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  • SNIEAB 9:54 on 22/04/2016 Permalink | Responder
    Tags: ENUJAB, , ,   

    GT JUVENTUDE 

    Com grande alegria, o GT Juventude vem partilhar que o conteúdo do relatório sobre as ações no último ano e os planos de ação para a juventude de nossa igreja foi aprovado unanimemente pela Câmara dos Bispos e pelo Conselho Executivo do Sínodo. Trazendo forte ânimo na caminhada e nos traz a dividir esta notícia com toda a igreja, agradecendo a todos os que, acreditando no papel profético da juventude e da necessidade estratégica de pensar no ministério juvenil para o futuro (e o presente) da igreja, seguem apoiando os movimentos voltados à rearticulação e animação da juventude em nossa província.

    O ENUJAB 2015 foi um sucesso. Graças a entrega de cada jovem participante para ouvir o que o Senhor queria nos dizer através de “orAÇÃO”; e graças à oração das pessoas por este momento da juventude e ação das comunidades para viabilizar as passagens e inscrições destes participantes. Queremos agradecer a todos que se movimentaram para enviar os jovens ao ENUJAB.

    Àqueles que participaram presencialmente do sonho provincial chamado ENUJAB e ficaram com gostinho de quero mais: fiquem ligados. Em continuação ao planejamento de fortalecimento da juventude, estaremos divulgando, em breve, no nosso perfil de Facebook, inscrições para a participação do Curso de Formação para Líderes Jovens. Projeto desenvolvido devido aos constantes apelos dos jovens e lideranças da IEAB, que desejam obter uma formação mais aprofundada para os jovens, na área da liderança e da identidade anglicana. Para quem não participou do ENUJAB, aproveite e participe deste curso, valerá a pena entrar neste barco que está em curso.

    O Curso será disponibilizado para jovens de 18 a 32 anos, em plena comunhão com a IEAB, com focos em três eixos: Diaconia, Espiritualidade e Missão. Este curso terá duas etapas: 1ª estudos à distância, e a 2ª serão os encontros presenciais, por Área Provincial, ao fim de cada módulo online. Haverá uma terceira etapa para quem optar pelo eixo Jovens em Missão, onde acontecerá um envio missionário a outra diocese, a fim de participar contribuindo em algum projeto de missão na diocese que o abrigará. Os jovens que participarem do Curso estudarão temas como: Bíblia, História da Igreja e Direitos, na modalidade à distância, e Vocação, Liderança e Elaboração de Projetos, nos encontros presenciais de Área.

    Estaremos divulgando, em breve, maiores informações sobre este projeto de formação da juventude anglicana. Acreditamos que este projeto ajudará no desenvolvimento de novas vocações e fortalecimento das juventudes nas Dioceses e no Distrito Missionário. E aos poucos, os sonhos que foram sonhados juntos vão se tornando realidade.

    “Felizes são os jovens que sonham, pois correm o doce risco de verem seus sonhos realizados” – Dom Helder Câmara

    GT Juventude

     
  • SNIEAB 11:22 on 31/03/2016 Permalink | Responder  

    Mensagem à Igreja de Cristo e à Sociedade Brasileira 

    “ A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, pacífica, humilde, compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos, sem discriminações e sem hipocrisia. Na verdade um fruto de justiça é semeado na paz, para aqueles que trabalham pela paz.” (Tiago 3:17-18)

    Irmãs e irmãos, cidadãs e cidadãos deste país que também dá nome a nossa Igreja, viemos por meio desta reafirmar aquilo que já manifestamos no documento intitulado “EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA JUSTIÇA SOCIAL E CONTRA O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF”, publicado em 10 de Dezembro de 2015, onde expressamos nosso entendimento que o processo de impeachment é movido por líderes políticos, muitos deles tornados réus em “processos de corrupção (…) e conhecidos defensores de setores empresariais que historicamente têm se beneficiado com o uso do dinheiro público”.

    As igrejas históricas, que não tem nenhum envolvimento direto com este ou qualquer outro governo e que não possuem bancadas, têm se manifestado no mesmo sentido. Estas igrejas reafirmam a defesa do devido processo legal e dos procedimentos institucionais da democracia. Não defendem, portanto, um partido ou liderança política em particular, mas conquistas sociais e econômicas que reduziram vergonhosos índices de miséria extrema e possibilitaram acesso à moradia, educação e saúde a milhões de pessoas totalmente excluídas destes direitos inalienáveis da pessoa humana.

    O Conselho Nacional de Igreja Cristãs (CONIC)- que inclui as igrejas Católica Apostólica Romana, Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida, Sirian Ortodoxa e a nossa IEAB- divulgou o “Manifesto de Religiosas e Religiosos em defesa da democracia”, endossado por pessoas de diferentes religiões, para além da fé cristã, no qual se afirma que “não concordamos com a judicialização da política, com a partidarização da justiça e com a espetacularização de ações judiciais. Essas são práticas que contribuem para o descrédito das instituições e o acirramento de posições polarizadas, o que leva a população brasileira a desacreditar na justiça. Optamos por manter o respeito a quem pensa diferente. Defendemos o direito ao pluralismo democrático e ao contraditório. Sejamos fiéis ao diálogo sincero, mesmo com quem tem posições políticas contrárias às nossas”.

    Nosso Bispo Primaz, Dom Francisco de Assis da Silva, no mesmo contexto, reafirma que

    “[...] as investigações de corrupção cometidas por agentes do Estado em todos os poderes em conluio com segmentos empresariais são um atentado contra o povo e devem ser enfrentados com a lei é somente dentro dela. São legítimas somente quando existam provas concretas e quando garantem o direito à ampla defesa. Interesses corporativos de órgãos da grande mídia não podem e não devem ser ideologicamente seletivos e nem condenar a priori ninguém por causa de seu perfil ideológico”.

    Além de assumir integralmente as declarações citadas acima, queremos, em atenção a nossa tarefa pastoral e evangélica, não apenas para as pessoas que frequentam nossa igreja, mas para toda a sociedade brasileira, manifestar:

    1. Que a forma com vem sendo conduzido o processo de impeachment mostra claros vícios antidemocráticos, não tipificando crime de responsabilidade conforme a legislação vigente e escondendo a verdadeira intencionalidade de impedir a continuidade e avanços de conquistas sociais que mudaram a vida de milhões de pessoas brasileiras nos últimos anos;
    2. Que, para o bem da sociedade e da cidadania brasileiras, o combate à corrupção em todos os níveis deve continuar, e que, além de fortalecer-se como política de Estado, jamais partidária, defendemos uma ampla reforma do sistema político-eleitoral no Brasil, através de um Plebiscito Constituinte – em conformidade com movimentos e organizações populares – que, entre outras medidas, determine o financiamento público de campanhas, eliminando o abuso e comprometimento de pessoas eleitas com interesses empresariais ou quaisquer outros que não sejam o bem-estar de nosso povo e,
    3. Que, como foi recomendado na nota de nosso Bispo Primaz, naquilo que tivermos diferentes entendimentos políticos, busquemos “que se respeite a livre manifestação do pensamento dentro de padrões que não contemplem o ódio e a violência contra pessoas e grupos”. Pois estas formas de intolerância impossibilitam o convívio democrático que buscamos na construção da paz e da justiça em nosso país.

    Entendemos que é nossa tarefa pastoral e profética, levantar a nossa voz, como parte da Igreja de Cristo, em favor da justiça, da verdade e da paz, seguindo o que nos recomenda a Carta de Tiago, “um fruto de justiça é semeado na paz, para aqueles que trabalham pela paz” e fazendo eco ao Salmo 85:10: “a misericórdia e a verdade encontraram-se; a justiça e a paz se beijaram”. Sendo assim, exortamos a todas as pessoas de boa vontade para que trabalhem na preservação dos valores democráticos da sociedade brasileira.

    São Paulo, 31 de março de 2016

    Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental

    Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

    Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia

    Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

    Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

    Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional

    Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife

     
  • SNIEAB 12:01 on 23/03/2016 Permalink | Responder  

    Um túmulo Vazio: ​a ternura é mais forte que o ódio! 

    Não está aqui, mas ressuscitou. Lucas 24:6

    Nas primeiras horas de um domingo na Palestina do primeiro século, uma comunidade estava abatida pelos acontecimentos de uma semana cheia de tristes memórias. Um profeta tinha terminado a sua missão como tantos outros profetas na história do Povo de Deus. Silenciado pelo poder de uma ordem religiosa e política que não se conformava com mudanças. Tudo parecia deprimente. Até que os raios de sol trouxeram consigo algo inesperado: aquele que estava morto reviveu!

    Os semblantes abatidos se transformaram, o luto deu lugar à alegria e a esperança reacendeu nos corações dos pobres, dos excluídos, dos silenciados. Literalmente uma transformação do luto à luta. O sopro do Espírito estava ativo, pronto para fazer um exército ressurgir, como na visão de Ezequiel. Assim começava a Igreja do movimento de Jesus, agora o Cristo de Deus.

    Não posso deixar de comparar esta descrição com a situação de nosso país.O povo brasileiro tem vivido no último ano um longo período de desesperança. Projetos de uma nova sociedade, baseada na justiça e na solidariedade tem sido adiados por aqueles que – a exemplo dos poderes constituídos na Palestina do primeiro século – não aceitam a mudança da pirâmide social. O poder ​para eles, ​ao invés de estar a serviço do povo, ​deve servir a​os​ seus interesses privados. Corrupção e escárnio capturam o direito dos pobres. A conta do esbanjamento dos ricos é paga com a dignidade dos excluídos. Some-se a isso a instabilidade política que se avoluma nas últimas semanas. Velhos fantasmas estão loucos pra voltar e já não escondem os rostos, pois a vergonha já não lhes tolhe o ímpeto.

    Tempos que exigem de nós, membros do movimento de Jesus, resiliência, confiança e união. O nosso compromisso é com o Evangelho que nos diz para quem e com quem devemos levar adiante o sonho do reino de Deus. Não falo aqui de partido político, nem de pessoas individualmente. Falo de um projeto de sociedade​ que respeita e valoriza a verdade, a justiça e o bem estar de todas as pessoas. ​​Falo do respeito à ordem constitucional, ao Estado de Direito e à Democracia.

    O Ressurreto nos diz claramente: a morte não é a última palavra de Deus para a humanidade. A vida é possível e a forma de vivê-la na História se dá por uma cidadania profética.  ​A desesperança, o medo e a velha ordem ficaram junto com os lençóis que o Ressurreto deixou dentro do túmulo. Agora será um tempo de espalhar a boa nova aos presos, aos cegos e aos famintos de justiça.

    Renovemos a nossa fé fixando nossos olhos nos olhos do Cristo Ressuscitado, que se dirige à Maria de Magdala e diz ternamente: Maria,sou eu! Dizem que os olhos são as janelas da alma. Por isso, deixemos nos inundar por esse olhar verdadeiro, amoroso e justo. Nos unamos a Ele e seremos um somente! A ternura será uma arma mais eficaz que o ódio. E vamos sair, com alegria, anunciando o Reino de Paz e Justiça. Para o Brasil e para o nosso conturbado Planeta.

    Feliz Páscoa a todo o povo de Deus!

    ++Francisco, Santa Maria

    Primaz do Brasil

     
  • SNIEAB 12:16 on 12/03/2016 Permalink | Responder  

    NOTA DO PRIMAZ DA IEAB SOBRE O MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO 

    Considerando o ambiente político nacional e o clima de mobilizações políticas destes últimos dias, desejo dirigir uma palavra pastoral a todas as pessoas cidadãs de nosso país, prevenindo consequências cuja medida ainda não é possível avaliar.

    Desejo transmitir uma mensagem de esperança e confiança em nosso Deus para que o diálogo respeitoso permaneça e as manifestações políticas aconteçam com o respeito às leis e ao Estado democrático de Direito.

    A exacerbação de ânimos não pode extrapolar os limites das liberdades constitucionais, conquistados pelo povo brasileiro e que não devem sofrer qualquer recuo. Estão  em jogo dois projetos de sociedade: um que prega a continuidade dos avanços dos direitos sociais da maioria do povo brasileiro e outro que se constrói sobre pressuposto conservador, autoritário e que serve apenas às elites e seus interesses.

    Diante disso, as Igrejas do Brasil conclamam o povo brasileiro a respeitar a legalidade republicana e democrática, construída a duras penas e banhada pelo sangue de homens e mulheres que deram a sua vida a serviço das causas libertárias de uma sociedade justa, inclusiva e pacífica..

    As investigações de corrupção cometidas por agentes do Estado em todos os poderes em conluio com segmentos empresariais são um atentado contra o povo e devem ser enfrentados com a lei é somente dentro dela. São legítimas somente quando existam provas concretas e quando garantem o direito à ampla defesa. Interesses corporativos de órgãos da grande mídia não podem e não devem ser ideologicamente seletivos e nem condenar a priori ninguém por causa de seu perfil ideológico. A tentativa de desqualificar pessoas como a do ex-presidente Lula, sem provas concretas, bem como a outras pessoas com perfil político mais à esquerda, é uma nítida estratégia corporativa que não ajuda no processo de esclarecimento da verdade. Apenas acentua o caráter político e agrava a tensão no meio da sociedade.

    Este é um processo global e latinoamericano que tem realizado mudanças políticas conservadoras, em prejuízo da ampla maioria do povo e tem provocado desastroso retrocesso político que nossa consciência evangélica não deve tolerar.

    Mas há algo que não deve ser esquecido: jamais deixemos que o ódio prevaleça na militância política e em meio às tensões que vivemos nestes tempos em nossa sociedade. O ódio será sempre um mal conselheiro. Firmeza de convicções não pode ser instrumentalizada pela eliminação simbólica de nossos opositores.

    Portanto, dirijo uma palavra ao nosso povo anglicano, recomendando que se observe o seguinte:

    1. Que se respeite o estado democrático de direito e se evite qualquer manobra de desconstrução do resultado das urnas;
    2. Que se rechace qualquer tentativa de retorno ao autoritarismo e a qualquer modelo que represente cerceamento dos direitos individuais e coletivos conquistados;
    3. Que se respeite a livre manifestação do pensamento dentro de padrões que não contemplem o ódio e a violência contra pessoas e grupos;

    Que Deus nos abençoe e que sejamos capazes de defender com firmeza um projeto de sociedade que traga consigo os valores da justiça e da paz! Um projeto que beneficie toda a sociedade. Que haja mais amor e menos ódio!

    Santa Maria, 12 de março de 2016

    Do vosso Primaz,

    ++FRANCISCO

     
  • SNIEAB 17:44 on 08/03/2016 Permalink | Responder  

    IEAB se faz presente mais uma vez com a representatividade de mulheres na ONU 

    Natalia Feldens Maiztegui, jovem da Diocese Meridional, estará representando a Igreja Nacional em Nova York

    por Vagner Ernani Mendes Junior


    No próximo dia 13, haverá um congresso focado na participação e atuação das mulheres em várias regiões do globo na Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), a IEAB há alguns anos encaminha sua representatividade através de presenças femininas atuantes em suas comunidades locais e em todas as esferas da vida eclesial. Neste ano, Natalia Feldens Maiztegui participará dos encontros, oficinas e colocações.

    Natalia é coordenadora da UJAB da Diocese Meridional (RS)

    Ela concedeu numa entrevista suas impressões antes da viagem, em ocasião que hoje (08), também se comemora o Dia Internacional da Mulher:

    SNIEAB: Pode nos contar sobre sua trajetória na IEAB?

    Meu nome é Natalia Feldens Maiztegui, tenho 23 anos, sou mulher e jovem, fiz faculdade, uso o transporte público, voto, estou descontente com a realidade do meu país, tenho namorado, que também é jovem e um irmão mais novo que como eu enfrenta uma sociedade machista e falocêntrica, onde a mulher e homem sofrem injustiças que devem ser reconhecidas. Sou coordenadora da União da Juventude Anglicana do Brasil na minha diocese e enfrento o duplo desafio de ser ignorada pelas instâncias de poder da igreja e da sociedade, não sendo ouvida por ser jovem e já vendo que pouco serei ouvida como mulher. Houveram avanços tanto na igreja como na sociedade, mas estes ainda banhados de velhos preconceitos, sobre o que a mulher veste, pensa, sobre quanto seu trabalho vale, sobre qual seu papel na sociedade… Que afeta de maneira assustadora à todas, sobretudo as mulheres jovens e meninas. Isto me põe de encontro com as temáticas que serão abordadas no encontro, o empoderamento da mulher e o desenvolvimento sustentável.

    SNIEAB: O que você espera da sua viagem como representante do Brasil?

    Com esta viagem espero primeiramente deixar transparecer minha indignação quanto a situação das mulheres no Brasil e no mundo, lembrando que os direitos das mulheres são Direitos Humanos, e muitas vezes estes lhes são negados por sociedades injustas, que as negam os direitos de expressão, de instrução, de saúde, de segurança, de alimentação, de escolha, de moradia digna e de paz. Com isso lhes nega o direito de viver em plenitude. Não posso deixar de expressar meu interesse em conhecer e conversar com estas mulheres, algumas delas jovens como eu, e a realidade de seus países e suas culturas, para que possamos juntas pressionar a ONU MULHERES e que assim  pressione os governos para que assim adotem políticas que beneficiem as mulheres, sobretudo as mais vulneráveis. Penso que a igreja possa se beneficiar mais diretamente deste contato, tendo uma perspectiva mais direta da realidade das mulheres no mundo através do meu relatório, e a oportunidade de questionar dentro de si os elementos que forem levantados em discussão.
    Seria impossível voltar sem trazer elementos que ajudem as mulheres e meninas na caminhada em favor a seus direitos, uma caminhada que também é minha, que se reflete em quem sou e que é inseparável de mim. Sou mulher, sou jovem e tenho a esperança de lutar pelos direitos de todos os seres humanos, e lutar principalmente contra a cultura do machismo que nos afeta como sociedade, nos afasta do desenvolvimento sustentável e de uma sociedade justa. Se não houvesse esperança de encontrar realidades comuns com as quais trabalhar, que ilustram a realidade da mulher a nível global e devem ser aplicadas no nosso contexto, de que serviria a minha participação no encontro? Vou por que acredito que possa voltar com novas soluções, novas lutas e novas ideias para transformar a sociedade.

    SNIEAB: Para finalizar, o que impede o andamento da caminhada das mulheres?

    O que na minha visão está impedindo o andamento da caminhada das mulheres, sobretudo as jovens, é o machismo que desencadeia a desvalorização do ser mulher, do trabalho da mulher, a sensualização do corpo feminino, sobretudo das meninas… Alguns dados refletem estes embates e algumas reações dão esperança a seu enfrentamento. O nível educativo das mulheres no Brasil está crescendo em relação aos homens, de 2003 a 2013 ocorreram 6 milhões de matrículas onde 3,4 milhões foram de mulheres e 2,7 de homens, neste período entre as pessoas que ingressaram na universidade 55% eram mulheres e entre os que concluíram 60% eram mulheres. Mesmo assim elas recebem 30% a menos em salario (em média) para a mesma função. Nas eleições de 2014, 30,7% das pessoas que se candidataram eram mulheres, onde foram eleitas apenas 10,6% de mulheres para o congresso, além da presidente, apenas uma mulher é governadora ( existem 27 estados no Brasil). Também é possível perceber que a violência contra a  mulher persiste, sobretudo em casa, nas mãos de cônjuges ou ex cônjuges, sendo em sua maior parte mulheres e homens vitimas de uma cultura machista, que torna normal uma mulher submissa que apanha e um marido “forte”, “macho”, “provedor”, que sem refletir tirou o direito dele mesmo de ser feliz, amoroso, carinhoso, sensível e partilhar sua existência no mundo de maneira saudável. Acredito que tudo isso pode mudar, pode “melhorar” e ser superado. O acesso a educação e o interesse em formação acadêmica, como dizem os dados, vem aumentando, cada vez mais homens e meninos, mulheres e meninas vem questionando ideais machistas e colocando-os em cheque. Vemos isso nas mobilizações estudantis e juvenis pelas redes sociais, nas mobilizações dos movimentos feministas, nas discussões feitas pela União das Mulheres Anglicanas do Brasil, pelo uso da linguagem inclusiva no novo Livro de Oração Comum… Mobilizações como estas mostram que mudar é possível, e sobretudo é essencial para nossa sobrevivência como planeta, como sociedade. É essencial que os homens se sintam livres para serem sensíveis e amorosos, assumirem junto as mulheres os trabalhos “domésticos” e de criação dos filhos. também é primordial que as mulheres tenham igualdade de direitos e oportunidades, sintam-se seguras e não carreguem a culpa por sofrerem violência, discriminação, machismo. Essa consciência é um caminho que devemos trilhar para uma sociedade nova, o Reino de Deus.
    ——–
    Visite o site da Diocese Meridional
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  • SNIEAB 16:39 on 08/03/2016 Permalink | Responder
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    CONVITE 

    O Bispo Primaz do Brasil, Dom Francisco de Assis da Silva, estará presente na cerimônia de Instalação do novo Deão da Catedral Nacional da Santíssima Trindade, Rev. Jerry Andrei dos Santos e da Instituição como Cônega da Rev. Marinez Rosa dos Santos Bassotto em Porto Alegre (RS).

    Sua presença e orações são esperadas!

     
  • SNIEAB 9:04 on 08/03/2016 Permalink | Responder  

    DIA INTERNACIONAL DA MULHER 

    Neste 08 de março eu queria prestar uma homenagem às mulheres , mas especialmente desejo fazer um corte claro, absolutamente necessário nestes tempos de aguçamento ideológico em nosso país.
    Quero me dirigir especialmente a três grupos que sofrem diariamente as consequências de uma sociedade que descarta, que exclui e, inclusive, criminaliza as pessoas que querem mudanças estruturais. Me dirijo às mulheres agricultoras e às mulheres negras e indígenas.
    Vivemos dias em que as elites brasileiras e seus aliados mostram a sua cara e desavergonhadamente instrumentalizam a mídia e o poder judiciário para destilar seu ódio contra qualquer projeto de efetiva transformação social. E uma efetiva transformação social não pode se efetivar sem a maciça participação das mulheres.
    As agricultoras brasileiras pobres tem sido vítimas de uma sistemática exclusão e criminalização por parte do barões do agronegócio que não desejam que a agricultura familiar conquiste o espaço de consumo da população com produtos limpos de veneno, da transgenia e que constitui a maior parte da produção agrícola de alimentos para a mesa do povo brasileiro.
    O restabelecimento da justiça social não pode prescindir da inclusão econômica, cultural e política das mulheres indígenas que sofrem as consequências da apropriação violenta de seus territórios por inescrupulosos agentes econômicos. Desrespeito e violência contra suas tradições e o abandono completo de políticas sociais que afetam sua dignidade.
    Uma sociedade civilizada só poderá se estabilizar se a variável de raça e gênero for respeitada em condições de igualdade, evitando a discriminação, e a exploração das mulheres negras. Estereotipadas na divisão social do trabalho e assediadas numa contínua reprodução de uma cultura da casa grande e da senzala.
    Na semana que vem, estará acontecendo a sexagésima Conferência das Nações Unidas sobre o status da Mulher, em Nova Iorque. Anglicanas do mundo inteiro representarão nossa Comunhão e nossa Província se fará representar pela jovem Natália Feldens Maiztegui, da Diocese Meridional.  O tema da Conferencia deste ano tratará do Empoderamento das Mulheres Adultas e Jovens e a relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Aguardemos as decisões deste encontro e tratemos de aplicar estes resultados esperados no nosso contexto como IEAB e com o compromisso assumido pelas mulheres da UMEAB em assumir o estudo e a aplicação destes Objetivos, para o qual chamei toda a Província a assumir.
    Finalmente, compartilho com alegria a decisão do Distrito Missionário que, em sua oficina de planejamento realizada neste fim de semana, assumiu o tema da alfabetização das comunidades que enfrentam sérios problemas de analfabetismo, especialmente em sua grande maioria compostas por mulheres. Aliás, segundo dados da ONU, o maior percentual de pessoas analfabetas do mundo, são mulheres agricultoras.
    Para além de celebrações, este dia deve ser um dia de se assumir compromissos com as mulheres que tem sido as maiores vítimas de um sistema excludente e machista. Mulheres do mundo inteiro, uni-vos e não aceitem homenagens cosméticas, que não reconhecem de verdade o seu lugar, a sua dignidade e a sua força política.

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 10:36 on 29/02/2016 Permalink | Responder  

    REUNIÕES NACIONAIS EM SÃO PAULO 

    Entre os dias 29 de março a 02 de abril, ocorrerá as Reuniões Nacionais envolvendo três instâncias da Igreja Episcopal: Câmara dos Bispos, Conselho Executivo do Sínodo/CEXEC e Comissão Nacional de Constituição e Cânones. O local escolhido será no CENTRO DE FORMAÇÃO SAGRADA FAMÍLIA, Rua Padre Marchetti,237 – Ipiranga – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2271-0070.

    Além de assuntos que fazem parte normalmente da agenda dessas três instâncias, o tema do Sínodo Extraordinário sobre Reforma da  Constituição e Cânones (16-19 de junho 2016) será comum em todas elas nesses 5 dias.

     
  • SNIEAB 11:05 on 15/02/2016 Permalink | Responder  

    CONVOCATÓRIA PARA SÍNODO EXTRAORDINÁRIO 2016 

    A Secretaria Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) emitiu Nota da Convocatória para Sínodo Extraordinário. convocado pelo Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva.

    O Sínodo Extraordinário irá ocorrer entre 16 a 19 de junho de 2016 no Centro Mariápolis, situado à Rua José Coelho Casas nº 55, Cidade de Várzea Grande Paulista/São Paulo.

    A Pauta do Sínodo Extraordinária será exclusivamente para  Análise, Discussão e  Votação dos Novos Cânones Gerais e da Constituição da Igreja Episcopal. Atualmente a Comissão Nacional de Constituição e Cânones (CNCC) está a frente no planejamento da matéria a ser apresentada no Sínodo e está sendo acompanhada pela Câmara dos Bispos, Conselho Executivo e Secretaria Geral. O atual Presidente é o  Bispo Filadelfo Oliveira Neto (DARJ) e é composta pelos seguintes membros: Reverendo Rodimar Pinto (DSO), Reverendo Dr. Rodrigo Espiuca (DSO), Dra. Mary Joyce (DAA), Dra. Darlan Primo (DAB) e Dr. Edegar Quintana (DM).

    A lista Oficial das Delegações e seus respectivos Suplentes de cada Diocese/Distrito será a mesma enviada/aprovada para o 32º Sínodo Ordinário da IEAB, realizado novembro de 2013, na cidade do Rio de Janeiro.

     
  • SNIEAB 8:52 on 10/02/2016 Permalink | Responder  

    Mensagem de Quaresma do Primaz da IEAB 

    “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Am 5.24)

    Irmãos e irmãs

    Estamos iniciando a Quaresma que nos chama a assumir as implicações do caminho de Jesus no deserto e também o seu caminho rumo a Jerusalém. Neste caminho, Ele nos convida a assumirmos o papel de seguidores do seu movimento, comprometidos com uma sociedade justa, baseada no respeito à natureza, ao nosso próximo e a nós mesmos, conforme o propósito de Deus.Portanto, um período especial de reflexão, oração e busca de maturidade na fé. Este ano, nossa IEAB está engajada na Campanha da Fraternidade Ecumênica que reúne as Igrejas do CONIC e o tema para este ano é Casa Comum: nossa Responsabilidade. Este tema é recorrente não somente na Comunhão Anglicana, mas igualmente no Conselho Mundial de Igrejas, na família Ortodoxa e mesmo em outras religiões.

    A sociedade está cada vez mais preocupada com os rumos da civilização em termos da sustentabilidade da vida. Cuidar da natureza e ter atitudes proativas no cuidado com o meio ambiente é parte essencial de nosso testemunho como anglicanos. E isto deve acontecer como pessoas e também como comunidades, dioceses e Província. Enfrentar o descaso com o meio ambiente também exige firmeza cidadã e cobrança dos gestores públicos na aplicação de recursos que venham melhorar a qualidade de vida de nosso povo. Significa priorizar o bem estar de toda a sociedade ao invés de fortalecer ainda mais a cultura do lucro pelo lucro. Tomando o exemplo da disseminação preocupante do Zica vírus e da Chikungunya, percebemos que a causa fundamental do problema reside exatamente na ausência de políticas de saneamento básico e tratamento de resíduos acumulado, sem descartar a forma irresponsável com que tem sido tratados as nascentes e cursos de rios. Tudo isso pode ser superado com educação do povo e políticas públicas de preservação do meio ambiente.

    A Rede Anglicana de Meio Ambiente disponibilizou uma proposta de jejum pelo meio ambiente que pode ser aplicada individualmente e em nossa comunidades. São 40 ações para serem realizadas durante esta quaresma e que recomendo que possam ser assumidas por toda a Igreja. Passos simples, gestos simples, que implicam em redução da emissão de carbono, uma das causas essenciais para o agravamento dos câmbios climáticos. Portanto, não faltam recursos para assumirmos um concreto compromisso de conversão de nossas práticas, de conscientização de nosso testemunho como cuidadores da criação de Deus.Não estamos sozinhos. Nossos irmão de caminhada ecumênica estão fazendo isto também. Nossos irmãos de outras religiões também estão assumindo o compromisso de cuidar da nossa Casa Comum.

    ACESSE AQUI o roteiro do Jejum pela Natureza, com sugestões bem práticas para que seja assumido pela nossa Igreja e que os materiais da Campanha da Fraternidade Ecumênica sejam seriamente estudados em nossas comunidades locais. Uma abençoada Quaresma a todos e todas!

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
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