todas as coisas (2 Coríntios 5:17; Apocalipse 21:5).

    Ouvimos as histórias de dioceses afetadas por eventos climáticos cada vez mais fortes e extremos; por mudanças nas condições meteorológicas sazonais; aumento no nível do mar; acidificação do mar e diminuição das áreas de pesca; os impactos devastadores da poluição; o desmatamento, e as destrutivas práticas de mineração, extração de energia e transporte. Lamentamos o deslocamento das pessoas por causa dos efeitos das mudanças climáticas, e, consequentemente, a perda da sua cultura, identidade e sentimento de pertença. Sabemos que Deus confiou em nós, os seus filhos, a responsabilidade de cuidar da sua criação (Gênesis 1:28-29, 2:15), mas temos sido desleixados (Jeremias 2:7). Por isso, a justiça climática para nós cristãos exige uma resposta de fé.

    Juntos lutamos com as dimensões práticas e espirituais da justiça climática à luz das ideias e imperativas da nossa fé cristã. Reconhecemos que alguns de nós servimos em culturas e nações que são os maiores contribuintes para o aquecimento global, enquanto outros moram em lugares que contribuem pouco para o problema, mas que são afetados por ele desproporcionalmente. Também percebemos, com humildade, as diferenças culturais, políticos, históricos e teológicos entre nós, os quais procuramos deixar de lado a fim de construirmos juntos uma resposta para essa crise.

    A linguagem que usamos para enfrentar essa questão e os interesses e poderes que temos que confrontar variam significantemente de um lugar para outro. Porém, a crise é compartilhada, e a solução para ela só pode ser encontrada se intensificamos uma unidade de pensamento e prática para derrubar as barreiras da desigualdade e da injustiça na nossa vida em comum.

    Compartilhamos a compreensão de que a criação é sagrada, e que somos chamados para servir (ebed) e proteger (shamar) a terra agora e nas gerações futuras (Gênesis 2:15). Reconhecemos que temos sido cúmplices de uma teologia de dominação (Gênesis 1:26), e entendemos que a dominação humana da terra só pode ser experimentada à luz do mandamento de Jesus de que o maior é aquele que serve (Lucas 22.26). Observamos que existem grandes questões econômicas e políticas em jogo nessa complexa conversa sobre as reservas de combustíveis fósseis ainda não exploradas e o desenvolvimento de formas de energia sustentáveis e renováveis: incluindo os subsídios das indústrias de combustíveis fósseis e a forte influência das grandes corporações nas políticas do governo ao redor do mundo.

    Acreditamos que ouvir as vozes dos povos indígenas, cuja relação com a criação permanece ligada à sua espiritualidade e relação com Deus, é de uma importância central para o ministério da justiça climática. Fomos tocados profundamente quando participamos de um Rito Eucarístico Indígena que ligou a Criação, a Moralidade, e a Redenção de maneira bíblica, íntegra e compreensiva.

    Foi doloroso admitir que as mulheres frequentemente carregam um peso desproporcional da mudança climática, principalmente porque são a maioria entre os pobres do mundo e, muitas vezes, para sua sobrevivência, são mais dependentes nos recursos naturais que estão sendo ameaçados pelas mudanças climáticas.  As vozes e contribuições das mulheres, portanto, são essenciais para enfrentarmos as mudanças climáticas.

    Existe uma necessidade imperiosa de ouvir as vozes dos nossos jovens que herdarão os desafios e catástrofes que nós não conseguimos enfrentar e impedir. Acreditamos que devemos ser reconciliados com a Criação e uns com os outros e que esse chamado é urgente. Acreditamos que a questão da mudança climática, no fundo, é uma questão moral.

    Reconhecemos que a salvação em Cristo nos chama para responsabilidades além de nós mesmos. Especialmente no mundo desenvolvido, a nossa visão de salvação tem se focado nas nossas almas individuais e a nossa caminhada até o Céu. A nossa responsabilidade de cuidar da Criação de Deus tem sido esquecida ou ignorada. Temos agido como se Cristo tivesse morrido apenas para salvar a raça humana. É necessário resgatar a verdade da redenção de todas as coisas em Cristo, que é a mensagem da cruz vivificadora.  (Colossenses 1:20; João 3:16).

    Escutando uns aos outros aprendemos que para atender a vida e saúde do nosso planeta hoje e no futuro, precisamos de sacrifícios agora, tanto pessoais quanto coletivos, uma compreensão maior da interdependência de toda a criação e um compromisso verdadeiro com o arrependimento, a reconciliação e a redenção. Para isso é necessária uma profunda mudança de coração e de mente. Seguindo as palavras de 1 Coríntios 12:26, o nosso estudo e discussões serviram para enfatizar a ligação entre o estilo de vida e uso dos recursos em uma parte do mundo e os efeitos disso no mundo todo. Discernimos uma chamada para revitalizar a nossa vocação humana que recusa deixar alguns pobres e outros ricos, e que redescobre a nossa alegria e reverência às maravilhas da criação de Deus (Salmo 96: 11-12). Fomos desafiados a ir além de pedir justiça pelas ações dos governos e grandes corporações, e a assumir a prática do arrependimento e restrição, praticando justiça entre norte e sul, masculino e feminino, criação humana e mais-que-humana na nossa vida em comum como Igreja.

    As igrejas da Comunhão Anglicana são locais e globais. Enraizadas em nossa teologia da criação e em solidariedade umas com as outras podemos assumir responsabilidade pela ação em toda a Comunhão, usando os recursos que Deus nos deu de inteligência, espírito e determinação.

    Para viver como o Salvador, que une todos a ele, nós nos comprometemos com as seguintes ações e a desenvolver um plano estratégico de ação nos próximos meses. As iniciativas listadas abaixo são passos iniciais importantes para chamarmos todos os Anglicanos para se unirem a nós nesses esforços:

    Como bispos nas nossas províncias, dioceses, congregações e comunidades:

    •                Nós nos comprometemos como irmãos e irmãs em Cristo na humildade, reconhecendo as nossas diferenças de circunstâncias e de política, a apoiar uns aos outros na conversa e na oração, a continuar a discernir o caminho de Deus, a desenvolver recursos eco teológicos e a formar propostas estratégicas para a ação global e local.

    •                Nós nos comprometemos a jejuar pela justiça climática no primeiro dia de cada mês em solidariedade com a terra e reconhecendo que a nossa vida em comum como Igreja tem contribuído para a atual crise climática. O nosso jejum vai continuar enquanto discernimos, em oração, que ainda precisamos do arrependimento como Igreja.

    •                Vamos trabalhar para fortalecer as nossas parcerias ecumênicas e inter-religiosas no mundo e dentro das nossas jurisdições, mostrando solidariedade com todas as pessoas de boa vontade em resposta à crise climática.

    •                Vamos desenvolver e distribuir recursos educacionais para todos (adultos, jovens e crianças) sobre as mudanças climáticas, a justiça climática, e os princípios éticos e práticos da vida sustentável nos contextos globais e locais.

    •                Vamos desenvolver e distribuir material litúrgico sobre o Cuidado da Criação para uso nas nossas paróquias e outros locais de culto.

    •                Pedimos uma revisão das práticas de investimento das nossas igrejas, visando apoiar a sustentabilidade e justiça social, desinvestindo em indústrias envolvidas principalmente na extração ou distribuição de combustíveis fósseis.

    •                Pedimos o fortalecimento de diretrizes éticos de investimento, que consideram a justiça da criação não-humana além dos interesses das gerações futuras da humanidade…

    •                Pedimos programas de formação teológica para postulantes, e formação contínua para o clero ordenado, que incluem um aprofundamento sobre eco-justiça e eco-teologia.

    •                Pedimos às instituições anglicanas que integrem nos seus currículos e na vida comunitária as questões de sustentabilidade ambiental e ética, e que ensinem uma abordagem teológica da justiça climática.

    Incentivamos Anglicanos em todo lugar a:

    •                Se juntar em oração e jejum para a justiça climática no primeiro dia de cada mês como parte da sua vida e adoração.

    •                Implementar medidas de conservação de energia nos templos e prédios da igreja mudando para fontes renováveis de energia o mais rápido possível.

    •                Tomar medidas para conservar, reciclar e recolher água ao redor das igrejas e suas propriedades.

    •                Nutrir a biodiversidade no terreno da igreja criando um habitat seguro para as espécies nativas.

    •                Apoiar as comunidades locais dividindo recursos de água, energia e terra fértil para a produção local de alimentos.

    •                Apoiar iniciativas de uso da terra sustentáveis, inclusive colocando um freio em relação ao desmatamento de florestas nativas.

    •                Defender práticas sustentáveis para a água, alimentação e agricultura nas nossas comunidades. É imperativo que se considere a relação entrelaçado dos sistemas de alimentação, água e energia.

    Chamamos os líderes políticos, económicos, sociais e religiosos nos nossos vários países para enfrentar a crise da mudança climática como a questão moral mais urgente atualmente. Incentivamos esses líderes a:

    •                Trabalharem com todo o compromisso e pressa possível, para escrever acordos justos, ambiciosos, contabilizáveis e vinculativos no nível nacional e internacional.

    •                Desenvolverem políticas que realmente assistem os refugiados do meio-ambiente e do clima e a promoverem mecanismos de cooperação intergovernamentais que asseguram os seus direitos, segurança e reassentamento.

    Em conclusão

    Afirmamos aquilo que cremos através das palavras do Credo: “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do Céu e a Terra.” E afirmamos que essa declaração é o fundamento do Evangelho de Jesus Cristo nosso Senhor.

    A nossa declaração é oferecida em oração, com gratidão a Deus, o criador, mantenedor e redentor a quem toda a glória e louvor sejam dados, agora e sempre.

    Deus todo-poderoso, Tu criaste os céus e a terra e tudo que neles há. E Tu criaste os seres humanos à sua semelhança e foi muito bom; Concede-nos a coragem para reconhecer as nossas falhas no cuidado da sua criação. E pela Tua graça, ajude-nos a parar com a degradação do nosso meio-ambiente. Através de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vem para que tenhamos vida em abundância. Amém.

    Presentes nessa iniciativa estavam os seguintes bispos:

    O Arcebispo da Cidade do Cabo e Primaz da Igreja Anglicana de África do Sul, O Reverendíssimo Dr Thabo Makgoba

    A Bispa de Edmonton, Igreja Anglicana do Canadá, a Reverendíssima Jane Alexander

    O Bispo de Western Kowloon, Hong Kong Sheng Kung Hui, o Reverendíssimo Andrew Chan

    O Bispo de Davao, Igreja Episcopal das Filipinas, o Reverendíssimo Jonathan Casimina

    O Primaz da Igreja Episcopal Escocesa, e Bispo de St Andrews Dunkeld & Dunblane, o Reverendíssimo David Chillingworth

    O Bispo de Nova Iorque, A Igreja Episcopal, o Reverendíssimo Andrew Dietsche

    O Bispo de Argentina do Norte, Igreja Anglicana de América-do-sul, o Reverendíssimo Nicholas Drayson

    O Bispo de Harare, Igreja da Província de África Central, o Reverendíssimo Dr Chad Gandiya

    O Bispo de Salisbury, Igreja de Inglaterra, o Reverendíssimo Nicholas Holtam

    O Bispo Indígena Nacional, Igreja Anglicana do Canadá, o Reverendíssimo Mark MacDonald

    O Bispo da Zambia Oriental, Igreja da Província da África Central, o Reverendíssimo William Mchombo

    O Bispo Johannesburg, Igreja Anglicana do Sul da África, o Reverendíssimo Stephen Moreo

    O Bispo de Namibia, Igreja Anglicana do Sul da África, o Reverendíssimo Nathaniel Nakwatumbah

    O Bispo de Madhya Kerala e Vice Moderador da Igreja do Sul da Índia, o Reverendíssimo Thomas Oommen

    O Bispo de Vanua Levu e Taveuni, Fiji, Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelânida e Polinésia, o Reverendíssimo Apimeleki Qiliho

    A Bispa de Swaziland, Igreja Anglicana do Sul da África, a Reverendíssima Ellinah Wamukoya

    O Bispo Auxiliar da Diocese de Perth, Igreja Anglicana da Austrália, o Reverendíssimo Tom Wilmot

    O Bispo Moderador, Igreja de Bangladesh e Bispo de Dhaka, o Revereníssimo Paul Sarker, O Bispo da Amazônia, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o Reverendíssimo Saulo Mauricio de Barros, e a Bispa da Igreja Episcopal de Cuba, a Reverendíssima Griselda Delgado, participaram na iniciativa mas não puderam estar presentes na reunião.

    Essa declaração e o seu conteúdo tem direitos autorais:  The Anglican Consultative Council and the Anglican Communion Environmental Network 2015. Permissão é cedido para reproduzir porções dessa publicação. Cópias também podem ser feitas para distribuição com a devida citação.

    Agradecemos o apoio do Fundo do Arcebispo de Cantuária para a Comunhão Anglicana e do Tearfund para tornar possível essa iniciativa.

    Tradução para o português: Sra. Ruth Barros (Diocese Anglicana da Amazônia/IEAB)

     
  • SNIEAB 17:03 on 02/04/2015 Permalink | Responder  

    Mensagem de Páscoa do Bispo Primaz 

    E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?
    Lucas 24:32

    Irmãos e Irmãs
    Graça e Paz

    Neste ano quando comemoramos datas tão significativas de nossa história temos muito a celebrar. Mas também temos muito com que nos preocupar. Vivemos um contexto sócio-político que nos deixa tristes a perguntar, como os discípulos de Emaús, porque temos sido invadidos por tanta preocupação e mesmo tristeza.
    O Brasil vive uma silenciosa luta entre protagonistas de projetos de sociedade bem diferentes entre si. Parece que nossa sociedade tão historicamente caracterizada pela capacidade de conviver com diferenças está expressando desde as entranhas de sua alma o ódio, o preconceito e a violência. As forças conservadoras amparadas pelas elites e pelos instrumentos que tão bem elas manipulam estão ameaçando garantias e direitos sociais conquistados com muita luta.
    Para dentro de nossa Igreja, temos vivido também algumas dissonâncias que parecem repicar o que está acontecendo na sociedade brasileira. Aqui e ali, desde os contextos mais locais e até contextos mais gerais tem aparecido sinais preocupantes que merecem a nossa atenção, nossa oração e a necessidade de se retomar urgentemente a pedagogia do diálogo.
    Jesus tem caminhado conosco lado a lado, mas muitas vezes não o estamos reconhecendo porque estamos confusos. Vivemos um autêntico caminho de Emaús. Precisamos chegar logo à casa e à mesa para que no partir do pão possamos recuperar a visão, o sonho e a compreensão de que devemos anunciar aos demais a Boa Nova.
    Esta é a mensagem que a Páscoa do Senhor nos traz: é hora de passar da tristeza para a alegria, da escravidão para a liberdade, do pessimismo para motivação. O Ressurreto entre nós é a garantia da nossa fé, o penhor de que nossa missão deve seguir em frente e a certeza de que não estamos sozinhos. Como eu disse em uma mensagem de Páscoa há um tempo atrás: nossa força reside no poder da ressurreição, que vence a morte e o túmulo!
    Mas para isso, toda a Igreja é chamada a ouvir atentamente a Jesus. Ele é a pedagogia da libertação de nossos males sociais e eclesiais. Se o ouvimos, nossa compreensão de mundo se amplifica. Se o ouvimos, deixamos de ser pessoas encurvadas para dentro de nós mesmos, de nossas conveniências pessoais e mesmo institucionais. Se o ouvimos, deixamos de caminhar a esmo, sem projeto de Igreja, sem clareza de nossa missão. Pelo contrário, em sintonia com o Ressurreto, nem o céu nem o mar nos deterão a fazer aquilo para o que somos chamados: transformar os Reinos deste mundo no Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Nossa Igreja precisa dar ouvidos ao que o Espírito nos diz. O Ressurreto nos chama a ser comunidade de pessoas redimidas, de pessoas disponíveis para levar esperança, dignidade, justiça e alegria para o nosso povo. E isso só será possível se deixarmos o coração arder!
    Que nesta Páscoa possamos, em torno da mesa eucarística, deixar para trás tudo aquilo que nos impede de viver em comunhão uns com os outros. Que a iluminação e a comunhão com Cristo nos empurre com alegria para o cumprimento da missão para a qual Deus nos chamou. Feliz Páscoa a todas as pessoas deste tesouro maravilhoso de Deus: nossa IEAB!
    Do Vosso Primaz,
    ++Francisco

     
  • SNIEAB 14:52 on 27/03/2015 Permalink | Responder  

    MENSAGEM DO GT JUVENTUDE 


    “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.” Provérbios 11:24-25

    Queridxs membros da IEAB, como já é de conhecimento de toda Igreja em setembro próximo a Juventude estará reunida num grande encontro, o ENUJAB (Encontro Nacional da UJAB). Que ocorrerá entre os dias 4 a 7 de setembro em Brasília. Esse encontro surgiu do chamado que o último Sínodo fez ao Primaz e a toda a Igreja: “Cuidem dos jovens e fortaleçam o seu ministério”.

    Esse encontro será marcante na vida da Igreja. Pois queremos mostrar a todos que a juventude é o presente dessa Igreja e, também, queremos fazer com que os jovens sejam mais comprometidos com as suas comunidades. Será um grande divisor de águas.

    Estamos nos dirigindo para os irmãos e irmãs, para que incentivem os jovens a fazerem as suas inscrições para o ENUJAB. É uma oportunidade de que os jovens voltem mais motivados e comprometidos com o trabalho da Igreja local e diocesana. Não deixem de falar, motivar e incentivar esses jovens, pois quantas lideranças nacionais hoje, na vida da IEAB, foram motivadas e incentivadas quando jovens?

    Também viemos lembrar a todos que no próximo final de semana é o Dia Nacional da Juventude Anglicana. E gostaríamos de pedir que as coletas das celebrações, do próximo final de semana, sejam direcionadas para a Juventude Nacional. Todos sabem que preparar um grande encontro exige muitos recursos financeiros e nós contamos com o apoio do SADD e Junet/CEA, mas ainda nos faltam recursos.

    Esse nosso apelo é para que possamos atingir a meta que nós lançamos num projeto de financiamento coletivo, uma “vaquinha on line”. Temos 60 dias para conseguir 20.000,00. O projeto já está em andamento e ainda não atingimos o proposto. Caso não consigamos os 20.000,00 não recebemos nenhum valor e o que foi doado volta para quem o fez. Por isso é TUDO ou NADA.

    A IEAB conta hoje com aproximadamente 212 comunidades entre paróquias, missões e pontos de pregação/evangelização. Se cada comunidade assumir o compromisso de doar para a Juventude nacional a sua coleta com certeza chegamos na metade do valor proposto.

    Queridos cuidar dos jovens é responsabilidade de todxs nós e queremos deixar o nosso pedido de contribuição para que esse ENUJAB marque, positivamente, a vida da IEAB.

    Vocês podem fazer a doação da coleta através do site: https://www.catarse.me/pt/enujab2015 ele é completamente seguro e vocês podem doar com boleto bancário ou cartão de crédito. Chame também membros para doarem aos jovens. Lembrando qualquer valor ajudará a chegarmos no objetivo.

    Também você pode contribuir com depósito bancário através da conta poupança abaixo e encaminhar o comprovante para o e-mail ujab@ieab.org.br, Banco Bradesco; Agência: 3379; Conta: 27742-8.

    A inscrição poderá ser feita no site: http://www.ujab.ieab.org.br/ e o valor de R$ 180,00 pode ser pago em 3x. Lembramos que os jovens da Diocese Anglicana de Brasília o valor da inscrição é de R$ 280,00, isso se dá por que esses jovens não terão despesas com deslocamento e esse valor pode ser pago em 4x. Oriente os jovens a não deixar para a última hora, pois podem se programar melhor para conseguirem ir à Brasília.

    Sabemos que podemos contar com o apoio de todxs e por isso estamos escrevendo pedindo a sua colaboração. Lembramos uma frase que é conhecido por todos “Ninguém é tão pobre que não possa dar e nem tão rico que não possa receber”

    Desejamos uma abençoada Páscoa com votos de um abençoado trabalho em sua comunidade. Que se multipliquem o bem que vocês fazem pelos jovens e por todos.

    GT Juventude

     
  • SNIEAB 10:40 on 17/03/2015 Permalink | Responder
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    União de Mulheres Anuncia Encontro Nacional 2015 

    A União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB) anunciou esta semana o Encontro Nacional que ocorrerá no mês de outubro em São Paulo. Atualmente a Diretoria da UMEAB é formada: Sra. Christina Takatsu Winnischofer – Presidente; Sra. Maria Elizabeth Santos Teixeira – vice; Sra. Magali Aparecida Gazzolla Kimpara – Tesoureira; Sra. Sueli Gonçalves de Santana – Comunicadora; Sra. Vera Machado – Secretária; Sra. Odete Kurz – Coord. OUG

    Saiba mais no Comunicado Oficial:

    Às Mulheres da IEAB

    AC das Presidentes das UMEABs diocesanas

    Amadas irmãs,

    Encerramos 2014 animadas com os esboços de organização de um encontro de mulheres coordenado pela UMEAB nacional. Eis que 2015 chega. Passando a limpo os rascunhos, passo a passo o encontro vai saindo do papel e tomando forma.

    O tema que pensamos para o encontro envolve o nosso universo feminino: as emancipações, os direitos, as conquistas, os abusos, as explorações, o poder de gerar outras vidas, de alimentar, de acolher, de guardar…

    O encanto e o espanto que esses assuntos nos causam instigam-nos a buscar e saber mais, para entendê-los melhor e, consequentemente, entender a nós mesmas.

    É por esta razão que convidamos as mulheres de nossa Província:

    “Vem soltar sua voz!”

    Queremos a participação de mulheres de todas as idades, de todos os dons e tons,  clérigas e leigas – pelo menos 10 mulheres de cada diocese.

    De 09 a 12 de outubro, no Centro de Formação Sagrada Família, na Rua Padre Marchetti, 237, Ipiranga – São Paulo.

    Em breve maiores informações!

    Um abraço fraternal!

    Diretoria Nacional da UMEAB

     
  • SNIEAB 11:40 on 13/03/2015 Permalink | Responder  

    Vamos apoiar o ENUJAB 2015 

    Irmãos e irmãs,
    Que presente você quer dar à nossa querida Igreja pela passagem de seus 125 anos de história? Quero convidar você, meu irmão e minha irmã, a colaborar concretamente para a realização de um sonho que está contagiando a IEAB.

    O último Sínodo apontou a Juventude como uma prioridade provincial. Atendendo a esta recomendação, a Igreja provincial através do GT Juventude, com o apoio do Primaz, da Secretaria Geral, da Câmara dos Bispos, do Conselho Executivo, do SADD e do CEA abraçou o projeto de reorganização da Juventude. Todos são chamados a colaborar concretamente.

    Se você acredita e deseja uma juventude comprometida com a Igreja e pronta para contribuir para a missão da IEAB, conclamo a todas as pessoas de boa vontade a oferecer uma contribuição financeira para cobrir as despesas do ENUJAB 2015. Esperamos reunir 300 jovens em Brasilia, entre 04 e 07 de setembro próximos. Nossa meta é de R$ 20 mil reais. Se cada anglicano comprometido com a Igreja colaborar, estaremos garantido o ENUJAB bem como as etapas seguintes que se darão nos níveis das Áreas Provinciais e das dioceses.Quer saber como? Visite https://www.catarse.me/pt/ENUJAB2015 e deixe a sua contribuição. O site é confiável para operações financeiras. Temos até 26 de abril para alcançar a meta. Eu acredito no seu compromisso, meu irmão e minha irmã! Se mil pessoas contribuírem com R$ 20,00 ( o que digamos não é nem um lanche) alcançaremos a meta. Mas você pode contribuir com mais se assim desejar!

    Vamos vestir esta camisa? A causa é nobre e a IEAB é quem vai agradecer o presente para a Juventude!

    Do vosso Primaz,

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 11:01 on 13/03/2015 Permalink | Responder
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    DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DE IGREJAS LUSÓFONAS DA

    COMUNHÃO ANGLICANA

    Sonho que se sonha só é apenas um sonho.

    Sonho que se sonha junto é o começo da realidade.

    (Miguel de Cervantes)

    O II Encontro de Igrejas Lusófonas da Comunhão Anglicana reunido sob a inspiração do Espírito Santo, na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil, de 26 a 28 de fevereiro de 2015, congregou 27 pessoas, entre delegadas e convidadas, incluindo bispos, clérigas, clérigos e pessoas leigas das Dioceses dos Libombos e Niassa (Moçambique) e de Angola da Igreja Anglicana da África Austral, da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica (Portugal) e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), sendo essa última a anfitriã do Evento, que decorreu com a parceria e o apoio da Anglican Aliance e The United Society (Us). Para além destas organizações, estiveram também presentes: o representante da IEAB no Conselho Consultivo Anglicano (CCA), a Comissão Nacional de Diaconia Social da IEAB; o Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) da IEAB; o Centro de Estudos Anglicanos (CEA) da IEAB; o Grupo de Trabalho da Juventude da IEAB; a União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB); o Instituto Anglicano de Estudos Teológicos e o Departamento de Mulheres da Igreja Lusitana; a União das Mães, de Libombos, Moçambique.

    O Encontro constituiu um importante espaço de celebração, partilha e reflexão, com momentos devocionais, sessões plenárias, partilha em grupos, estudo bíblico com o tema “quem é o/a meu/minha próximo/a”, a partir do texto de Lucas 10:25-37; e um WEBINAR transmitido on line. Na agenda de trabalho tiveram destaque os seguintes temas geradores: (a) o papel de jovens; (b) o papel das mulheres; (c) educação cristã e formação teológica; (d) diaconia e desenvolvimento social.

    As delegações dessas Igrejas (8 bispos, 3 presbíteras, 6 presbíteros, 1 diácono, 6 leigas e 3 leigos), que em conjunto representam uma comunidade com cerca de 350.000 pessoas anglicanas, distribuídas por diferentes continentes e contextos socioculturais. O Encontro sublinhou o papel da língua portuguesa como elemento da unidade na diversidade, tanto para os países representados no Encontro, como também para restantes comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo. As pessoas participantes entenderam emitir a presente Declaração, expressando as principais conclusões e compromissos de colaboração.

    Assim, foi acordado o desenvolvimento de esforços efetivos de que saiam resultados concretos para:

    a)    Promover em cada igreja a divulgação da ação das diferentes igrejas anglicanas de expressão lusófona;

    b)    Estabelecer relações de companheirismo em missão entre diferentes dioceses anglicanas lusófonas e outras ações de relacionamento, troca de delegações e partilha de informações e recursos;

    c)    Solicitar o apoio solidário de outras organizações do mundo anglicano para a realização dessas ações, e, em especial, para a convocação do seguinte encontro lusófono no prazo máximo de três anos;

    d)    Criar, desde já, a partir de recursos próprios, o Grupo de Trabalho, constituído por uma pessoa representante de cada uma das igrejas ou dioceses:

    Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique; Joana Chilengue, leiga, Libombos, Moçambique; Jorge Pina Cabral, bispo, Portugal; Kiaku Eduardo Avelino, presbítero, Angola; Paulo Ueti, teólogo leigo, Brasil.

    Este Grupo de Trabalho será responsável pelo acompanhamento dessas ações; e por apresentar às entidades competentes a solicitação de criação da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana, que inclua em sua agenda, dentre outros, os temas geradores refletidos no Encontro.

    Cremos em Deus; cremos na força das pessoas pobres,

    Na audácia das pessoas poetas, Na ousadia dos profetas, Na inspiração das artistas.

    Cremos em Jesus, Cremos na humildade para servir;

    Na coragem de transformar, na alegria de celebrar,

    No respeito às diferenças, no pão para toda mesa, no conforto para toda tristeza.

    Cremos no Espírito, cremos na esperança de recomeçar;

    Na beleza do gesto solidário, na justiça para toda opressão, na compaixão diante da dor,

    No amor, dádiva divino-humana. Amém.

    Recife, 28 de fevereiro de 2015

    André Soares, bispo diocesano, Angola;
    António Manuel Silva, Instituto Anglicano de Estudos Teológicos, Portugal;
    Arthur Cavalcante, presbítero, secretário geral, Brasil;
    Brígida Arbiol Pereira, leiga, Departamento de Mulheres, Portugal;
    Carlos Simão Matsinhe, bispo diocesano, Libombos, Moçambique;
    Christina Manning, assessora de comunicação, Anglican Alliance;
    Christina Takatsu Whinnischofer, leiga, União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil;
    David Pessoa de Lira, diácono, Recife, Brasil;
    Francisco Silva, bispo primaz, Brasil;
    Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique;
    Ilcélia Soares, leiga, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil;
    Joabe Cavalcanti, presbítero, Us, Inglaterra;
    Joana Chilengue, leiga, União das Mães, Libombos, Moçambique;
    Joanildo Burity, leigo, Conselho Consultivo Anglicano, Brasil;
    João Câncio Peixoto, bispo diocesano, Recife, Brasil;
    Jordan Santos, presbítero do Grupo de Trabalho da Juventude do  Brasil
    José Jorge Pina Cabral, bispo diocesano, Portugal;
    Jossias Solomone, presbítero, Libombos, Moçambique;
    Kiaku Eduardo Avelino, presbítero deão, Angola;
    Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira, presbítera, Recife, Brasil;
    Manuel Ernesto, bispo sufragâneo, Niassa, Moçambique;
    Marinez Rosa dos Santos Bassotto, presbítera, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil;
    Mark Van Koevering, bispo diocesano, Niassa, Moçambique;
    Mauricio Andrade, bispo diocesano, Brasília, Brasil;
    Paulo Ueti, teólogo leigo, Anglican Alliance, Brasil;
    Pedro Triana, presbítero, Centro de Estudos Anglicanos, Brasil;
    Sandra Andrade, leiga, Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento, Brasil; Comitê Coordenador da Anglican Alliance.
     
  • SNIEAB 8:27 on 08/03/2015 Permalink | Responder
    Tags: dia internacional da mulher,   

    Mensagem do Bispo Primaz sobre o Dia Internacional da Mulher 

    ” Deus não está mais longe de nós, de modo nenhum….somos Deus, enquanto homens e mulheres, por graciosa participação” L. Boff

    Irmãs e Irmãos

    Graça e Paz!

    Nossa IEAB celebra este ano uma importante festa que faz parte dos seus 125 anos como Igreja Anglicana para o povo brasileiro: celebramos 30 anos de ordenação feminina! Uma conquista alcançada com muita perseverança, oração e debate. As mulheres leigas da IEAB, ao lado de suas colegas que alcançaram o ministério ordenado, também avançaram no caminho perseverantemente do reconhecimento de seu papel de protagonistas.

    Recordo-me bem das longas discussões em torno da troca do nome de SAE para UMEAB, na primeira metade dos anos 90. A invisibilidade era sutilmente velada pelo termo “auxiliadora” ao invés de assumir o gênero e superar adjetivações que mantinham as mulheres fora do centro nervoso da Igreja, que era só ocupado por homens. Me recordo que ao chegar em determinada paroquia que dirigi só havia homens na Junta Paroquial e isso era aceito quase com naturalidade. Foram cinco anos de processo educativo que geraram até a minha saída uma Junta maiormente feminina!

    Tenho absoluta certeza que estes processos ainda ocorrem em alguns lugares e contextos da Igreja. Ainda há muito silêncio compulsório.

    Mas também vejo sinais que nos animam: as vozes proféticas do serviço tem sido proclamadas por mulheres que estão nas lideranças da diaconia da Igreja. A UMEAB e o SADD tem assumido claramente o combate à violência de gênero. A Província, com o apoio de parceiros têm sucessivamente garantido representação brasileira nas Conferências da ONU sobre o status da Mulher. A Província, representada pelo Primaz, subscreveu, em  Londres, a recente Declaração de Compromisso com a Superação da violência sexual contra Mulheres e Meninas.

    Não podemos nos dar por satisfeitos ainda. Há muito a fazer dentro e fora da Igreja. Por isso, neste dia internacional da Mulher, conclamo a Igreja a celebrar a memória de todas as vítimas da violência de gênero. Nossas avós e mães buscaram quebrar muitas barreiras e muitas não chegaram a ver os frutos colhidos nesta luta! A elas o nosso tributo! A elas, nossa reverência!

    Aos homens que tem sido tocados e sensibilizados pela causa da igualdade de gênero, nosso apelo: sejam instrumentos de transformação de nossa sociedade para que não haja mais violência explícita ou velada contra as mulheres!

    Que toda lágrima derramada seja enxugada, que toda dor experimentada receba a cura e que unidos e unidas no amor de nosso Deus Pai/Mãe possamos continuar oferecendo uns aos outros o respeito, a reverência e a dignidade!

    Um abençoado Dia Internacional da Mulher!

    Do Vosso Primaz,

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 15:43 on 24/02/2015 Permalink | Responder
    Tags: Diocese de Niassa, Diocese Libombos,   

    Somos Anglicanos(as) e Falamos o Idioma Português! 

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil acolherá entre os dias 26-28 de fevereiro, em Recife/PE, o II ENCONTRO DE DIOCESES LUSÓFONAS DA COMUNHÃO ANGLICANA, com apoio do Escritório da Comunhão Anglicana, da Aliança Anglicana e da US (antiga USPG). Segundo o Bispo Primaz da IEAB Dom Francisco de Assis da Silva ” […] o Encontro será uma oportunidade de estreitar os laços entre as Igrejas de fala portuguesa abrindo horizontes de cooperação nas áreas de Educação Teológica, Diaconia e Desenvolvimento e Missão”. Ainda destaca que  […] os anglicanos de fala portuguesa têm uma enorme contribuição para a Comunhão Anglicana. A delegação brasileira no Encontro reúne importantes representações da Província, revelando assim a enorme importância que esta iniciativa representa para o Brasil”.

    Atualmente temos uma população de 267.396.837 que falam a língua portuguesa no mundo.

    Estarão presentes  além do Bispo Primaz Dom Francisco e do Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante outras representações provinciais tais como: UMEAB (União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil), SADD (Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento), CEA (Centro de Estudos Anglicanos) e GT (Grupo de Trabalho) Juventude.

    As Dioceses de Fala Portuguesa da Comunhão Anglicana terão a oportunidade de partilhar suas conquistas e também desafios como Anglicanos da Europa (Igreja Luzitana), da África (Diocese Libombos,  Diocese Niassa e Diocese Angola) e da América Latina (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil).

    Haverá um momento muito importante chamado de WEBINAR (27 de fevereiro às 11H, horário de Brasilia) aberto para participação, perguntas e comentários “[…] sobre os desafios e oportunidades que esse encontro oferece para o presente e o futuro das igrejas envolvidas e o povo atendido”. Para inscrições: no site da Aliança Anglicana ou com Paulo Ueti no endereço eletrônico paulo.ueti@anglicancommunion.org.

    Saiba mais detalhes sobre o II ENCONTRO DE DIOCESES LUSÓFONAS

     
  • SNIEAB 12:36 on 24/02/2015 Permalink | Responder
    Tags:   

    Diocese Anglicana de Curitiba: Professores e funcionários Continuem Firmes na Luta! 

    NOTA DE APOIO A MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS

    Obrigado professores e funcionários. Continuem firmes na luta!

    Nos últimos dias temos testemunhado a mobilização dos professores e funcionários das escolas públicas do Paraná à qual se somaram outras categorias. Justa mobilização que além de defender os interesses da categoria profissional, defendem, em primeiro lugar, a qualificação da escola pública.

    Obrigado professores, funcionários e demais trabalhadores pela aula de cidadania, pela mobilização, pela perseverança, pela “garra” que tem demonstrado. Não desistam. Continuem firmes nessa luta. Estamos com vocês!

    Obrigado professores e funcionários e demais trabalhadores porque vocês nos lembram o caminho que devemos percorrer se desejamos mudar a sociedade, manter nossos direitos, limitar os abusos e desmandos dos que dirigem as instituições estabelecidas para garantir o direito e cidadania para todos e todas. Eles esquecem seu papel, defendendo, muitas vezes, somente seus próprios interesses como no caso do inaceitável, injustificável e imoral “auxílio moradia”, para citar um exemplo entre tantos outros.

    A história nos ensina que as conquistas sociais, econômicas e políticas só foram alcançadas pela mobilização e luta da sociedade como a que estamos testemunhando agora. Em nenhum momento conseguimos avançar sem esse esforço, sem organização, sem o “povo na rua”.

    Neste mundo dominado pelo poder econômico regendo nossas vidas em defesa do interesse de poucos, e, por outro lado, a necessidade urgente de reforma econômica, política, tributária, judiciária, etc, sabemos que nada será mudado por aqueles que foram investidos de poder para efetuar essas mudanças a não ser pela mobilização popular. Por isso agradecemos aos professores, funcionários e demais categorias pois nos ensinam a “receita” e o caminho em vista de alcançarmos as mudanças necessárias e urgentes para construirmos uma sociedade mais justa e mais fraterna.

    Continuem firmes nessa luta!

    Dom Naudal Gomes, Bispo Diocesano

    Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB – Diocese Anglicana do Paraná

    Rev. Luiz Carlos Gabas

    Comissão de Direitos Humanos (Incidência Pública) da IEAB e da Diocese

     
  • SNIEAB 10:47 on 18/02/2015 Permalink | Responder
    Tags: , CINZAS,   

    Mensagem de Quaresma do Bispo Primaz: “De quem somos anjos?” 

    “E os anjos o serviam” Mc 1,13

    Minha última viagem a Londres tem me trazido a oportunidade de refletir sobre as pessoas que carregam consigo as marcas da rejeição e da exclusão. A Consulta sobre o tema da superação da violência sexual contra as mulheres e a experiência de assistir um morador de rua chorando por ajuda acompanhado de seu fiel cão de estimação numa das ruas do centro financeiro londrino me fizeram aprofundar ainda mais um senso de deserto que percebo em nossa sociedade. O deserto é solidão, carregada de temores e de dores. O próprio Jesus viveu a experiência do deserto e precisou ser confortado pelos anjos. Para ele, o teste da resiliência lhe exigiu a própria exaustão física e também espiritual. Sua fidelidade ao Pai, no entanto, foi compensada pela ajuda dos anjos (Mc 1,13).

    Então aqui vai a pergunta que não quer calar: de quem temos sido anjos? Estamos cercados de tanta gente que vive um deserto pessoal, em meio aos desafios da sobrevivência, encalacrados num sistema que tudo consome e que pouco dá em troca; e quando dá, geralmente não é coisa perene.

    O que temos feito diante disso? Estamos sendo anjos de verdade? Quando foi a última vez que tivemos a sensibilidade de nos incomodar com a injustiça? Estamos realmente prontos para o exercício da solidariedade para com as pessoas excluídas? Faz parte da cultura de nosso sistema as pessoas demonstrarem que estão bem, que são bem sucedidas, que estão sempre em ascensão….

    No fundo a realidade não é assim. Nossas ruas e praças estão cheias de pessoas que vivem um terrível deserto. Eu não vou enumerar aqui os grupos porque são numerosos. Até os vemos, mas instintivamente não os enxergamos. Podemos ser anjos e levar conforto e autoestima a essas pessoas, lutar por seus direitos e ser voz para as pessoas silenciadas. Transmitir a elas o amor de Deus. Levar as Boas Novas.

    Que esta Quaresma se converta em período de profunda avaliação de nossa missão no mundo. Que possamos entender o verdadeiro significado da Cruz assinalada em nossa testa com cinzas. Que possamos nos sentir a inequívoca interdependência com nossos semelhantes e que possamos servi-los e confortá-los como sempre desejamos que nos façam a nós quando vivemos os nossos próprios desertos.

    A Igreja existe para servir o mundo. Vamos nos tornar anjos?

    ++Francisco

    Bispo Primaz da IEAB

     
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